Algumas façanhas de Federer que acabamos esquecendo de contar
Roger Federer chegou ao 15º Grand Slam, ao sexto troféu em Wimbledon, ao número 1 do mundo, a 20 finais de Slam. São tantos feitos ao mesmo tempo que muitas outras façanhas acabam passando batido. Mas ao olhar sua incrível trajetória nesse curto espaço de tempo em que passou a dominar o circuito, é possível enumerar uma série delas, não menos incríveis. Vamos às mais importantes:
- Federer precisou de exatos seis anos e de 25 Grand Slam para chegar ao recorde dos 15 troféus, perto dos 28 anos de idade. O recordista anterior, Pete Sampras, levou 13 anos e jogou 45 Slam para ganhar os seus 14, o último deles aos 31 anos.
- Suíço ganhou três Slam por temporada por quatro vezes, feito único na história. A primeira foi em 2004, ao faturar o US Open. Naquele momento, ele já se tornava o primeiro profissional a ganhar todas suas quatro primeiras decisões de Slam.
- Ao repetir os títulos de Wimbledon e US Open em 2005, Federer foi o primeiro homem desde Don Budge, nos anos 30, a defender com sucesso o troféu nesses dois torneios. O torneio marcou também a 23ª final consecutiva com resultado positivo.
- No Aberto da Austrália de 2006, Federer repetiu Sampras de 1994, ao ganhar três Slam seguidos.
- Ao chegar à decisão do US Open de 2006, foi o primeiro desde Laver, em 69, a disputar todas as quatro finais de Slam de uma mesma temporada. Com o título, igualou-se ao australiano como únicos a ganhar pelo menos três Slam num mesmo ano (Laver, na verdade, faturou os 4).
- Não perdeu sets na Austrália de 2007, tornando-se o primeiro desde Bjorn Borg, em 1980, a fazer isso num Slam.
- Ao ganhar Wimbledon de 2007, colocou-se ao lado de Borg como únicos profissionais a ganhar cinco títulos seguidos de um mesmo Slam (Borg também foi penta em Wimbledon, entre 76-80).
- Completou mais uma dobradinha Wimbledon-US Open em 2007, tornando-se o primeiro homem na história a chegar a todas as quatro finais de Slam em duas temporadas consecutivas. O US Open também marcou o recorde de 10 aparições seguidas em decisão de Slam.
- Com o penta no US Open, igualou Bill Tilden no torneio.
- Ao conquistar Roland Garros, há um mês, garantiu ao menos um título de Slam por sete temporadas consecutivas. Ao mesmo tempo, tornou-se o sexto da história a vencer todos os Slam e o segundo a levantar troféus em três pisos distintos.
- "Rei da grama", detém a maior série de vitórias na superfície (61), torna-se agora o maior campeão do piso (11, superando Sampras) e determina o recorde de sete finais seguidas em Wimbledon. O sexto título o igualou a William Renshaw e o deixa a um de Sampras.
- Apenas quatro homens na Era Profissional conquistaram Roland Garros (saibro) e Wimbledon (grama) no mesmo ano. Suíço, na verdade, chegou a essas duas finais por quatro anos consecutivos, superando os três de Borg (o sueco, no entanto, ganhou todas).
- Federer é o único homem em todos os tempos a ter duas séries de finais seguidas de Slam acima de cinco: jogou 10 entre 2005 e 2007 e agora já completa nova sequência de seis.
- Por fim, o suíço atinge agora US$ 48 milhões em premiação oficial (multiple por 5 para calcular sua real fortuna), o que já é quase o dobro do que ganhou Boris Becker e Rafael Nadal.
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José Nilton Dalcim
às
20h00
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Federer vai ao Olimpo, Roddick brilha, organização falha. E Desafio tem os 3 vencedores.
(atualizado às 18h35)
Mais uma página da história do tênis está escrita. A partir de agora, o tênis tem um novo recordista absoluto de títulos de Grand Slam, que afinal são os que importam. O suíço, que já havia superado Pete Sampras no quesito versatilidade, ao conquistar o Roland Garros que o americano nunca conseguiu, agora também é numericamente superior. Acabaram as discussões. Basta ler as frases que Tenisbrasil publica sobre a reverência dos maiores tenistas ao suíço.
Existem agora muito poucas coisas para Federer realizar no seu eterno (e justo) comparativo com Sampras. Embora isso não seja relevante, a maioria me parece certo que vai também cair. A quantidade de títulos deve ser a primeira, são apenas quatro. Os títulos de Wimbledon têm boa chance, já que falta um e Federer ainda tem 27 anos e pelo menos três temporadas pela frente. O total de liderança no ranking está um pouco mais longe: a partir de amanhã, a distância cai para 47, o que é quase um ano todo, mas algo me diz que é outro desejo de Federer. Por fim, Sampras terminou ainda seis temporadas como número 1 e Roger pode chegar à quinta já em 2009.
Aliás, nesse clima de recordes e façanhas que levou o próprio Sampras de volta ao All England Club neste domingo, me parece ter faltado o mínimo de sensibilidade dos organizadores. Tudo bem, tradição fala alto em Wimbledon, mas é quase uma insensatez Sampras não ter entregue o troféu a Federer, o que seria um momento mais do que histórico e emocionante. Afinal, são os dois maiores de todos os tempos, uma festa única num momento que jamais irá se repetir.
A épica final deste domingo, se não foi tecnicamente tão boa quanto a do ano passado, resgatou a máxima da grama: a supremacia dos saques. Por conta disso, os três primeiros sets transcorreram incrivelmente rápido: com tiebreak e tudo, o segundo levou apenas 44 minutos. O quinto set trouxe a emoção necessária e foi na direção oposta, com seus 30 imprevisíveis games, outro recorde.
Andy Roddick, no fundo, não merecia perder, se isso fosse possível no tênis. Fez uma partida espetacular, chegou a fugir de suas características e ganhou 40% dos pontos em que trocou bolas com Federer, algo inimaginável dois anos atrás. O americano sacou menos para fazer aces - o número extraordinário ficou para o suiço, com 50, muitos deles em momentos cruciais - e muito mais para aprofundar a bola e dificultar a devolução. Soube usar o slice, foi à rede, manteve-se incrivelmente frio. Foi aplaudido de pé pelo próprio Federer, que mostrou dificuldade na devolução mas um notável aproveitamento no primeiro serviço nos momentos decisivos, remetendo àquele Federer de 2005, 2006.
Se não tivesse perdido aquele fatídico voleio no tiebreak do segundo set (e muito mais ainda, o serviço a favor para fechar o tiebreak logo em seguida), dificilmente teria escapado o segundo Slam de Roddick. Ele, que vinha de exibições notáveis contra Hewitt e Murray, enfim mostrou evolução técnica para valer, que agora o credenciam mais para brigar com a turma de cima, quem sabe esquentando a temporada de verão norte-americana.
