José Nilton Dalcim
Paulista de 49 anos, é jornalista especializado em esporte há 30 anos. Acompanha o circuito desde 1980. É diretor editorial de Tenisbrasil.

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Nadal sob risco, Djokovic inicia escalada ao número 2

A primeira rodada do Masters de Londres teria terminado completamente dentro do esperado não fosse a nova má atuação do espanhol Rafael Nadal. Ainda que não tenham brilhado, Roger Federer, Novak Djokovic e Andy Murray fizeram a lição de casa.

Em sua entrevista, Nadal diz que não está jogando como número 1. Modéstia. Não está jogando nem como 2, talvez sequer o 3. A partida contra Robin Soderling foi tecnicamente ruim. O sueco cometeu uma sucessão de erros bisonhos no fundo de quadra, raramente se atreveu à rede, não sacou como de hábito e ainda assim precisou de apenas dois sets para derrubar o espanhol.

Rafa, que sonhava matematicamente com o número 1, precisa agora tomar cuidado para não perder o 2. Claro que Nole ainda está distante, já que precisará ganhar o Masters para ter chance e ainda torcer para que Nadal só vença uma partida na fase de grupos. Isso até não parece tão impossível assim, já que o espanhol vem de derrota indiscutível diante de Nikolay Davydenko em Pequim e de duas surras contra o próprio Djokovic.

Federer e Murray fazem o primeiro grande duelo de Londres nesta terça-feira, um jogo recheado de rivalidades, mas qualquer que seja o resultado é muito pouco provável que os dois fiquem de fora das semifinais, já que Juan Martin del Potro e Fernando Verdasco não mostraram regularidade na estreia.

Claro que a situaçáo me parece mais delicada para o suíço: se ele perder de Murray, verá cair sua confiança e terá de decidir a vaga contra o homem que o destronou do US Open e vai estar com muita vontade de repetir a dose. O escocês, por seu lado, continuaria grande favorito diante de Verdasco.

Djokovic me surpreendeu pelo lado negativo. Fez um set e meio bem abaixo do que vinha jogando. Voltou a ficar irritado, cabeça baixa. Do lado positivo, mais uma vez mostrou grande poder de reação, algo que não é fácil diante do paredão Davydenko. Na altura da metade do segundo set, achei que o russo ia mesmo ganhar e virar o maior favorito de Londres. Não vingou.

O Masters é mesmo um campeonato interessante, e imprevisível.

por José Nilton Dalcim às 22h18
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Duas maneiras diferentes de ver o jogo de tênis

Não há necessariamente um certo e um errado. Mas me chama a atenção a forma com que os dois melhores tenistas dos últimos cinco anos se colocam diante de uma competição tão esperada e tão importante como o Masters de Londres, que acaba de começar na magnífica arena O2.

O espanhol Rafael Nadal diz que vai entrar em quadra nesta segunda-feira para jogar o melhor tênis que puder, independente de resultado. Aliás, literalmente afirmou que "se eu perder os três jogos da fase classificatória, que perca jogando um bom tênis".

Mais interessante ainda foi a frase final, diante da pressão exercida pelos terríveis jornalistas ingleses, que nunca desistem até obter uma resposta convincente. "Para mim, tanto faz ser o número 1 ou 2, desde que eu esteja feliz. Eu era feliz no ano em que fui 50".

Aí veio ontem o suíço Roger Federer e não economizou palavras para afirmar taxativamente que não foi a Londres para competir, mas para ganhar o campeonato. E que sua meta é sim terminar o ano no número 1 do ranking, retomando a liderança perdida em 2008, quando Nadal interrompeu sua série de quatro rankings finais seguidos como 1.

Não sei se a ideia é tirar a pressão de si, no caso de Nadal, ou colocar mais pressão no adversário, no lado de Federer. De qualquer forma, o duelo começou antes mesmo de se dar o primeiro saque.

por José Nilton Dalcim às 12h39
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Quem leva o Masters de Londres? Valem três camisas do Bellucci.

Conforme o prometido, está a partir de agora no ar o Desafio para o Masters de Londres. Quem quiser, deixe seu palpite para as semifinais, campeão e vice. Os três que se saírem melhor ganham camisa Topper autografada pelo Thomaz Bellucci.

O regulamento é simples:
- Indique o campeão - quem acertar, faz 50 pontos
- Indique o vice-campeão - quem acertar, faz 30 pontos
- Indique os outros dois semifinalistas - cada acerto, 15 pontos

Quem acertar tudo, pode fazer no máximo 110 pontos. E como vamos desempatar?

- Indique quantos games o campeão vai perder em todo o campeonato

Então, vamos aos palpites. Se possível, sigam esta exata ordem para facilitar a contagem dos palpites: campeão, vice, semifinalistas, games perdidos do campeão.

