'Clube Escola' mostra o caminho das pedras para o tênis brasileiro
Um projeto estruturado de base ao esporte, preferencialmente em parceria com o estado e com apoio da iniciativa privada, não é mais uma utopia no tênis brasileiro. O Instituto Patrícia Medrado, depois de duas décadas de trabalho quase pessoal em escolas da Grande São Paulo, finalmente obteve o apoio da Prefeitura Municipal da maior metrópole do país e estabeleceu o 'Clube Escola de Tênis'. Pasmem, mas hoje o programa conta com 3 mil praticantes, que vão desde crianças de quatro anos até adultos, espalhados em 23 centros esportivos e com um objetivo simples, como precisa ser qualquer projeto de massificação: dar oportunidade a todo mundo de jogar tênis.
Lembro do primeiro dia em que a Patrícia me falou sobre o 'Tênis nas Escolas', uma iniciativa da Federação Internacional que ela encampou há cerca de 20 anos, praticamente sem uma ajuda maior do que a oficialização pela Confederação Brasileira. Recebeu o material - raquetes infantis, bolas de espuma, redes desmontáveis - e iniciou uma peregrinação voluntária por estabelecimentos de ensino das regiões mais pobres do município. O princípio básico era ensinar os professores de Educação Física a dar aulas simples de tênis e assim incluir a modalidade no dia-a-dia das aulas esportivas das unidades de ensino.
Aliás, preciso abrir um rápido parênteses para lembrar a história da própria Patrícia, alguém que conheci ainda como tenista profissional em busca do lugar ao sol, no comecinho dos anos 80. Baiana, lutou contra todas as dificuldades para tentar a carreira, mudou-se para São Paulo e partiu para seu sonho viajando nove meses por temporada, jogando simples e duplas, arrumando dinheiro numa semana para viajar na outra. Com todo esse empenho, chegou ao 48º lugar do ranking, permaneceu uma década inteira como número 1 do país. Tentou depois a vida de empresária e de treinadora, mas perdeu o estímulo diante principalmente da falta de empenho que via na nova geração.
O fato é que, por conta do 'Clube Escola', o tênis está se tornando mais popular em São Paulo. O importante de tudo: as aulas são totalmente gratuitas, o praticante não precisa ter raquete e em algumas unidades o 'Clube' fornece até vale-transporte para facilitar o acesso aos alunos. Para completar seu magnífico trabalho, Patrícia ainda ensina tênis para um grupo de 12 crianças com síndrome de down e com necessidades especiais. No começo de julho, aconteceu o Circuito Clube Escola de Tênis, que movimentou cerca de 680 garotos e meninas.
Por fim, o programa contempla o degrau seguinte, algo extremamente importante e que dá sentido a qualquer iniciativa de massificação: as crianças que mais se destacam nas aulas são encaminhadas para o centro do Estádio do Pacaembu, onde podem receber treinamentos mais específicos, visando à competição e quem sabe a uma carreira. Atualmente, mais de 150 pessoas participam desse 'alto rendimento' no Pacaembu.
Como não encontrei no site da Prefeitura a lista dos 23 centros que atendem ao 'Clube Escola', vou gastar aqui um pouco do espaço para listar as unidades:
Centro Público de Excelência em Tênis - Pacaembu - Praça Charles Miller, s/nº
Centro Público de Aprendizado e Desenvolvimento em Tênis - Parque Esportivo dos Trabalhadores - Rua Canuto de Abreu, s/nº
Clube Escola Mooca - Rua Taquari, 635
Clube Escola Santo Amaro - Avenida Padre José Maria, 555
Clube Escola Ibirapuera - Rua Pedro de Toledo, 1651
Clube Escola Pirituba - Avenida Agenor Couto de Magalhães, 32
Clube Escola Vila Maria - Praça Jânio da Silva Quadros, 150
Clube Escola Vila Manchester - Praça Haroldo Daltro, s/nº
Clube Escola Lapa - Rua Belmont, 957
Clube Escola Vila Alpina - Avenida Francisco Falconi, 83
Clube Escola Jardim São Paulo - Rua Viri, 425
Clube Escola Tatuapé - Rua Monte Serrat, 230
Clube Escola Parque do Carmo - Avenida Afonso Sampaio e Souza, 200
Clube Escola Freguesia do Ó - Rua Jacutiba, 167
Clube Escola Curuçá - Rua Grapira, 537
Clube Escola Butantã - Rua Ernani da Gama Correia, 367
Clube Escola Tiquatira - Avenida Governador Carvalho Pinto, 2
Clube Escola Vila Santa Catarina - Rua Rodes, 112
Clube Escola Cidade Tiradentes - Avenida dos Metalúrgicos, 2255
Clube Escola José Anchieta - Rua José Balangio, 188
Clube Escola José Bonifácio - Rua Ana Perena, 110
Clube Escola Juscelino Kubitschek - Rua Inácio Monteiro, 55
Clube Escola Vila Carioca - Rua Campante, 100
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José Nilton Dalcim
às
12h40
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Segundo semestre de grandes desafios para o tênis brasileiro
Depois de quase quatro meses, o Brasil voltou a ter dois nomes entre o top 100 do ranking masculino, quase por sorte. Se de um lado Thiago Alves deu mais uma subida com a boa atuação na Espanha, Marcos Daniel se favoreceu da queda de concorrentes diretos. Esta é a sétima semana em toda a temporada 2009 em que o tênis nacional aparece com dois representantes na lista, o que está longe de ser uma glória, sai mais como um alívio.
