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Ferrero aproveita sua chance e ratifica domínio espanhol
às 21h48 - por José Nilton Dalcim

A rigor, o espanhol Juan Carlos Ferrero só teve um jogo realmente duro em sua campanha no Brasil Open. Logo na segunda rodada, dominava facilmente a partida quando vacilou e perdeu  o segundo set para o chileno Nicolás Massú. Foi só. Com a queda um tanto prematura de Thomaz Bellucci e o vacilo do russo Igor Andreev, não havia mais ninguém capaz de o incomodar e o ex-número 1 caminhou sereno para ganhar o ATP que literalmente é o quintal de sua casa de praia, que fica em Guarajuba.

Desde que o Brasil Open mudou o piso para o saibro, deter os espanhóis tem sido um trabalho difícil. Não fosse o preguiçoso Carlos Moyá perder na estreia de 2004 e o próprio Ferrero deixar o título escapar em 2007, e o tênis espanhol teria feito ainda mais no ATP brasileiro, somando-se os vices do mediano Albert Martin em 2005 e 2006.

As condições no Sauípe são perfeitas para a armada espanhola. Não bastasse o saibro, o nível do mar torna o jogo ainda mais lento, combinado com bolas mais pesadas e rodadas noturnas que fogem do calor e tornam a quadra menos rápida. Vai ser sempre assim, ao menos enquanto os melhores jogadores da Espanha se dispuserem a vir ao Sauípe, um torneio que já recebeu muitas críticas pelo comportamento da torcida, mas que nunca sofreu qualquer tipo de boicote por isso.

Aliás, diga-se de passagem que o público deste ano teve um comportamento exemplar, sabendo aplaudir e torcer na hora certa. Chegou a surpreender a reação dos espectadores perante gestos de ira desmedida, condenando o tenista que jogou a raquete ou atirou a bola longe, algo que mostra que, com a paciência necessária,  o torneio fez seu papel de difundir o esporte e suas peculiaridades.

Passada a régua, a edição 2010 do Brasil Open viu um nível forte na chave, alguns excelentes jogos, recebeu um público considerável e, mais importante, não gerou comentários negativos. O próprio Ferrero fez elogios à melhora no piso das quadras, que deixou de ser escorregadio como nos outros anos, e à iluminação, coisas que pesam na avaliação geral da ATP.


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Mello prova que idade ainda não é barreira para quem sonha grande
às 14h11 - por José Nilton Dalcim

Ele já se aproxima da casa dos 30 anos, viveu momentos áureos há tanto tempo que muita gente não se lembra que ele ganhou um ATP no piso sintético em plenas quadras americanas e que figurou no top 50 no ano em que todo mundo lamentava a segunda cirurgia de Guga Kuerten.

Mello passou um período duro nos últimos cinco anos. Vendo o ranking cair, algumas vezes para além do número 200, resignou-se a disputar torneios de nível challenger sem jamais deixar de pensar grande.

Sempre que pôde, arriscou-se num qualificatório de ATP, de Masters ou de Grand Slam, beliscando aqui e ali um bom resultado. Nunca se conformou com seu destino no segundo escalão do calendário e isso rendeu dividendos. A vitória sobre Thomaz Bellucci, em que pese o cansaço do adversário, foi um belo exemplo da dedicação de Mello, um jogador muito aplicado taticamente, com enorme coração e considerável experiência.

Com o título de janeiro em São Paulo, a vitória em Santiago e a semi no Sauípe, Mello está bem perto do objetivo que é ficar no top 100 até abril, quando fecham as inscrições para Roland Garros. Ele também quer, o mais rápido possível, voltar a fazer sua agenda em cima dos ATPs e, mais positivo ainda, acredita piamente que pode voltar ao top 50 de antes. Não devemos duvidar disso.

Quanto a Bellucci, estava claro que sua campanha no Sauípe seria prejudicada pelo esforço de Santiago. Porém. como ele mesmo salientou, precisaria estar num ótimo dia para superar Mello na sexta-feira, daí todos os méritos ao campineiro. Os cálculos mostram que Bellucci perderá apenas quatro posições no ranking e assim permanece no limite dos 32 cabeças-de-chave dos grandes torneios.


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O novo capitão da Davis e mudanças nos convites
às 19h56 - por José Nilton Dalcim

Sem qualquer surpresa, mas com boas expectativas, o gaúcho João Zwetsch assumiu o comando do time brasileiro da Copa Davis. Embora eu pessoalmente seja contra o treinador de um tenista chegar ao posto, este caso me parece adequado: Joãozinho dirige o número 1 do Brasil incontesti e com isso suas decisões jamais poderão ser confundidas com o cargo particular que exerce junto a Thomaz Bellucci.