E não esqueçam de colocar nome, sobrenome, cidade e e-mail (este dado não é publicado).

O Desafio estará aberto a palpites até as 12 horas do domingo.

O meu? Djokovic, campeão. Federer, vice. Semifinalistas: Murray e Nadal. Games perdidos pelo campeão: 44.

por José Nilton Dalcim às 15h52
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Sorteio dos grupos esquenta ainda mais o Masters de Londres

Se você está diante de um torneio em que todos os participantes estão entre os nove melhores do ranking e são grandes destaques de uma longa e desgastante temporada, é quase um risco se falar em favoritismo, jogos fáceis ou difíceis, previsão de resultados. Porque literalmente tudo pode acontecer num nível tão alto, ainda mais se lembrarmos que o piso sintético deste Masters de Londres é a especialidade de praticamente todos eles. E antes que alguém diga o contrário, isso inclui necessariamente Rafael Nadal, o atual campeão do Aberto da Austrália e dono de seis títulos de Masters em quadra semelhante.

Mas o sorteio dos grupos nesta quarta-feira foi especialmente pródigo em colocar diante de Roger Federer e Nadal os seus maiores problemas no circuito atual. Federer terá de reencontrar Andy Murray, de quem não apenas perde por 3 a 6 no confronto direto, mas também sente um particular desconforto, algo tão evidente que gerou até palavras pouco cavalheirescas de ambos os lados. E ficou ainda do lado de Juan Martin del Potro, que conseguiu aquela virada histórica no US Open e mostrou claramente que não tem mais medo do outrora bicho-papão.

Me parece óbvio considerar Federer o favorito em sua chave, ainda que ele venha de duas derrotas seguidas em piso parecido. Em primeiro lugar, é bem provável que Murray sinta a pressão de jogar em casa, sem falar que seu problema físico no punho é ainda uma incógnita. Del Potro está longe de sua melhor forma e provavelmente com confiança em baixa. Verdasco não assusta ninguém, muito menos o suíço. Então meu palpite é simples: Federer em primeiro, Murray em segundo.

A outra chave ficou talvez até mais interessante. Nadal terá de jogar contra três adversários que vêm de vitórias sobre ele, todas aliás categóricas. Acabou de levar duas surras de Novak Djokovic sobre quadra rápida, foi batido por um ótimo Nikolay Davydenko em Xangai e nunca esteve com Robin Soderling tão atravessado na garganta. Desafeto público, o sueco o superou em pleno saibro e tirou-lhe a chance do penta em Paris. Por esse conjunto de coisas, Rafa terá de ter o máximo de equilíbrio emocional, além de reavaliar taticamente a forma de encarar os três.

Djokovic é meu favorito, não apenas à semifinal como ao título. Atual campeão, está em melhor forma física, técnica e por consequência de confiança entre todos os outros nesta reta final de temporada. Deve liderar o grupo e chegar em primeiro lugar à semifinal, acompanhado de Nadal, já que Soderling está mal do físico e com um tênis muito pouco criativo. Davydenko é sempre um perigo, mas acho que, se ficar para decidir a vaga contra o espanhol, prevalecerá o enorme coração do número 2.

Mais um Desafio - E como já sugeriu um internauta, que tal um Desafio para encerrar a temporada? A partir de amanhã, abriremos aqui a oportunidade para os votos (semifinal e final), tentando organizar de uma forma que fique fácil controlar. Preparem seus palpites!

por José Nilton Dalcim às 14h24
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Primeiro balanço do ranking mostra destaques e decepções de 2009

Todos os tenistas top 50 que não estão entre os nove primeiros do ranking já têm uma classificação definitiva para a temporada 2009, com o encerramento do calendário regular no último domingo. Com exceção de Andy Roddick, os que encabeçam o ranking ainda terão chance de mudar seu ranking em Londres, mas essa é conversa para amanhã, depois do sorteio dos grupos.

Então já é possível então fazer uma primeira análise geral da temporada masculina, tentando situar principais vencedores e maiores perdedores desse outro grupo.

Entre o pessoal que teve ascensão destacada está o tcheco Radek Stepanek, que terminou 2008 em 27º e agora aparece em 12º, um resultado e tanto para um tenista que fará 31 anos dentro de 10 dias. Outro veterano que deu um salto espetacular foi o alemão Tommy Haas - veio de 82 para 17 -, embora seja preciso considerar que sua queda foi em função de parada por contusão. O russo Mikhail Youzhny entra na galeria dos que se recuperaram, vindo de 32 para 19 com um bom final de temporada.

