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Cabeças de Roland Garros quase definidos. Quase.
às 19h10 - por José Nilton Dalcim

Os 500 pontos dados ao campeão do Masters Series de Hamburgo não serão mais suficientes para alterar praticamente toda a ordem dos 16 principais cabeças-de-chave para Roland Garros, lista que será definida com base no ranking de segunda-feira. O sorteio acontece na sexta.

Com a queda de alguns favoritos e a ausência de outros no saibro alemão, a única e especialíssima emoção está mesmo reservada à condição de número 2, tanto do ranking como do sorteio. E isso tem um peso enorme num Grand Slam. No caso específico de Roland Garros, pode até significar o aumento das chances de Roger Federer.

Caso o espanhol Rafael Nadal se mantenha como o vice-líder, sua tarefa para chegar ao tetracampeonato poderá ser simplificada, desde que o sérvio Novak Djokovic fique na parte superior da chave, obrigado assim a cruzar com Federer nas semifinais. A situação oposta é muito perigosa para o suíço e excelente para o sérvio. Imaginem se Nadal ficar como cabeça 3 e tiver de pegar Federer ainda na semi, como aconteceu em 2005.

Fora isso, não haverá surpresas, porque o ranking está completamente fechado. O russo Nikolay Davydenko permanecerá como cabeça 4, uma excelente posição para um Grand Slam. Será seguido por David Ferrer, Andy Roddick, David Nalbandian e James Blake. A principal curiosidade é ver nessa lista dois norte-americanos que não são especialistas, dois jogadores que voltam de contusão (Roddick e Nalbandian) e um Ferrer em fase ruim.

Os outros pré-classificados também estão quase certos. Richard Gasquet será o 9, à frente de Stanislas Wawrinka, Andy Murray, Tomas Berdych, Tommy Robredo, Juan Monaco, Jo-Wilfried Tsonga, Mikhail Youhzny e Carlos Moyá. A única chance de isso mudar são vitórias de Moyá sobre Nadal nesta sexta-feira e uma campanha ainda mais excepcional de Fernando Verdasco em Hamburgo, o que convenhamos é pouquíssimo provável.

Novamente, a lista dos cabeças de 9 a 16 traz tenistas em situação no mínimo duvidosa, como Gasquet, Robredo e Monaco, e outros bem pouco confiáveis, como Murray, Tsonga e Youzhny. Ou seja, a expectativa de zebras em Paris nunca foi tão grande.


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O que vai ser do tênis feminino sem Henin?
às 16h57 - por José Nilton Dalcim

Pior do que ver o precoce adeus de Justine Henin é tentar imaginar o que será do circuito feminino sem ela. Tudo bem, a belga não era exatamente um símbolo de carisma e beleza física, mas parecia ser um dos últimos oásis de técnica refinada e autêntica versatilidade entre as mulheres.

Será então que teremos de ficar mesmo com a russa Maria Sharapova? Seus espetaculares golpes de base estão na mesma proporção de seu rosto angelical, mas o jogo de rede e a simpatia se igualam a sua absoluta falta de curvas. Ou dependeremos da força bruta de Serena Williams, que mesmo muito acima do peso e com um forehand duvidoso ainda consegue ganhar Grand Slam?

Há uma tênue esperança de bons momentos com as sérvias. Ana Ivanovic, que ainda por cima é uma boneca, mostrou evolução e arranca suspiros da platéia não apenas por seu charme, enquanto Jelena Jankovic é uma batalhadora, com certos golpes perfeitos mas perigosa instabilidade.

Ao olhar o atual top 10 do ranking feminino, ainda se depara com o tênis maquinal de Svetlana Kuznetsova e Anna Chakvetadze, o saque simplesmente horroso de Elena Dementieva, o jogo quase preguiçoso de Venus Williams e Daniela Hantuchova. Sem falar que ali perto estão ainda Marion Bartoli e Patty Schnyder. Não dá, né? Suzanne Lenglen deve se remexer no túmulo.

