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O Blog de cara nova!
às 12h32 - por José Nilton Dalcim

E o Blog do Tênis mudou de cara e de plataforma, o que nos permitirá implementar melhorias. Acessem pelo endereço http://tenisbrasil.uol.com.br/blog/

Espero que vocês gostem!


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Crise nos challengers
às 10h02 - por José Nilton Dalcim

O circuito masculino está em alerta. Segundo levantamento do site Heavy Top Spin, o primeiro trimestre de 2013 sofrerá uma redução alarmante de torneios de nível challenger, que são o degrau mais importante para os jogadores que estão fora do top 100.

Vejam os números: em 2013, o calendário oficial da ATP divulgou 21 challengers para este primeiro trimestre, que são 30% menores do que 2012, que teve 30 nesse período do ano, e 36% inferiores aos 33 de 2011.

A reportagem não procura explicações, mas certamente a crise econômica é a maior delas. Por outro lado, afirma que houve um 'boom' desses torneios - que atualmente têm premiação entre US$ 35 mil e US$ 150 mil - ao longo dos últimos 20 anos. Em 1992, eram apenas 88 e atingiram o auge em 2008, com nada menos que 175. Desde então, entrou em linha descendente e no ano passado o calendário desabou para 147.

A diminuição de oportunidades no Challenger Tour é duplamente preocupante. Além de dificultar o acesso ao top 100 e aos torneios maiores, significa que os tenistas passarão mais tempo tendo prejuízo em suas carreiras. Porque é mais do que sabido - e interessante tema para outro post - que um profissional abaixo do 150º lugar do ranking não consegue ganhar dinheiro. No máximo, paga as despesas. Isso é ainda mais grave para os jogadores sul-americanos, que estão mais distante dos EUA e da Europa.

Outro dado curioso citado na matéria é que, enquanto os challengers cresciam, as vagas dentro dos ATPs (incluindo aí Masters e Grand Slam) estagnaram. Em 1994, havia 90 eventos de primeira linha, o que corresponderia a 36% mais espaço do que os atuais 65. Desde 2002, o calendário de ATPs ficou limitado a esse número, mas ao mesmo tempo muitos torneios diminuiram de tamanho, passando a chaves com 28 e 48 participantes. Segundo os cálculos do site, são oferecidas hoje 7.432 vagas nesses maiores torneios, apenas 9,5% mais do que uma década atrás.

Derrotas e desistências - Tão perto do Grand Slam australiano, parece claro que os principais tenistas não querem mesmo correr qualquer risco e o resultado é uma chuva de desistências e abandonos nos torneios preparatórios desta semana.

Juan Monaco e Kei Nishikori esvazariam a tradicional exibição de Kooyong, enquanto Gilles Simon e Radek Stepanek não se esforçaram em Sydney. O tcheco jogou apenas quatro pontos e, com 40-15 no primeiro game, sentiu as costas e deu a vitória a Julien Benneteau. Mais sintomática foi a derrota de John Isner, que vem de contusão na Copa Hopman.

Já os brasileiros tiveram um dia nada animador. Thomaz Bellucci pareceu ter tido uma de seus momentos de pouca consistência - não houve imagens da partida contra Lukas Lacko, o que impede maior análise  -, tendo enormes dificuldades para ganhar pontos no saque do adversário, a quem ameaçou três vezes sem sucesso.

Os quatro que foram ao quali do Australian Open não ganharam sets, o que reforça a ideia de que chegar em cima da hora a Melbourne não é definitivamente uma boa ideia. Além de bem custosa.


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E não é que o ano começou muito bem?
às 00h36 - por José Nilton Dalcim

O tênis brasileiro viveu uma temporada de ouro em 2012. Não apenas ergueu troféus de nível importante, com Thomaz Bellucci, Marcelo Melo e principalmente Bruno Soares, como também marcou seu retorno ao Grupo Mundial da Copa Davis e ainda pôde assistir de pertinho megaestrelas do tênis atual, como Roger Federer, Novak Djokovic, Serena Williams, Victoria Azarenka e os irmãos Bryan.

E 2013 começou em ritmo esperançoso, a começar pela histórica vitória de Melo no ATP de Brisbane, a 11ª de sua carreira, que o tornou o duplista nacional mais bem sucedido da Era Profissional. Curiosamente, ele pode ser alcançado já nesta semana por Soares, que joga como amplo favorito em Auckland ao lado do britânico Colin Fleming. Muito boa também a campanha de Rogerinho Silva no challenger paulistano, ainda que tenha ficado sem pernas e sem título.

Por fim, o domingo se completou com a estreia vitoriosa de Thomaz Bellucci em Auckland e aqui preciso gastar algumas linhas a mais porque a atuação do brasileiro, ainda que tenha tido altos e baixos, merece elogios por detalhes essenciais. O mais importantes deles foi a forma com que segurou a cabeça, após estar perdendo por 2/5. Com um placar desses e diante das rajadas de vento que assolavam a quadra principal, é muito fácil perder a paciência. Mas ele se segurou, esperou suas chances e, a partir da vitória apertada no tiebreak, se soltou mais em quadra.

Goffin é um top 50 do ranking, garoto de qualidades e bom futuro, mas evidentemente um tenista mais encaixado no saibro. Por isso, era de se esperar que em algum momento o saque e os golpes mais poderosos de Bellucci fizessem a diferença. Também vale destacar os excelentes voleios que o paulista obteve na partida e a variação com slice, ingredientes que aos poucos o técnico Daniel Orsanic conseguiu adicionar e aperfeiçoar no tênis do pupilo.

Resultados - A primeira semana da temporada teve também a esperada vitória de Andy Murray, mas muitos elogios ao búlgaro Grigor Dimitrov, que tirou Milos Raonic e Jurgen Melzer e ainda deu trabalho ao número 4 do mundo. Melhor ainda é ouvir do garoto que "preciso de mais um par de anos para atingir meu potencial". Pés no chão fazem bem à saúde.

Richard Gasquet impediu que a boa semana de Nikolay Davydenko se completasse em Doha e Janko Tipsarevic completou o fim de semana de títulos dos top 10, em Chennai. A se destacar ainda o vice de Novak Djokovic na Copa Hopman, com direito a uma estranha derrota para Bernard Tomic, e a contusão de Jo-Wilfried Tsonga, que o tira também de Sydney.

No feminino, não vimos Serena x Azarenka porque a bielorrussa abandonou a semifinal. Pena, porque era praticamente a única coisa boa de Brisbane. Melhor para a norte-americana, que fica um pouco mais favorita para o Australian Open, enquanto Maria Sharapova se retirou por contusão e Petra Kvitova está abaixo de qualquer crítica.


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Thiago Alves é a opção para a Copa Davis
às 17h42 - por José Nilton Dalcim

Embora o capitão da Copa Davis João Zwetsch prefira esperar até a semana que vem para soltar a lista de convocados, o paulista Thiago Alves é a opção escolhida para completar o time brasileiro que vai ter a duríssima missão de enfrentar os Estados Unidos, em quadra coberta e sintética, no começo de fevereiro.

A eventual aposentadoria de Ricardo Mello - que mostrou pouco ritmo no Aberto de São Paulo e nem deve disputar outros torneios até o Brasil Open - levou à escolha por Alves, que é um tenista que se adapta bem à quadra dura e adora uma pressão. Contra si, tem a falta de experiência em Davis e o peso de disputar a competição numa situação em que os adversários são tão favoritos.

O time obviamente será completado por Thomaz Bellucci, em quem se depositam as pequenas esperanças de vitória, e a dupla mineira formada por Bruno Soares e Marcelo Melo. Mesmo tendo de encarar os magníficos irmãos Bryan, são nossa maior chance de não sairmos de Jacksonville no zero. Bellucci pode surpreender? Claro, até porque John Isner e Sam Querrey dependem muito do saque e Mardy Fish está parado. Isner, por sinal, se contundiu e desistiu da Copa Hopman nesta quinta-feira.

Thiago Alves também deve abandonar a ideia de disputar o qualificatório do Australian Open. Com a vaga assegurada nas quartas do Aberto de São Paulo, teria muito pouco tempo para chegar a Melbourne e se adaptar ao fuso de 14 horas, tendo ainda três jogos sempre duros pela frente. Rogerinho Dutra se aventurou no ano passado e se arrependeu do gasto e do esforço. No caso de Thiago, melhor se preparar para a Copa Davis e, no de Rogerinho, de se adaptar ao saibro para o circuito sul-americano.