É excelente para o tênis masculino saber que agora os favoritos não são mais cinco, porém seis. Ainda que Federer seja novamente o maior deles.
Desafio Wimbledon - Nenhum dos finalistas do Desafio Wimbledon acertou o placar de 3 a 2 em favor do Federer, entãon o Júnior, de Sorocaba, permaneceu na liderança do Desafio, com 70 pontos. O segundo lugar ficou para Vinicius Resende, com 68, e o terceiro para Wagner Landgraf, com 66. Os três irão receber o livro "Entenda o Tênis" como prêmio. Parabéns!
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José Nilton Dalcim
às
16h48
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Sem vibração, Serena e Venus aumentam saudade dos velhos tempos
As Williams sempre foram excelentes tenistas sobre piso rápido, realizando partidas vibrantes, pontos espetaculares, jogadas velozes e agressivas. Mas é sempre um tanto decepcionante ver o duelo entre elas, ainda mais numa final de Grand Slam.
A história se repetiu pela 21ª vez neste sábado em Wimbledon, em que o jogo não esquentou, com exceção de um ou outro game. O excesso de respeito mútuo não permite que Serena grite, reclame, gesticule como de hábito. Venus, muito mais quieta, parece até constrangida em tentar bolas vencedoras.
De qualquer forma, a Serena desta final foi completamente diferente da Serena de quinta-feira, onde cometeu um sem-número de erros, escolhendo golpes errados na hora inapropriada. Com um jogo de base mais consistente - até mesmo porque o forehand em movimento das duas Williams é um ponto fraco e tanto -, surpreendeu todo mundo com uma vitória consideralvemente fácil sobre a favorita Venus, que vinha de uma arrasadora exibição sobre a número 1 do mundo.
Algumas conclusões são possíveis de se tirar deste torneio feminino de Wimbledon. Primeiro, que a força ainda manda na quadra de grama e isso explica o sucesso das Williams; depois, que Serena precisa voltar logo à liderança do ranking para colocar alguma lógica no circuito; e por último, as meninas precisam urgente de uma renovação profunda, porque está faltando emoção, glamour, competição real.
O tênis feminino, que nunca teve mais do que duas ou três estrelas num só momento de sua história, sempre sobreviveu a custas de grandes duelos: Martina-Chris, Martina-Graf, Graf-Sabatini, Graf-Seles, Hingis-Capriati, Henin-Clijsters, Serena-Sharapova, para citar os mais entusiasmantes. Saudade que fica ainda maior depois de ver duas finais seguidas de Grand Slam tão pouco cativantes.
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José Nilton Dalcim
às
13h02
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Final de Wimbledon é inesperada, porém justa. E Desafio tem 7 na luta.
Existe alguma surpresa numa decisão de Wimbledon entre Roger Federer e Andy Roddick? Sim e não.
Sim, porque a maciça maioria dos especialistas acreditava que Andy Murray usaria sua versatilidade na grama e o apoio da torcida para superar os obstáculos mais tradicionais, além de o escocês chegar a Wimbledon muito mais credenciado do que Roddick e com um considerável retrospecto nos confrontos diretos a seu favor.
Não, porque Roddick já esteve em outras duas finais, sempre brilhou na grama britânica e, apesar de fazer uma temporada um tanto apagada até aqui, tem de ser apontado como um dos mais experientes do circuito, ainda mais sobre uma superfície onde seu poderoso saque faz tantos estragos.
No entanto, a explicação para a extraordinária vitória do norte-americano vai um pouco além. Como eu já havia apontado na análise de seu jogo anterior, há uma nítida evolução no backhand e no jogo de rede, que são complementos essenciais a seu ótimo serviço e potente forehand. A diferença básica entre Roddick e Murray foi a agressividade, a determinação de ganhar os pontos. Murray, mais uma vez, se portou de forma conservadora, quase irritante, e isso não basta para a grama e muito menos para os tiebreaks disputados na grama. Apesar do placar tão apertado - e do set-point que teve no terceiro set -, Murray não mereceu ir à final. Vai ter de aprender um pouco mais antes disso.
Quanto a Federer, ele nem precisou jogar seu melhor tênis para superar um Tommy Haas que jogou bem, muito bem, mas até a hora da definição de cada set. Aí vieram os conhecidos vacilos, a dúvida, a escolha incorreta de um ou outro golpe, e prevaleceu sempre a constância do cabeça 2.
Eis então que o suíço estará novamente diante de feitos históricos no domingo, como aconteceu há quatro semanas em Paris. Existe aqui, outra vez, uma diferença e uma semelhança cruciais. Agora, há muito menos pressão sobre ele, ainda que esteja atrás de três momentos particularmente importantes: o 15º Slam, o hexacampeonato e o número 1, nem sei se exatamente nessa ordem. A semelhança: o adversário é um tremendo freguês, na proporção de um 18-2, talvez até maior que os então 10-0 de Soderling.
Uma decisão entre Federer e Murray seria fantástica para este Wimbledon, mas tenho certeza absoluta que Federer e muita, muita gente mesmo estão bem felizes que isso não tenha acontecido. Ainda.
Desafio tem decisão apertada - Sete internautas ainda estão na briga pelo três livros "Entenda o Tênis", prêmio máximo do Desafio Wimbledon. Todos eles obviamente acertaram a final masculina, entre Federer e Roddick, e todos podem ainda ficar entre os três primeiros colocados. O líder é Júnior, de Sorocaba, que soma 58 pontos e apontou Federer como campeão, por 3 sets a 0. O vice é Vinicius Resende, com 56, que também é Federer, mas por 3 a 1. Portanto, o título do suíço decide para Júnior por 3 a 0 ou por 3 a 2, mas favorece o Vinicius se der 3 a 1.
Correndo por fora está Alfredo, de Goiás, que ousou e optou por título de Roddick, por 3 a 0. É o único, portanto, será o campeão com qualquer placar favorável ao norte-americano. Wagner Landgraf também tem 54, mas indicou Federer, por 3 a 1.
Outros quatro não tem chance de chegar à vitória total, mas podem ficar entre os três primeiros, já que todos têm 52 pontos e escolheram Federer como vencedor de Wimbledon. Eduardo, de Sâo Paulo, apontou 3 sets a 0, enquanto Renato Martin, de Patrocínio; Eduardo Noronha e Alex Tavares preferiram os 3 a 1. Vamos então à decisão. Boa sorte a todos!
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José Nilton Dalcim
às
17h38
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Dez anos depois, as Williams ainda mandam na quadra rápida
O fenômeno Williams começou em 1997, primeiro com Venus, depois com Serena. Mas ninguém tinha dúvida: as irmãs mudariam os rumos do tênis feminino, a partir de um estilo marcado pelo extremo vigor físico.
Juntas, Serena e Venus ganharam 17 Grand Slam a partir de 1999, um número ainda mais signicativo se observarmos que as duas deixaram de jogar 10 outros Slam, entre problemas físicos e pessoais. Brilharam até mesmo no saibro de Roland Garros no ano em que enfim chegaram ao número 1 do ranking, mas a marca registrada das Williams sempre foi o piso rápido.