E pensar que, há muito pouco tempo atrás, Henin disputava final de Roland Garros contra Kim Clijsters e podíamos ver o tênis milimétrico, inteligente e intuitivo de Martina Hingis.

A completa falta de renovação do tênis norte-americano, onde Lindsay Davenport ainda é uma das jogadoras de ponta, aprofunda a sensação de que o tênis feminino está cada vez mais atraente fora das quadras. E isso não é bom.


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O tenista perfeito de Guga
às 16h21 - por José Nilton Dalcim

Em mais uma reportagem com Gustavo Kuerten, a Globo desafiou o tricampeão de Roland Garros nesta terça-feira para indicar o seu "tenista perfeito". Ou seja, Guga indicou qual jogador tem o golpe ou a qualidade que mais lhe agrada. Vejamos a opinião resumida do nosso Manezinho:

Saque - Andy Roddick. Segundo Guga, é um movimento solto e que, quando pega em cheio, não tem mesmo qualquer defesa.
Direita - James Blake. O norte-americano tem pouca amplitude no golpe e ainda assim consegue imprimir enorme velocidade à bola.
Esquerda - David Nalbandian. O golpe com duas mãos permite ao argentino trocar com grande facilidade a direção da bola e seria um dos segredos para incomodar tanto Roger Federer.
Voleio - Roger Federer. Movimento muito natural, preciso e leve.
Concentração - Rafael Nadal. Está sempre dentro do jogo e impõe respeito até mesmo a Federer.
Carisma - Novak Djokovic. Com suas imitações e jeito divertido, consegue interagir com o público.

E aí, vocês todos concordam com Guga? Eu, particularmente, só não gostei mesmo da indicação da direita. Acho que o Djokovic, o David Ferrer, o Carlos Moyá e até o Marat Safin possuem golpes mais decisivos de forehand. Sem dúvida, o Blake está entre os melhores, mas é fácil observar que a eficiência cai muito em outros pisos que não o sintético.

Modestamente, Guga não quis se incluir em nenhuma categoria. Acredito no entanto que sua esquerda de uma mão continua sendo uma das mais perfeitas e devastadoras do circuito, sem falar no drop-shot, que sabia aplicar como pouquíssimos e foi uma arma decisiva na sua trajetória no saibro. Aliás, ele bem que poderia ensinar o segredo das curtinhas ao Federer...


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O Brasil, os challengers e dois recordes de Bellucci
às 19h42 - por José Nilton Dalcim

Existem basicamente cinco estágios no atual calendário internacional masculino: os Grand Slam, os Masters Series, os ATPs, os challengers e os futures. O que os diferencia são basicamente a premiação e, automaticamente, a qualidade dos jogadores inscritos.

Os challengers estão ali, no segundo patamar mais baixo, já que oferecem entre US$ 25 e US$ 125 mil. Nem sempre foi assim. Até 1978, só existiam duas faixas, os Grand Prix e os challengers, e essa distinção nem sempre estava clara. Em 1979, a Associação masculina instituiu definitivamente a designação "challenger" no circuito.

Por motivos óbvios, o histórico do tênis brasileiro é muito mais amplo nos challengers do que em qualquer outra categoria. Coube a Gustavo Kuerten ganhar nossos únicos três Grand Slam e cinco Masters Series na Era Profissional. Os demais seis heróis só tiveram sucesso em nível ATP, casos de Luiz Mattar (7), Fernando Meligeni (3), Jaime Oncins (2), Ricardo Mello, Thomaz Koch e Carlos Kirmayr. Ao contrário, atingimos neste domingo exatos 110 títulos de challenger.

Nosso "rei dos challengers" é o mineiro André Sá, segundo levantamento exclusivo feito por Tenisbrasil. Ele disputou 13 finais de simples e ganhou 10 títulos, seis deles fora do Brasil. Logo atrás, vem Mattar, com nove títulos (um fora de casa). Em quantidade de finais, Kirmayr foi absoluto, com 17 (sete títulos), superando Mattar e Meligeni, com 15.