Brasil Open - Saiu na quarta-feira a lista para o Brasil Open, que promete ter a edição mais equilibrada de seus 12 anos. Além da presença de Nicolás Almagro, Juan Mónaco e Stanislas Wawrinka - três atuais top 20 e que já figuraram no top 10 ao longo da carreira -, o último dos 19 garantidos na chave principal é o 86º. Muito forte.

Claro que, com isso, só mesmo Thomaz Bellucci entrou direto e precisa torcer para ficar entre os quatro cabeças (está neste momento em quinto), já que a chave é de 28 jogadores e assim os quatro principais inscritos avançam uma rodada.

Os convites são sempre o conhecido drama: um pertence à promotora internacional que é dona da data; o outro certamente ficará guardado para uma eventualidade (diga-se Rafael Nadal); e apenas o terceiro iria para um brasileiro. No momento, está com o gaúcho Guilherme Clezar, apesar da negociação para que o torneio marque o adeus de Ricardo Mello.


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O futuro de Nadal cada vez mais incerto
às 15h22 - por José Nilton Dalcim

Quando todo mundo dava por certa a participação de Rafael Nadal na exibição de Abu Dhabi, uma entrevista do técnico e tio Toni me alertou que alguma coisa não estava indo tão bem assim. "Ele só jogará se estiver 100%", garantia o treinador a um canal de TV, contrastando com o discurso tão otimista que o próprio pupilo fazia aos jornais e sites espanhóis.

Não deu outra. Dois dias antes de embarcar para os Emirados Árabes, Rafa anunciou a desistência alegando uma infecção estomacal. Já era difícil de acreditar, mas a evidência de que as coisas são caminharam como ele e seu time desejavam veio hoje. Nadal nem se deu ao trabalho de dizer que não iria a Doha: informou logo que sequer irá disputar o Australian Open.

O bom senso diz que a desculpa é esfarrapada demais: a infecção não permitiria a ele ter a preparação ideal para Melbourne... Mas faltam três semanas! O ATP de Sydney já havia lhe oferecido um convite, assim como a exibição sempre forte de Kooyong, para que ele pudesse ganhar algum ritmo. O fato é que Nadal decidiu mesmo - e acho que foi uma opção muito bem feita - não arriscar a volta no piso sintético, provavelmente pelo desconforto dos dias de treinamento em Mallorca.

O novo adiamento coloca o circuito sul-americano de saibro em alvoroço. Viña del Mar anunciou na quinta-feira seu quadro principal e dois convidados, reservando publicamente a terceira vaga para Nadal. O Brasil Open também acredita piamente que o espanhol possa voltar para cá - Toni até disse em São Paulo que isso não era inviável -, enquanto Buenos Aires se acha a melhor das alternativas, já que Rafa assinou contrato com o ATP 500 de Acapulco.

Campeão em dois Slam sobre piso sintético, a ameaça mais clara agora é que Nadal se torne refém do saibro, um circuito de tamanho limitado que domina com sobras desde 2005. Isso é tão ruim assim? Talvez não. A campanha obtida no ano passado em Monte Carlo, Barcelona, Roma e Paris garantiu-lhe 4.500 pontos, o que é mais do que o número 7 Juan Martin del Potro fez na temporada inteira. Com outros 1.000 que pode conquistar na América Latina e quem sabe mais 1.000 no saibro pós-Wimbledon, ele não teria dificuldade em se manter no top 5.

A pergunta é se isso realmente lhe basta.


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O velho e o novo
às 11h50 - por José Nilton Dalcim

Enquanto o circuito masculino dividiu os títulos de Grand Slam entre seus quatro grandes protagonistas, a temporada feminina foi marcada para uma curiosa e motivante batalha entre velhas heroínas e novas aspirantes ao sucesso.

Entre as cinco primeiras do ranking, a bielorrussa Victoria Azarenka completou a ascensão de 2011, quando já terminou entre as três primeiras, e dominou a ponta do ranking na maior parte do tempo, efeito de sua grande regularidade nos torneios importantes. A polonesa Agnieszka Radwanska saltou do oitavo para o quarto posto e, ainda que tecnicamente um pouco abaixo das que estão à frente, mostrou progressos evidentes em todos os pisos. A maior novidade certamente foi a alemã Angelique Kerber, uma canhota cheia de recursos, que deu o salto mais espetacular: de mera coadjuvante e 32ª do mundo ao final de 2011, passou ao quinto posto, deixando para trás muitos nomes de peso.

Mas ao mesmo tempo, duas 'veteranas' colocaram molho no circuito e abriram portas para uma intensa batalha a partir de janeiro. A russa Maria Sharapova voltou a ser sólida ao longo de vários meses e surpreendeu o mundo ao ganhar no saibro de Roland Garros, onde se imaginou que a tarefa seria impossível. Terminou o ano a apenas 550 pontos do número 1, com 4.500 pontos mais do que totalizara em 2011. Muito mais incrível ainda foi o segundo semestre da 'trintona' Serena Williams. Ao final da temporada anterior, ela era a 12ª do mundo, com 3.180 pontos. Os três grandes troféus conquistados em Wimbledon, Olimpíadas e US Open a levaram ao terceiro posto, com mais do triplo dos pontos e em condição de brigar pela liderança.

A WTA escolheu Serena como a melhor tenista em atividade. Não deixa margem para muita discussão, principalmente porque ela continua com um calendário muito mais enxuto que a concorrência. Foram apenas 15 torneios, o menor número entre todas as top 50 à exceção da própria irmã Venus, que no entanto se contundiu por várias semanas.

Além de Kerber, outro grande nome a surgir foi o da pequenina italiana Sara Errani. Ainda que seu estilo de jogo não seja dos mais vistosos, ela conseguiu um feito pouco comum no tênis profissional de hoje: terminou como top 6 em simples e número 1 de duplas.

As decepções foram evidentes: Caroline Wozniacki, que finalizou 2011 como polêmica líder do ranking, suou para se manter no top 10 e Petra Kvitova, com um tênis de enorme qualidade, passou de forma discreta pelos Slam e caiu de segundo para oitavo. Contusões derrubaram Vera Zvonareva para o 98º posto e Andrea Petkovic, ao 143º.

O Brasil - Mesmo sem ajuda oficial e decidida a fazer carreira no Exterior, Teliana Pereira salvou o tênis feminino. Recolocou o Brasil no top 180, com dois títulos de US$ 25 mil, e antes de qualquer coisa mostrou que existe chance real para quem se dedica com vontade aos treinos.

O mais motivante é que Teliana sempre foi uma tenista de bons golpes, tênis bonito e alegre, adaptável a qualquer superfície, ainda que o saibro seja seu melhor. Isso indica que, aos 24 anos, existe ainda um bom espaço para evolução, desde que o fantasma dos problemas físicos descanse em paz. E tudo isso pode servir de ótimo exemplo para as mais novas.

Em que pese a quantidade crescente de torneios no país, essenciais para a formação de uma base mais sólida, os resultados ainda são fracos. Mesmo as experientes Roxane Vaisemberg e Nanda Alves mal conseguiram terminar no top 400. Quem está na faixa dos 18 aos 20 anos, engatinha no ranking e disputa raros torneios maiores que US$ 10 mil. Vivian Segnini, que era a brasileira mais bem colocada ao final de 2011, desistiu da carreira.

A aposta fica assim em cima de Laura Pigossi e Bia Haddad Maia, que parecem dispostas a seguir os passos de Teliana e se arriscar fora do país, onde a vida é bem mais díficil mas a recompensa, bem mais valiosa. Enquanto isso, é preciso continuar apostando nos US$ 10 mil por aqui, certos de que esse trabalho - aliado a um circuito juvenil bem estruturado - será o único caminho para um futuro promissor.


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Em ano de conquistas, tênis brasileiro vive antagonismos
às 00h28 - por José Nilton Dalcim

De um lado, uma temporada com grandes conquistas. De outro, mudanças tímidas no ranking. Tal qual sua própria trajetória, o tênis masculino brasileiro mostrou antagonismos em 2012.

Houve grandes momentos: o terceiro troféu de nível ATP de Thomaz Bellucci, cinco de Bruno Soares e outro de Marcelo Melo nas duplas masculinas; a histórica conquista do US Open pelo mesmo Soares e o retorno ao Grupo Mundial da Copa Davis. No contraponto, o ranking mostra que a moçada deu passos tímidos, principalmente no grupo da frente, e que a nova geração ainda não embalou.