Curiosos parênteses cabem a Robin Soderling e Fernando Verdasco. Eles não podem ser chamados exatamente de nova geração, porque estão com 25 e 26 anos, mas atingem o auge da maturidade e chegam ao top 10 com vaga em Londres. O sueco era 17º e vira nono, enquanto o canhoto saiu do 16º para o oitavo.

Dentre a nova geração, não há dúvidas que o destaque foi o croata Marin Cilic, vindo de um 23º para o 14º graças a sua regularidade em todos os pisos. Esse garoto é uma das minhas apostas para o top 10 em 2010. Um pouco mais velho, Gael Monfils praticamente se manteve no mesmo lugar, com um importante 13º (era 14º).

A área das decepções é bem mais extensa, mas o título máximo cabe a meu ver a James Blake, que deixou o top 10 para um mediano 44º posto. E sem mostras de reação. Dois espanhóis também parecem ter atingido a curva descendente: David Ferrer foi de 12 para 18 e Nicolas Almagro, de 18 para 26. O russo Igor Andreev despencou de 19 para 35. Menção necessária a David Nalbandian, que por conta da cirurgia é agora 66º, e a Jo-Wilfried Tsonga com seu ano perturbado, caindo quatro postos (6 para 10).

Vale obviamente falar dos brasileiros. Thomaz Bellucci dispensa comentários, com sua evolução de 85 para 36. Marcos Daniel teve pequena queda (79 para 88), mas está no top 90 aos 30 anos, mesma idade com que Julinho Silva consegue um salto incrível de 300 para 144, na condição agora de terceiro melhor do país. A queda mais significativa é de Thiago Alves, que era 113, chegou a entrar novamente no top 100 mas encerra num amargo 151.

por José Nilton Dalcim às 20h38
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Aberto de São Paulo faz de tudo para ter Bellucci

Os argumentos são consistentes: jogar em casa, com o apoio da torcida, num piso e em condições climáticas que já dão certa preparação para o Aberto da Austrália, e lutar por 110 pontos no ranking em um torneio em que se é favorito absoluto, montante que deverá garantir a importante condição de cabeça-de-chave no primeiro Grand Slam do ano.

Com esse raciocínio bastante lógico, a Maricic Eventos tenta há duas semanas convencer Thomaz Bellucci a disputar o tradicional Aberto de São Paulo, o maior challenger brasileiro, que subiu premiação para US$ 125 mil e vale pontos como se fosse de US$ 150 mil, justamente quando comemora 10 anos de realização contínua no Parque Villa-Lobos.

"Não é preciso frisar o quão importante é para o tênis brasileiro ter seu maior nome em quadra, motivando a nova geração, podendo ser mostrado ao vivo pela TV e pela internet", diz Juliano Tavares, um dos executivos da empresa. "Como neste evento a entrada do público sempre foi gratuita, geralmente com mais de 4 mil pessoas nas rodadas finais na arquibancada, isso contribuiria muito".

Mas a ênfase dele, em longo e-mail enviado ao jogador, está mesmo na questão técnica. Juliano mostra por A+B que o título em São Paulo vale 110 pontos no ranking, o que levaria Bellucci ao número 32 do ranking com 90% de chance e, ao mesmo tempo, à lista de cabeças da Austrália.

"Se ele for a Brisbane, como está programado, não vai ser cabeça desse forte ATP 250. Terá uma chave duríssima pela frente e ainda precisará ir ao menos à semifinal para fazer 90 pontos. Sem falar no fundamental fator confiança: um título em São Paulo, onde ele seria amplo favorito, significa um grande embalo para começar uma importante temporada. Todos torcemos muito para isso".

Por enquanto, não há sinal de que o discurso da promotora tenha sensibilizado a equipe técnica do número 1. Segundo Roberto Marcher, que representa a Koch Tavares, empresa que gerencia a carreira de Bellucci, não há a menor possibilidade de ele alterar o calendário já estabelecido, que prevê ir a Brisbane, Auckland (ou Sydney, conforme Marcher) e Melbourne. "Ranking é sempre uma meta, mas neste momento não é a prioridade do Thomaz", explica. "Traçamos todo um planejamento para 2010, pensando desde o físico até o técnico, e o objetivo é estar nos grandes eventos, aumentar a experiência, algo que não mudará se ele continuar no nível challenger".

Feliz 36 - Ao ser confirmado como 36º do mundo no ranking final de temporada, Bellucci causou uma gostosa dor de cabeça a seus patrocinadores, já que a escala de bônus prevista em contrato aumentou consideravelmente. Como acontece em todos os acordos desse gênero, além de um fixo mensal, existe uma premiação extra por objetivo alcançado, como títulos nacionais, internacionais e meta de ranking.

por José Nilton Dalcim às 16h38
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Djokovic encontra o caminho e promete incomodar os líderes em 2010

Quem é o melhor tenista em atividade? Acho que ninguém mais duvida que é o sérvio Novak Djokovic. Enquanto seus adversários tropeçam na irregularidade e nos altos e baixos de seu preparo físico, Nole conseguiu uma façanha ao ganhar dois torneios tão duros nesta reta final de temporada, com resultados que ninguém pode ousar contestar.