A projeção para o segundo semestre mostra claramente que nossos cinco principais jogadores vão ter que jogar muito, nos dois sentidos, para ao menos manter a atual classificação. A explicação é simples: a maior parte dos resultados positivos desse grupo foi obtida também na segunda metade da temporada em 2008. Vejamos caso a caso:
Thiago Alves - Nosso número 1 tem 755 pontos e defenderá até novembro nada menos que 492, ou seja, 65% de seu total. É uma tarefa e tanto. A seu favor, está o fato de ter somado apenas 26 em julho do ano passado e estar com 17 torneios válidos. Então, ele tem de aproveitar agora. Em agosto, defenderá 198 pontos; em setembro, mais 100; e em outubro, outros 124.
Marcos Daniel - Com 710 pontos hoje, defende 372, ou seja 52,4%. Seu maior problema virá em setembro, com 290 a repetir, portanto o ideal é que aproveite julho (30) e ainda mais agosto (10) para amenizar a conta. Tem 16 torneios válidos, o que pode ser muito útil se estender de forma criteriosa o calendário.
Thomaz Bellucci - De todos, é o que está em situação menos ruim. Dos 501 pontos atuais, defende 204, o que são 40,7%, da seguinte forma: 10 em julho, 20 em agosto, 70 em setembro, 62 em outubro e 42 em novembro. Mais importante ainda: tem apenas 14 torneios válidos dos 18 mínimos permitidos. Portanto, se sair rapidamente da má fase, é o maior candidato a terminar o ano no top 100.
João Feijão Souza - Voltou ao top 200 nesta segunda-feira, com 351 pontos, e tem ótima chance de permanecer lá. No total, defende 180, ou seja 51,3%. Possui quatro meses para subir ainda mais, já que nesse período todo terá 80 pontos a repetir. Os outros 100 virão em novembro.
Ricardo Hocevar - Nosso quinto top 200 também vai precisar remar neste segundo semestre, em que tem 212 pontos a repetir, perigosos 63,6% do seu total atual. O período mais delicado é setembro, com 103 pontos.
Fica evidente neste rápido panorama que os rapazes terão não apenas que jogar bem, mas escolher adequadamente o calendário, os pisos, os deslocamentos. A boa notícia é que Thiago está virtualmente classificado para o US Open - o ranking de base para os 104 que entram diretamente é o da próxima segunda-feira - e Daniel está bem perto, necessitando de duas ou três vitórias em Bogotá, onde costuma brilhar.
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José Nilton Dalcim
às
18h33
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Cinco detalhes a se observar no fim de semana de tênis
Olhando as mais diversas notícias do dia, percebo alguns detalhes que merecem ser destacados:
1. Sem saudade
Andre Agassi disputou sua primeira "competição" desde a aposentadoria de 2006 e foi enfático à repórter do "Philadelphia Inquirer", dizendo que não tem a menor saudade do circuito: "O tênis me deu muitas coisas, mas me tirou muitas outras também". Definição impecável, que mostra o quão dura foi a vida profissional para Agassi, que chegou bem perto de desistir de tudo no final de 1998, quando se divorciou da atriz Brooke Shields - a mesma que chorou no enterro de Michael Jackson dias atrás -, após dois anos de um tumultuado casamento.
2. Amor ao tênis
Monica Seles foi incluída, com justiça, no Hall da Fama do tênis. A ex-número 1 do mundo, uma das mais queridas tenistas mesmo estando longe de ser uma ninfeta ou uma musa, doou boa parte de seus troféus para uma ação beneficente que permita acesso ao tênis a crianças carentes. Hoje naturalizada americana, Seles jogou toda sua carreira como iugoslava, não aceitando se dividir entre croatas, sérvios ou montenegrinos no auge da guerra civil de seu ex-país.
3. Estratégia duvidosa
O capitão argentino Tito Vazquez vai ser eleito um gênio ou vai colocar o cargo em risco, depois de dar uma de Ross Brown do tênis. Ele criou uma notável estratégia para tentar ganhar o duelo contra os tchecos, em Ostrava: tirou Juan Martin del Potro da dupla, transformando a parceria argentina numa piada, com o intuito de poupá-lo para o quarto jogo, no domingo, contra Tomas Berdych, antevendo o empate. Depois, quer marcar a virada com Juan Monaco no quinto jogo. Ninguém poderá dizer que Tito não é um senhor ousado.