Mais do que qualquer outro lugar, Wimbledon é o perfeito sintoma desse tênis forte, ágil e pesado que elas impuseram desde então. Farão neste sábado a quarta final completamente familiar, aumentando o domínio sobre a grama, que verá as Williams erguerem o troféu pela oitava vez em 10 anos.
A explicação parece óbvia. Donas dos melhores saques e de golpes de base extremamente agressivos, a partir da devolução, raramente encontraram adversárias com os mesmos recursos, à exceção de Maria Sharapova, que brilhou em 2004 seguindo script idêntico.
Com raríssimas exceções, para ganhar Wimbledon é preciso ter um saque eficiente. Foi assim que Martina Navratilova ganhou nove vezes e Steffi Graf faturou outras sete, recordes absolutos da Era Profissional. Então basta ver os números deste Wimbledon para entender por que as Williams estão lá: Serena acumula 60 aces, Venus andou sacando a 199 km/h e ambas têm vencido 82% dos pontos em que acertam o primeiro saque. Pronto. Receita simples.
Venus é minha predileta e minha favorita deste Wimbledon. Porque, além do saque, desfila pela quadra de grama com muito mais fluidez e sacrifício que Serena. E por isso já tem direito a brigar por um lugar maior na história. Ao atingir sua oitava final, fica perto das nove de Billie Jean, Chris Evert e Graf, podendo ainda sonhar com as incríveis 12 de Martina.
Mesmo uma década depois, o circuito feminino ainda precisa suar muito a camisa para competir em força com as Williams.
Refúgio americano - Wimbledon, aliás, tem sido o grande torneio que vem salvando a honra do tênis americano desde que Sampras e Agassi deram adeus. Além das Williams, Andy Roddick buscará hoje sua terceira final e os Bryan já estão lá. Sem falar que os garotos David Britton e Jordan Cox brigam entre si por vaga na decisão juvenil, num sinal de que o futuro pode ser promissor.
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José Nilton Dalcim
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19h28
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'Reis da grama' garantem qualidade na semi. E o Desafio tem novo líder.
Raridade no circuito, a quadra de grama impõe determinadas qualidades técnicas que fazem toda a diferença. Foi exatamente isso o que aconteceu nas quartas-de-final masculinas de Wimbledon nesta quarta-feira, que acabou por premiar os quatro tenistas mais bem adaptados a esse traiçoeiro piso: Roger Federer, Andy Murray, Andy Roddick e Tommy Haas confirmam assim ser a nata do tênis atual sobre a grama.
Federer dispensa apresentações. Está na sétima semifinal consecutiva em Wimbledon, em busca da sétima decisão seguida e do sexto troféu, o que mostra como a sua versatilidade e poder de improvisação o tornam tão especial no torneio. O duelo contra o gigante croata Ivo Karlovic foi até decepcionante face à absoluta superioridade do suíço, que verdadeiramente passeou pela quadra. Foi mais eficiente no saque do que Karlovic, infinitamente mais preciso nas devoluções e passadas, perfeito quando preciso ir à rede para pressionar. Em muitas jogadas, o bate-pronto e o movimento curto da cabeça da raquete foram cruciais para definir o ponto. Isso é o que mais distancia Federer dos outros mortais sobre a grama.
Murray, prata da casa, chegou credenciado pelo título em Queen´s de duas semanas atrás. É fácil perceber que o escocês conhece os segredos do piso, seja no saque aberto, no slice malicioso, nos toques, no deslocamento precioso. Curioso notar que o escocês veio crescendo em Wimbledon a cada ano, sempre dando um passo para a frente. A partida contra Juan Carlos Ferrero não foi mais que um treino, já que ele é muito mais jogador no fundo de quadra e especialmente no saque. O espanhol cometeu duas duplas-faltas imperdoáveis.
Roddick é outro velho conhecido da grama inglesa. Esta é sua quinta semifinal e ele busca a terceira decisão, certamente sonhando em não ter novamente Federer pela frente no domingo. Foi ali perto, em Queen´s, onde o norte-americano ganhou quatro títulos e marcou o segundo saque mais rápido da história do tênis, três anos atrás. A partida contra Lleyton Hewitt foi excelente, tanto em qualidade técnica e variação tática, como em emoção. Além do poderoso serviço, dois fatores precisam ser creditados ao norte-americano: o backhand bem mais agressivo, principalmente na paralela, e os voleios cada vez menos mecânicos e mais instintivos, como um espetacular bate-pronto que ele conseguiu num fundamental break-point do quinto set.
Por fim, Haas é outro tenista que possui todos os atributos para se dar bem na grama e confirmou isso há duas semanas, ao ganhar Halle em cima do mesmo Djokovic, que hoje não conseguiu segurar a ofensiva alemã com seu jogo de base. A instabilidade emocional de Haas, que sempre foi seu fraco, parece mais controlada nestes últimos tempos e assim ele voltou a apresentar um tênis eficiente e plástico, o que vem desde o saibro de Paris. Ele é o quarto tenista de seu país a chegar à semifinal de Wimbledon, seguindo os passos dos campeões Becker e Stich e da zebra Schuettler.
Então, as semifinais deste ano premiam os tenistas que melhor produziram na grama e colocam todo o favoritismo em cima de Federer e Murray. Vale lembrar o sufoco que Federer passou diante de Haas em Roland Garros, mas o suíço agora é um jogador bem mais seguro e provavelmente saberá trabalhar a confiança do adversário desde o começo da partida. O Andy escocês leva a vantagem de ser mais completo que o Andy americano e ter a torcida a seu lado, além do histórico favorável nos duelos diretos. De qualquer forma, serão dois jogos dignos da importância de Wimbledon. Felizmente.
Novo líder após as quartas - Thiago Pinheiro, de São José dos Campos, assumiu a liderança do Desafio Wimbledon, ao acertar todos os vencedores das quartas-de-final e três dos quatro placares. Thiago, que só falhou ao apontar a vitória de Haas por 3 a 2 (errou por um set), soma 40 pontos. Logo atrás, aparecem Edison (de São Paulo), Júlio Donda, Júnior (de Sorocaba) e José Alexandre, todos com 38. A disputa continua acirrada e, na teoria, muitos outros ainda têm chance: oito internautas estão com 36 pontos, um com 35, seis com 34, um com 33 e nada menos que 20 com 32 pontos.
Importante notar que 80% dos participantes ainda de pé no Desafio apostam no título de Federer sobre Murray, com o placar mais comum sendo o de 3 a 1. Mas há alguns correndo literalmente por fora. O Alfredo, de Goiânia, que está com 36, apostou em Roddick como campeão, enquanto Bruno Marcel, 34 pontos, e Gustavo Pereira, 32, cravaram no Murray. Outros nove, entre 38 e 30 pontos, colocaram vitória do Roddick sobre Murray na semi e título do Federer. Portanto, como vocês podem ver, ainda tem muita emoção por aí.