Paris deu a Djokovic seu quinto título de Masters, aliás todos diferentes, e isso o iguala agora ao virtualmente aposentado russo Marat Safin, deixando então como terceiro na lista dos jogadores que estarão no circuito em 2010.

Além de tirar o peso dos ombros e conquistar enfim um título de peso em 2009, o mais significativo foi sua incrível regularidade nos Masters: fez pelo menos quartas em todos os nove, semi em sete e decidiu cinco, tanto no saibro como no sintético.

Ao longo de suas 76 vitórias, seu recorde pessoal e melhor marca do ano, estiveram três contundentes vitórias sobre Roger Federer, dois shows contra Rafael Nadal e uma vitória incontestável diante de Juan Martin del Potro em Roma. Só faltou mesmo bater Murray na final de Miami, mas é importante considerar que o sérvio até então estava na fase de baixa.

Importante ainda observar que, nos eventos de Grand Slam, Djokovic só faltou às quartas de Roland Garros. Portanto, ainda que chegue a Londres com chances mínimas de sonhar com o número 2 - estará 1.250 pontos atrás de Nadal e só pode somar 1.500, ou seja, tem de ganhar o troféu invicto e torcer para o espanhol só vencer uma partida na fase preliminar -, Djokovic aproveitou muito bem a reta final para se recolocar na condição de ameaça aos líderes em 2010.

Gael Monfils também merece citação, após a longa final deste domingo, em que se viu mais coração do que técnica no terceiro set, onde os dois literalmente se arrastavam pela quadra. Cuidado ao criticá-los. Só quem esteve numa quadra de tênis, em qualquer  nível, sabe o quão difícil é jogar cansado, o quão impossível é jogar exausto.

Para mim, no entanto, Monfils continua sendo a promessa que não consegue vingar, nem tanto pelo ranking (aparecerá afinal como 13º no ranking final da temporada) mas especialmente pelo jogo exageradamente defensivo, às vezes sem coragem, que chega a me irritar.

por José Nilton Dalcim às 15h49
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Federer vacila e Nadal entra de vez na briga pelo número 1

O suíço Roger Federer poderia ter um final de temporada mais tranquilo, mas já deu um passo em falso, na decisão da Basileia, e um considerável tropeção na estreia de Paris. Com isso, a defesa do número 1 e a oportunidade de somar o quinto final de temporada na liderança - das últimas seis - começa a correr risco.

Federer saiu de Paris com 10.150 pontos e, com duas vitórias suadas do espanhol, já vê o canhoto perigosamente mais próximo, ou seja exatos 1.125 pontos. Isso já é suficiente para haver briga das boas em Londres, onde o campeão invicto fatura 1.500. Mas Nadal ainda pode ir mais longe em Paris.

Ainda que não esteja com um tênis convincente, e encare nesta sexta-feira o jogo agressivo e acrobático de Jo-Wilfried Tsonga, ele pode ganhar e somar mais 180 pontos. Na hipótese de uma final, seriam mais 420 sobre o atual montante e um eventual título reduziria drasticamente a distância para a casa dos meros 205 pontos.

Seria, na verdade, um encerramento bem interessante para uma temporada em que os dois efetivamente dividiram as atenções. Os primeiros cinco meses foram todos de Nadal, com a grande conquista na Austrália e a tradicional soberania no saibro europeu, até que Federer virou o jogo na final de Madri e caminhou para dois troféus históricos em Paris e Londres, onde retomou com todo direito a ponta do ranking.

Esse possível duelo ganharia ainda mais molho na formação dos grupos, onde um Djokovic, um Del Potro, um Davydenko ou um Soderling apimentariam a vida de um ou de outro. Torço por isso.

por José Nilton Dalcim às 23h29
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Safin vai fazer muita falta ao tênis

Ele não levou a carreira tão a sério quando poderia. Viveu sua vida de playboy, noitadas. Quando realmente jogou tênis para valer, virou número 1 do mundo, faturou dois Grand Slam, ganhou de todo mundo. Marat Safin, russo com sotaque e jeito latino, diz adeus ao tênis competitivo numa fase em que não consegue mais arrancar as mesmas glórias, vítima de contusões e falta de confiança. O fim era inevitável, ainda que aos 28 anos e 65º do ranking.