Ao contrário, isso na teoria ajuda o time, já que ele estará em quadra para orientar um jogador que conhece muito bem e é nossa maior esperança de voltarmos ao Grupo Mundial. Isso sem falar que Zwetsch provou por A+B sua competência. Levou Flávio Saretta ao grupo dos 45 primeiros do ranking, saindo praticamente do nada, e encarou o desafio de pegar um Bellucci em fase ruim para conduzi-lo a evidente progresso técnico e a um ranking respeitabilíssimo.

O novo capitão tem assim um trunfo com Bellucci e pode contar com uma dupla sempre forte, ainda que Marcelo Melo e Bruno Soares ainda não tenham engrenado. Fica ainda tranqüilo para indicar um segundo jogador entre Marcos Daniel (saibro) ou Thiago Alves e Ricardo Mello (sintético) e certamente vai ficar de olho na ascensão de João ‘Feijão’ Souza, a quem falta obviamente experiência nesse tipo de competição.

Dá para chegar ao Grupo Mundial como o próprio Zwetsch afirma? Claro que dá, desde que tenhamos sorte na repescagem de setembro. Considero o Brasil amplo favorito contra o Uruguai, que certamente vai ganhar dos dominicanos, já que eles contam exclusivamente com Pablo Cuevas.

A outra novidade do dia, anunciada pelo presidente Jorge Lacerda, é que a Confederação vai agora vigiar mais de perto os convites dados para torneios de nível future. Os nomes terão de passar pelo crivo do diretor juvenil Patrício Arnold, o que pode ser bom e pode ser perigoso. A supervisão permitirá controle e justiça, mas ao mesmo tempo abre a lacuna para casuísmos. Vamos torcer para que dê certo.

Aliás, Jorge anunciou ainda que vai atender à ideia de criar centros de treinamento regionais – tema do post de ontem -, aproveitando a estrutura existente. Fiquemos de olho à excelente iniciativa.


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A hora de olhar para o Nordeste
às 11h43 - por José Nilton Dalcim

O terceiro melhor juvenil do mundo nasceu em Alagoas, o líder absoluto do ranking continental de 16 anos é cearense. A sensação dos 12 e 14 anos das duas últimas temporadas está no interior da Bahia, que também tem hoje o número 1 nacional dos 12 anos.

Isso deixa claro a qualidade do tênis nordestino de hoje que, de forma ainda mais acentuada que no SUl do país, vive praticamente do esforço individual dos garotos, de seus treinadores, das famílias. Ainda assim, quanta gente boa. Tiago Fernandes e Thiago Monteiro conseguiram seu lugar ao sol e já estão no centro de treinamento de Larri Passos, mas Silas Cerqueira ainda permanece em Feira de Santana.

Em meio ao Brasil Open, o maior torneio do país também sediado próximo a Salvador, o que mais se ouve é a necessidade de a Confederação olhar com mais carinho para cima do mapa. O pessoal por aqui fica arrepiado, com justíssima razão, quando se fala em um Centro de Treinamento oficial lá em São Paulo. Pelos resultados apresentados, quem merece um CT prioritário hoje é o Nordeste, que poderia concentrar seus talentos - ou ao menos propiciar maior intercâmbio - na bem estruturada Salvador, onde vários profissionais de experiência tocam projetos particulares.

Na verdade, continuo batendo na mesma tecla: a CBT não precisa de um CT único, gastando fortunas e centralizando ainda mais o esporte. Pode "oficializar" CT regionais, utilizando-se da estrutura já existente, como temos em Salvador, Porto Alegre, Florianópolis, Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, para ficar em alguns exemplos de trabalho sério. Ficaria muito mais barato e daria uma arrancada maior ao tênis a curto prazo.

Bellucci - Não foi uma estreia espetacular, mas ficou facílimo perceber a evolução do jogo e da confiança de Bellucci contra Thiago Alves. Um volume de jogo por vezes assustador, que para mim o coloca facilmente como o favorito ao título do Brasil Open.

A boa notícia é que, mesmo com uma derrota precoce na segunda rodada, o pior que pode acontecer a seu ranking é voltar para o 35º posto de antes de Santiago. A melhor perspectiva é chegar ao 24º com o título.

Além de Bellucci, dois jogadores impressionaram no fechamento da primeira rodada no Sauípe: Igor Andreev e Victor Hanescu. E olha que Feijão deu trabalho ao romeno. Por aqui, ninguém duvida que Feijão vai estar no top 100 antes da metade do ano e já é candidato certo à segunda vaga de simples no time da Copa Davis.