Vamos a um resumo simplista do desempenho dos brasileiros nos rankings.

- Thomaz Bellucci disputou os mesmos 26 torneios de 2011 e somou 52 pontos a mais, o que pode explica a pequena ascensão de 37º para 33º lugar.

- Os quatro brasileiros mais bem colocados no ranking final do ano passado estavam entre os 124 primeiros do ranking. Desta vez, o segundo tenista nacional, Rogerinho Silva fechou como 126º. Um evidente retrocesso, sem falar que Ricardo Mello era top 100 - ocupava o 85º posto - e João Souza estava na faixa dos classificados para o Australian Open.

- Rogério Silva se tornou o 25º brasileiro a figurar no top 100, com o 95º posto em julho. Já Feijão foi o 28º a entrar nessa faixa entre os duplistas como 72º.

- Leonardo Kirche e Fabiano de Paula deram os maiores saltos no ranking de simples na faxa dos 300 primeiros: o paulista foi de 414º para 201º e o carioca, de 381º para 244º.

- Existem cinco brasileiros de até 21 anos entre os 501 do ranking, o que não pode ser considerado um mau desempenho. Na faixa dos 19, Guilherme Clezar ganhou um challenger e terminou como 235º, enquanto Bruno Sant'Anna é o 371º e João Pedro Sorgi, o 501º (chegou a estar em 455). Um ano mais novo, Thiago Monteiro voltou a ganhar future e figura no 433º (baixou de 400 em novembro). Com 21, Zé Pereira está em 346º (atingiu o 329).

- 84 rapazes encerram 2012 com pontos no ranking, quatro a menos que na temporada passada. Isso certamente é reflexo da queda de torneios futures ao longo do calendário.

- Nas duplas, evolução. Agora temos dois jogadores no top 20. Marcelo Melo é 18, um à frente de Bruno Soares, ou seja, melhorou nove postos. André Sá fechou como 57º e surgiu Feijão, como 72º. Em compensação, Franco Ferreiro se aposentou (era 66º ao final de 2011).

- Importante lembrar que a histórica conquista de duplas mistas de Soares no US Open não conta pontos para qualquer ranking.


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O que o ranking de 2012 nos diz
às 20h19 - por José Nilton Dalcim

Bom momento para atender a sugestão do internauta Levi Silva e comparar o ranking final de 2011 com o de 2012, onde se pode medir em pontos e números quem subiu, quem desceu, quem surpreendeu, quem decepcionou. Fiz uma divisão por "categorias" para facilitar a análise. Aguardo os comentários.

Top 10
- Apesar de ter tido teoricamente uma temporada menos espetacular do que em 2011, o sérvio Novak Djokovic obteve exatamente a mesma média de pontos por torneio em 2012 se comparado ao ano anterior. Ele terminou o ano passado com 13.630 pontos, em 19 torneios, e agora fez 12.920 em 18. Vejam que incrível: em ambos os casos, sua média de pontos por torneio foi de exatamente 717.
- O suíço Roger Federer também deu um salto nesse quesito. Somou 10.265 pontos em 2012, mais de 2 mil acima do que em 2011. Mas ele jogou dois torneios a mais, com 21 diante de 19. O escocês Andy Murray variou um pouco para cima (exatos 8 mil contra 7.380 de 2011). Os dois ultrapassaram o contundido Rafael Nadal no ranking final.
- David Ferrer manteve o quinto lugar, mas cresceu 30% em pontuação, enquanto Tomas Berdych subiu um posto e aumentou 25% das campanhas. Outro grande destaque foi Juan Martin del Potro, que saiu do 11º para o sétimo com quase o dobro de bons resultados (2.315 contra 4.480 pontos).
- Na contramão, Jo-Wilfried Tsonga caiu de sexto para oitavo com perda de 20% dos pontos e o problemático Mardy Fish deixou o oitavo e parou no 27º.
- Entre vários nomes que beliscaram o top 10, Richard Gasquet ficou com a última vaga, o que foi um bom progresso em relação ao 19º de 2011. Também estiveram momentaneamente ali Juan Monaco, John Isner e Nicolás Almagro.

Top 20
- Três destaques: Monaco saltou de 26º para 12º, Milos Raonic, de 31º para 13º e o quase esquecido Philipp Kohlschreiber, de 43º para 20º.
- Essa faixa viu o deseparecimento do virtualmente aposentado Robin Soderling (13º ao final de 2011) e do efetivamente aposentado Andy Roddick (era 14º). Entre os que permanecem, decepção francesa: Gilles Simon caiu de 12º para 16º e Gael Monfils, com todas suas contusões, afundou no atual 77º. Já Feliciano López foi de 20º para 40º.

Top 30
- Dois tenistas que eram top 30 ao final do ano passado deram adeus ao circuito: o argentino Juan Ignacio Chela e o croata Ivan Ljubicic.
- Em compensação, duas novidades. Jerzy Janowicz, de 22 anos, deu um salto astronômico do 221º para o 26º e Martin Klizan, um ano mais velho, foi do 117º para o 30º.
- Outra reação espetacular, que lhe valeu a indicação de "volta do ano", coube a Tommy Haas. Aos 34, terminou como 21º após iniciar como 205º.

Top 50
- Três nomes da nova geração quebraram a barreira do top 50 e podem incomodar em 2013: o búlgaro Grigor Dimitrov, de 21 anos; o belga David Goffin, de 22; e o francês Benoit Paire, de 23. Certa decepção para o australiano Bernard Tomic, de 20, que começou 42º, chegou a 27º em junho mas depois encerrou como 52º.

Top 100
- O segundo mais jovem tenista entre 100 do mundo é o norte-americano Ryan Harrison (20 anos, cinco meses a mais que Tomic). Fechou sua melhor temporada como 69º, mas chegou a estar no 43º.


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Atraso e susto marcam exibição de Federer em Tigre
às 11h59 - por José Nilton Dalcim

A falta de estrutura causou susto, tumulto e vaias na primeira partida que Roger Federer realizou na Argentina em sua carreira, conforme conta o jornalista Jeremias Pilatti em noticiário que escreveu para o La Nación. "A pontualidade e precisão suíças de Federer foram trocadas por improviso e descontentamento, mas felizmente o jogo contra Del Potro salvou o dia e apagou da memória a confusão", relatou.

A escolha da pequena cidade de Tigre, de 30 mil habitantes nas cercanias de Buenos Aires, para sediar a passagem histórica de Federer foi motivada por questões políticas, segundo a imprensa local. Obviamente, a cidade não tem estrutura para tanto. Construíram um estádio tubular para 20 mil lugares e a confusão já começava na chegada do público, que se afunilava para passar as poucas e apertadas entradas. Para piorar, o dia era de calor infernal.

O jogo preliminar entre os veteranos e antigo inimigos Guillermo Vilas e José Luis Clerc começou com meia hora de atraso. Mas o pior veio mesmo poucos minutos antes da entrada de Federer e Delpo. Uma seção da arquibancada se moveu 10 centímetros e causou correria. Cerca de 150 pessoas tiveram de ser retiradas. Isso gerou outro atraso. Os organizadores tentavam distrair o público com várias ações, mas o cliima era tenso. A coisa só se acalmou mesmo quando os dois foram à quadra, às 21h29 locais.

Fortuna - Federer recebeu nada menos que US$ 3,5 milhões por seus dois jogos na Argentina, enquanto Delpo teve bolsa de US$ 600 mil, conforme uma fonte da organização. No total, a visita à América do Sul, que incluiu os quatro dias em São Paulo e mais a partida do próximo sábado em Bogotá, irão gerar 7,5 milhões de euros para o número 2 do mundo, mais do que toda a premiação oficial de US$ 8,5 milhões que ele recebeu na temporada 2012 e quatro vezes mais do que ganhou pelo sétimo título em Wimbledon. A venda de 35 mil ingressos cobriu a maior parte dos custos na Argentina.

Mensagens - Um telão exigiu mensagens de vários argentinos importantes sobre a presença inédita de Federer no país, entre eles Gabriela Sabatini, Luciana Aymar e Diego Maradona. O craque da camisa 10 gerou, é claro, o maior número de aplausos. "Roger, você é a máquina mais perfeita que já vi jogando tênis", declarou Don Diego, que está em Dubai.

Fotógrafo - No final da manhã, Roger visitou a presidente Cristina Fernández, num encontro de 35 minutos, dando a ela uma raquete e uma camisa autografados. A parte mais inusitada foi quando o suíço pegou a câmera para registrar o momento (veja foto acima do site canchallena.com). Só ele mesmo!