4. Façanha e tropeço
Israel conquistou uma das maiores surpresas da Copa Davis recente, ao despachar a Rússia num piso sintético coberto que tanto se adapta ao time de Marat Safin. Com dois tenistas sem histórico, um deles fora do top 200, e uma dupla que sofreu desgastes pessoais e se separou, eles alcançam uma semifinal histórica. Pior do que o capitão russo, que deixou Safin no banco de reservas, só mesmo o técnico israelense Eyal Ram que, ignorando o clima tão delicado como vive o Oriente Médio, comparou seus meninos a caças F-16. Mais infeliz, impossível.
5. Falta de estudo
Mais um exemplo de como os brasileiros precisam estudar melhor o circuito antes de montar seus calendários. O qualificatório do ATP 250 de Stuttgart teve apenas 18 inscritos e ainda assim muitos estão ali para fazer número. Com dois joguinhos, Thomaz Bellucci e Franco Ferreiro teriam grande chance de ir à chave principal. Preferiram mais um challenger, vamos torcer para dar certo.
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José Nilton Dalcim
às
20h28
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Os grandes estão para cair na Copa Davis
Estados Unidos e Rússia, duas das maiores potências do tênis profissional, estão perto de dizer adeus à Copa Davis de 2009. O resultado não é tão inesperado assim para os norte-americanos, que tiveram de ir ao saibro da Croácia sem Andy Roddick, mas é de certa forma incrível para Israel, um time que continua modesto em termos de ranking e histórico na competição.
Os EUA de hoje são um time limitado à superfície rápida, onde Roddick, James Blake ou Mardy Fish podem fazer frente a qualquer um. Se levados a um piso mais lento, a situação fica difícil. E olha que Ivo Karlovic e Marin Cilic estão longe de ser grandes especialistas em saibro. O bombástico serviço de Karlovic, no entanto, que já havia assombrado em Roland Garros, voltou a funcionar no saibro quase com a mesma eficiência, embora tenha contado com a péssima fase de Blake.
A Croácia, sempre que jogar em casa, é hoje um dos time mais fortes da Davis. Se confirmar o resultado e passar pelos EUA, encara o vencedor entre República Tcheca e Argentina, um duelo que está muito indefinido. Apesar da derrota no primeiro dia, Juan Monaco é um jogador respeitável no piso duro e Del Potro pode muito bem ganhar de Tomas Berdych no domingo. Assim, quase tudo ainda pode acontecer. Se os croatas pegarem a Argentina, terão de ir ao saibro e aí podem se complicar; se der República Tcheca, a Croácia joga em casa com grande chance de repetir a final de 2005.
Israel é a surpresa de 2009. Todos se lembram da tumultuada vitória sobre a Suécia, fora de casa e em meios a protestos, com os mesmos Dudi Sela, 33º do ranking, e Harel Levy, mero 210. Agora, estão a um passo de tirar a fortíssima Rússia, que não conta com Nikolay Davydenko e colocou Marat Safin na reserva. Acho que foi uma péssima escalação, porque Mikhail Youzhny não atravessa boa fase há algum tempo. Curioso lembrar que Safin, antes mesmo do sorteio, se dizia pessimista com o resultado.
Se mantiver o favoritismo da dupla deste sábado, Israel pega o vencedor de Espanha e Alemanha em setembro, supostamente sem qualquer chance. Com a ausência de Rafael Nadal, os espanhóis levaram um susto nesta sexta-feira, mas dificilmente deixarão de se classificar para as semifinais, já que a dupla local é superior e o estreante Andreas Beck não conseguirá suportar a pressão de um eventual jogo decisivo. E aí, com a provável volta de seu grande ídolo, a Espanha recupera todo o favoritismo, em qualquer piso.
Boas notícias - A sexta-feira marcou duas importantes vítórias brasileiras. Thiago Alves, que em três semanas jogou em três pisos diferentes, está na semifinal de quadra sintética na Espanha, o que reforça sua condição de top 100. Também no saibro, mas na Alemanha, João Feijão Souza embalou e pode enfim sonhar com seu primeiro título de nível challenger um retorno consistente ao top 200. Estava mesmo na hora de o tênis brasileiro reagir.
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José Nilton Dalcim
às
22h05
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Os grandes derrotados de Wimbledon
Fala-se muitos nestes últimos dias nos grandes feitos de Roger Federer e Serena Williams, jogadores que dominaram três dos quatro mais recentes Grand Slam. Aliás, sugiro ao pessoal dar uma lida na excelente coluna do Regis Andaku desta quarta-feira, na Folha de S.Paulo, que a meu ver fecha com brilhantismo o assunto.
Mas pouco coisa se especulou sobre o quanto Wimbledon poderá ter feito mal a Andy Roddick e Dinara Safina. Fiquei aqui a imaginar se as derrotas, uma sofrida, outra humilhante, não serão algo difícil de assimilar para os dois.
