Retrospectiva 1: Os 10 maiores fatos do ano no tênis internacional
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15h05 - por
José Nilton Dalcim
O ano de 2009 passou tão rápido, e tão cheio de novidades, que muitas vezes esquecemos de coisas que ficaram lá para trás. Ao rever cautelosamente as manchetes de Tenisbrasil ao longo desta temporada, ficou fácil perceber que acabamos esquecendo o choro de Roger Federer na final sensacional do Aberto da Austrália, ou que faltou valorizar mais a incrível façanha de Kim Clijsters, que fez uma volta triunfal em curtíssimo espaço de tempo.
Então, decidi fazer uma série de "retrospectivas" nos próximos posts, para relembrar alguns momentos realmente marcantes de 2009 e colocar em discussão. A minha lista dos 10 principais fatos do ano, por ordem de importância, segue aí abaixo. Aguardo a de vocês:
1. Federer quebra recorde de Grand Slam em Wimbledon diante de Sampras, Laver e Borg
2. Federer conquista Roland Garros e entra para pequeno clube dos multicampeões
3. Nadal vence na Austrália, conquista terceiro Slam em piso diferente e leva Federer às lágrimas
4. Agassi publica polêmica autobiografia, revela doping escondido pela ATP e coloca tênis masculino em situação delicada
5. Nadal agrava contusão nos joelhos, fica 70 dias fora do circuito e perde número 1 por não ir a Wimbledon
6. Nadal perde invencibilidade em Roland Garros diante de Soderling ainda nas oitavas-de-final
7. Clijsters anuncia volta às quadras e, em apenas cinco meses, ganha o US Open e fecha ano o top 20
8. Del Potro acaba com tabu pessoal contra Federer na final do US Open e vira herói nacional
9. Serena Williams insulta juíza de linha no US Open, perde na semifinal e é multada
10. Karlovic bate seu próprio recorde de aces, com 78, mas perde para Stepanek na Davis
O outro cinquentenário que esquecemos de comemorar
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11h46 - por
José Nilton Dalcim
Os 50 anos do primeiro título de Maria Esther Bueno em Wimbledon receberam justas homenagens, aqui e lá fora. Sem dúvida, é um marco na história do tênis brasileiro. Em setembro, também completaram meio século a sua conquista em Nova York, o então Nacional norte-americano que viria a se tornar o US Open a partir de 1968.
Mas há ainda um outro feito de 50 anos a se comemorar, algo que acabou esquecido até pela própria Estherzinha. Em dezembro de 1959, a "Bailarina" foi coroada como a número 1 do mundo, um feito que talvez não tenha a mesma importância de hoje, mas deve ser igualmente relembrado.
Nos tempos do tênis amador, não havia ranking. Aliás, até mesmo na Era Profissional ele demorou a surgir, o que só aconteceu em 1973 para os homens e duas temporadas depois para as mulheres. A missão de designar "a melhor do mundo" ficava para a Federação Internacional, que indicava ao final da temporada a jogadora de melhor desempenho. Essa norma permanece até hoje, embora nunca a FIT tenha discordado do ranking matemático da ATP ou da WTA.
Então era uma honraria por merecimento. Não há qualquer dúvida, a meu ver, que Estherzinha tenha sido a melhor do mundo em 1959, ano em que conquistou justamente os dois eventos de Grand Slam que realmente tinha peso no calendário. Roland Garros ainda era considerado um torneio de menor expressão e a Austrália raramente reunia os tenistas de ponta devido à distância e ao alto custo da viagem.
Fundamental observar que Maria Esther também foi designada a número 1 por outras duas temporadas, em 1960 e 1964. Embora "só" tenha vencido Wimbledon e chegado à final dos EUA em simples em 1960, ela se tornou a primeira mulher na história a fechar o Slam de duplas. Já a campanha de 1964 é indiscutível: reconquistou Wimbledon e EUA na grama e ainda foi à final de Roland Garros.