Em cima deste levantamento, cabe ressaltar que Thomaz Bellucci conseguiu um feito e tanto neste fim de semana, tornando-se o primeiro brasileiro na história a ganhar três challengers  consecutivos. Um feito raro, mas não inédito. Em fevereiro de 2006, o francês Nicolas Mahut também faturou três challengers na sequência. O próprio Sá chegou perto, com três conquistas em quatro semanas nos EUA, em 1999, numa série de 19 vitórias em 21 jogos.

Outro recorde quebrado por Bellucci entre os brasileiros é a soma de quatro challengers conquistados numa só temporada. O canhoto paulista foi campeão em Santiago, Florianópolis, Tunis e Rabat. Ele superou quatro compatriotas, que tinham três num mesmo ano: Mattar, Meligeni, Sá e Roese.

O recorde de finais de challengers disputadas numa única temporada é de cinco, obtidos por Cássio Motta, em 1988, e Roese, em 1991, que aproveitaram a fase muito rica em torneios promovidos no Brasil.

Informação muito interessante extraída no levantamento é que 2005 foi o mais rico em títulos de nível challenger para o Brasil, com o total de oito, obtidos por seis diferentes tenistas. Mais importante ainda, cinco deles aconteceram no exterior. Em 2008, com quatro conquistas de Bellucci, uma de Marcos Daniel e outra de Thiago Alves, já estamos em seis, muito superior aos dois de 2007 e melhor que os cinco de 2006.


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O desprezado Hamburgo vira o principal torneio do ano
às 14h36 - por José Nilton Dalcim

Ameaçado de perder o status de Masters Series muito em breve, Hamburgo vai se tornar o torneio mais importante da temporada até aqui. Com jogos em quadra desde o domingo, o torneio alemão, disputado geralmente sob frio e umidade, o que obriga o uso do magnífico teto retrátil transparente, tem muitos atrativos.

Claro que a luta pelo número 2 entre Rafael Nadal e Novak Djokovic é o principal foco. Eliminado logo na estréia de Roma, o "rei do saibro" certamente teve tempo suficiente para curar as bolhas e recolocar cabeça e físico em ordem para este importante momento de sua carreira. No ano passado, perdeu o título em Hamburgo e viu terminar a série de 81 vitórias, algo que se mostraria importante na campanha do tri em Roland Garros, já que o livrou do peso da invencibilidade.

Mas como Nadal irá reagir diante da concretíssima possibilidade de perder a vice-liderança do ranking? Nem se cogita a hipótese de o espanhol cair antes da semifinal. Se isso se confirmar, terá diante de si um adversário realmente capaz de pará-lo no saibro.

Djokovic é, de longe, o grande nome de 2008. E olha que nem mostrou seu melhor tênis em Roma. Não fez qualquer grande partida, o que é na verdade um elogio. Assim como o Federer dos melhores tempos, basta a ele jogar 70% para superar qualquer adversário que esteja fora do top 10. Tudo o que se pode imaginar é que o sérvio chegue a Hamburgo no máximo de sua motivação e aí jogue 100% para superar Nadal.

Talvez estejamos próximos de assistir a um dos jogos mais emocionantes e sensacionais da década, que ainda por cima pode ter reflexo direto no que vai acontecer em Roland Garros.

E isso tudo pode ser muito bom para Roger Federer. Mais distante dos holofotes, o suíço terá uma rara oportunidade de caminhar menos pressionado para a final. Que ninguém se esqueça que ele é tetracampeão em Hamburgo, onde perdeu pela última vez em 2003 diante, acreditem, de Mark Philippoussis.


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Bellucci fica perto de Pequim, Djokovic do número 2
às 19h32 - por José Nilton Dalcim

Mais uma final, outro saltono ranking. E, o que parecia impossível, aconteceu: o paulista Thomaz Bellucci está mais do que nunca credenciado para se juntar ao gaúcho Marcos Daniel não apenas no top 80 do ranking, mas principalmente nos Jogos Olímpicos de Pequim. Aliás, os dois poderão até formar duplas lá, repetindo a parceria que foi até as quartas na Costa do Sauípe.