Final feminina - Como estamos num clima de palpites, minha aposta é por uma final entre as Williams. Serena, que abre a rodada desta quinta-feira, não deve perder sets para Dementieva - principalmente se amendrontar o já frágil saque da russa com boas devoluções - e Venus deve se aproveitar da movimentação menos perfeita de Safina para impor outro 2 a 0. Alguém discorda?
Que fase - Como eu temia e citei em post anterior, a sucessão de derrotas deve estar minando a confiança de Thomaz Bellucci, que já começa a ter dificuldade de ganhar em nível challenger. Preocupante, ainda mais porque todo mundo sabe de seu potencial. Marcos Daniel também não foi bem pela segunda semana seguida, e sobrou novamente para Thiago Alves salvar a honra nacional, mesmo saindo da grama e indo para o saibro. Pena que justamente agora que o Thiago embalou, os outros perderam o ritmo. A fase anda dura.
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José Nilton Dalcim
às
17h08
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As curiosidades das quartas masculinas e a potencial decisão entre as Williams
Experiência parece ser a palavra-chave das quartas-de-final masculinas, ainda que dois de seus protagonistas estejam abaixo dos 23 anos. Os oito envolvidos tem uma série de atributos em seu currículo que lhe dão perfeitamente o direito e o sonho de estar na semi, cada um a seu modo. Vejamos uma série dessas curiosidades antes de analisar cada confronto:
- Tommy Haas é o mais velho dos finalistas, com 31 anos. Seis dos oito estão acima dos 26. As exceções são Andy Murray e Novak Djokovic, com 22.
- Quatro jogadores figuram hoje fora do top 30 do ranking, mas estão longe de ser zebra. Juan Carlos Ferrero, convidado dos organizadores, é o mais baixo deles, ocupando o 70º posto. Lleyton Hewitt está em 56º, enquanto Ivo Karlovic é 36º e Haas, 34º. Os outros quatro são top 10.
- Karlovic e Haas fazem suas primeiras quartas-de-final em Wimbledon. Apenas quatro deles já estiveram na semi em Londres: Roger Federer, Andy Roddick, Djokovic e Hewitt.
- Cinco dos oito já ganharam um Grand Slam e quatro deles são ex-número 1 do ranking. Tais coincidências não aconteciam nas quartas de Wimbledon desde 1993 e em eventos de Grand Slam desde o Aberto da Austrália de 2005.
- O único estreante em quartas-de-final de Slam é Karlovic.
- Oito nações diferentes estão representadas, repetindo o que aconteceu em Roland Garros, há quatro semanas.
- Federer tem o melhor retrospecto: joga as quartas de um Slam pela 20ª vez seguida, em busca de ampliar seu recorde de 20 semifinais consecutivas.
- Seis dos oito quadrifinalistas já ganharam um título na grama. Djokovic fez duas finais. Ferrero, só uma semi.
- Três jogos de hoje se repetirão sobre a série de aquecimento das últimas semanas: Murray venceu Ferrero e Roddick bateu Hewitt em Queen's, Haas superou Djokovic em Halle
E o que nos reserva de mais interessante cada um dos duelos?
- Federer tem 8 a 1 contra Karlovic, com única derrota em Cincinnati de 2008. Nessa série, foram disputados 12 tiebreaks e o suíço ganhou nove deles. Karlovic ainda não perdeu um único game de serviço em Wimbledon deste ano. Aliás, nos 79 disputados, cedeu apenas quatro break-points. Pode assim bater o recorde de Pete Sampras, que foi campeão em 1997 com dois saques perdidos. O gigante croata cravou até aqui 137 aces. Ele é o recordista de Wimbledon, com 51 num só jogo, em 2005. O recorde de aces numa edição do torneio cabe a Goran Ivanisevic, com 212 na campanha vitoriosa de 2001.
- Murray busca contra Ferrero a vitória de número 200 de sua curta carreira, o que ainda assim será metade das 407 que o espanhol soma atualmente. O escocês tenta repetir Tim Henman e Roger Taylor como únicos britânicos a chegar à semi de Wimbledon na Era Profissional. Ferrero vive uma fase de recuperação, depois da contusão que o levou para fora do top 100. Em abril, ganhou seu primeiro ATP em cinco anos e há duas semanas fez a primeira semi sobre grama da carreira, em Queen´s. Ainda assim, ele não será o tenista de mais baixo ranking numa penúltima rodada: a marca mais recente continua com Rainer Schuettler, que era 94º no ano passado. Em 2001, Ivanisevic foi campeão como número 125.
- Na tentativa de repetir a semifinal de 2007, Djokovic precisa se vingar de Haas, mas também acabar com a sina alemã, já que ele também foi eliminado em Roland Garros por um germânico, Kohlschreiber. Haas já fez três semi de Slam, todas na Austrália, e se vencer voltará ao top 20, de onde saiu em janeiro de 2008.
- Hewitt tem vantagem mínima de 6 a 5 nos duelos contra Roddick, que ganhou os dois confrontos na grama. O norte-americano, duas vezes finalista em Wimbledon, tenta sua quarta semifinal em Londres. Já o australiano joga as quartas de um Slam pela primeira vez desde o US Open de 2006 e tenta acabar com jejum de semifinais que dura três anos e 10 meses.
Quem segura as Williams? - Dinara Safina vem tropeçando a cada rodada, mas continua se levantando graças à falta de experiência ou confiança das adversárias. Não dá para acreditar que vá segurar a pentacampeã Venus na quinta-feira. Na verdade, Wimbledon parece ter sido feito para as irmãs Williams, que tem o estilo mais perfeito para o piso, incluindo obviamente o pesado saque, algo falta demais à número 1.
Venus e Serena já fizeram três finais entre si em Wimbledon. Houve uma Williams em oito das últimas nove decisões e uma delas ganhou sete nos últimos nove anos. A história só não vai se repetir por um verdadeiro desastre.
O Brasil resiste - Perto de assistir ao 50º aniversário do primeiro título de Maria Esther Bueno em Wimbledon, o tênis brasileiro resiste, apesar da queda de Bruno Soares nas quartas diante do fantástico poderio dos irmãos Bryan, que deram um show hoje. André Sá está nas quartas de duplas mistas com a velha e simpatissíssima Ai Sugiyama - a tenista que jogou mais Slam seguidos em todos os tempos -, enquanto o alagoano Tiago Fernandes surpreende na grama e luta por vaga nas quartas. Quem sabe, um deles fica vivo até o sábado e completa a festa.
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José Nilton Dalcim
às
17h54
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Murray parece estar pronto. E saiba quem são os 5 líderes do Desafio
Se era preciso mostrar garra, cabeça fria e qualidade técnica para sonhar com o histórico título em Wimbledon e o número 2 do mundo, o escocês Andy Murray cumpriu seu papel à risca nesta segunda-feira, ao sobreviver a um excelente duelo contra o suíço Stanislas Wawrinka.