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Bellucci ganha 37º título brasileiro de primeira linha e iguala Koch e Oncins
às 13h20 - por José Nilton Dalcim

A profecia se cumpriu, porém de forma muito mais saborosa do que se poderia imaginar. Thomaz Bellucci chegou ao top 30 do ranking, descendo mais sete posições na sua escalada ininterrupta, e com o delicioso gosto de um título conquistado, com direito à vitória sobre dois tenistas experientes, de currículo cheio e ótimos saibristas.

Bellucci faturou neste domingo o 37º título brasileiro em eventos de primeira linha no circuito profissional masculino. Juntou-se aos 20 de Gustavo Kuerten, aos 7 de Luiz Mattar, aos 3 de Fernando Meligeni. Igualou-se a Thomaz Koch e Jaime Oncins, que também somam dois, e supera Ricardo Mello, com um. Como se pode ver, uma lista muito restrita de heróis.

A tão aguardada ascensão ao top 30 vem acompanhada de uma evolução evidente, e isso talvez seja o ponto mais importante a ser observado. Bellucci já havia mostrado grande melhoria no piso sintético desde o final do ano passado e, ao retornar ao saibro, que é seu melhor piso de longe, já começa com um troféu de peso. Passou por jogos duríssimos em Santiago, virando três das quatro últimas partidas, o que demonstra confiança, ótimo preparo físico e amadurecimento.

A próxima pergunta que todos vão me fazer é se Bellucci permanecerá no top 30. Aposto que sim. Ele defende o vice do Sauípe agora com muito mais tranqüilidade e depois parte para uma temporada nos Masters 1000 e no saibro europeu em que tem muito pouco a perder. A rigor, serão mais 149 pontos, o que lhe abre enormes perspectivas de continuar avançando no ranking até Roland Garros.

Uma coisa é inegável: temos novamente, de fato e de direito, um tenista top. De apenas 22 anos. Vamos comemorar.

Histórias do Sauípe – As partidas noturnas de Bellucci em Santiago não deixaram o pessoal do Brasil Open em paz. Todo mundo procurou um computador para assistir aos jogos, sempre com muita festa. Os pais do tenista foram os mais assediados e não contiveram lágrimas.

Mas dois brasileiros deixaram o complexo tristes. Júlio Silva deu um incrível azar em seu jogo de primeira rodada do quali. Chateado com a perda do primeiro set para o canadense Peter Polansky, foi jogar a raquete na rede, mas ela escapou da mão antes do tempo, pegou outra direção e atingiu um juiz de linha no queixo, tirando sangue. Claro que não houve intenção, mas a regra manda eliminar imediatamente o tenista.

Já Leonardo Kirche teve 5/1 e dois match-points para ir à terceira rodada do quali e permitiu a virada do português Rui Machado. Hoje cedo estava inconformado com a chance perdida: “Tentei fazer mais do que precisava”, percebeu o paulista, que demonstrou boa evolução técnica nos dois jogos do Sauípe.

Quem não tinha conseguido treinar até ontem era o espanhol Juan Carlos Ferrero, cabeça 1. Ele teve sua mala extraviada com todos os equipamentos e só conseguiu bater bola hoje cedo. Por isso, pediu para estrear na terça-feira.


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Quem leva o Brasil Open? Valem três livros do Sampras.
às 18h56 - por José Nilton Dalcim

O maior torneio de tênis do Brasil vai começar na segunda-feira, então é hora de mais um desafio e desta vez os três internautas que melhor se saírem ganharão a biografia oficial de Pete Sampras, que acaba de ser lançada em português pela Editora Gente.

Como sempre, indique os quatro jogos das quartas, as duas semi, a final e o campeão. Vale 20 pontos para cada palpite certo nas quartas; 40 para as semi; 80 para a final; e 120 para o campeão. Em caso de empate, indique quantos games Marcos Daniel vai ganhar no torneio. Se persistir empate, ganha quem enviou primeiro o post.

Aí vai meu palpite. Favor seguir o formato para facilitar a contagem e vote apenas neste post, com nome, cidade e e-mail (o e-mail não é publicado). Quem quiser, pode votar na página www.twitter.com/sitetenisbrasil.

Quartas-de-final: Ferrero x Gasquet, Bellucci x Feijão, Gil x Andreev e Granolers x Montañes.
Semifinal: Gasquet x Bellucci, Andreev x Montañes
Final: Bellucci x Andreev
Campeão: Bellucci
Games do Daniel: 20

Clique aqui para ver a chave principal. Os votos são válidos até as 16 horas (de Brasília) da segunda-feira, quando começam os jogos.