Falta bem pouco para Bellucci se garantir em Pequim. Neste momento, ele está pelo menos no 87º lugar - tem de aguardar a campanha do alemão Rainer Schuettler em Dresden -, o que já lhe daria chances de entrar na lista dos 56 participantes olímpicos, que serão definidos no ranking do dia 9 de junho, imediatamente após Roland Garros. Caso vença o challenger marroquino neste sábado, poderá atingir o número 82. Sua última cartada seria então o quali de Paris, que vale também pontos.

Portanto, o Brasil já pode sonhar com dois homens na chave de simples de Pequim e uma dupla, porque o regulamento da Federação Internacional diz que cada país pode colocar até duas parcerias no torneio, desde que os jogadores estejam classificados para a chave de simples. Apenas os top 10 do ranking de duplas têm vaga garantida, e ainda assim terão de se juntar a compatriotas que estejam na chave individual. Dentro desse critério, a vaga dos mineiros Marcelo Melo e André Sá está bem comprometida.

Perto do 74 - Duas coisas importantes a observar na nova ascensão de Bellucci. Nesta sexta-feira, ele somou sua terceira vitória sobre um top 100 - as outras foram contra Werner Eschauer e Diego Hartfield, que eram 83 à época. Além disso, já superou adversários experientes, como o campeão olímpico e ex-top 10 Nicolás Massú; o espanhol Ruben Ramirez-Hidalgo e Ricardo Mello, ambos número 50 em temporadas recentes.

Caso conquiste seu terceiro challenger seguido, vai atingir 504 pontos, ou seja, apenas 13 a menos que Daniel, que por sua vez pode aparecer na lista de segunda-feira já no 74º lugar.

As perspectivas para o tênis brasileiro melhoram a cada semana.

Rumo ao 2 - Com as quedas prematuras de Roger Federer e Rafael Nadal, o sérvio Novak Djokovic é mais favorito do que nunca no maluco Masters Series de Roma. Se ele confirmar (embora não esteja mostrando um tênis convincente), vai colar definitivamente em Nadal e poderá roubar o número 2 do mundo já em Hamburgo. As contas são simples. Campeão em Roma, Djokovic diminuirá a distância para 310 pontos. Então, se ganhar por exemplo do próprio Nadal na semifinal de Hamburgo, recupera 350 pontos e passa.

Embora completamente fora do normal, Roma trouxe novo ar para o tênis masculino do saibro, a começar pelas incríveis atuações de Andy Roddick e James Blake. Se não tivesse falhado no terceiro set, Blake permitiria uma absolutamente inesperada semifinal norte-americana. Isso é coisa que nem site de aposta pode acreditar.

Grande lucro pode tirar Stanislas Wawrinka, que deixará o tênis suíço com dois top 10 se for à final. Na contramão, os espanhós Tommy Robredo e Nicolas Almagro perderam a chance de chegar ao grupo dos 10 primeiros com as derrotas desta sexta-feira. E o que falar de Radek Stepanek, a quem de certa forma desmereci na terça-feira, quando da vitória sobre David Ferrer? Eu, que sou um fá do seu tênis criativo e taticamente muito bem elaborado, pelo menos me sinto muito mais satisfeito do que engolir o Robredo...


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Pingos nos Is
às 19h23 - por José Nilton Dalcim

Algumas coisas me parecem importantes serem ditas - ou pelo menos levantadas - a cerca da derrota do espanhol Rafael Nadal logo na estréia de Roma, que tudo tem a ver com a polêmica levantada por ele mesmo sobre o calendário, assunto que já gerou excelentes comentários aqui no Blog do Tênis.

Primeiro pingo - Nadal perdeu para Juan Carlos Ferrero por evidente cansaço. Qualquer um que tenha visto a partida, notou o excelente nível do primeiro set, mas a incapacidade de Nadal a partir daí. É quase impossível imaginar Rafa chegando atrasado numa bola, em pleno saibro, ou então sequer tentar ir nela.