Embora jamais tenha ficado perto da derrota, Murray mostrou frieza para se recuperar de um primeiro set irregular, em que foi dominado pelo excelente jogo de fundo de quadra do adversário. Quando finalmente conseguiu ser eficiente no saque, o escocês voltou a ser o tenista da primeira semana. Mas encontrou notável resistência de Wawrinka, um tenista de muitos recursos e grande físico.
O jogo, que foi um dos dois melhores de Wimbledon até aqui - o outro foi Haas contra Cilic -, também mostrou dois ingredientes importantes. O primeiro, a torcida. Murray, ao invés de se sentir pressionado por ela, soube usar isso a seu favor o tempo todo. E que público participante! O segundo, a importância definitiva do "hawk-eye", o sistema eletrônico de verificações de marca, que mudou pelo menos uma dezena de pontos, alguns deles de excepcional importância.
Para completar a cena, a partida foi jogada até as 22h39 de Londres, marcando a primeira vez que Wimbledon teve um jogo noturno, o que só pôde acontecer devido ao teto fechado e à obrigatória luz artificial. O investimento do All England Club se provou muito bem feito, com destaque para a impecável iluminação. Um show.
Os velhinhos estão de volta - Tommy Haas tem 31 anos, Lleyton Hewitt e Juan Carlos Ferrero estão fora do top 50 do ranking. Mas obviamente estão longe de ser surpresa num Grand Slam. Haas fez prevalecer sua versatilidade contra Andreev, Hewitt aplicou uma estranha virada sobre Stepanek e Ferrero, outro trintão, ganhou do 'garoto' Simon.
Os três contrastam radicalmente com a excelente e esperada performance de Roger Federer, Novak Djokovic e Andy Roddick, que não perderam sets. A última vaga ficou com o bombástico Ivo Karlovic, que também já tem 30 anos e manteve a média superior a 30 aces para despachar Fernando Verdasco. O espanhol perdeu um incrível tiebreak do quarto set com aquela antiga falta de confiança que o ataca na hora decisiva.
Feminino - As quartas femininas terão duas tenistas não pré-classificadas, mas isso não parece fazer diferença ao que se espera das semifinais. Afinal, Dinara Safina e as Williams são favoritas absolutas na rodada desta terça-feira, provavelmente na companhia de Elena Dementieva. Do jeito que estão jogando, dá para apostar fácil em outra final entre Venus e Serena.
Bruno na Central - Uma boa e uma má notícia para Bruno Soares. Ao se classificar para as quartas, ele vai enfrentar os favoritos irmãos Bryan. O lado positivo é que ele terá a honra de pisar na Quadra Central para encerrar a programação nesta terça-feira. Tenho certeza de que Bruno vai se emocionar.
Palpites - Para mostrar que os internautas do Tenisbrasil entendem mesmo do riscado, nada menos que 107 dos pouco mais de 360 participantes do nosso "Desafio Wimbledon" acertaram em cheio os oito vencedores das oitavas-de-final de segunda-feira. O desempate veio através da quantidade de placares corretos e aí a liderança ficou com Edison (não colocou sobrenome), de São Paulo, que acertou seis dos oito resultados e assim soma 20 pontos. Logo atrás, com cinco placares corretos, aparecem quatro internautas: Thiago Pinheiro, Eduardo Noronha, Neilson Rodrigues e José Alexandre, todos com 18 pontos. Também estão com ótimas chances outros 26 "apostadores" que indicaram quatro resultados certos e assim estão com 16 pontos.
Curioso notar que a indicação desses cinco líderes é muito parecida para as quartas-de-final, indicando Federer, Murray e Roddick como ganhadores. A diferença está no quarto semifinalista: três apostam em Djokovic, dois em Haas. Assim, se der alguma zebra, até quem errou algum vencedor na segunda-feira e está na casa dos 13 aos 15 pontos, terá chance de virar o jogo.
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José Nilton Dalcim
às
19h46
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À espera das oitavas-de-final, com 350 "palpiteiros"
Cerca de 350 pessoas postaram aqui ou no meu e-mail sobre quem vai ganhar Wimbledon até as 8h20 desta segunda-feira, prazo final para quem quis participar do divertido exercício divertido: colocar os vencedores e prováveis resultados de cada partida da segunda semana do torneio masculino de Wimbledon.
Os três que se saírem melhor, ganham o livro "Entenda o Tênis", que estarei lançando nos próximos dias. Lembrando a todo como vai ser a pontuação: para as oitavas-de-final, cada vencedor vale 1 ponto e cada placar certo desse vencedor, mais 2 pontos. Para as quartas, o vencedor vale 4 e o placar certo, mais 2 pontos; Para a semi, o vencedor certo vale 8 pontos e o placar correto, mais 2. Por fim, o campeão vale 12 pontos e o placar, mais 2. Importante: não adianta acertar o placar mas errar o vencedor. Se você acertar o vencedor, mas errar o adversário, vale a pontuação do vencedor mas não do placar.
Fica aí registrado o meu palpite. Mais tarde, volto com os comentários da rodada.
Oitavas-de-final
Hewitt x Stepanek - Stepanek, 3 a 2
Berdych x Roddick - Roddick, 3 a 2
Murray x Wawrinka - Murray. 3 a 0
Ferrero x Simon - Ferrero, 3 a 1
Andreev x Haas - Haas, 3 a 2
Sela x Djokovic - Djokovic, 3 a 0
Verdasco x Karlovic - Karlovic, 3 a 1
Soderling x Federer - Federer, 3 a 0
Quartas-de-final
Stepanek x Roddick - Roddick, 3 a 1
Murray x Ferrero - Murray, 3 a 0
Haas x Djokovic - Djokovic, 3 a 2
Federer x Karlovic - Federer, 3 a 1
Semifinais
Roddick x Murray - Murray, 3 a 1
Federer x Djokovic - Federer, 3 a 0
Final
Murray x Federer - Federer, 3 a 0
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José Nilton Dalcim
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19h45
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A máquina de fazer aces pode ameaçar até Federer
Não dá para não ficar impressionado com o croata Ivo Karlovic. Mais alto tenista a figurar no top 100 desde que o ranking profissional foi instituído, em 1973, o gigante de 2,08m é uma máquina de fazer aces.
Difícil entender como Karlovic passou quatro anos sem ganhar uma partida na grama de Wimbledon, um lugar onde seu serviço se torna ainda mais assustador. Veja a matemática simples: até chegar a Londres, ele havia anotado 485 aces em 27 partidas, média de 18. Nos três jogos que fez até agora em Wimbledon, soma incríveis 102, ou seja média de 34!