Roddick é um tenista já muito experiente, ex-número 1 do mundo, com um título e outras quatro finais de Grand Slam. Desde que passou a ser orientado por Larry Stefanki, tem mostrado progressos cada vez maiores tanto na rede como no fundo de quadra, embora certamente ainda seja impulsionado muito mais pelo saque, o que o deixa pelo menos um degrau abaixo dos quatro primeiros do ranking.
Apesar disso tudo, Roddick pareceu sair destruído da Quadra Central, imagem que ficou clara na cerimônia de premiação e frases muito claras na engasgada entrevista coletiva. Se nós, meros amadores, não engulimos uma derrota apertada na brincadeira de fim de semana, como será administrar a indescritível frustração de ver escorrer pelos dedos um título de Wimbledon - Roddick sabe que Wimbledon ainda é o máximo que um tenista como ele pode sonhar -, em cima de Federer, perante os olhos de Sampras, Borg e Laver?
O caso de Safina é também delicado. Tudo bem, ela não seria uma grande favorita na grama diante das Williams, mas levar uma surra de 6/1 e 6/0 em plena semifinal foi demais. A pior derrota sofrida por uma líder do ranking em toda a Era Profissional, masculino ou feminino. Some-se a isso o troféu perdido em Paris, a cobrança cada vez maior por títulos importantes, a pressão de boa parte da imprensa que não entende como Serena pode ser número 2 com três Grand Slam vencidos em 10 meses, e então dá para imaginar a pressão que virá sobre a russa na temporada norte-americana.
Conhecemos vários casos entre os profissionais de derrotas que custaram noites de sono, semanas de desânimo e às vezes meses ou anos de recuperação. Gabriela Sabatini, que vencia Mary Joe Fernandez por 6/1, 4/1 e saque, permitiu a virada em Roland Garros e confessou que nunca mais foi a mesma depois disso. Guillermo Coria jamais se recuperou do título perdido para Gastón Gaudio em 2004, Magnus Norman admitiu recentemente que até hoje ainda sonha com a derrota para Guga Kuerten na decisão de 2000. E o próprio Federer lembra, todo Grand Slam, toda quartas-de-final, aquela aula que tomou em 2004 do mesmo Guga, em Paris.
Tomara que Roddick e Safina saibam reagir. Um porque está novamente em ascensão, a outra porque o tênis feminino já está frágil demais para perder mais uma das poucas estrelas que possui.
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José Nilton Dalcim
às
12h50
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Algumas façanhas de Federer que acabamos esquecendo de contar
Roger Federer chegou ao 15º Grand Slam, ao sexto troféu em Wimbledon, ao número 1 do mundo, a 20 finais de Slam. São tantos feitos ao mesmo tempo que muitas outras façanhas acabam passando batido. Mas ao olhar sua incrível trajetória nesse curto espaço de tempo em que passou a dominar o circuito, é possível enumerar uma série delas, não menos incríveis. Vamos às mais importantes:
- Federer precisou de exatos seis anos e de 25 Grand Slam para chegar ao recorde dos 15 troféus, perto dos 28 anos de idade. O recordista anterior, Pete Sampras, levou 13 anos e jogou 45 Slam para ganhar os seus 14, o último deles aos 31 anos.
- Suíço ganhou três Slam por temporada por três vezes, feito único na história. A primeira foi em 2004, ao faturar o US Open. Naquele momento, ele já se tornava o primeiro profissional a ganhar todas suas quatro primeiras decisões de Slam.
- Ao repetir os títulos de Wimbledon e US Open em 2005, Federer foi o primeiro homem desde Don Budge, nos anos 30, a defender com sucesso o troféu nesses dois torneios. O torneio marcou também a 23ª final consecutiva com resultado positivo.
- No Aberto da Austrália de 2006, Federer repetiu Sampras de 1994, ao ganhar três Slam seguidos.
- Ao chegar à decisão do US Open de 2006, foi o primeiro desde Laver, em 69, a disputar todas as quatro finais de Slam de uma mesma temporada. Com o título, igualou-se ao australiano como únicos a ganhar pelo menos três Slam num mesmo ano (Laver, na verdade, faturou os 4).
- Não perdeu sets na Austrália de 2007, tornando-se o primeiro desde Bjorn Borg, em 1980, a fazer isso num Slam.
- Ao ganhar Wimbledon de 2007, colocou-se ao lado de Borg como únicos profissionais a ganhar cinco títulos seguidos de um mesmo Slam (Borg também foi penta em Wimbledon, entre 76-80).
- Completou mais uma dobradinha Wimbledon-US Open em 2007, tornando-se o primeiro homem na história a chegar a todas as quatro finais de Slam em duas temporadas consecutivas. O US Open também marcou o recorde de 10 aparições seguidas em decisão de Slam.
- Com o penta no US Open, igualou Bill Tilden no torneio.