Segundo pingo - Não apenas Nadal, mas também David Ferrer foram vítimas do estafante calendário do saibro. Não por mera coincidência, os dois decidiram Barcelona no domingo. Ferrer, pior que Nadal, foi superado pelo habilidoso Radek Stepanek, um tenista versátil mas longe de ser uma ameaça num piso lentíssimo.

Terceiro pingo - Ninguém obrigou Nadal a jogar Barcelona. Claro que é um torneio muito tradicional, com um público ávido por vê-lo em ação. Mas me parece lógico que o número 2 do mundo deveria priorizar seu calendário, já que os Jogos Olímpicos forçaram esse ajuste na temporada européia, algo que todo tenista estava careca de saber. Ou muito me engano, ou pesou nessa decisão um caminhão de dólares. Vamos lembrar que, em fevereiro, Nadal recebeu 1 milhão de euros para atuar em Roterdã.

Quarto pingo - Se havia tanta preocupação com esse calendário maluco, por que jogar duplas em Monte Carlo?


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A grande desvantagem dos jogadores de saibro
às 18h26 - por José Nilton Dalcim

Incomodado pelas recentes reclamações do espanhol Rafael Nadal em cima do calendário de saibro, o internauta Jader Magri fez um excelente trabalho estatístico para mostrar a desvantagem evidente que os "saibristas" levam no atual circuito.
 
"Durante a temporada de 2008, serão 23 torneios de nível ATP sobre a terra batida, disputados num espaço de 15 semanas, ou seja, um jogador competente apenas no pó de tijolo fará no máximo 15 torneios nesse tipo de piso no ano", destaca o internauta.
 
"Importante observar que 15 desses ATPs dão 175 de pontuação ao campeão (Viña del Mar, Brasil Open, Buenos Aires, Valência, Houston, Estoril, Munique, Pörtschach, Casablanca, Varsóvia, Gstaad, Bastad, Amersfoort, Umag e Bucareste), enquanto apenas quatro valem 250/300 pontos (Acapulco, Stuttgart, Kitzbühel e Barcelona). O calendário se completa com três Masters Series (500 ao campeão, em Monte Carlo, Roma e Hamburgo) e com Roland Garros, que oferece 1.000 pontos", argumenta. "Se fosse possível alguém somar todos esses pontos, chegaria a 6.175, mas obviamente isso é inviável porque alguns são disputados simultaneamente com outros, como Barcelona e Munique".
 
Para basear ainda mais sua demonstração, Jader verificou que os torneios sobre piso rápido são muito maiores em quantidade e qualidade, mesmo eliminando-se os eventos sobre grama: "São 17 ATPs com 175/200 de pontuação ao campeão (Adelaide, Chennai, Auckland, Sydney, Marselha, Delray Beach, San Jose, Zagreb, Las Vegas, Indianápolis, Los Angeles, Washington, New Haven, Bangcoc, Pequim, Metz e Mumbai), mais 11 que valem entre 225/250/300 (Doha, Roterdã, Memphis, Dubai, Tóquio, Viena, Estocolmo, Lyon, Moscou, Basíléia e St.Petersburgo), sem falar nos seis Masters Series (Indian Wells, Miami, Cincinatti, Toronto, Madri e Paris) e dois Grand Slam (Australian Open e US Open)".
 
Portanto, são 36 torneios de quadra sintética no atual calendário da ATP, sem contar os de grama, que obviamente favorecem muito mais quem gosta do cimento do que o saibro. Sem falar que nesta temporada ainda teremos os Jogos Olímpicos de Pequim (outros 400 pontos ao vencedor). "O mais significativo", observa Magri, "é que o tenista pode chegar a 23 semanas de disputa no piso rápido".
 
Para completar, vejam as contas máximas possíveis. No saibro, são 23 torneios, 15 semanas e 6.175 pontos. No piso rápido, 37 torneios, 23 semanas e 11.200 pontos possíveis.
 