Não dá para os brasileiros esquecerem que Safin viveu seu primeiro auge justamente na Era Guga, quando rivalizou com o catarinense na ponta do ranking, nos torneios de saibro. Saque e golpes extremamente poderosos, brilhou em qualquer piso. Seu jogo mais espetacular, que vem sempre à minha lembrança, é a semifinal da Austrália em 2005 contra Roger Federer, um dos momentos de maior técnica que assisti no tênis atual. Aqueles cinco sets resumem Marat, que conseguia ser genial e genioso em questões de segundos.

Claro que Safin também não foi um exemplo em quadra. A vida desregrada dos bastidores, que tanto influiu em resultados e depois no mau preparo físico e contusões, foi menos visível do que sua ira contra a raquete, contra os árbitros, contra o mundo. Mas se ao mesmo tempo Safin era um bad-boy, sua conduta completamente espontânea lhe deu um inegável carisma. Com o microfone na mão também assustava, ora com tiradas de excelente humor, ora com pitadas de venenosa ironia.

Na soma de tantas facetas, não resta menor dúvida que Safin fará gigantesca falta ao tênis, um esporte que necessita não apenas de grandes vencedores e de rebatidas sensacionais, mas também de calor humano.

Que dia - Rafael Nadal, irreconhecível, escapou por milagre e incompetência de Nicolas Almagro. Roger Federer, de novo com altos e baixos, parou num dia inspirado de Julien Benneteau. E em plena madrugada, Andy Murray ficou bem perto da eliminação diante do irregular James Blake. Paris, como sempre, é um martírio para os líderes do ranking. Novak Djokovic ficou bem mais favorito, se aguentar o cansaço.

Acabou - Bruno Soares e Kevin Ullyett disseram adeus a Paris, ao sonho de ir ao Masters e à parceria. Fizeram ótimos seis meses e um segundo semestre muito ruim. Serviu certamente para o mineiro ganhar ainda mais experiência e, quem sabe, embalar com outro bom parceiro em 2010.

por José Nilton Dalcim às 23h12
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True lies

O livro autobiográfico de Andre Agassi enfim foi às livrarias nesta segunda-feira, chegou a estar entre os mais vendidos no site da Amazon e o norte-americano, em meio a um turbilhão de poucas defesas e muitas lamentações, não se fez de rogado e fez uma tarde de autógrafos em sua Las Vegas. Certamente, vai se tornar um best-seller, pelo menos no meio esportivo, já que a publicidade feita com bombásticas revelações sobre o uso de drogas fez o seu devido trabalho. E estrago.

Há dezenas de artigos sobre o "Open" nesta terça-feira nos principais sites esportivos. Muitos deles reproduzem novos trechos. A agência AP, por exemplo, cita outras passagens em que o norte-americano revela sua intimidade com maconha e álcool, que são citadas em vários pontos do livro. Seu pai - que se recusou a ler a autobiografia - forçava o filho a tomar Excedrina antes de qualquer jogo durante sua fase infanto-juvenil, porque o remédio possuía cafeína.

Em longa entrevista dada no fim de semana, Agassi explicou que suas revelações sobre o uso da droga cristal ao longo de 1997 vieram porque ele não conseguia mais viver com suas mentiras. "Quanto me retirei das quadras, pude pensar com mais calma sobre tudo o que aconteceu na minha vida", afirmou o ex-número 1 do mundo. "Essas coisas atormentavam a minha vida". Mas voltou a dizer enfaticamente que jamais usou drogas para competir e lamentou as reações negativas de personalidades como Martina Navratilova e Roger Federer.

Mas não foi só. No livro, Agassi também despeja rancores contra vários tenistas. Pete Sampras foi, é claro, um dos maiores alvos. Em certo ponto do livro, Agassi diz que "Sampras parece mais robótico que um papagaio... Invejo sua pasmaceira... Gostaria de imitar sua espetacular falta de inspiração, ou sua peculiar falta de precisar de uma inspiração".

Sobre Michael Chang, ele ironiza: "Ele agradece Deus, credita tudo a Deus, e isso me ofende. Deus está tomando partido num jogo de tênis, e está contra mim. Venci Chang e as blasfêmias". E mais: "Quando Chang ganhou Roland Garros, em 1989, me senti mal. Como, entre tanta gente, ele ganhou um Slam antes de mim?"

Sobram também críticas para Boris Becker (que teria mandado beijos para a então esposa Brooke Shields durante uma partida), Jim Courier, Thomas Muster e Yevgeny Kafelnikov. Revela ainda ter perdido de propósito para Chang uma semifinal na Austrália para não jogar contra Becker. "Precisava entregar o jogo de uma forma que o público não percebesse".

Na entrevista dominical à AP, Agassi é direto: "Não tenho arrependimento sobre tudo o que está no livro".