Pena que o seu legado jamais tenha rendido os frutos que poderia, principalmente depois que ela encerrou a carreira, na metade dos anos 70. Um pouco por culpa dos dirigentes de todas as épocas, que não tiveram a esperteza de usar a força do seu nome para construir um caminho, um pouco também por culpa da própria tenista, que não percebeu o quanto poderia ter feito por si própria e pelo tênis, sempre preocupada que suas glórias fossem usadas como objeto de marketing. E por que não deveriam?
Por ironia do destino, as extraordinárias conquistas desta paulista, que completou 70 anos em outubro, sairam definitivamente do baú quando Guga Kuerten explodiu e se popularizou. Foi necessário surgir outro ícone para tirar a poeira sobre seu invejável currículo. Coisas de um país de lamentável memória e dirigentes sofríveis.
Clique nesta págna especial de Tenisbrasil e confira a lista de titulos e finais de Maria Esther (e demais brasileiros) em Grand Slam.
O bom ano do tênis brasileiro gera expectativa animadora para 2010
às
18h41 - por
José Nilton Dalcim
O tênis masculino brasileiro viveu uma boa temporada, não há dúvida disso. Em que pese a frustrante derrota de Porto Alegre, que nos custou mais uma temporada na segunda divisão da Copa Davis, é fácil colocar pontos positivos em 2009.
Claro que a ótima notícia veio com Thomaz Bellucci. Depois de despencar para além do número 140, ele conseguiu se recuperar e da melhor forma possível. Saiu do quali, ganhou Gstaad, foi numa semifinal em piso sintético coberto e terminou o ano como 36º. Somou feitos que muitos nem se lembravam mais, como o fato de ganhar um ATP fora do Brasil (coisa de Guga, Meligeni, Oncins); entrar para o top 50, fechar entre os 40 primeiros.
Isso aliás responde à pergunta sobre o grande fato de 2009 na pesquisa dos "Melhores do Ano" de Tenisbrasil. Acho que seu ranking fala por tudo. A outra questão é certamente mais difícil de responder, ou seja, o que vai acontecer com ele em 2010. Sem otimismos exagerados, imaginando que Bellucci irá focar os grandes torneios, acho que conseguirá até se aproximar do 30º posto se tiver um bom início de temporada, mas sua realidade é permanecer no top 50, o que será excelente.
Também é preciso elogiar a boa performance de Marcos Daniel, num ano difícil. Ele chegou a uma semifinal de ATP, mas conseguiu se manter mesmo foi nos challengers. Então, ficar entre os 85 é um ótimo resultado para seus 30 anos. Nossos mineiros das duplas foram outro destaque, tiveram seus altos e baixos como é normal. Penso que podemos apostar em Bruno Soares e Marcelo Melo de olhos fechados, ainda que acredite que eles demorarão algumas semanas para engrenar.
Essa conjunção de fatores me leva a crer que teremos novamente uma ótima chance de voltar ao Grupo Mundial da Davis, desde que não enfrentemos uma potência na repescagem. O time está cada vez mais maduro. Talvez ainda falte um número 2 à altura, porque Daniel continua às voltas com as contusões e Thiago Alves não se firma. E se vierem Feijão e Hocevar, faltará a experiência. De qualquer forma, com ajuda dos céus, dá para acreditar.
Por fim, vejo Zé Pereira, Rafael Camilo, Guilherme Clezar e Tiago Fernandes como excelentes apostas para um futuro não muito distante. Ainda chegando aos 17 anos, Clezar e Tiago merecem muita atenção. Por fim, espero que a Confederação encontre soluções para o tênis feminino. Lá na pesquisa, listamos quatro alternativas. Todas tão importantes e obviamente me parecem complementares. Mas, como é preciso escolher uma delas, eu selecionaria as cinco melhores promessas, entre 14 e 17 anos, e investiria pesado nelas.
E que nota eu daria à Confederação em 2009? Bom, eu aplicaria um "8". Porque acho que a contratação do Emilio Sánchez ainda não rendeu frutos e é mais um sinal de que a entidade pensa exageradamente no tênis profissional. Ao mesmo tempo, o resgate da imagem com bons contratos, a promessa de reformular o calendário juvenil e o apoio a jogadores de todos os níveis precisam ser elogiados.