Futebol - Na coletiva oficial, Federer precisou falar muito de futebol. Messi, Maradona... E nesta tarde ele estará em La Bombonera, para jogar fut-tênis com Del Potro e Gabriel Batistuta. 

Amigos? - Inimigos públicos ao longo de toda a carreira, Vilas e Clerc fizeram uma partida de exibição emocionante. Aos 54 anos, seis a menos que o maior nome do tênis nacional, Clerc venceu por fáceis 6/2 e 6/1. Coube a Vilas realizar um "grand-willie", a incrível jogada entre as pernas que foi batizada com seu nome. Ao final, os dois se abraçaram, um fato digno de registro.

 


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Federer conquista corações. Mas o tênis vai aproveitar?
às 11h21 - por José Nilton Dalcim

O que mais um promotor de evento pode sonhar do que encerrar seu show num absoluto ápice? Tem é claro de agradecer o dono da festa, Roger Federer, que encontrou pernas para brindar dois Ibirapueras completamente lotados, no sábado e domingo, com atuações divertidas e espetaculares, como se quisesse explicar a todo mundo por que é o maior tenista de todos os tempos.

Claro que isso nem seria necessário para a maciça maioria do público, formado por verdadeiros fanáticos por seu tênis tão rico e vistoso. Mas o suíço ainda mostrou-se bem humorado, aceitando todas as brincadeiras. Era fácil ver um sorriso franco a cada boa jogada, sua ou do adversário, a cada reação das arquibancadas. Divertiu-se até mesmo nas entrevistas coletivas, respostas inteligentes e fluentes na ponta na língua. Na última, resolveu 'pegar no pé' do tradutor oficial e arrancou gargalhadas.

A consciência de Federer sobre a paixão de seus seguidores e seu papel como megaestrela do esporte é assustadora. Ao sair do treino de sábado, numa quadra externa do Ibirapuera, viu que centenas de pessoas o esperavam para fotos e autógrafos e foi lá, atendendo o máximo de pedidos que pôde. Repetiu o gesto ao final da coletiva do sábado, mais de 1 hora da manhã, e espantou os próprios jornalistas ao pegar a câmera de um fã, fazer a foto e depois ainda conferir se havia ficado boa antes de devolver. Tudo sem a menor pressa. Não foi à toa que perdeu outros pacientes minutos no domingo dando autógrafos... aos jornalistas!

Esse conjunto de habilidades fazem de Federer algo único na história do tênis, talvez do esporte profissional moderno. Não é apenas um tenista de extraordinária qualidade, insuperáveis recordes e de excepcional carisma, mas também sabe lidar com o público e com a imprensa. Conquista todos os corações e a sensação que fica é que dobra o número de admiradores por onde passa. Um amigo internauta me contou que conseguiu foto e autógrafo do suíço na porta do hotel, fila de umas 100 pessoas, atendidas uma a uma.

A postura de Federer fora das quadras é mais notável do que dentro dela, como se isso fosse possível.

Saudosismo - Além de todo o espetáculo de lances geniais e situações inusitadas, Federer e Tommy Haas podem ter proporcionado também uma das últimas chances de o público apreciar um duelo autêntico do tênis mais clássico, ou seja backhands de uma mão, voleios e slices bem utilizados no repertório. Parece algo fadado à extinção no circuito atual, em que os golpes estão ficando bem mais robotizados e o domínio do backhand de duas mãos se tornou um caminho sem volta.

Legado - Como nem tudo é bom nesta vida, me entristece o fato de termos tido repercussão tão gigantesca a favor do tênis - transmissão ao vivo pela TV aberta, cobertura maciça dos grandes veículos - e a perspectiva de que haverá apenas uma pequena capitalização fora do universo do próprio tênis. Porque continuamos sem a estrutura necessária e recomendada de quadras públicas, ensino gratuito e facilitação do acesso ao esporte.

Imagino o garoto ou a menina que ficaram encantados com essa superexposição dada a Federer... Onde irão praticar se não puderem pagar clubes e academias? Existe pouca oportunidade, principalmente fora das grandes cidades. Uma pena desperdiçarmos mais uma chance como esta de colocar o tênis nas escolas, nos centros esportivos municipais.

Até quando vamos esperar 2016 chegar?


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Everybody loves Roger
às 13h57 - por José Nilton Dalcim

Mesmo sem ter jogado um tênis de alto padrão na partida de quinta-feira, o suíço Roger Federer não diminuiu em um centímetro a empolgação dos fãs e o assédio da imprensa a cada passo que já deu pela cidade de São Paulo. E não para de receber elogios e declarações de amor. Ao contrário de Chris Rock, a sensação é que todo mundo ama Federer.

Conversei com caçadores-autógrafos, pessoal da organização, cinegrafistas e ninguém consegue dar um único depoimento negativo sobre o suíço. "Ele tirou a raqueteira das costas para a foto ficar melhor", derrete-se uma fã. "Sua educação e simplifidade são incríveis", me segreda um membro do staff. "Ele atende a todos os pedidos e responde todas as perguntas", surpreende-se um profissional de imprensa acostumado aos bastidores do futebol. Após o jogo contra Bellucci, ele se atrasou muito para a coletiva e chegou dando "bom dia" e pedindo desculpas. Atrasou porque não queria deixar de atender os fãs na saída do ginásio.

Lance curioso aconteceu na sexta-feira. Enquanto Roger ia ao camorote para assistir ao jogo de Sharapova e Wozniacki ao lado do namorado da dinamarquesa, o supergolfista Rory McIlroy, o pai Robert sentou-se anonimamente no meio do público, completamente sozinho, deliciando-se com sorvetes. Ninguém o perturbou. No sábado, Robert foi dar um passeio pela cidade num Fusca conversível.

Quem tem acompanhado o TenisBrasil, já viu que a agenda de Federer é agitadíssima e o tênis tem sido sua menor atividade. Quando pôde, conseguiu bater bola com Rodrigo Grilli, o profissional contratado para isso. Os outros tenistas têm tido atividade bem menor, limitada a clínicas com convidados. Serena acompanhou Federer neste sábado numa rápida aparição no Masp para jogar uma miniquadra. Algumas crianças do projeto de Patrícia Medrado vieram de Cidade Tiradentes, verdadeira viagem, para ver o ídolo por pouco minutos, sem direito a foto nem autógrafo. Pena.

Os jogos tiveram altos e baixos, mas no geral devem ter agradado. A dupla de quinta foi o melhor até agora, seguido pela ótima (e séria) exibição de Jo-Wilfried Tsonga. Visivelmente cansado - abusou da subida à rede, sinal evidente da falta de pernas -, Federer teve poucos momentos de brilhantismo. Brindou a torcida com algumas ótimas jogadas, mas também cometeu erros grotescos. Bellucci se aproveitou disso e foi bem. No dia seguinte, contra Tsonga, o saque caiu e seu nível de jogo piorou muito.

O público começou mais tímido na quinta-feira, mas acabou praticamente lotando o Ibirapuera, como se esperava, para o primeiro jogo de Federer. Lá fora, os cambistas estavam decepcionados e chegavam a vender dois ingressos por R$ 500, para minimizar o inevitável prejuízo. Já a sexta-feira foi mais ou menos o que eu esperava, com metade das arquibancadas ocupadas. O calor infernal obrigou o uso de leques e gerou um visual engraçado.

Sábado e domingo reservam mais emoções, já que as partidas de Federer contra Tsonga e Haas e o duelo de Serena com Azarenka têm tudo para fechar o evento com chave de ouro.


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Começou a grande festa
às 15h48 - por José Nilton Dalcim

Você acha que só existe tiete de Roger Federer nas arquibancadas ou em frente à TV? Que nada. Os jornalistas também amam o suíço. Não consigo contar quantos pedidos já recebi para arrumar autógrafo, foto, ingresso, lugarzinho... de jornalistas!

Federer é um fenômeno. Tal qual na maior parte do mundo, onde existem os grandes torneios, todo mundo baba por ele, seja pela postura, pela desenvoltura no inglês e francês, nas respostas inteligentes e bem humoradas. Nunca foge da pergunta, não perde a calma.

Hoje, ao entrar para a coletiva oficial em São Paulo, ele foi aplaudido! Incrível. Eram cerca de 200 profissionais de comunicação, vários estrangeiros. Ele ofuscou completamente a presença da deusa Maria Sharapova, da número 1 Victoria Azarenka, da maior dupla da história. Ninguém fez uma pergunta sequer à ex-líder Caroline Wozniacki.