- Ao conquistar Roland Garros, há um mês, garantiu ao menos um título de Slam por sete temporadas consecutivas. Ao mesmo tempo, tornou-se o sexto da história a vencer todos os Slam e o terceiro a levantar troféus em três pisos distintos.
- "Rei da grama", detém a maior série de vitórias na superfície (61), torna-se agora o maior campeão do piso (11, superando Sampras) e determina o recorde de sete finais seguidas em Wimbledon. O sexto título o igualou a William Renshaw e o deixa a um de Sampras.
- Apenas quatro homens na Era Profissional conquistaram Roland Garros (saibro) e Wimbledon (grama) no mesmo ano. Suíço, na verdade, chegou a essas duas finais por quatro anos consecutivos, superando os três de Borg (o sueco, no entanto, ganhou todas).
- Federer é o único homem em todos os tempos a ter duas séries de finais seguidas de Slam acima de cinco: jogou 10 entre 2005 e 2007 e agora já completa nova sequência de seis.
- Por fim, o suíço atinge agora US$ 49 milhões em premiação oficial (multiple por 5 para calcular sua real fortuna), o que já é quase o dobro do que ganhou Boris Becker e Rafael Nadal.
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José Nilton Dalcim
às
20h00
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Federer vai ao Olimpo, Roddick brilha, organização falha. E Desafio tem os 3 vencedores.
(atualizado às 18h35)
Mais uma página da história do tênis está escrita. A partir de agora, o tênis tem um novo recordista absoluto de títulos de Grand Slam, que afinal são os que importam. O suíço, que já havia superado Pete Sampras no quesito versatilidade, ao conquistar o Roland Garros que o americano nunca conseguiu, agora também é numericamente superior. Acabaram as discussões. Basta ler as frases que Tenisbrasil publica sobre a reverência dos maiores tenistas ao suíço.
Existem agora muito poucas coisas para Federer realizar no seu eterno (e justo) comparativo com Sampras. Embora isso não seja relevante, a maioria me parece certo que vai também cair. A quantidade de títulos deve ser a primeira, são apenas quatro. Os títulos de Wimbledon têm boa chance, já que falta um e Federer ainda tem 27 anos e pelo menos três temporadas pela frente. O total de liderança no ranking está um pouco mais longe: a partir de amanhã, a distância cai para 47, o que é quase um ano todo, mas algo me diz que é outro desejo de Federer. Por fim, Sampras terminou ainda seis temporadas como número 1 e Roger pode chegar à quinta já em 2009.
Aliás, nesse clima de recordes e façanhas que levou o próprio Sampras de volta ao All England Club neste domingo, me parece ter faltado o mínimo de sensibilidade dos organizadores. Tudo bem, tradição fala alto em Wimbledon, mas é quase uma insensatez Sampras não ter entregue o troféu a Federer, o que seria um momento mais do que histórico e emocionante. Afinal, são os dois maiores de todos os tempos, uma festa única num momento que jamais irá se repetir.
A épica final deste domingo, se não foi tecnicamente tão boa quanto a do ano passado, resgatou a máxima da grama: a supremacia dos saques. Por conta disso, os três primeiros sets transcorreram incrivelmente rápido: com tiebreak e tudo, o segundo levou apenas 44 minutos. O quinto set trouxe a emoção necessária e foi na direção oposta, com seus 30 imprevisíveis games, outro recorde.
Andy Roddick, no fundo, não merecia perder, se isso fosse possível no tênis. Fez uma partida espetacular, chegou a fugir de suas características e ganhou 40% dos pontos em que trocou bolas com Federer, algo inimaginável dois anos atrás. O americano sacou menos para fazer aces - o número extraordinário ficou para o suiço, com 50, muitos deles em momentos cruciais - e muito mais para aprofundar a bola e dificultar a devolução. Soube usar o slice, foi à rede, manteve-se incrivelmente frio. Foi aplaudido de pé pelo próprio Federer, que mostrou dificuldade na devolução mas um notável aproveitamento no primeiro serviço nos momentos decisivos, remetendo àquele Federer de 2005, 2006.
Se não tivesse perdido aquele fatídico voleio no tiebreak do segundo set (e muito mais ainda, o serviço a favor para fechar o tiebreak logo em seguida), dificilmente teria escapado o segundo Slam de Roddick. Ele, que vinha de exibições notáveis contra Hewitt e Murray, enfim mostrou evolução técnica para valer, que agora o credenciam mais para brigar com a turma de cima, quem sabe esquentando a temporada de verão norte-americana.
É excelente para o tênis masculino saber que agora os favoritos não são mais cinco, porém seis. Ainda que Federer seja novamente o maior deles.
Desafio Wimbledon - Nenhum dos finalistas do Desafio Wimbledon acertou o placar de 3 a 2 em favor do Federer, entãon o Júnior, de Sorocaba, permaneceu na liderança do Desafio, com 70 pontos. O segundo lugar ficou para Vinicius Resende, com 68, e o terceiro para Wagner Landgraf, com 66. Os três irão receber o livro "Entenda o Tênis" como prêmio. Parabéns!