Magri e Nadal então não têm toda a razão?


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Até onde Bellucci pode chegar?
às 09h57 - por José Nilton Dalcim

A pergunta que internautas, amigos e parceiros de tênis mais me têm feito nas últimas semanas é justamente essa: até onde Thomaz Bellucci pode chegar? A resposta poderia ser simples, mas não é tanto assim, porque o sucesso na carreira de qualquer tenista vai mais além de sua capacidade técnica.

Prefiro dizer a todos que Bellucci possui o potencial para estar entre os 100 melhores do mundo e, com mais experiência, chegar até os 50. E por que? Porque seu jogo é extremamente moderno. Bate muito pesado no fundo de quadra, com um backhand que não fica devendo muito aos melhores do circuito, além de ter um ponto forte no saque, tanto no primeiro como no segundo serviço. Sabe jogar na rede e consegue boas transições entre defesa e ataque. Enfim, tem recursos técnicos inegáveis.

Existe um outro lado que coloca otimismo sobre sua carreira. Bellucci vem de uma família economicamente estruturada, o que significa tranquilidade para investir na carreira e pouca dependência dos prêmios que acumula. Também está muito acostumado a viver longe de casa, já que desde os 15 anos tem feito trocas constantes de centros de treinamento. Já morou até em Santa Catarina. Por fim, quando se conversa com Bellucci, fica fácil perceber que ele é um rapaz determinado na carreira e focado no trabalho.

No entanto, um jogo individual e tão competitivo como o tênis gera as mais variadas pressões  e é aí onde sempre mora o perigo. Principalmente neste momento, em que fica evidente a carência do torcedor brasileiro por um novo jogador de qualidade, que possa estar ao menos disputando os Grand Slam e os Masters Series. Afinal, estamos literalmente na fase pós-Guga e o que vimos, nos dois últimos anos, foi uma enorme lacuna de qualidade.

Parece-me completamente acertada a opção de Bellucci e do treinador Leo Azevedo de se buscar pontos e experiência nos challengers de médio e grande portes. De nada adianta dar um passo maior que a perna e sonhar com aventuras nos ATPs, onde teria de jogar qualificatório. Num nível mais alto, a chance de derrotas precoces aumentaria muito e colocaria em risco a confiança. Com a devida cautela, ele tem vencido alguns adversários experientes e continua sua escalada no ranking.

É importante ficar claro que, no momento, Bellucci permanece um bom tenista de nível challenger, com potencial para permanecer entre os top 100 e com muitas lições ainda a aprender, como a dura fase de defesa de pontos no segundo semestre. Aos 20 anos e cinco meses, a pior coisa que poderia acontecer a ele nesta fase é ter pressa.


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Bellucci tenta repetir Guga e Oncins
às 16h50 - por José Nilton Dalcim

Figurar no top 100 do ranking masculino antes de completar 21 anos. Esta é a façanha que o paulista Thomaz Bellucci poderá obter nas próximas semanas. Aos 20 anos e cinco meses, ele pode até superar Jaime Oncins, que entrou na seleta lista aos 20 anos e sete meses, e ficar próximo ao obtido por Gustavo Kuerten, que avançou ao grupo dos 100 primeiros quando tinha 19 anos e 11 meses.

Foram poucos os brasileiros que conseguiram figurar nessa faixa, considerada marcante na carreira de qualquer tenista, antes dos 23 anos. Flávio Saretta, por exemplo, avançou aos 21 anos, enquanto Fernando Meligeni, Luiz Mattar, Cássio Motta e Alexandre Simoni chegaram lá aos 22. Já Ricardo Mello atingiu a marca aos 23 anos.

Isso tudo reforça o potencial de Bellucci, que deu um salto notável de qualidade em menos de um ano. Até julho do ano passado, disputando futures e voltando de uma contusão, ele figurava acima do número 400. Começou então a ganhar partidas em nível challenger e entrou na faixa dos 200 no final de novembro. Nesta temporada, já saltou do 183º para pelo menos o 110º posto, caso seja vice em Tunis. Esta é sua quinta final de challenger em  seis meses.