Só mesmo Serena Williams não apareceu - ela chegará em cima da hora, para uma clínica e a partida de sábado -, o que no final das contas se provou uma decisão correta. A festa é dele, praticamente só dele.

Todos os contratados têm agenda feita pelos patrocinadores. Cada um fará clínica no ginásio do Ibirapuera para convidados especiais - hoje à tarde era a vez de Sharapova -, enquanto Federer foi fazer uma visita ao Mercadão do centro da cidade horas antes da partida contra Thomaz Bellucci.

Coisas curiosas foram ditas na entrevista coletiva. Bellucci, Bruno Soares e Marcelo Melo ressaltaram a importância para o tênis brasileiro de assistir ao notável desfile de estrelas. "Ver Federer é o sonho de qualquer brasileiro", afirmou Marcelo, enaltecendo também a presença das meniinas. "É a nata do tênis", completou Soares.

Sharapova, que visita o Brasil pela segunda vez, disse que gostaria um dia de competir aqui para valer. Tsonga já havia visitado o Brasil quando criança ("mas não lembro de nada") e afirmou curtir a música, a dança e o futebol brasileiros. Os Bryan admitiram estar sem treino: "Acabei de casar, estava na Costa Rica", lembrou Mike. "Não vai ter ninguém torcendo por nós", brincou Bob. Por fim, Tommy Robredo aproveita a vinda para conhecer os pais de sua namorada brasileira.


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Programa promete ensinar adultos em apenas nove horas
às 23h49 - por José Nilton Dalcim

Depois de readaptar os antigos programas de ensinamento para crianças e lançar com grande sucesso o 'Tennis 10s' para jovens tenistas de até 10 anos, a Federação Internacional vai em busca dos adultos. O 'Tennis Xpress' dá largada em 2013 em todos os cantos do planeta.

O 'Play and Stay' (Jogue e Fique) foi criado em 2007 e envolve uma série de ações globais com o objetivo de tornar o esporte algo mais simples e agradável, dessa forma trazendo mais adeptos ao tênis, que vinha sofrendo uma queda acentuada no número de praticantes.

O sucesso da campanha foi o uso de bolas mais lentas, raquetes mais leves e quadras menores para quem começa a jogar, de forma que a primeira experiência se torne algo prazeroso. Desde a primeira aula, o aluno já troca bolas, conta pontos e sua muito. A ITF proibiu competições para menores de 10 anos com a bola amarela e autorizou que campeonatos nacionais de todos os níveis utilizem a bola verde (25% mais lenta do que a tradicional).

O 'Tennis Xpress' seguirá os mesmos princípios, utilizando bolas verdes e laranjas (50% mais lentas), o que facilita o aprendizado da técnica e garante a diversão. A entidade quer que isso se espalhe rapidamente por todos os países filiados.

O curso terá duração de apenas nove horas, ao longo de seis semanas, e a promessa é que o participante seja capaz de disputar um torneio após esse prazo.


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Agenda de Federer em São Paulo é total segredo
às 23h35 - por José Nilton Dalcim

Os patrocinadores da vinda de Roger Federer para o Brasil estão mantendo segredo absoluto sobre a agenda que o recordista de Grand Slam deverá cumprir em sua visita à cidade, entre quinta e domingo da próxima semana. O principal objetivo é evitar a tietagem inexorável que cerca o suíço em qualquer lugar do planeta.

Justamente esse detalhe deve forçar uma mudança de planos. Federer tinha a suíte presidencial reservada no hotel oficial do evento, no coração da avenida Paulista, mas é muito provável que ele se hospede em outro hotel de luxo da cidade. O suíço, na verdade, adota essa política em todos os torneios que disputa, ou seja, nunca fica no hotel óbvio, onde os fãs se concentram.

É também tido como certo que ele só virá acompanhado de seu agente Tony Godsick. Mirka e as gêmeas ficarão na Europa, já que a turnê de Roger inclui também Argentina e Colômbia e portanto terá pelo menos uma semana na região. 

Embora ainda não esteja confirmado, ele ficará em São Paulo até a segunda-feira - joga na quinta, sábado e domingo - e nos intervalos é que se concentrarão as atividades sociais. A P&G, dona da marca Gillette que patrocina Federer, planeja uma agenda farta, mas sem exagero.

Villa-Lobos - A Maricic já tem o patrocinador principal para o Aberto de São Paulo, tradicional torneio de início de temporada que acontece no Parque Villa-Lobos. Assim como no ano passado, o apoio master virá da EGA Solutions, empresa que também tem uma boa equipe de juvenis e profissionais. 

Com isso, foi confirmado o prêmio de US$ 125 mil, valendo pontos como US$ 150 mil, ou seja, pontuação máxima na categoria challenger do calendário masculino. Juliano Tavares avisa que não haverá jogadores contratados. A lista sai dia 10 de dezembro. O Aberto também terá um pré-quali na semana do Natal para 64 tenistas, com inscrições ainda abertas na Confederação.


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Upgrade
às 00h12 - por José Nilton Dalcim

Os muitos fãs do espanhol David Ferrer que me desculpem, mas o Federer Tour teve um 'upgrade' nesta quarta-feira, quando a organização anunciou que o alemão Tommy Haas virá ao ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, para enfrentar o suíço Roger Federer no dia 9 de dezembro, ou seja, dentro de 11 dias.

E por quê? Porque Haas está praticamente no finalzinho da carreira - que aliás já deveria ter terminado no ano passado, quando ele estava contundido e desmotivado - e é um daqueles últimos remanescentes do tênis intuitivo, regado a grandes voleios, slices, tática criativa e total habilidade. Um jogador emotivo, que detesta errar. Não fosse isso, certamente teria ficado bem mais tempo no topo do ranking, onde foi segundo colocado em outubro de 2002, mas depois viveu uma gangorra incrível e só ocupou o top 10 por outras 21 semanas.

Para completar o clima, será uma 'revanche' da incrível e inesperada vitória que o alemão de 34 anos impôs sobre Federer na grama de Halle, em junho, resultado diga-se votado no 'Melhores do Ano' como o mais improvável da temporada. O alemão também recebeu indicação dos próprios tenistas como 'o melhor retorno' de 2012, já que saiu do 206º para o 21º.

Mas o dia também foi de susto para os promotores. Thomaz Bellucci sentiu contusão no ombro esquerdo, abandonou o Challengers Finals e recebeu recomendação para ficar pelo menos cinco dias sem forçar a região. Ou seja, estará no limite de tempo para enfrentar Federer na próxima quinta-feira. O jogo, é claro, tem mais sabor de festa, porém todo mundo que for ao Ibirapuera gostará de ver competitividade.

A entrada de última hora de Thiago Alves acaba por deixar o torneio desta semana sem brasileiros, já que não há chance de o substituto atingir a semifinal de sexta-feira. Tomara que dê uma final entre Victor Hanescu e Adrian Ungur, que têm se destacado no piso sintético.

Buenos Aires - Quem quiser mesmo ver Ferrer e seu tênis de grande evolução em 2012 poderá dar um pulo a Buenos Aires em fevereiro. O número 5 confirmou presença no ATP 250 no saibro local, segundo divulgou a imprensa local nesta quarta-feira. O torneio promete: Juan Mónaco, Nicolás Almagro, Stanislas Wawrinka e David Nalbandian... Menos Juan Martin del Potro, mas isso não é novidade.


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Brasil Open no fim do ano? Em janeiro, a decisão.
às 19h24 - por José Nilton Dalcim

Muita discussão, muitas propostas na reunião que a Associação masculina realizou durante o Finals de Londres, último encontro da temporada entre promotores e dirigentes na tentativa de reorganizar o calendário a partir de 2014. As alternativas são tantas que a decisão ficou mesmo para janeiro, durante o Australian Open.

A proposta mais provável de ser aprovada é aquela que muda o circuito sul-americano (por enquanto de saibro) para o final da temporada 2014, após a realização do Finals de Londres, ou seja, em dezembro. A intenção da ATP é iniciar mais cedo a temporada 2015, algo como acontece na NBA do basquete profissional norte-americano ou o poderoso circuito de golfe da PGA.

