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Três homens sonham com a tarefa mais difícil: parar Nadal
às 19h17 - por José Nilton Dalcim

Se Novak Djokovic, Andy Murray e Tomas Berdych prestarem bem atenção aos três sets finais da partida em que Rafael Nadal derrotou o sueco Robin Soderling, vão ficar com a forte impressão de que o sonho de ganhar Wimbledon pela primeira vez será muito difícil de se realizar.

Enquanto Roger Federer sucumbia diante de sua instabilidade naquela Central que costumou ser o quintal de sua casa, Nadal conseguia transformar um primeiro set preocupante na fonte de inspiração para mais uma vez derrubar Soderling. O arsenal do espanhol impressiona, porque é radicalmente oposto ao que o saibro exige: um ótimo primeiro saque, slices, bolas rebatidas na subida e muito mais paralelas, principalmente de forehand. A isso se adiciona a velocidade incrível nas pernas, que consegue posicionar seu corpo de maneira perfeita para o golpe diante de toda a imprevisibilidade da grama. E então fica claro que existe sim um favorito absoluto ao título de Wimbledon.

Não se deve, é óbvio, menosprezar Murray, seu próximo adversário. O escocês tem quase tudo para equilibrar o duelo com Nadal, exceto a força mental. E nunca podemos esquecer que existe aquela pressão enorme para que ele encerre o indeglutível jejum britânico em Wimbledon. O escocês foi muito bem nesta quarta-feira contra Jo-Wilfried Tsonga. O francês teve o segundo set nas mãos no final do tiebreak, quando abriu 5 a 4 e saque a favor, o que provavelmente seria o fim de Murray. Mas ele não se entregou e depois fez dois sets magníficos.

Djokovic teve a tarefa mais tranquila de todas e se valeu da inexperiência do taiwanês Yen-Hsun Lu. Dos quatro semifinalistas, é o que possui, digamos, menor versatilidade para a quadra de grama. Ou talvez a melhor definição seja: é o que precisa mais se esforçar para produzir bolas vencedoras na grama. Portanto, longe de ser um defeito, sua campanha só merece elogios.

Berdych por sua vez já cansou de provar que tem muito tênis para incomodar qualquer top 10 e me lembro de ter tido há alguns posts atrás que ele tem um tênis extremamente parecido com o de Ernests Gulbis, em que a força manda quase o tempo todo, mas a habilidade está ali quando necessária. Daí a imaginar que poderia ganhar de maneira tão cristalina de Federer é outra coisa. O suíço revelou mais tarde que estava com dores e talvez isso seja a melhor explicação para sua fase tão inexplicável.

Não me parece cabível ainda se conjecturar sobre o fim da Era Federer. Seu jogo não envelheceu em nada, seu arsenal é completamente suficiente para ganhar de qualquer um sobre seus pisos prediletos. A vontade? Bem, aí é que está a questão. E isso ninguém pode antecipar por ele. Aguardemos. Tomara que ela volte.


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Bem-vinda renovação ao tênis feminino. Federer joga pelo nº 2.
às 18h15 - por José Nilton Dalcim

Há exatas quatro semanas, foi o saibro de Roland Garros que brindou o tênis com uma final completamente inesperada. Mais do que isso, de excelente nível técnico, de duas jogadoras empenhadas até o último fio de cabelo em ganhar o troféu. Agora, em pleno Wimbledon, onde se sabe que a experiência é tão necessária na difícil arte de jogar na grama, existem três concorrentes totalmente imprevistas ao título.

É excelente para o circuito das meninas que novas estrelas surjam. Tudo bem, Vera Zvonareva está longe da tradição russa de musas. A búlgara Tsvetana Pironkova e a tcheca Petra Kvitova têm nomes difíceis de escrever e se memorizar. Porém, todas elas mostram algo que explica seu sucesso: o tênis ofensivo, corajoso, sem medo de errar.

Zvonareva nem pode ser considerada uma 'zebra', porque já cansou de provar que tem mais jogo do que mostra seu atual 21º lugar do ranking. Há pouco mais de um ano, era top 5. Quem também acompanha mais de perto os torneios femininos sabe do potencial de Pironkova, que gosta de bater na bola e dar sustos nas favoritas. Talvez a maior novidade seja mesmo Kvitova, de 20 anos, canhota como seu grande ídolo Martina Navratilova. Importante observar que há dois anos ela já esteve nas oitavas do saibro de Paris e em 2009, na quarta rodada do piso sintético do US Open.