Chegou a hora da nova geração? - Thomaz Bellucci, 22 anos, cada vez mais perto de figurar entre os 30 primeiros do mundo, ainda que isso não seja provavelmente duradouro. João Souza, o Feijão, disputa sua primeira semifinal de ATP, derrotando jogadores tarimbados e iniciando o acesso definitivo ao grupo dos top 150 aos 21 anos.

Parece que a nova geração do tênis masculino brasileiro aprendeu o caminho e enfim coloca para fora seu potencial e seu talento. Mesmo que alguns ainda resista a apontar Bellucci como um candidato sério ao top 30, é inegável que ele tem jogo e méritos para permanecer pelo menos no top 50, o que já representa um tremendo salto de qualidade.

Bellucci poderá marcar sua volta ao Brasil Open, na segunda-feira, como um dos 30 primeiros do mundo. Precisa ir pelo menos à final em Santiago, mas eu ousaria dizer que ele tem chance de ganhar o torneio. Independente disso, ele já somou 90 pontos e isso diminuiu muito a pressão no Sauípe, onde ele defende 150. OU seja, até mesmo as quartas-de-final no Brasil já servem para mantê-lo no atual 35º posto.

Feijão vinha ameaçando faz tempo dar um salto significativo. Veio em Santiago e agora ele também se torna atração do Brasil Open, onde terá logo de cara de pegar um cabeça forte. Talvez o cansaço pese, mas acabaram as dúvidas: a nova geração está pronta para brilhar.


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As maiores zebras nos Grand Slam
às 10h17 - por José Nilton Dalcim

Recebi na semana passada, mas só agora tenho a oportunidade de divulgar, um curioso e paciente trabalhado do internauta Alan Palombo. Ele pesquisou todas as chaves de Grand Slam dos últimos 20 anos e listou 39 campanhas que considerou as maiores zebras entre os quatro maiores torneios do circuito nesse longo período.

Claro que muito de vocês não vão se lembrar de campeonatos lá na década de 90, mas sem dúvida a lista é primorosa em muitos aspectos e vale muito como registro histórico.

Eu até arriscaria um palpite sobre as maiores zebras em cada época. Nos anos 90, por exemplo, acho que o torneio mais inesperado foi Wimbledon de 1996, quando Jason Stoltemberg atingiu a semi, MaliVai Washington chegou à final e o título ficou com Richard Krajicek, que havia eliminado Pete Sampras. Já na década que começa em 2001, meu voto iria para Roland Garros de 2004, vencido por Gastón Gaudio em cima de Guillermo Coria e David Nalbandian e que teve Tim Henman como semifinalista.

Segue aí a lista do Alan das principais zebras dos Grand Slam. Fiquem à vontade para complementos ou discordâncias:
- Wally Masur (Australiano) - Semifinalista do US Open - 1993
- Karel Novacek (Tcheco) - Semifinalista do Us Open - 1994
- Aaron Krickstein (Americano) - Semifinalista do Australian Open - 1995
- Mark Woodforde (Australiano) - Semifinalista do Australian Open - 1996
- Malivai Washington (Americano) - Vice-campeão de Wimbledon - 1996
- Jason Stoltenberg (Australiano) - Semifinalista de Wimbledon - 1996
- Gustavo Kuerten (Brasileiro) - Campeão de Roland Garros - 1997
- Filipe Dewulf (Belga) - Semifinalista de Roland Garros - 1997
- Todd Woddbridge (Australiano) - Semifinalista de Wimbledon - 1997
- Petr Korda (Tcheco) - Campeão do Australian Open - 1998
- Nicolas Escude (Francês) - Semifinalista do Australian Open - 1998
- Thomas Enqvist (Sueco) - Vice-campeão do Australian Oopen - 1998
- Nicolas Lapentti (Equatoriano) - Semifinalista do Australian Open - 1999
- Andrei Medvedev (Ucraniano) - Vice-campeão de Roland Garros - 1999
- Dominik Hrbaty (Eslovaco) - Semifinalista de Roland Garros - 1999
- Fernando Meligeni (Brasileiro) - Semifinalista de Roland Garros - 1999
- Franco Squilari (Argentino) - Semifinalista de Roland Garros - 2000
- Vladimir Voltchkov (Bielo-russo) - Semifinalista de Wimbledon - 2000
- Arnaud Clement (Francês) - Vice-Campeão do Australian Open - 2001
- Jiri Novak (Tcheco) - Semifinalista do Australian Open - 2002
- Xavier Malisse (Belga) - Semifinalista de Wimbledon - 2002
- Sjeng Schalken (Holandês) - Semifinalista do Us Open - 2002
- Rainer Schuettler (Alemão) - Vice-campeão do Australian Open - 2003
- Wayne Ferreira (Sul-africano) - Semifinalista do Australian Open - 2003
- Martin Verkerk (Holandês) - Vice-campeão de Roland Garros - 2003
- Gaston Gaudio (Argentino) - Campeão de Roland Garros - 2004
- Mario Ancic (Croata) - Semifinalista de Wimbledon - 2004
- Joachim Johanson (Sueco) - Semifinalista do Us Open - 2004
- Mariano Puerta (Argentino) - Vice-campeão de Roland Garros - 2005
- Thomas Johanson (Sueco) - Semifinalista de Wimbledon - 2005
- Robby Ginepri (Americano) - Semifinalista do Us Open - 2005
- Nicolas Kiefer (Alemão) - Semifinalista do Australian Open - 2006
- Marcos Baghdatis (Cipriota) - Vice-campeão do Australian Open - 2006
- Ivan Ljubicic (Croata) - Semifinalista de Roland Garros - 2006
- Jonas Bjorkman (Sueco) - Semifinalista em Wimbledon - 2006
- Mikhail Youzhny (Russo) - Semifinalista do Us Open - 2006
- Jo Wilfried Tsonga (Francês) - Vice-campeão do Australian Open - 2008
- Rainer Schuettler (Alemão) - Semifinalista de Wimbledon - 2008
- Robin Soderling (Sueco) - Vice-campeão de Roland Garros - 2009