Veja no vídeo ao lado a participação de Agassi na CNN, em sua primeira entrevista sobre o livro. Ontem foi confirmado que ele aceitou encarar David Letterman no famoso talk-show, ainda sem data acertada.

Urubus - Algo aqui me incomoda: Agassi errou feio, mas tem muita gente pegando carona na desgraça alheia e querendo aparecer. Essa história de tirar a medalha de ouro de Atlanta é absurda, o Sergi Bruguera deveria se envergonhar disso. O exame em que o norte-americano admitiu ter sido pego por doping foi em 1997, portanto muito depois dos Jogos. E o Safin, logo ele, resolveu criticar Agassi. É para dar risada.

por José Nilton Dalcim às 11h46
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Djokovic e Murray colocam molho na reta final da temporada

O sérvio Novak Djokovic e o escocês Andy Murray, embora por caminhos distintos, venceram neste domingo os dois ATP 500 da semana e apimentaram o final de temporada. Não apenas diminuem muito o favoritismo de Roger Federer e Rafael Nadal para os dois últimos torneios do ano, como também deram oportunidade para que o ranking fique mais concorrido.

Nole merece a nota máxima, não apenas porque derrotou Federer com um tênis de altíssima qualidade num piso e num clima que só favoreciam o adversário, mas também porque esteve duas vezes tão perto da derrota na Basileia e mostrou notável capacidade mental de escapar das quedas diante de Stanislas Wawrinka e mais ainda contra Radek Stepanek. Em Valência, Murray encontrou uma chave bem mais tranquila, só teve trabalho mesmo diante de Fernando Verdasco, mas merece louvor por ter voltado logo com título após seis semanas de parada forçada.

O resultado dessas duas campanhas pode se refletir no ranking. Como ainda temos 2.500 pontos em jogo (máximo que poderá somar um tenistaque ganhe Paris e Londres, ou 1.600 se for finalista em ambos), vemos que Nadal tem uma chance matemática de recuperar o número 1. Ele precisaria somar 1.300 pontos a mais que Federer, o que certamente não é nada fácil mas possível. A seu favor, Federer precisa somar 200 pontos a mais que Nadal em Paris para fechar sua quinta temporada como líder e nem depender de Londres.

O mesmíssimo raciocínio serve para o duelo direto entre Nole e Murray, que estarão separados por 370 pontos se retirarmos a pontuação a defender. O sérvio até pode sonhar com o número 2, uma tarefa bem mais difícil, já que a distância é de 1.935 pontos. O britânico, por seu lado, precisa se cuidar com o argentino Juan Martin del Potro, que ganhará seu posto se fizer 735 pontos a mais na soma de Paris e Londres.

Há também uma briga direta entre Fernando Verdasco e Nikolay Davydenko, com vantagem de 330 pontos para o russo. Na contramão, o francês Jo-Wilfried Tsonga pode deixar o top 10 se não jogar bem nesta semana.

O fato curioso é que Paris parece um torneio incrivelmente aberto. Federer não convenceu, Nadal e Del Potro sofrerão com a falta de ritmo, Murray é imprevisível e Djokovic poderá sentir o desgaste da semana puxada na Basileia. Como Tsonga, Soderling e González se arrastam atrás das contusões, quem sabe o título não cai no colo de Davydenko e Verdasco? Façam suas apostas.

por José Nilton Dalcim às 18h42
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Davydenko e Verdasco ficam a um passo de Londres

Talvez nem seja preciso esperar o Masters 1000 de Paris na semana que vem para vermos definido o quadro dos oito participantes do ATP Finals de Londres. Com os resultados até aqui dos torneios 500 da semana, é praticamente certo que o russo Nikolay Davydenko e o espanhol Fernando Verdasco garantam as duas vagas que estão abertas.

Semifinalistas em Valência, os dois abriram vantagem considerável sobre o sueco Robin Soderling, que está agora a 380 pontos de Verdasco e a 710 do russo e, ainda por cima, está fazendo um sacrifício para se recuperar da lesão no punho. Meros 50 pontos atrás dele, o chileno Fernando González ainda pode sonhar, mas já deu para perceber que ele terá de ser no mínimo semifinalista e superar seus problemas nos pés.

Mesmo jogando em casa, Jo-Wilfried Tsonga precisará de um milagre para ir a Londres, ainda mais que também não está bem fisicamente. Radek Stepanek entrou na briga de última hora, ultrapassou Marin Cilic mas ainda assim está 945 pontos atrás de Verdasco neste momento. Sua situação só se tornará viável caso avance na Basileia e o espanhol caia neste sábado.