Os meus 'Melhores' e as boas dúvidas para a temporada 2010
às
18h10 - por
José Nilton Dalcim
Como faz há dez anos, Tenisbrasil lançou nesta segunda-feira os "Melhores do Ano", uma pesquisa que acontece simultaneamente entre cerca de 3 mil internautas e 50 especialistas (técnicos, empresários e jornalistas) e, por isso, tem seus resultados divulgados separadamente. É uma forma sempre curiosa de ver como o mercado vê o tênis e como o leitor enxerga essa mesma realidade.
Claro que os "Melhores" não se restringe mais apenas à eleger destaques do ano. Muito mais que isso, ele tem um caráter analítico e deixa a pergunta, sempre importante, de como tudo poderá se refletir na temporada seguinte.
Vou destacar aqui alguns dos meus votos e colocar a discussão. No tênis masculino, acho que o momento que decidiu a temporada foi Paris e que o auge de Federer acabou sendo Wimbledon. Nadal terá o ano marcado pela séria contusão, mas acredito na sua recuperação em 2010, voltando a reinar em Roland Garros.
Já no feminino, Serena deixou claro que era a melhor do mundo ao conquistar seu segundo Grand Slam em Wimbledon. E acredito que Kim Clijsters terá mais chances de tentar desbancá-la da liderança. Henin, talvez em 2011.
Del Potro merece destaque como "coadjuvante" do ano, o que mais evoluiu e como maior surpresa, com seu incrível título no US Open. A melhor partida, é claro, foi a final de Wimbledon. Mas fico dividido ao pensar no melhor torneio e tendo a votar em Roland Garros.
A maior decepção para mim são duas: James Blake e Ana Ivanovic. Difícil até escolher entre elas, mas talvez a sérvia fique com o título. A revelação também é feminina, com a americana Melanie Oudin.
Por fim, prefiro ficar com um "fato do ano" positivo, ou seja, o 15º Slam de Federer e aposto em Marin Cilic como aquele que vai chegar ao top 10 no próximo ano.
A área nacional dos "Melhores" vou deixar para amanhã. Afinal, tem muita coisa ali que vale a pena discutir.
Espanha não permite surpresas. E boas ideias para 2010.
às
19h13 - por
José Nilton Dalcim
O favoritismo da Espanha no saibro, em qualquer Copa Davis, seja o adversário que for, continua inabalável. Mesmo sem contar com Rafael Nadal na decisão do ano passado e em duas das quatro rodadas deste ano, o time de Albert Costa mostrou sua indiscutível competência e assegurou com apenas alguma emoção seu terceiro título nas seis últimas edições da competição.
Qual o segredo desse time? Versatilidade, é claro, para vencer dentro e fora de casa, seja no piso rápido ou na quadra lenta. Possui quatro, cinco nomes de muito respeito para os jogos individuais, hoje todos muito experientes. Ninguém mais possui tamanho 'exército'. Quando se depende de um ou dois heróis, não há esforço que seja suficiente.
Nadal, Fernando Verdasco, David Ferrer, Tommy Robredo, Juan Carlos Ferrero fazem frente à maioria dos jogadores do circuito, principalmente se estiverem sobre o saibro. Depois, têm uma dupla confiável - Verdasco e Feliciano Lopez -, mas que também não é a única. Até Nadal possui resultados expressivos na modalidade.
Reúna-se a tudo isso um capitão de larga bagagem em Davis e uma torcida pra lá de participativa, e então fica fácil entender por que a Espanha será sempre favorita ao título da Davis. Pode, e deve, colecionar muitos outros troféus nas próximas temporadas.
Deve-se louvar, é claro, o desempenho do grupo tcheco, especialmente o já veterano Radek Stepanek. O time teve uma campanha notável na Davis deste ano, mas sofreu o inevitável problema de depender de dois jogadores para tudo e de ser muito vulnerável em um dos pisos. Alguns anos atrás, era possível um herói levar o time nas costas, como Borg ou Lendl fizeram em suas eras. Agora, pouquíssimo provável.