Nessa proposta, os ATP 250 de Viña del Mar, São Paulo e Buenos Aires seriam realizados normalmente no próximo ano (como aliás já está oficializado no calendário divulgado) e pulariam depois para dezembro de 2014, junto ao novo ATP 500 do Rio de Janeiro. Acapulco será assim desintegrado do circuito e poderá trocar para o piso sintético já em 2013, uma vez que passaria a ser aquecimento para Indian Wells e Miami.

Um importante executivo brasileiro, vinculado a grande promotora, acredita que isso irá fortalecer os torneios sul-americanos, pois eles seriam disputados num período com concorrência menor e assim chamaria mais a atenção dos tenistas. Em suas próprias palavras, "a América do Sul é a bola da vez na ATP", que passaria a incentivar a região como fez há alguns anos com a turnê asiática. Para corroborar essa ideia, Bogotá está bem perto de adquirir os direitos do ATP 250 de Los Angeles.

Para completar o quadro favorável de mudanças, o Masters 1000 de Paris passaria para fevereiro e descolaria do Finals de Londres, o que é um efetivo problema. Outra possibilidade é adiar em sete ou 14 dias o Australian Open. O primeiro Grand Slam da temporada, que começa na terceira segunda-feira do calendário de hoje, sempre ganha muitas críticas por isso.

Nessa fase de arranjos, Wimbledon já anunciou que começará uma semana mais tarde a partir de 2015, ficando agora 21 dias distante da final de Roland Garros.


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Tênis sem visão, tênis sem quadra
às 11h33 - por José Nilton Dalcim

Tenho guardado há algumas semanas uma interessantíssima reportagem da agência de notícias AP, publicada no site Yahoo! americano. É uma história de arrepiar: imagine pessoas jogando tênis... sem ver!

Parece incrível, mas estudantes da Escola para Cegos da Califórnia, da cidade de Fremont, estão conseguindo tamanha proeza. Eles fazem parte de um grupo de três outras instituições para deficientes visuais que incluíram o tênis entre as atividades possíveis. Um grupo chamado 'Tennis Serves' promove a ação e pretende atingir todos os Esados Unidos, baseado num método criado pelos japoneses há mais de 30 anos.

"Eu não imaginava que alguém sem visão poderia jogar tênis", declarou um garoto de 16 anos, participante das aulas. Esse tênis especial é praticado numa quadra menor, com rede mais baixa e raquetes juvenis, com cabeças maiores e cabos mais curtos, de forma a ficar mais próximas da mão. Outro segredo é a bola, que contém uma peça metálica que emite som ao ser golpeada com a raquete ou tocar o chão. É permitido que haja até três quiques da bola.

"A coisa mais difícil é achar o timing do golpe", conta Sejal Vallabh, de apenas 17 anos e que fundou o 'Tennis Serves'. "O jogador tem que ouvir a bola, localizar sua posição e fazer o movimento na hora certa. Realmente é difícil". Sejal conta que conheceu o tênis para cegos numa viagem ao Japão para visitar os avós e achou aquilo tão espetacular que resolveu levar o sistema aos EUA. Ela já conseguiu introduzir o esporte em Watertown, Massachussets; Nova York e agora na Califórnia. Ao mesmo tempo, trabalha com estudantes de Engenharia da Harvey Mudd College para desenvolver uma bola que emita um "bip" contínuo para facilitar o jogo.

A Escola para Cegos da Califórnia tem cerca de 90 estudantes entre 5 e 22 anos e oferece oportunidade de várias modalidades adaptadas, como boliche, remo, natação, esqui no gelo e futebol. O tênis está sendo considerado o maior desafio devido à imposição visual que é natural do esporte. O garoto Sebastian, de 12 anos, dá o tom perfeito: "Quando ouvi falar sobre isso, não acreditei. Como uma pessoa que não enxerga poderia jogar tênis? Mas então eu compreendi que alguém sem visão pode fazer qualquer coisa que desejar".

Esforço em Londrina - Não menos emocionante e difícil é o trabalho solitário que Alexandre Gonçalves realiza em Londrina, no Paraná, conforme conta reportagem da TV Globo local. A criançada joga tênis num terreno de terra sem qualquer marcação ou alambrado, com cone e fita de sinalização em lugar da rede, mas com empenho e alegria.

Vale conferir a matéria e lembrar o fone do Alexandre para quem quiser dar uma ajuda, especialmente na confecção de um piso oficial para a quadra, além de rede, bolas e raquetes: (43) 8815-6126. Tenho certeza de que a Confederação e as marcas se sensibilizarão com isso.


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Crise no tênis espanhol
às 17h19 - por José Nilton Dalcim

A Espanha continua uma das grandes forças do tênis masculino e, apesar de não ter mais nomes fortes no ranking feminino, ainda produz jogadoras em quantidade significativa. Mas o tênis espanhol está em crise, segundo artigo publicado pelo jornal 'Marca', que reproduzo abaixo de forma resumida:

"A crise econômica que golpeia a Espanha está afetando diretamente o tênis e principalmente um dos pontos mais delicados: a estrutura dos torneios de base, que são tão importantes para os jogadores mais jovens.

O calendário de torneios de nível ITF, os futures e challengers femininos, vinha se mantendo nos últimos anos, mas viu uma queda vertiginosa em 2012, que é alarmante. Em 2009, existiam 68 torneios de base, que subiram para 69 na temporada seguida e chegaram a 72 em 2011. Mas nesta temporada, perdeu quase a metade, caindo para 46, ou seja, apenas 64% do calendário anterior.

A recessão afeta em maior grau os torneios femininos. Os ITF para os rapazes cairam de 39 para 29, mas os das meninas foram de 33 para 17. A premiação diminuiu ainda mais. No ano passado, os campeonatos femininos totalizavam 397 mil euros e desta vez não passaram de 165 mil, que são menos da metade. Isso quer dizer que os torneios que conseguiram se manter tiveram de reduzir a premiação.

Entre os que deixaram de ser promovidos, estão alguns muito tradicionais, como o de Monzón, sem falar a perda do WTA de Marbella (que foi vendido para o Brasil). Comunidades como Castilla y León, Canarias, Extremadura e Aragón ficaram sem torneios. Regiões importantes estão mais vazias: Madri caiu de 14 para sete e a Catalunha, de 20 para 13.

Os motivos principais são a retração da publicidade, reflexo direto da crise econômica generalizada, e a redução drástica dos recursos oficiais, em todos os níveis, já que muitos desses campeonatos contavam com fundamental apoio municipal. A Federação, por sua vez, tem sentido uma progressiva queda de arrecadação.

Boa parte da arrancada do tênis espanhol nas últimas duas década teve como pilar o calendário amplo, que permitiu aos tenistas nacionais ganharem experiência e pontos no ranking dentro de casa. É de capital importância que esta estrutura não desapareça".

Aliás, a premissa serve muito para nós.


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Fim de semana emocionante
às 19h41 - por José Nilton Dalcim

Para quem gosta de tênis, o final de semana foi um espetáculo. A decisão da Copa Davis teve jogos de bom nível e mostrou o equilíbrio esperado, com uma partida final de levantar qualquer um da cadeira. No Rio de Janeiro, o amistoso entre Novak Djokovic e Gustavo Kuerten teve não só uma partida com ótimas jogadas, mas também brincadeiras inteligentes e enorme interação do público.

A República Tcheca merecia mesmo ganhar uma Copa Davis antes da aposentadoria de Radek Stepanek. O rapaz não é dos tenistas mais simpáticos do circuito, mas é um verdadeiro dinossauro. Provavelmente único tenista ainda a atuar com camisa para dentro do calção, representa aquele tênis instintivo e criativo que está em extinção nas quadras. Mais ainda, permitiu que Tomas Berdych, que vem jogando de forma primorosa em todos os pisos há algum tempo, também virasse herói.

É um fato bem raro no tênis atual um país conquistar a Davis com apenas dois jogadores, um contrasenso diante de potências cheia de alternativas como Espanha, França, Argentina e Estados Unidos. Ainda mais com dois homens com estilos bem diferentes, mas que se adaptam incrivelmente bem ao saibro ou ao piso mais rápido, às simples e a dupla, e com fôlego para tudo isso. Stepanek, aos 34 anos, superou o fôlego de elefante de Nicolás Almagro contando unicamente com a variedade de seus golpes e a sutileza de sua técnica.

Importantíssimo lembrar que os tchecos têm um histórico de incrível qualidade no tênis profissional. Possuem nada menos que dois dos maiores nomes da história: Ivan Lendl e Martina Navratilova, que acima de tudo revolucionaram totalmente o esporte. Sem falar em um punhado de nomes que tiveram resultados expressivos, como Jan Kodes, Jiri Novak, Petr Korda, Petra Kvitova e Jana Novotna.