Para completar esse quadro, saiu também a chave de Paris e isso só reforça a chance de Davydenko e de Verdasco. Para ganhar o torneio, Soderling terá provavelmente de tirar Davydenko, Djokovic e Nadal, enquanto González tem pelo caminho Del Potro, Murray e Federer. Nada fácil.

Confirmado esse quadro, há de se lamentar a ausência de Soderling e de Tsonga em um torneio sobre piso sintético coberto como o de Londres, onde são tenistas muito respeitáveis, mas diante de uma temporada marcada por contusões e altos e baixos dos dois, não dá para reclamar do destino.

Bellucci cai uma - Com os resultados das quartas-de-final dos ATP 500 de hoje, está garantida a presença de Thomaz Bellucci no top 40 por mais uma semana. Ele só perderá uma posição, devido à subida de John Isner. Mas terá de ficar na torcida na semana que vem, já que nada menos que sete adversários (por enquanto) podem ultrapassá-lo. O maior risco está com Ivo Karlovic e James Blake.

por José Nilton Dalcim às 20h11
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A pequena Imbituva ensina o caminho das pedras para o tênis brasileiro

Provavelmente você nunca ouviu falar em Imbituva, muito menos sabe onde fica esse pequeno município paranaense de cerca de 28 mil habitantes. Conhecida como "Cidade das Malhas" por seu investimento no setor têxtil, está no típico interior do Estado, a 174 km da capital.

Mas é dali que surge um dos trabalhos mais sérios que já ouvi falar nos meus muitos anos de tênis. Sem alarde, sem pressão e sem objetivo financeiro, Imbituva criou o Centro Regional de Tênis. Vejam a definição do modelo: caça de talentos + oportunidade + treinamento sistemático = grande chance de se formar um atleta de elite. Não dá para ser mais feliz na definição.

Tudo começou em janeiro, por iniciativa do técnico Didier Rayon - aquele que revelou os irmãos Teliana e José Pereira -, que idealizou o conteúdo técnico e a programação de clínicas, através de seu método de ensino. Encontrou em Imbituva um grupo de amantes do tênis, que forneceu estrutura e o universo. Nas palavras do diretor do Tênis Clube local, Paulo Pupo, "achamos os tenistas e os pais certos para entender um projeto de médio e longo prazos, em que a disciplina é o ponto alto, aliado à qualidade de vida do interior".

O projeto deu largada no início deste ano, engloba outros clubes da região e seus professores e reúne 32 jogadores neste primeiro momento. Não há patrocinador de qualquer espécie. O objetivo básico é desenvolver o tênis na região, implantar uma filosofia de trabalho e treinamento, dar acesso social ao tênis através de programas em escolas públicas e formar uma equipe técnica competente.
 
Em tão pouco tempo, o progresso já é visível. Depois de várias clínicas e algumas semanas de treinamento mais intenso - subsidiado pelos participantes para cobrir despesas básicas -, o projeto cumpriu tão bem seus objetivos que já planeja incluir outros 16 garotos de 8 a 15 anos em 2010. Nesses seis meses em que os juvenis trabalharam com Didier, o TC de Imbituva ficou em quinto lugar no Interclubes estadual, mesmo jogando apenas metade das chaves. Obteve vitórias tranquilas sobre os principais clubes na faixa de 10 e 12 anos. Garotos de 9 anos jogando uma categoria acima! Na Copa Itaú colegial, uma menina dos 10 anos faturou a etapa estadual e, como prêmio, passou duas semansa treinando nos EUA.

No dia 28, o projeto encerra sua primeira temporada e vai promover um amplo dia de atividades, que incluem palestra, prova de inglês e jogos. O objetivo para 2010 é aumentar um pouco mais a parte competitiva. "As crianças batalham muito em quadra, com disciplina técnica e tática, e tenho certeza que logo todos ficarão sabendo seus nomes pelo Brasil afora", aposta Pupo.

Num país sem política esportiva, muito menos para a formação de atletas de ponta, fica claro que só mesmo a boa vontade nos salva. Um projeto moderno e bem organizado, um profissional competente e um sistema de trabalho bem focado darão sempre resultados. Obrigado pela lição, Imbituva.

por José Nilton Dalcim às 18h09
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Simpósio consagra Larri e dá verdadeiro panorama do tênis nacional

Enquanto a maioria dos trabalhadores deste país encararam o feriadão de Finados com um bom descanso, sol e tarnquilidade, cerca de 500 técnicos do Brasil encheram a arquibancada do Paineiras do Morumby, enfrentaram calor, banco de madeira e cansaço, mas não tiraram os olhos da quadra de saibro, onde valiosas palestras aconteceram por três dias consecutivos. Entre muita gente de cabelos grisalhos, rostos bem conhecidos, a boa surpresa foi ver na plateia uma maciça presença da 'nova geração',  professores saindo da faculdade e iniciando carreira, já ligados na necessidade de traçar novos horizontes e se manter atualizado.