Isso serve é claro de lição ao tênis brasileiro. Mesmo para o mero sonho de voltar ao Grupo Mundial e de ser competitivo, falta um grupo mais versátil e mais numeroso. Não dá para contar com um ou outro nome, ou com a sorte de jogar em casa, ou de escolher o piso. Às vezes, nem disso tudo junto, como vimos em Porto Alegre.
Boas ideias - Importante registrar a realização neste final de semana de dois eventos que têm tudo para emplacar no calendário 2010: as exibições de grandes estrelas e o Masters entre brasileiros. A organização do jogo-exibição de Maria Sharapova foi impecável, de encher os olhos, assim como a reunião da maioria dos principais nomes nacionais num único evento, como o Masters de Mogi, é uma excelente iniciativa.
Mas não dá para isolar esses acontecimentos do público e os oferecer somente à elite, porque isso vai na contra-mão de qualquer princípio esportivo. Já temos um problema com o Brasil Open, na distante e cara Costa do Sauípe, que sofre com arquibancadas vazias. Mostrar a musa para convidados num condomínio de luxo ou fazer espetáculo num resort sem acesso ao público não vai ajudar em nada o tênis brasileiro.
Nadal fica com um pé no tricampeonato da Davis
às
00h28 - por
José Nilton Dalcim
A temporada 2009, que teve um segundo semestre de poucas comemorações para Rafael Nadal, pode terminar com uma conquista e tanto. O número 2 do mundo, ainda aos 23 anos, pode se tornar neste sábado tricampeão da Copa Davis, um feito e tanto.
Sobre o saibro e diante de uma entusiasmada torcida, a Espanha teve dois momentos distintos antes de confirmar seu favoritismo e abrir o que parece ser insuperáveis 2 a 0. Na partida de abertura, o tcheco Tomas Berdych só restou um set contra Nadal. Em seu habitat natural, Rafa voltou a ser o tenista confiante e cheio de energia de antes, esmagando o adversário nos dois sets finais com a competência de um tetracampeão de Roland Garros.
Depois, vimos uma partida eletrizante, dividida em duas partes. Na primeira, Radek Stepanek deu um show de habilidade e tática, encurralando David Ferrer ora com subidas à rede, ora com curtas. Deu winner até de slice. Mas foi perdendo o gás. Ferrer passou a comandar os pontos da base a partir do terceiro set e conseguiu uma incrível virada, com direito a um quinto set emocionante e definido no físico.
Ainda que os tchecos tenham capacidade de ganhar a dupla deste sábado - seja com a parceria de sempre entre Stepanek e Berdych, ou colocando o ótimo Lukas Dlouhy -, a missão que já era difícil ficou com ares de impossível. Como imaginar que Stepanek terá pernas para superar Nadal no saibro no primeiro jogo de domingo? E se conseguir tal façanha, Ferrer ainda será favorito diante de Berdych.
A Espanha está perto de sua terceira conquista nas seis últimas edições da Copa Davis, o que é reflexo direto da versatilidade e competência de sua armada.
O limite de Mauresmo e o favoritismo da Espanha
às
11h36 - por
José Nilton Dalcim
Aos 30 anos, depois de uma carreira conturbada dentro e fora das quadras, a francesa Amélie Mauresmo entendeu que não dá mais para continuar no circuito. Sem paciência e interesse de ficar horas mantendo-se em forma física e buscando melhorias difíceis no seu estilo de jogo, ela anunciou o fim na manhã desta quinta-feira. Sinceramente, não sei se deixará muitas saudades entre suas companheiras de profissão.
Mauresmo sempre foi um tipo rebelde. Diferente da maciça maioria dos profissionais de tênis, nunca limitou sua perspectiva de vida à bolinha amarela e aos milhões de dólares, mantendo-se fiel a outros valores dos seres humanos normais como a cultura, a liberdade e o amor (é uma das raras a não esconder a homossexualidade). Talvez exatamente por isso não tenha conseguido o sucesso que se imaginava possível.