Não tenho a menor dúvida que, se a Espanha contasse com Rafael Nadal somado à espetacular fase de David Ferrer, dificilmente teria ficado sem o sexto troféu da competição. Mas os tchecos mereciam a festa em casa, diante de 14 mil espectadores que torceram ao melhor estilo latino. Essa é a Davis.

Já no Maracanãzinho, Nole e Guga protagonizaram um evento que eu próprio não imaginava que seria tão imponente. Claro que ambos, com seu gigantesco carisma, contribuíram de forma decisiva para isso. Ainda que não tenha mais pernas para acompanhar o número 1 e que a força física do tênis atual já coloque um hiato bem acentuado ao tênis que Guga viveu uma década atrás, é incrivelmente delicioso rever o backhand de uma mão que foi a marca registrada do nosso maior ídolo.

Os dois também souberam dosar descontração com bom tênis. Surpreendendo os que pediam para que imitasse Sharapova, o bom senso de Nole fez com que ele imitasse o próprio adversário, a quem homenageou mais duas vezes: com a camiseta pintada nas costas e ainda mais ao participar do coro de 10 mil vozes ao canto de "Gu-ga, Gu-ga", ao que se seguiu o coração no saibro. Duvido que você não tenha ficado arrepiado.


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O número 1 entre nós
às 20h59 - por José Nilton Dalcim

Novak Djokovic chegou. Disparando sorrisos para todos os lados, o lider do ranking mundial e principal tenista do circuito nos últimos dois anos já cumpriu extensa agenda nesta sexta-feira no Rio de Janeiro, onde no sábado fará uma partida contra Guga Kuerten.

Sheila Vieira está no Rio, onde acompanha os passos de Nole para o TenisBrasil, e me conta algumas passagens curiosas dos bastidores, aquele tipo de coisa que a gente vê mas raramente escreve sobre elas.

Na primeira aparição oficial de Djokovic, para a coletiva, sobrou bom humor entre ele e Guga. O catarinense, como não podia deixar de ser, está encantado com a presença do melhor do mundo por aqui. E ninguém melhor que um ex-líder para sentir o quanto isso pesa.

O ex-camisa 10 do Flamengo, Dejan Petkovic, que usou toda sua influência diante do compatriota para trazê-lo pela primeira vez para cá, virou quase um assessor de Djokovic, inclusive como intermediário para a imprensa. Afinal, muitos ali não falavam Inglês.

A coletiva foi divertida, mas não deixou de ter aqueles perguntinhas deslocadas. Como a inevitável "o que o Brasil precisa para ter um novo Guga" ou, pior ainda, quando pediram para Nole falar o que acha de Thomaz Bellucci. "Ele tem uma atitude muito positiva e confiante em quadra", definiu, sem ficar vermelho. Esse vai ser presidente mesmo um dia.

De lá, os dois foram para a Rocinha para inaugurar a quadra pública de tênis. Caminho árduo. Montaram a quadra lá em cima do morro, difícil até para o pessoal da comunidade. Bom, tenista precisa mesmo de panturrilha grossa. A comitiva chegou em carros chiques, filmados, mas a segurança não era das melhores e rapidamente foram cercados por muita gente.

Claro que o pessoal conhecia muito mais o Petkovic do que os tenistas. Tudo bem. Entraram pela portinha, cortaram o laço de inauguração e bateram 10 minutos de bola com as crianças, contando com a presença de Fabiano de Paula - que nasceu e mora na Rocinha - e Marcelo Demoliner. Djokovic de roupa civil e tudo o mais.

Aí foram para o meio do local e a secretária de esporte Márcia Lins prometeu quadras de tênis em todas as comunidades. Todo mundo fingiu que acreditou. Tiraram a cobertura de uma placa, marcando a inaguraçao, e ficaram se abraçando, rindo e posando para fotos. Na saída, foram cercados de novo e se dirigiram para conhecer o Parque Botânico.

E acabou a parte oficial e pública da agenda de Djokovic desta sexta-feira. Haveria ainda um jantar para convidados especiais, enquanto Guga se mandou para o Maracanãzinho bater bola com o Fabiano. Está levando a sério, como só se poderia esperar dele. Nada foi divulgado sobre o sábado de Nole, até porque o único compromisso para valer é o jogo das 18h30. Então, fique esperto. Quem sabe você não cruza com ele jogando frescobol em Ipanema.

Copa Davis - Lógica absoluta no primeiro dia do duelo que decide a Copa Davis. David Ferrer sobrou para cima de Radek Stepanek e Tomas Berdych engoliu suas palavras e teve trabalho árduo para derrotar o desafeto Nicolás Almagro.

Por isso mesmo, o jogo entre os dois números 1, no domingo, promete ser excelente. Antes disso, no entanto, a dupla é decisiva e colocará a pressão inevitável sobre um deles. Importante lembrar que Berdych será exigido ao máximo: último jogo de sexta, dupla e primeiro do domingo. Ele diz não se importar: "Aguento nove, dez horas se for preciso".


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Adivinhe quem
às 19h34 - por José Nilton Dalcim

Poucas horas atrás, o site da ATP colocou no ar os "10 melhores lances" do Finals de Londres, todos realmente excelentes, ainda que alguns tenham sido exagerados e outros esquecidos. Faz parte.

O curioso é que quatro desses 10 pontos foram anotados por um tenista. Adivinhe quem? Sim, ele, é claro, a quem coube também o lance número 1. O narrador britânico fica estupefato - 'Você está brincando comigo', pergunta -, tanto quanto o próprio adversário, que diz tudo o que é possível com sua careta. Claro, estamos falando de Roger Federer.

Se você ainda não viu, clique aqui. Se quiser mudar a votação ou incluir outros, fique à vontade. Eu particularmente achei falta daquele voleio dropshot do Tomas Berdych na paralela.

Façanhas - O Finals de Londres bateu seu recorde de público pelo quarto ano consecutivo, atingindo desta vez o total de 263.229 espectadores. Com isso, o torneio superou a marca de 1 milhão de ingressos vendidos. Como todos sabem, o Finals permanecerá na arena O2 até 2015.

Importante confirmar que Novak Djokovic, o campeão invicto de Londres, anotou outra marca pessoal, ao fechar a temporada com incríveis 75 vitórias.

Aliás, foi apenas a quarta vez que a decisão reuniu os dois líderes do ranking. Vale lembrar que o Finals, ex-Masters,  começou a ser disputado em 1970, antes mesmo de a ATP e o ranking existirem. 

Já a conquista (inesperada) de Marcel Granollers e Marc Lopez foi a primeira de uma parceria espanhola desde 1975.

Desafio vai para o tiebreak - O equilíbrio da temporada 2012 se registrou também no desafio que o Blog fez aos internautas para a final de ontem. Nada menos que quatro pessoas acertaram não só o placar exato da vitória de Nole sobre Roger, como também o total de 14 aces. Eles foram Alexandre Candido, de Lages/SC; Patricia Garuti dos Santos, de São Paulo/SP; Mauricio Pereira, de Nova York/EUA; e Vinicius Garcia, de Campinas/SP.

Como só existe um prêmio - o lindo óculos esportivo da Oakley, aro Lemon Peel e lente Fire Iridium -, teremos de recorrer a um desempate. Os quatro internautas receberão, nos emails que indicaram ao participar, um voto específico para a final da Copa Davis deste fim de semana para definir o vencedor. Emocionante!

 


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O Mestre
às 21h58 - por José Nilton Dalcim

Se a temporada 2012 acabasse depois do primeiro set desta segunda-feira em Londres, estaríamos todos muito satisfeitos. Nada melhor que um set de 72 minutos intensamente disputado, cheio de alternativas, variações táticas e incrível empenho de ambos os lados para concluir um calendário em que o equilíbrio foi a tônica dos grandes torneios.

Mas tinha de haver um vencedor e ele foi Novak Djokovic. Com sua marca registrada, que aliás também se repetiu ao longo de uma semana que terminou invicta, ele jamais se entregou. Buscou saídas, esperou o vacilo do adversário, correu atrás de todas as bolas e foi muito mais consistente nos pontos decisivos. Um Mestre, como era o antigo nome do ATP Finals. Eliminou todas as perguntas que ainda poderia se fazer sobre quem domina o circuito.