Mesmo que conquiste aquele que será seu maior título, Bellucci ainda não deve aparecer no top 100. Segundo cálculos de Tenisbrasil, ele irá aparecer exatamente com os mesmos pontos do japonês Kei Nishikori, mas perderá no critério de desempate (pontos em Grand Slam e Masters Series) e então deverá ficar no 101º. Como durante todo o mês de maio ele tem apenas 17 pontos a defender, parece lógico acreditar que irá furar o top 100 antes de tentar o quali de Roland Garros.

Também no quesito idade, vale salientar que Guga entrou para o grupo dos 50 melhores ainda aos 20 anos e nove meses, justamente ao ganhar seu primeiro troféu em Paris, enquanto Jaiminho chegou lá aos 22; Saretta, aos 23; Mattar e Mello, aos 24; Motta, aos 26; e Meligeni, apenas aos 27. Ou seja, a média nacional está mesmo na casa dos 23 anos e oito meses, o que pode ser considerada uma idade bastante alta no quadro atual do tênis masculino.


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Sampras estréia contra Meligeni no Grand Champions
às 15h34 - por José Nilton Dalcim

Os organizadores do Grand Champions Brasil, a etapa brasileira do circuito oficial de seniores da ATP, devem anunciar no início da semana que o norte-americano Pete Sampras vai estrear no ginásio do Ibirapuera às 21h30 de quarta-feira, dia 21, contra Fernando Meligeni. A divisão dos grupos e a programação da competição já está estipulada. E finalmente os ingressos podem ser comprados, inclusive pela internet. E mais baratos.

Sampras estará no grupo "Thomaz Koch", ao lado de Meligeni, do sueco Anders Jarryd e o holandês Paul Haarhuis. O heptacampeão de Wimbledon entrará em quadra sempre às 21h30. Na quinta-feira, enfrenta Haarhuis, cujo principal currículo foi como duplista, e encerra a fase classificatória contra Jarryd, outro ótimo duplista, que entrou como oitavo e último nome do Grand Champions. Se for à final - e é quase certo que estará lá -, Sampras jogará ainda no sábado, 16 horas. A decisão do terceiro lugar acontece às 14 horas.

A outra chave, batizada de "Carlos Kirmayr", terá como estrela o espanhol Sergi Bruguera, o monstro-sagrado do circuito de seniores e atual campeão tanto da etapa brasileira como da competição geral. Ele estreará contra Jaime Oncins e depois enfrentará o sueco Mikael Pernfors, provavelmente decidindo a vaga na final contra o chileno Marcelo Ríos, na sexta-feira. Ou seja, se a lógica prevalecer, o título ficará entre Sampras e Bruguera, jogadores que estão em boa forma e possuem estilos completamente distintos. Não poderia ser melhor.

Embora não tenha sido divulgado até agora, os ingressos já estão à venda, tanto na bilheteria do ginásio do Ibirapuera, como em algumas agências da Nossa Caixa e principalmente nos pontos de venda da empresa "Ingresso Fácil", que atua também no Rio e Belo Horizonte e vende pela Internet (www.ingressofacil.com.br), mas são cobradas taxas de serviço em todos os casos.

A boa notícia é que os preços estão bem mais acessíveis do que no ano passado e podem ser adquiridos por dia e não apenas por pacote. Para as cadeiras superiores, custam R$ 50 e nas numeradas, R$ 90. Há ainda a meia-entrada para estudantes e idosos. Não foi divulgada a quantidade total de ingressos colocados à venda, mas os organizadores esperam público de 4 a 5 mil pessoas. O portal UOL e o site Tenisbrasil farão promoção, com sorteio de entradas.

Sampras é esperado em São Paulo no dia anterior à estréia, quando um jantar para convidados acontece na zona Sul, com show de Paula Toller.


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