O notável saque do croata não é novidade para ninguém. Em 2007, atingiu 1.318, com média superior a 20, e repetiu a liderança no ano passado, embora o total absoluto (961) e a média (18) tenham caído. A diferença é que Karlovic parece saber melhor agora o que fazer depois do saque e está mostrando isso na grama. Na temporada, por exemplo, tem acerto de 65% do primeiro saque e 84% desses pontos vencidos. Em Wimbledon, subiu para 72% e 90%, respectivamente.
Tamanho poder de fogo já eliminou Jo-Wilfried Tsonga nesta sexta-feira e é ameaça certa para Fernando Verdasco nas oitavas-de-final de segunda-feira. A pergunta é: Karlovic tem condições de incomodar Roger Federer? Sem esquecer da vitória do ano passado, a resposta parece um perigo "sim", ainda mais se o croata tiver a sorte de pegar um dia de chuvoso e, portanto, de teto fechado.
Mas Karlovic não foi a única sensação desta sexta-feira. Novak Djokovic jogou um tênis bastante eficiente, principalmente no saque e nas devoluções, a ponto de despachar o agressivo Mardy Fish com autoridade. Robin Soderling e Fernando Verdasco cumpriram seu papel, com destaque para o sueco, que reviverá a final de Paris.
O melhor do dia, no entanto, ficou inacabado: o jogaço entre Tommy Haas e Marin Cilic, daqueles que precisam ser gravados para se lembrar o que é exatamente jogar em cima da grama, uma partida que valeu até aqui por uma final de campeonato. O empate é tão grande que cada um já perdeu dois match-points. Cilic é realmente um candidato a top 5, mas estou torcendo por Haas e algo que está cada vez mais raro no tênis atual: a habilidade pura e simples.
O sábado - O duelo imperdível parece ser Nikolay Davydenko x Tomas Berdych, embora não se assustem se Jurgen Melzer der dores de cabeça a Andy Roddick. Dois favoritos me parecem absolutos: Lleyton Hewitt e Andy Murray. O lado de baixo da chave até aqui está bem menos interessante.
Feminino - Serena Williams desfila sozinha na parte inferior da chave. Vai ser difícil evitar sua chegada a mais uma final. A rodada de sábado tem um curioso duelo entre Venus e Carla Suarez, que tirou a mais velha das Williams na Austrália e depois foi até as quartas, mas que não brilhou mais depois disso.
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José Nilton Dalcim
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19h18
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Apesar de tudo, grama ainda privilegia os bons sacadores
Embora esteja evidentemente mais lenta do que no passado, a grama de Wimbledon não perdeu sua mais importante lógica, aquela que levou os tenistas ainda no século 19 a preferir jogar na rede do que no fundo de quadra: a velocidade do saque. As primeiras estatísticas do torneio de 2009 mostram claramente que os bons sacadores estão levando vantagem, no complemento de duas rodadas.
No masculino, a média de acerto do primeiro saque após 96 jogos é de 62%. Os que fazem isso, ganham 73,5% dos pontos, o que é típico das quadras mais velozes. Os tenistas que vivem exclusivamente de saque, na verdade, atingem normalmente 90%. Outra estatística expressiva está na média de aces por partida: 20. O recordista, acreditem, é o espanhol Nicolas Almagro, com 61, seguido por Ivo Karlovic (56) e Pablo Cuevas (50). Andy Roddick marcou "apenas" 39. Entre as mulheres, os números são obviamente menos expressivos, mas ainda assim mostram a diferença da grama em relação a outros pisos: com 63% de primeiros saques positivos e 64,5% de pontos vencidos quando isso acontece, a média de aces é de 5.
Em termos de velocidade, nada muito espetacular ainda. Karlovic e Sam Querrey cravaram 226 km/h, enquanto Venus atingiu 197. A rainha das duplas-faltas não poderia deixar de ser Elena Dementieva, com 17. Aliás, na comparação entre homens e mulheres, vale destacar que 21 dos 96 jogos da chave masculina foram ao quinto set, enquanto 43 terminaram logo no terceiro. Já entre as meninas, 34 dos 96 chegaram ao set final, o que mostra um considerável equilíbrio.
Henman Hill ou Murray Mount? - A MurrayMania está tão grande em Londres que já se discute a mudança do nome daquele imenso gramado, ao lado da quadra 1, onde milhares de pessoas se sentam em frente ao telão para ver o jogo da Central. Ganhou o nome de Heman Hill porque era ali onde os súditos acompanharam as quatro semifinais do ídolo entre 1998 e 2002. Com a ascensão de Murray, a correria agora é para ver o escocês. A lotação foi absoluta nestas duas primeiras partidas.
A euforia continua. A própria Rainha entrou na festa, ao enviar uma carta de "boa sorte". Por enquanto, deu certo. Murray cometeu apenas cinco erros não-forçados contra Ernests Gulbis, num jogo que não teve muita graça diante da evidente dificuldade do letão em se mexer bem na grama. Gulbis fica cada semana mais distante daquela otimista previsão de sua chegada fulminante ao top 10.
O velho Hewitt - Tudo bem que Del Potro não estava bem do joelho direito e jamais teve uma movimentação decente para se dar bem num piso como a grama, mas ainda assim todos os créditos devem ser dados a Lleyton Hewitt por sua excepcional atuação desta quinta-feira. O australiano, campeão de Wimbledon há sete anos, hoje um mero 56 do ranking, mostrou muito de seus melhores momentos e declarou à BBC: "Há muito tempo não ganhava de um top 5. Fiz alguns grandes jogos aqui no passado, e acho que tudo é uma questão de como lidar com a pressão", ensina.
Reação americana - Além de Andy Roddick e das Williams, que certamente são candidatos a estar nas finais, o tênis norte-americano comemora dois novos rostos no circuito. Jesse Levine, de 21 anos, tirou Marat Safin e está na terceira rodada, sendo o único quali ainda de pé no torneio masculino. Já a adolescente Melanie Oudin tirou Sybille Bammer na estreia e agora pega Jelena Jankovic por vaga nas oitavas.
Previsões - Com os resultados desta quinta-feira, a parte superior da chave mostra a possibilidade de um ótimo duelo entre Hewitt e Radek Stepanek nas oitavas. Roddick, que deve ter trabalho com Jurgen Melzer no sábado, ainda poderá ter Berdych ou Davydenko pela frente. Murray é quem está feliz, com Troicki, Wawrinka e Gonzalez como prováveis barreiras. Não parece haver problemas.
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José Nilton Dalcim
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19h42
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Wimbledon programa seus primeiros grandes jogos

Roger Federer x Philipp Kohlschreiber, Jo-Wilfried Tsonga x Ivo Karlovic, Novak Djokovic x Mardy Fish e Marin Cilic x Tommy Haas. Talvez tenhamos que esperar até sexta-feira, mas enfim Wimbledon promete dias mais emocionantes, depois de um início bastante morno.