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José Nilton Dalcim
às
16h48
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Sem vibração, Serena e Venus aumentam saudade dos velhos tempos
As Williams sempre foram excelentes tenistas sobre piso rápido, realizando partidas vibrantes, pontos espetaculares, jogadas velozes e agressivas. Mas é sempre um tanto decepcionante ver o duelo entre elas, ainda mais numa final de Grand Slam.
A história se repetiu pela 21ª vez neste sábado em Wimbledon, em que o jogo não esquentou, com exceção de um ou outro game. O excesso de respeito mútuo não permite que Serena grite, reclame, gesticule como de hábito. Venus, muito mais quieta, parece até constrangida em tentar bolas vencedoras.
De qualquer forma, a Serena desta final foi completamente diferente da Serena de quinta-feira, onde cometeu um sem-número de erros, escolhendo golpes errados na hora inapropriada. Com um jogo de base mais consistente - até mesmo porque o forehand em movimento das duas Williams é um ponto fraco e tanto -, surpreendeu todo mundo com uma vitória consideralvemente fácil sobre a favorita Venus, que vinha de uma arrasadora exibição sobre a número 1 do mundo.
Algumas conclusões são possíveis de se tirar deste torneio feminino de Wimbledon. Primeiro, que a força ainda manda na quadra de grama e isso explica o sucesso das Williams; depois, que Serena precisa voltar logo à liderança do ranking para colocar alguma lógica no circuito; e por último, as meninas precisam urgente de uma renovação profunda, porque está faltando emoção, glamour, competição real.
O tênis feminino, que nunca teve mais do que duas ou três estrelas num só momento de sua história, sempre sobreviveu a custas de grandes duelos: Martina-Chris, Martina-Graf, Graf-Sabatini, Graf-Seles, Hingis-Capriati, Henin-Clijsters, Serena-Sharapova, para citar os mais entusiasmantes. Saudade que fica ainda maior depois de ver duas finais seguidas de Grand Slam tão pouco cativantes.
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José Nilton Dalcim
às
13h02
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Final de Wimbledon é inesperada, porém justa. E Desafio tem 7 na luta.
Existe alguma surpresa numa decisão de Wimbledon entre Roger Federer e Andy Roddick? Sim e não.
Sim, porque a maciça maioria dos especialistas acreditava que Andy Murray usaria sua versatilidade na grama e o apoio da torcida para superar os obstáculos mais tradicionais, além de o escocês chegar a Wimbledon muito mais credenciado do que Roddick e com um considerável retrospecto nos confrontos diretos a seu favor.
Não, porque Roddick já esteve em outras duas finais, sempre brilhou na grama britânica e, apesar de fazer uma temporada um tanto apagada até aqui, tem de ser apontado como um dos mais experientes do circuito, ainda mais sobre uma superfície onde seu poderoso saque faz tantos estragos.
No entanto, a explicação para a extraordinária vitória do norte-americano vai um pouco além. Como eu já havia apontado na análise de seu jogo anterior, há uma nítida evolução no backhand e no jogo de rede, que são complementos essenciais a seu ótimo serviço e potente forehand. A diferença básica entre Roddick e Murray foi a agressividade, a determinação de ganhar os pontos. Murray, mais uma vez, se portou de forma conservadora, quase irritante, e isso não basta para a grama e muito menos para os tiebreaks disputados na grama. Apesar do placar tão apertado - e do set-point que teve no terceiro set -, Murray não mereceu ir à final. Vai ter de aprender um pouco mais antes disso.
Quanto a Federer, ele nem precisou jogar seu melhor tênis para superar um Tommy Haas que jogou bem, muito bem, mas até a hora da definição de cada set. Aí vieram os conhecidos vacilos, a dúvida, a escolha incorreta de um ou outro golpe, e prevaleceu sempre a constância do cabeça 2.
Eis então que o suíço estará novamente diante de feitos históricos no domingo, como aconteceu há quatro semanas em Paris. Existe aqui, outra vez, uma diferença e uma semelhança cruciais. Agora, há muito menos pressão sobre ele, ainda que esteja atrás de três momentos particularmente importantes: o 15º Slam, o hexacampeonato e o número 1, nem sei se exatamente nessa ordem. A semelhança: o adversário é um tremendo freguês, na proporção de um 18-2, talvez até maior que os então 10-0 de Soderling.
Uma decisão entre Federer e Murray seria fantástica para este Wimbledon, mas tenho certeza absoluta que Federer e muita, muita gente mesmo estão bem felizes que isso não tenha acontecido. Ainda.