Serena Williams, é claro, ficou mais favorita do que nunca com as quedas da irmã Venus e da belga Kim Clijsters. Além da sempre imprescindível experiência, seu jogo se encaixa como uma luva na grama. Anotou 73 aces até agora, média próxima de 15 por partida e de 7,3 por set. Sacando muitas vezes na casa dos 200 km/h, ganhou 89% dos pontos em que acertou o primeiro saque. Uma máquina.

A quarta-feira - Há dois ótimos motivos para você esquecer um pouquinho da Copa do Mundo nesta quarta-feira. Pena que os jogos possam acontecer simultaneamente: Rafael Nadal pega Robin Soderling na quadra 1, enquanto Andy Murray encara Jo-Wilfried Tsonga na Central. Recomendo usar os sites que mostram as partidas para não perder nada. São quatro jogadores de estilos totalmente diferentes, tanto na técnica como na tática, e isso é um show para quem sabe apreciar o tênis.

Claro que Roger Federer x Tomas Berdych e Novak Djokovic x Yen-Hsun Lu também merecem atenção. O suíço tem de tomar cuidado, principalmente se Berdych começar com um grande ritmo no saque, o que vai lhe dando confiança ao longo dos games. E Djokovic deve ter visto o teipe da partida de Lu contra Roddick e percebido que bola curta no centro da quadra é um risco contra o taiwanês.

O ranking - Detalhes quanto ao ranking para dar mais molho à rodada:
- Se Federer cair e Djokovic ganhar, o suíço perde o número 2 por 20 pontos
- Soderling ocupa provisoriamente o quarto posto e irá superar Murray se ambos fizeram campanhas idênticas
- Tsonga se manteve no top 10 e pode saltar para o 8º lugar se for à semi
- Berdych tomou o 12º posto de Cilic e luta pelo 11º


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Djokovic, o melhor do dia. E Roddick se frustra mais uma vez.
às 19h49 - por José Nilton Dalcim

Rafael Nadal e Roger Federer não deram a menor chance aos adversários, Andy Murray continua invicto em sets e os dois grandes jogos femininos cumpriram o que se esperava de boa qualidade e emoção. Mas não resta dúvida de que o grande nome da segunda-feira de tantos momentos importantes em Wimbledon foi mesmo o sérvio Novak Djokovic. Ele não apenas ganhou do guerreiro Lleyton Hewitt, como também conseguiu mudar sua própria forma de atuar na grama e acabou premiado com a queda do primeiro gigante, o três vezes finalista Andy Roddick.

Diante do persistente tempo seco em Londres, o que torna a grama mais rápida e escorregadia, Djokovic percebeu que teria dificuldades em encarar Hewitt apenas com um jogo de regularidade. Foi então muito interessante ver a forma com que o sérvio partiu para o ataque e teve ainda a paciência de encarar o excelente contragolpe do australiano, que lutou por cada ponto e nem parece estar à beira dos 30 anos. Foram belos quatro sets, com direito a um forehand no match-point para levantar mesmo a torcida.

Por ironia do destino, seu adversário será a outra sensação da segunda-feira, o incansável Yen-Hsun Lu. Ele é claro se aproveitou de um dia de muitos altos e baixos de Roddick, mas teve uma qualidade e tanto: foi ofensivo do primeiro ao último ponto, seja no saque, no fundo e nos voleios. Seu primeiro serviço surpreendeu o americano, conforme Roddick admitiu na entrevista, e Lu contou o segredo: contratou um preparador físico argentino que fortaleceu suas pernas e fez com que o salto aumentasse na hora de executar o serviço. Treinou três semanas e meia intensamente para isso.

Entre os outros três grandes candidatos ao título, detalhes significativos. Nadal superou suas dificuldades com joelho - admitiu ter feito tratamento intenso no fim de semana - com uma atuação de apenas nove erros, enquanto Federer bloqueou com maestria o sempre delicioso saque-voleio de Melzer e Murray soube contornar um dia em que o saque teimou em falhar. Quem quase dançou foi Robin Soderling, que dominava a partida quando entrou em parafuso no final do segundo set e acabou tendo sorte em escapar da derrota na série final.

Entre as mulheres, o que se previa foi confirmado: o saque fez toda a diferença entre Serena e Sharapova, principalmente porque a russa ainda não readquiriu a completa confiança e titubeia nos momentos cruciais. Se tivesse vencido o primeiro set, o jogo talvez fosse outro. Já Clijsters parecia em mau dia e se valeu da queda acidental de Henin, ainda no primeiro set, e da dor no braço que se seguiu pelo resto da partida. Se quiser parar as Williams, Kim vai ter que jogar bem mais do que isso.