O mais curioso de se observar num evento de tamanha magnitude é a diversidade do tênis pelo Brasil. Como são diferentes as necessidades de um treinador que veio do Sul do Pará, viajando por mar, terra e ar para chegar a São Paulo. Entre um experiente treinador do Rio de Janeiro, que esbanja conhecimento do esporte e do circuito, encontramos também um grupo de verdadeiros adolescentes de Minas, um tradicional professor de Maceió. Cada um conta sua história, sua realidade. Ali está também um empresário, projeto em mãos para construir uma segunda grande e equipadíssima academia em Teresina. Fora das palestras, discute-se de tudo nas rodinhas, da direita do Federer à taxa de inscrição das Federações. Essa troca incessante de informações é sem dúvida o maior lucro do Simpósio.

Claro que o ponto alto foi Larri Passos. Pela primeira vez na longa carreira, o homem que levou Guga Kuerten ao número 1 do mundo se dirigiu diretamente a um grande grupo de treinadores e aproveitou para falar por 10 horas, contando ricas e emocionantes histórias. Mostrou seus métodos de treinamento, o trabalho com a criançada, contou o que espera do tênis brasileiro a médio e longo prazos. Final apoteótico, ajoelhou-se e beijou o saibro, sob flashes e aplausos. Muitos podem ver nele algum excesso de estrelismo ou de marketing, mas uma coisa não se pode negar: Larri é um espelho para a maioria dos treinadores, o exemplo de dedicação e sucesso que tanto nos faz falta.

Sharapova, só na TV - Se você sonhava em ver de pertinho a musa Maria Sharapova em sua exibição no Brasil, diga adeus. A russa não irá mais se exibir no Harmonia, nem no dia 29, como anteriormente previsto. Ela jogará agora no dia 6 de dezembro, na Fazenda Boa Vista, a 100 km de São Paulo, em um encontro reservadíssimo para 800 seletos convidados. E só. Ao público, restará a transmissão ao vivo da partida pela TV a cabo.

por José Nilton Dalcim às 11h27
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O presente e o futuro

Todos os olhos estavam voltados para o saibro da Sociedade Harmonia, em São Paulo, na torcida para que Thomaz Bellucci cumprisse seu favoritismo e levantasse mais um troféu na temporada, que o empurasse mais seis posições para cima do ranking, além é claro do gosto de desforra em cima de Nicolas Lapentti. Mas talvez devêssemos também ter olhado para um torneio bem menos divulgado, lá na periferia de Porto Alegre. Pois se o presente hoje está com Bellucci, o futuro deu suas primeiras caras por lá.

Como eu havia dito no começo da semana, Bellucci nem precisou jogar um tênis brilhante para ganhar a etapa brasileira da Copa Petrobras. Perdeu um único set, justamente o primeiro que disputou após a viagem da Suécia e a mudança de piso, e desde então não teve mais adversários. É o que deveríamos esperar dele, não apenas por uma questão de ranking muito superior, mas porque estava claro seu amadurecimento. Não sentiu pressão por jogar em casa, diante da família e dos amigos, olhos atentos da imprensa e de (muitos) desconfiados em meio ao público.

Dificilmente Bellucci conseguirá se manter entre os top 40 até o último ranking do ano, que ainda vai computar dois ATP 500 e o Masters de Paris, já que a maioria dos seus adversários diretos permanece na Europa. Pouco importa. Ele foi além de seu objetivo e dos nossos prognósticos. Tem chance de começar a temporada como cabeça-de-chave nos ATPs da Oceania e, quem sabe, um punhado de vitórias não o leve até a ser cabeça no Aberto da Austrália. Se a equipe técnica continuar empenhada em melhorar seu preparo físico e cuidar de alguns detalhes na escolha de golpes, podemos sonhar com um top 30 em breve.

Não menos importante, porém, foi a semifinal que aconteceu sexta-feira lá em Porto Alegre. Vejam só: Guilherme Clezar contra Tiago Fernandes, ambos 16 anos, buscando seus maiores resultados já entre os profissionais. Deu Clezar, até com certa facilidade, e ele se tornou assim o mais jovem tenista brasileiro a disputar uma final que conte pontos para o ranking da ATP que eu tenho notícia. Observe-se que era apenas o segundo torneio profissional de Clezar, que logo na estreia eliminou o cabeça 1.

Enquanto um treina no Instituto Gaúcho, o outro está agora sob o sistema de Larri Passos. Longelíneos, tênis moderno, preparo físico, versatilidade, trabalhadores. O futuro, senhores, já começou.

por José Nilton Dalcim às 16h03
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