Na luta desde 1994, ainda juvenil e já nos ITFs de base, foi ganhar seu primeiro Grand Slam em 2006, na Austrália, ainda por cima ajudada pelos problemas físicos da adversária Justine Henin. No mesmo ano, conseguiu a glória máxima, ao levantar a taça de Wimbledon e automaticamente chegar à liderança do ranking. Embora batesse a esquerda com uma mãe e fosse eficiente nos voleios, nunca teve um estilo bonito de jogar, com golpes cheios de topspin no fundo de quadra, uma direita pouco agressiva e um saque para lá de mediano.
Seu mais grave problema, no entanto, estava na cabeça. Não sabia lidar muito bem com a pressão - jamais brilhou em Roland Garros, onde era muito cobrada - e daí os títulos de Slam terem sido mesmo um feito. É bem verdade que Mauresmo toma a direção contrária das belgas Kim Clijsters e Justine Henin, porém há de se considerar o abismo que existe entre elas. Enquanto Kim é um touro e Henin tem a incrível habilidade técnica do seu lado, Mauresmo dependeria de enorme aplicação e esforço para jogar no alto nível. Tomou a decisão certa.
Quem segura a Espanha? - Como se previa, não deu mesmo para Fernando Verdasco e a Espanha perde seu número 9 do ranking nos duelos de simples contra a República Tcheca. Não me parece que vai fazer muita diferença, já que David Ferrer talvez seja até mais eficiente num piso de saibro , ainda que coberto mas provavelmente bem lento para favorecer Rafael Nadal e prejudicar o jogo agressivo dos adversários.
Rafa, em que pese sua fase de confiança abalada, é superfavorito diante de Tomas Berdych no primeiro jogo de amanhã e Ferrer também deve ganhar de Radek Stepanek, tavlez em quatro ou cinco sets. A maior chance dos tchecos deve ser na dupla, em que têm a possibilidade de escalar o excelente Lukas Dlouhy, mas não imagino ser possível Stepanek ameaçar Nadal no primeiro jogo do domingo. De qualquer forma, são partidas que prometem grande qualidade.
Tênis continua a ser o esporte mais popular da Austrália
às
11h04 - por
José Nilton Dalcim
Caso único no planeta, o tênis continua a ser o esporte que desperta o maior interesse entre os australianos, segundo pesquisa da Sweeney, empresa especializada em opinião pública naquele país.
Os números, divulgados ontem no site da ATP, são realmente impressionantes. O tênis é motivo de interesse para 58% da população geral, está em primeiro lugar entre as modalidades vistas pela TV, é a terceira que mais se pratica e a quinta em termos de ingressos vendidos.
A pesquisa é realizada duas vezes ao ano, uma em cada semestre, entre 2 mil pessoas, e tem sido feita seguidamente desde 1986. Dado extremamente curioso está no fato de que as mulheres com mais de 45 anos são as que tem maior interesse pelo tênis (71%), enquanto o maior índice de prática está nas mulheres entre 15 e 29 anos (25%).
Outro dado relevante mostra a difusão do tênis nas maiores cidades do país. Sydney é quem mais curte a bolinha amarela (65%), seguido por Melbourne (60%), Adelaide (56%) e Brisbane (55%).
O diretor da Tennis Australia, a CBT de lá, afirma que tudo é reflexo direto do trabalho desenvolvido há quatro anos quando se iniciou uma remodelação estrutural e a abertura das quadras. "Mas, ao contrário de comemorar isso, nosso objetivo é melhorar ainda mais esses números", afirma. "Vamos incrementar as parcerias com governos regionais, clubes, centros esportivos e treinadores para aumentar ainda mais o acesso ao tênis".
Os números do mercado interno agradecem. Segundo as estimativas oficiais, 170 mil novos tenistas surgiram na Austrália nos dois últimos anos, causando aumento de 15% na venda de bolinhas e de 27% no calendário competitivo amador. "A maciça maioria de nossos tenistas são crianças ou jogadores recreativos. Por isso, temos de tornar o tênis cada vez mais fácil e prazeroso a eles".
Um novo programa nacional, chamado de Hot Shots, será introduzido em 2010 nas escolas de todo o país, com a meta de atingir 168 mil crianças até a metade do ano. Assim é que se trabalha sério.