Desafio tem decisão apertada - Sete internautas ainda estão na briga pelo três livros "Entenda o Tênis", prêmio máximo do Desafio Wimbledon. Todos eles obviamente acertaram a final masculina, entre Federer e Roddick, e todos podem ainda ficar entre os três primeiros colocados. O líder é Júnior, de Sorocaba, que soma 58 pontos e apontou Federer como campeão, por 3 sets a 0. O vice é Vinicius Resende, com 56, que também é Federer, mas por 3 a 1. Portanto, o título do suíço decide para Júnior por 3 a 0 ou por 3 a 2, mas favorece o Vinicius se der 3 a 1.
Correndo por fora está Alfredo, de Goiás, que ousou e optou por título de Roddick, por 3 a 0. É o único, portanto, será o campeão com qualquer placar favorável ao norte-americano. Wagner Landgraf também tem 54, mas indicou Federer, por 3 a 1.
Outros quatro não tem chance de chegar à vitória total, mas podem ficar entre os três primeiros, já que todos têm 52 pontos e escolheram Federer como vencedor de Wimbledon. Eduardo, de Sâo Paulo, apontou 3 sets a 0, enquanto Renato Martin, de Patrocínio; Eduardo Noronha e Alex Tavares preferiram os 3 a 1. Vamos então à decisão. Boa sorte a todos!
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José Nilton Dalcim
às
17h38
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Dez anos depois, as Williams ainda mandam na quadra rápida
O fenômeno Williams começou em 1997, primeiro com Venus, depois com Serena. Mas ninguém tinha dúvida: as irmãs mudariam os rumos do tênis feminino, a partir de um estilo marcado pelo extremo vigor físico.
Juntas, Serena e Venus ganharam 17 Grand Slam a partir de 1999, um número ainda mais signicativo se observarmos que as duas deixaram de jogar 10 outros Slam, entre problemas físicos e pessoais. Brilharam até mesmo no saibro de Roland Garros no ano em que enfim chegaram ao número 1 do ranking, mas a marca registrada das Williams sempre foi o piso rápido.
Mais do que qualquer outro lugar, Wimbledon é o perfeito sintoma desse tênis forte, ágil e pesado que elas impuseram desde então. Farão neste sábado a quarta final completamente familiar, aumentando o domínio sobre a grama, que verá as Williams erguerem o troféu pela oitava vez em 10 anos.
A explicação parece óbvia. Donas dos melhores saques e de golpes de base extremamente agressivos, a partir da devolução, raramente encontraram adversárias com os mesmos recursos, à exceção de Maria Sharapova, que brilhou em 2004 seguindo script idêntico.
Com raríssimas exceções, para ganhar Wimbledon é preciso ter um saque eficiente. Foi assim que Martina Navratilova ganhou nove vezes e Steffi Graf faturou outras sete, recordes absolutos da Era Profissional. Então basta ver os números deste Wimbledon para entender por que as Williams estão lá: Serena acumula 60 aces, Venus andou sacando a 199 km/h e ambas têm vencido 82% dos pontos em que acertam o primeiro saque. Pronto. Receita simples.
Venus é minha predileta e minha favorita deste Wimbledon. Porque, além do saque, desfila pela quadra de grama com muito mais fluidez e sacrifício que Serena. E por isso já tem direito a brigar por um lugar maior na história. Ao atingir sua oitava final, fica perto das nove de Billie Jean, Chris Evert e Graf, podendo ainda sonhar com as incríveis 12 de Martina.
Mesmo uma década depois, o circuito feminino ainda precisa suar muito a camisa para competir em força com as Williams.
Refúgio americano - Wimbledon, aliás, tem sido o grande torneio que vem salvando a honra do tênis americano desde que Sampras e Agassi deram adeus. Além das Williams, Andy Roddick buscará hoje sua terceira final e os Bryan já estão lá. Sem falar que os garotos David Britton e Jordan Cox brigam entre si por vaga na decisão juvenil, num sinal de que o futuro pode ser promissor.
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José Nilton Dalcim
às
19h28
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'Reis da grama' garantem qualidade na semi. E o Desafio tem novo líder.
Raridade no circuito, a quadra de grama impõe determinadas qualidades técnicas que fazem toda a diferença. Foi exatamente isso o que aconteceu nas quartas-de-final masculinas de Wimbledon nesta quarta-feira, que acabou por premiar os quatro tenistas mais bem adaptados a esse traiçoeiro piso: Roger Federer, Andy Murray, Andy Roddick e Tommy Haas confirmam assim ser a nata do tênis atual sobre a grama.
Federer dispensa apresentações. Está na sétima semifinal consecutiva em Wimbledon, em busca da sétima decisão seguida e do sexto troféu, o que mostra como a sua versatilidade e poder de improvisação o tornam tão especial no torneio. O duelo contra o gigante croata Ivo Karlovic foi até decepcionante face à absoluta superioridade do suíço, que verdadeiramente passeou pela quadra. Foi mais eficiente no saque do que Karlovic, infinitamente mais preciso nas devoluções e passadas, perfeito quando preciso ir à rede para pressionar. Em muitas jogadas, o bate-pronto e o movimento curto da cabeça da raquete foram cruciais para definir o ponto. Isso é o que mais distancia Federer dos outros mortais sobre a grama.