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A incrível terça-feira do embaladíssimo tênis masculino brasileiro
às 00h05 - por José Nilton Dalcim

Seria um exagero dizer que é um efeito do título espetacular de Tiago Fernandes do fim de semana, mas o fato é que o tênis masculino brasileiro embalou. E como. Colocamos quatro nomes na chave principal de Santiago, incluindo o cabeça 3, e mais cinco na de duplas, onde tinhamos dois dos quatro favoritos. E saímos da primeira rodada com três classificados para as oitavas, mais a vitória de Thiago Alves na África do Sul.

Segundo Luiz Carvalho, nosso brasileiro na Comunicação da ATP, é difícil identificar se é inédito ganharmos quatro jogos de ATP num único dia, mas tenho certeza absoluta que sim. Num mesmo torneio não é: aconteceu no Brasil Open de 2001, com Saretta, Simoni, Meligeni e Mello. Em grandes torneios, tivemos três em Roland Garros de 2002 (Guga, Meligeni e Saretta avançando) e de Wimbledon de 2003 (Guga, Saretta e Sá). De qualquer forma, quatro, lá fora, no mesmo dia, em pisos diferentes... Demais!

Tudo bem, Santiago não é um dos ATPs mais fortes do calendário, mas é um feito interessante num momento propício. Mais importante ainda: ganhamos de dois cabeças-de-chave, que têm um ranking considerável. Vejam só. Feijão começa a brilhar de vez, como todo mundo esperava. Ele vem de boas atuações desde o segundo semestre do ano passado e agora ratifica sua evidente evolução técnica com a vaga em seu primeiro ATP - vejam que chave dura do quali ele passou - e depois vencendo pela primeira vez um top 70, de virada, jogo no maior sufoco, que geralmente é vencido pelo mais experiente ou pelo mais frio em quadra. Melhor sinal, impossível.

Ricardo Mello também merece aplausos, diante de um dos jogadores que mais evoluíram no ano passado, o habilidoso Pablo Cuevas. Importante observar que Ricardo vem de ótima campanha no sintético rapídíssimo de São Paulo e agora brilha no saibro lento de Santiago. Thomaz Bellucci, digamos, cumpriu sua missão, mas é sempre duro pegar o Nicolas Lapentti numa quadra mais lenta.

Não se pode esquecer também da vitória de Thiago Alves no piso sintético de Johanesburgo, principalmente porque ele ousou. Saiu do saibro de Bucaramanga e foi para a África do Sul, arriscando-se num ATP. Embora todos conheçamos as dificuldades do circuito masculino, é isso justamente o que eu mais cobro, e prezo, num tenista: a vontade de crescer, o inconformismo com a sua realidade. Pensar grande.

Nunca devemos esquecer que temos hoje um jogador que é 35º do mundo, apenas aos 22 anos. E pelo menos uma forte dupla, dos mineiros Bruno Soares e Marcelo Melo, que certamente vai se fixar entre as dez primeiras do ranking.

A temporada 2010 promete mesmo.


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