Federer, por exemplo, não fez mais que bons treinos na Central até agora. Mas pode ter algum trabalho contra o imprevisível alemão, responsável pela incrível queda de Djokovic em Roland Garros, mas eliminado logo na rodada seguinte. Kohlschreiber tem um jogo bastante consistente e sabe fazer um pouquinho de tudo. Não é o bastante para ameaçar o 'rei da grama', mas pode até roubar um set.
Os outros três duelos são bem menos previsíveis. Pouco satisfeito com suas atuações de um modo geral, Nole terá de encarar o saque-voleio de Fish, um jogador que teoricamente deveria subir de produção na grama. O sérvio vai precisar estar afiado.
Tsonga, que nunca passou das oitavas em Wimbledon, encara o fogo cerrado de Karlovic, que finalmente conseguiu ganhar uma partida em Londres. Já Cilic pode pagar caro o desgaste de hoje contra Querrey, diante do versátil e descansado Haas. Um curioso duelo de estilos.
Na verdade, me arrisco a dizer que esses quatro jogos definirão os quatro classificados para as oitavas-de-final.
Mas fiquem de olho, que a quinta-feira também pode ter alguns duelos interessantes, a começar por Del Potro x Hewitt, um jogo que pode muito bem ser a redenção do australiano. A mão pesada de Ernests Gulbis, ainda que em fase ruim, é perigosa para Andy Murray. E quem sabe Thiago Alves não aproveita a falta de confiança de Gilles Simon e tira o cabeça 8?
Números - Pelo terceiro dia consecutivo, Wimbledon bateu seu recorde de público. Na segunda, foram 43 mil; na terça, 46 mil; e hoje, 46.826 pagantes, número que supera em 5.991 o mesmo dia do ano passado.
A outra estatística a destacar foram as nove duplas-faltas - sete delas no set decisivo - que ajudaram a enterrar Maria Sharapova. Foi bom para o público conhecer o bom tênis e o belo rosto da argentina Gisela Dulko.
A foto - E vocês viram a foto aí de cima? É o exato momento em que Michael Llodra derruba a pegadora de bola, na tentativa de buscar um drop-shot de Haas, e se contunde. Que coisa!
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José Nilton Dalcim
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20h04
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Wimbledon bate recorde de público e fatura US$ 98 milhões com a nova Quadra Central

A primeira boa frase do dia veio do porta-voz do All England Club para explicar o sucesso de público logo no primeiro dia de evento: "Parece que todos disseram 'vamos esquecer a recessão e passar um dia divertido em Wimbledon'". Isso foi para comemorar o recorde de 42.811 ingressos vendidos na segunda-feira, quase 3.500 a mais que o primeiro dia de 2001, ou seja, exatamente os 3.500 lugares a mais que o complexo passou a oferecer com as reformas feitas.
Outra mostra evidente desse aumento de interesse foi o pedido de mais de 14 mil pessoas pelas entradas vendidas diariamente no Club. No ano passado, não eram mais que 1.500. "As pessoas se sentaram e tentaram decidir onde gastar melhor o dinheiro tão duramente ganho. Felizmente, parece que decidiram gastar aqui", brincou Johnny Perkins. "Se nossa capacidade fosse para 100 mil pessoas, acho que teríamos 100 mil entradas vendidas". Com efeito, o que se viu nestes dois primeiros dias foi lotação até mesmo nas quadras secundárias e falta de mesas no sofisticado Champagne Bar.
Muito mais dinheiro, no entanto, entrou para o Club com a expansão de 2.500 lugares na Quadra Central. Cada assento foi vendido por US$ 45 mil, dando direito ao comprador de um lugar fixo na Central entre 2011 e 2015. O valor é cinco vezes mais caro do que comprar ingressos para toda uma temporada do Chelsea, mas ainda assim se esgotou em maio e gerou uma receita extraordinária de US$ 98 milhões ao All England Club. "Não posso dizer que Wimbledon está acima da crise mundial, mas sim que o Club soube lidar melhor com a atual realidade e que o torneio continua a mexer com as pessoas".
O adeus de Safin - Em sua última temporada, o russo Marat Safin deu precoce adeus a Wimbledon nesta terça-feira, ao cair diante de Jesse Levine. Em sua 10ª participação no torneio, semifinalista no ano passado, o cabeça 14 disse que terminará a carreira sem arrependimentos: "Poderia ter feito mais, porém estou satisfeito com o que obtive". Calcula-se que o temperamental ex-número 1 tenha quebrado 700 raquetes em sua vida profissional.
Frase direta - A segunda frase curiosa, e um tanto indelicada, do dia foi do jornal britânico Daily Mail, sobre os grunhidos das jogadoras em quadra: “Por que as tenistas em Wimbledon soam como se estivessem trabalhando pesado ou num filme pornô?"
Mais um joelho - Depois de Nadal e Safina, o chileno Fernando González também reclama dos joelhos. "Sinto dor, muita dor, nos dois joelhos. E isso fica ainda pior na grama ou nas quadras sintéticas, onde você precisa brecar de forma brusca".
Sem piedade - A terceira frase interessante vem do australiano Lleyton Hewitt: "Não se pode pensar em mulheres jogando cinco sets, nenhuma delas aguentaria, ainda mais sete jogos num torneio", foi sua resposta, quando o assunto, para variar, chegou à igualdade de premiação e esforço entre masculino e feminino em Wimbledon.
Fato histórico - A Austrália dominou Wimbledon por cerca de 20 anos, entre as décadas de 50 e 70, um período em que brilharam Lew Hoad, Ashley Cooper, Neale Fraser, Rod Laver, Roy Emerson e John Newcombe. Neste ano, Hewitt é o único inscrito, o mais baixo índice de toda a Era Profissional.
A rodada - Excelente o jogo entre Murray e Kendrick, um autêntico duelo de tênis jogado na grama. A rodada, muito morna, valeu ainda pela boa atuação de Del Potro e Hewitt, sem falar na façanha do velhinho Santoro. E Thiago Alves cumpriu a sua parte, num jogo estranhíssimo contra Andrei Pavel, ao menos a julgar pelo placar. Não me surpreenderia uma nova vitória em cima de Gilles Simon.
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José Nilton Dalcim
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19h39
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Sustos e tiebreaks marcam primeira rodada. Como sempre.
Muito da lógica que você se habitua a ver no circuito masculino corre sério risco quando se chega às quadras de grama. E isso não envolve apenas a queda de tenistas bem classificados, que não se adaptam ao piso escorregadio e veloz.
Vejam o caso de James Blake e Feliciano Lopez. São dois jogadores que, na teoria, deveriam se dar muito bem em Wimbledon. O primeiro, por seu jogo reto e agressivo; o outro, ainda por cima canhoto, com seu saque-voleio tradicionais. Mas ambos novamente decepcionaram e sequer passaram do primeiro dia. Dá para explicar?
Aliás, deve-se estender o problema para Robin Soderling e Jo-Wilfried Tsonga, que levaram aquele susto. Idem para Novak Djokovic, que pareceu muitas vezes incomodado com o piso. Neste último caso, uma falha é mais evidente: se o sérvio não se aventurar um pouco mais à rede, vai ser difícil repetir a semifinal de 2007.