Roger Federer teve aqueles altos e baixos que costumam lhe custar derrotas amargas. Dominou o começo do jogo e, no primeiro espaço que abriu, viu surgir o temido adversário. Nole esteve para fechar o set no 5/4, mas então foi a fez de o suíço brilhar, com uma mudança tática radical. Usou topspin para cortar os erros e surpreender o sérvio. Cometeu no entanto o pecado de não ser agressivo o bastante no tiebreak, ainda que ambos tenham praticado um tênis de alta qualidade, produzindo lances de levantar o público.

Djokovic parecia ter perdido a intensidade no segundo set e ficou à mercê de Federer, muito mais por conta de seus erros na base. O número 2 do ranking teve até break-point para uma segunda quebra, porém ainda assim chegou a 5/4 e 40-15. Ficou apressado, talvez por conhecer o poder de reação de Nole quando está contra as cordas. Ou será possível esquecer aquela semifinal do US Open? E assim foi. De repente, o sérvio se agigantou, tomou conta da partida, colocou bolas milimétricas na linha e ganhou o sexto troféu da temporada, onde se inclui um Grand Slam e três Masters, 15 semifinais em 17 torneios.

Apesar da dor de cabeça que vai ter nesta noite, Federer não precisa se desesperar. A campanha no Finals, se não foi espetacular como nos anos anteriores, mostrou que ele continua com plena capacidade física e técnica de competir entre os melhores, candidatando-se sempre a novos títulos, principalmente nos pisos sintéticos e um pouco mais velozes.

Melhor ainda para o tênis, a disputa pela liderança do ranking está garantida para o Australian Open. Apesar de abrir 2.655 pontos de vantagem, Djokovic perderá o posto se for batido antes da semifinal e Federer ganhar o título, resultados completamente possíveis.

Mas, até lá, o tênis tem um dono. Só um.


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No duelo dos melhores do ano, Djoko tem pequena vantagem
às 21h12 - por José Nilton Dalcim

O Finals de Londres não poderia terminar de forma mais justa para resumir a temporada 2012 e mais perfeita para vislumbrar o que poderá acontecer em 2013.

Novak Djokovic deu um salto de qualidade no piso duro coberto, no qual tinha feito tão pouco ao longo do ano, e mostrou toda sua força física e mental para virar uma partida que parecia complicadíssima contra Juan Martin del Potro. Já Roger Federer ratifica sua excepcional competitividade, aos 31 anos, e dominou o jogo nervoso contra Andy Murray para ir atrás de um incrível sétimo título no Finals.

Se pensarmos apenas no confronto direto, Federer deveria ter leve favoritismo, porque lidera por 16 a 12 no geral e, mais importante ainda, suas duas vitórias sobre Nole na temporada aconteceram sobre quadras mais parecidas com Londres: a grama de quique baixo de Wimbledon e o cimento de Cincinnati. As derrotas vieram sobre o saibro de Roma e Roland Garros.

No entanto, ao compararmos os números gerais dos dois líderes do ranking ao longo do calendário, a vantagem é de Djokovic, ainda que novamente pequena. O ponto em comum a ambos: venceram um Grand Slam e três Masters 1000 cada um. Vamos comparar?

Djokovic em 2012
74 vitórias e 12 derrotas
5 títulos - um Slam e 3 Masters
US$ 8,2 milhões de prêmios oficiais
16-12 em tiebreaks
23-10 em jogos contra top 10
5-5 em finais disputadas no ano (sem o Finals)
16-3 em jogos decididos no 3º ou 5º sets
49-5 sobre a quadra sintética
4-1 em quadras fechadas
62-1 após vencer o primeiro set
12-11 após perder o primeiro set

Federer em 2012
71 vitórias e 11 derrotas
6 títulos - um Slam e 3 masters
US$ 6,6 milhões de prêmios oficiais
20-14 em tiebreaks
16-8 em jogos contra top 10
6-3 em finais disputados no ano (sem o FInals)
14-3 em jogos decididos no 3º ou 5º sets
41-6 sobre a quadra sintética
11-3 em quadras fechadas
59-2 após vencer o primeiro set
12-9 após perder o primeiro set

Ao examinar todas essas realidades, é mais do que redundante dizer que será um jogo sem favorito, com enorme peso para o primeiro saque de Federer e para a capacidade de devolução de Nole, principalmente fazendo o suíço jogar se errar o serviço inicial.

Em quem você aposta?

Bom, neste post coloque apenas seu comentário. No post imediatamente abaixo, coloque seu palpite numérico. Vale um superprêmio: óculos escuro esportivo da Oakley, com aro "Lemon Peel" e lente "Fire Iridium". Não é demais?


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Quem leva o Finals? Vale um óculos esportivo Oakley!
às 21h05 - por José Nilton Dalcim

Novak Djokovic ou Roger Federer? O Finals de Londres, um dos torneios mais difíceis e importantes da temporada, será decidido pelos dois melhores do mundo às 18 horas desta segunda-feira.

Então o Blog do Tênis desafia os internautas: quem vai ficar o título?

O prêmio é mais do que tentador: óculos escuro esportivo da Oakley, com aro "Lemon Peel" e lente "Fire Iridium".

Indique o vencedor e o placar, conforme modelo abaixo. Obviamente, leva aquele que chegar mais perto do resultado (o palpite sobre aces é para eventual desempate).

Caso queiram (e devam) fazer comentários, escrevam e opinem exclusivamente no post acima, deixando aqui só os palpites numéricos. Fica mais organizado.

A votação se encerra quando for dado o primeiro saque. E, é claro, se ganhar alguém de fora do Brasil, terá de indicar um endereço no país para receber o prêmio.

Importante: não mandem palpites por email. O divertido aqui é justamente todo mundo poder conferir a aposta dos demais.

Se possível, seguir o modelo abaixo, que facilita muito na hora da apuração:

Tenista A vence Tenista B por 2 sets a 1, parciais de 6/4 4/6 7/6.
O jogo terá no total 30 aces.

Boa sorte!


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Delpo brilha e equilibra ainda mais o Finals
às 23h17 - por José Nilton Dalcim

Juan Martin del Potro, para felicidade do tênis, deu a volta por cima. A má impressão deixada em Paris e na primeira rodada de Londres - a de um jogador esgotado fisica e mentalmente - ficou para trás. Com duas grandes atuações, ele conquistou a vaga nas semifinais deste domingo e, muito mais do que isso, aumentou ainda mais o equilíbrio das rodadas decisivas depois da atuação brilhante diante de Roger Federer.

Agora, Federer terá que enfrentar Andy Murray e caberá a Del Potro a missão de encarar Novak Djokovic. Independente de qualquer retrospecto, são jogos com favoritismo muito pequeno de um lado ou de outro, ainda que o mais sensato seria apostar numa nova decisão entre Nole e Murray.

Djokovic está cheio de confiança com suas três vitórias no Finals, mas encontrará um Delpo muito inspirado por sua reação no torneio e por outra atuação brilhante contra Federer, um adversário que sempre o incomodou. Nas suas próprias palavras, ele perdeu o medo e achou a forma de se defender das bolas baixas. No retrospecto geral, Nole soma seis vitórias em oito partidas contra Del Potro, um tenista que se encaixa no estilo do sérvio, já que ataca sempre do fundo de quadra sem grandes variedades táticas. Em 2012, o argentino foi perfeito no torneio olímpico, mas depois não ganhou set nas quadras duras de CIncinnati e Nova York.

Já Murray reencontra Federer e pode ter alguma vantagem moral, já que o suíço amargou neste sábado sua primeira derrota em três anos na arena O2, numa partida emocionalmente desgastante. Aliás é um verdadeiro tira-teima londrino, já que um venceu Wimbledon e o outro, as Olimpíadas. O escocês ainda lidera no geral, por 10 a 8, e deve contar com a torcida, que efetivamente ama Federer mas que não pode deixar de gritar pelo dono da casa.

Ranking - As seminais são importantes para o duelo entre Djokovic e Federer em relação ao ranking. O sérvio está no momento 2.155 pontos à frente. Se vencer e for à final, dificilmente permitirá que o suíço brigue pela liderança no Australian Open. O título em Londres poderá deixar Nole mais de 3 mil pontos à frente, caso Federer perca na semi.

Del Potro irá recuperar o sexto lugar do ranking se ganhar de Nole, mas mesmo um eventual troféu ainda o deixará mais de mil pontos atrás de David Ferrer. O escocês permanecerá no terceiro posto e o máximo que poderá fazer é terminar a temporada cerca de 900 pontos atrás de Federer.


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