Murray, prata da casa, chegou credenciado pelo título em Queen´s de duas semanas atrás. É fácil perceber que o escocês conhece os segredos do piso, seja no saque aberto, no slice malicioso, nos toques, no deslocamento precioso. Curioso notar que o escocês veio crescendo em Wimbledon a cada ano, sempre dando um passo para a frente. A partida contra Juan Carlos Ferrero não foi mais que um treino, já que ele é muito mais jogador no fundo de quadra e especialmente no saque. O espanhol cometeu duas duplas-faltas imperdoáveis.
Roddick é outro velho conhecido da grama inglesa. Esta é sua quinta semifinal e ele busca a terceira decisão, certamente sonhando em não ter novamente Federer pela frente no domingo. Foi ali perto, em Queen´s, onde o norte-americano ganhou quatro títulos e marcou o segundo saque mais rápido da história do tênis, três anos atrás. A partida contra Lleyton Hewitt foi excelente, tanto em qualidade técnica e variação tática, como em emoção. Além do poderoso serviço, dois fatores precisam ser creditados ao norte-americano: o backhand bem mais agressivo, principalmente na paralela, e os voleios cada vez menos mecânicos e mais instintivos, como um espetacular bate-pronto que ele conseguiu num fundamental break-point do quinto set.
Por fim, Haas é outro tenista que possui todos os atributos para se dar bem na grama e confirmou isso há duas semanas, ao ganhar Halle em cima do mesmo Djokovic, que hoje não conseguiu segurar a ofensiva alemã com seu jogo de base. A instabilidade emocional de Haas, que sempre foi seu fraco, parece mais controlada nestes últimos tempos e assim ele voltou a apresentar um tênis eficiente e plástico, o que vem desde o saibro de Paris. Ele é o quarto tenista de seu país a chegar à semifinal de Wimbledon, seguindo os passos dos campeões Becker e Stich e da zebra Schuettler.
Então, as semifinais deste ano premiam os tenistas que melhor produziram na grama e colocam todo o favoritismo em cima de Federer e Murray. Vale lembrar o sufoco que Federer passou diante de Haas em Roland Garros, mas o suíço agora é um jogador bem mais seguro e provavelmente saberá trabalhar a confiança do adversário desde o começo da partida. O Andy escocês leva a vantagem de ser mais completo que o Andy americano e ter a torcida a seu lado, além do histórico favorável nos duelos diretos. De qualquer forma, serão dois jogos dignos da importância de Wimbledon. Felizmente.
Novo líder após as quartas - Thiago Pinheiro, de São José dos Campos, assumiu a liderança do Desafio Wimbledon, ao acertar todos os vencedores das quartas-de-final e três dos quatro placares. Thiago, que só falhou ao apontar a vitória de Haas por 3 a 2 (errou por um set), soma 40 pontos. Logo atrás, aparecem Edison (de São Paulo), Júlio Donda, Júnior (de Sorocaba) e José Alexandre, todos com 38. A disputa continua acirrada e, na teoria, muitos outros ainda têm chance: oito internautas estão com 36 pontos, um com 35, seis com 34, um com 33 e nada menos que 20 com 32 pontos.
Importante notar que 80% dos participantes ainda de pé no Desafio apostam no título de Federer sobre Murray, com o placar mais comum sendo o de 3 a 1. Mas há alguns correndo literalmente por fora. O Alfredo, de Goiânia, que está com 36, apostou em Roddick como campeão, enquanto Bruno Marcel, 34 pontos, e Gustavo Pereira, 32, cravaram no Murray. Outros nove, entre 38 e 30 pontos, colocaram vitória do Roddick sobre Murray na semi e título do Federer. Portanto, como vocês podem ver, ainda tem muita emoção por aí.
Final feminina - Como estamos num clima de palpites, minha aposta é por uma final entre as Williams. Serena, que abre a rodada desta quinta-feira, não deve perder sets para Dementieva - principalmente se amendrontar o já frágil saque da russa com boas devoluções - e Venus deve se aproveitar da movimentação menos perfeita de Safina para impor outro 2 a 0. Alguém discorda?
Que fase - Como eu temia e citei em post anterior, a sucessão de derrotas deve estar minando a confiança de Thomaz Bellucci, que já começa a ter dificuldade de ganhar em nível challenger. Preocupante, ainda mais porque todo mundo sabe de seu potencial. Marcos Daniel também não foi bem pela segunda semana seguida, e sobrou novamente para Thiago Alves salvar a honra nacional, mesmo saindo da grama e indo para o saibro. Pena que justamente agora que o Thiago embalou, os outros perderam o ritmo. A fase anda dura.
por
José Nilton Dalcim
às
17h08
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