Com grandes sacadores em quadra - Fish, Karlovic, Querrey, Minar - e a dificuldade natural em se quebrar serviços até de tenistas não tão eficientes no saque levarão fatalmente o torneio masculino a dezenas de tiebreaks, todos os dias. A segunda-feira não foi diferente e já viu 24 desempates.
O único que se livrou com eficiência de todas essas armadilhas foi Roger Federer. Depois de um primeiro set mais equilibrado, ele se soltou um pouco mais e se deu ao luxo de alguns lances geniais. Importante lembrar que foi seu primeiro jogo na grama, depois da longa temporada de saibro. O adversário, tímido, obviamente ajudou.
Federer ainda não tem com o que se preocupar. Pega Guillermo Garcia-Lopez na quarta-feira e deve depois enfrentar Kohlschreiber ou Minar. Como Soderling dificilmente vai se atrapalhar contra Marcel Granolers ou com o ganhador de Almagro e Beck, parece que o duelo de Roland Garros vai mesmo se repetir lá na frente.
Djokovic terá uma boa partida contra Simon Greul, que veio do quali, para pegar melhor ritmo antes de encarar Fish ou Tipsarevic. Buraco mesmo aconteceu na chave onde estava Blake. Assim, Marin Cilic - que tem uma segunda rodada perigosa contra Querrey - e Tommy Haas podem se aproveitar.
A rodada da terça-feira tem poucos jogos realmente atraentes, já que todos os cabeças-de-chave parecem amplos favoritos e dificilmente acontecerá uma zebra. Fica obviamente a expectativa por Andy Murray e o primeiro passo da trajetória rumo à final.
E é claro vamos ficar de olho em Thiago Alves, que tem duas boas chances. Dá para ganhar do romeno Andrei Pavel e até encarar o instável Gilles Simon. Se é que ele passa da estreia. Se conseguir tudo isso, é bem capaz que voltaremos a ter um top 100.
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José Nilton Dalcim
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18h29
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Wimbledon: a história, o desafio e a espera por novas façanhas
Um dos seis únicos torneios sobre piso de grama que restam no calendário masculino, Wimbledon ainda tem de ser considerado o mais importante torneio do tênis. É uma questão de história, e todos os tenistas reconhecem o peso gigantesco que isso significa. O tênis, como esporte, surgiu exatamente na Quadra Central em que Roger Federer abrirá a edição deste ano dentro de algumas horas. Foi para a disputa do primeiro campeonato, em 1877, sob o nome simplório "The Championships", que se estabeleceram formato da quadra, a contagem e as regras com as quais jogamos até hoje. Precisaria mais?
Sim, porque pouca gente sabe - e eu conto isso no livro "Entenda o Tênis" que sairá dentro de alguns dias - que Wimbledon também teve papel essencial em outro momento decisivo da história: o surgimento da Era Profissional. Foi por sua influência e persistência que, em 1968, a Federação Internacional determinou a abertura dos Grand Slam a todos os jogadores, encerrando a longa rejeição aos profissionais. Naquele 1968, Wimbledon deu 26 mil libras de premiação total, menos do que receberá cada perdedor de terceira rodada em 2009. Um salto e tanto.
O fato de manter a original quadra de grama como marca registrada faz de Wimbledon um campeonato mais único do que nunca, um autêntico desafio. Em um ambiente em que não existe publicidade visível e que a roupa predominantemente branca continua obrigatória, é fácil explicar por que tem sido o Grand Slam com menor variedade de campeões. Nenhum profissional ganhou o torneio em sua primeira visita. Dos 50 diferentes tenistas a faturar um Slam na Era Profissional, apenas 19 ergueram um troféu lá. Com a saída de Nadal, a chave deste ano tem apenas Roger Federer e Lleyton Hewitt como antigos vencedores. Na verdade, apenas 13 dos 128 inscritos obtiveram um título sobre qualquer quadra de grama, com destaque para Andy Roddick, Ivo Karlovic, Tommy Haas e agora Andy Murray.
Murray, aliás, tem todos os holofotes. O último homem da casa a ganhar Wimbledon foi Fred Perry, em 1936, e dois anos depois veio o último finalista, Henry Austin. As semifinais de Tim Henman, entre 1998 e 2002, foram o melhor que os britânicos tiveram desde então. Murray, no entanto, já quebrou algumas barreiras. É o jogador local com mais alta cabeça-de-chave desde Roger Taylor, há 26 anos. Na semana passada, encerrou um jejum em Queen´s de 71 anos, tornando-se de quebra o primeiro britânico a ganhar um torneio em seu país desde Greg Rusedski (na verdade nascido canadense), em 2005.
Enquanto toneladas da caríssima taça de morangos com chantili serão consumidas ao longo dos 13 dias de competição - por não realizar jogos no domingo intermediário, Wimbledon é o mais curto dos atuais Slam -, várias marcas poderão ser quebradas. Um dia antes da maratona pela quadra, vamos ver algumas curiosidades:
- Wimbledon é o único dos Slam que mantém todas as rodadas de duplas masculinas em melhor-de-cinco sets. A últiima rodada do quali segue a norma.
- A 42ª edição profissional de Wimbledon perdeu um considerável atrativo com a desistência de Rafael Nadal. Será apenas a quinta vez nesse período que o campeão não volta para defender sua coroa e a primeira vez que o número 1 reinante não atua em Wimbledon desde o abandono de Gustavo Kuerten, em 2001.
- Os britânicos são os organizadores de Slam que mais sofrem com o jejum de títulos: 73 anos. Os australianos não ganham seu Aberto desde 1976; os franceses, 1983; e os norte-americanos, 2003.
- Existem seis campeões de Grand Slam no torneio deste ano: Federer, Djokovic, Roddick, Hewitt, Ferrero e Safin. O suíço divide o recorde profissional de títulos em quadras de grama com Pete Sampras, com 10.
- A japonesa Ai Sugyama completa 61 Grand Slam seguidos, recorde absoluto. No masculino, Wayne Ferreira chegou a 56.
- O recorde de presenças em Wimbledon desde 1968 pertence a Jimmy Connors, com 21. Ele também lidera a contagem de vitórias, com 84, seguido por Boris Becker (71) e Sampras (63). O percentual mais espetacular continua o de Bjorn Borg: 51 vitórias e apenas 4 derrotas em nove participações.
- Federer possui 175 vitórias em Slam na carreira e precisará de três para se igualar a Stefan Edberg. Mas ainda ficará longe dos quatro líderes: Connors (233), Agassi (224), Lendl (222) e Sampras (203). Em Wimbledon, o suíço soma 44 e pode superar Agassi (46), Lendl (48), Edberg e Ivanisevic (49). Se ganhar o torneio, iguala-se a Borg (51).
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José Nilton Dalcim
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13h21
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