Nova polêmica - Tal qual o alemão Petzschner fizera no sábado com Nadal, Hewitt também disparou pesado contra Djokovic, que costumeiramente tem sido acusado de forjar (ou ao menos exagerar) contusões e forçar pedidos de atendimento médico. O fato aconteceu logo depois de o sérvio ganhar o segundo set: "Ele não me pareceu ter qualquer problema", cutucou Hewitt. "Estou cansado dessa história", retrucou Nole.

Quartas femininas - Quatro jogos acontecem nesta terça-feira para definir as semifinalistas de Wimbledon. Será que acontece alguma zebra?
Serena x Li - A chinesa costuma dar trabalho, mas Serena parece muito confiante: 2 a 0.
Kvitova x Kanepi - Jogo inesperado. As duas têm mostrado tênis pesado e competente. Kanepi, 2 a 1.
Clijsters x Zvonareva - Se não vacilar no começo do jogo, belga deve levar por 2 a 0.
Venus x Pironkova - Búlgara gosta de bater na bola. Sets duros à vista: Venus, 2 a 1.


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Em clima de Copa, segunda-feira tem quatro jogos imperdíveis em Wimbledon
às 18h28 - por José Nilton Dalcim

Há pelo menos quatro bons motivos para você dividir um pouco a sua atenção entre Wimbledon e o jogo do Brasil contra o Chile na África do Sul: Djokovic x Hewitt, Murray x Querrey, Serena x Sharapova e Clijsters x Henin devem garantir emoção, qualidade, lances espetaculares e muita participação da torcida. Clima mesmo de Copa.

Não é fácil apontar favoritos para as oitavas-de-final, exceto para Federer, Nadal e Roddick. Os três têm jogos na teoria menos complicados, ainda que possam perders sets. O número 1 do mundo me parece o mais cotado de todos, sem menosprezo ao bom tênis de Paul-Henri Mathieu. Mas ele não me parece ter as armas necessárias para incomodar Nadal que, em que pese os dois jogos muito duros, tem mostrado a costumeira firmeza mental.

No feminino, será interessante ver como Sharapova imagina poder ganhar de Serena - vai precisar de um percentual muito alto de primeiro saque -, mas o que mais importante é ver qual das belgas fica de pé para tentar interromper o reinado das Williams na grama.

Vamos a uma tentativa de prognósticos dos 16 duelos:

Masculino
Federer x Melzer - Jogo curiosamente inédito no circuito. Se jogar bem, austríaco dá trabalho e rouba um set. Federer, 3 a 1.
Berdych x Brands - Tcheco é mais sólido no fundo e leva por 3 a 1.
Djokovic x Hewitt - Duelo dos melhores. Djokovic deve ganhar num apertado quinto set.
Roddick x Lu - O taiwanês tem ótimo saque. Roddick, 3 a 1.
Tsonga x Benneteau - Outro jogo que merece atenção. Vou na zebra: Benneteau, 3 a 2.
Murray x Querrey - Jogo para tiebreaks, mas Murray leva por 3 a 1.
Soderling x Ferrer - Sueco se mostrou muito sólido até aqui: 3 a 0.
Nadal x Mathieu - Francês tem bolas retas, mas Nadal só perde set se não estiver fisicamente 100%: Nadal, 3 a 0.

Feminino
Serena x Sharapova - Saque vai fazer a diferença. Serena, 2 a 0.
Li x Radwanska - Chinesa se adapta muito bem à grama: 2 a 0.
Wozniacki x Kvitova - Tcheca tem qualidades e deve endurecer, mas dinamarquesa ganha por 2 a 1.
Zakopalova x Kanepi - Estoniana é grande surpresa e deve ganhar outra: Kanepi, 2 a 1.
Clijsters x Henin - Clássico imperdível. Clijsters está mais confiante no saque: 2 a 1.
Zvonareva x Jankovic - Russa é perigo. Vou na zebra: Zvonareva, 2 a 0.
Pironkova x Bartoli - Francesa adora grama e vence por 2 a 0.
Venus x Groth - Australiana não é boba, mas Venus não perde sets.


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Todo mundo contra Nadal?
às 19h15 - por José Nilton Dalcim

O espanhol Rafael Nadal está mesmo na mira de todo mundo. E não é só no plano técnico e tático. Forçado a ir a cinco sets por dois jogos seguidos em Wimbledon, e ainda mais nas primeiras rodadas, o número 1 do mundo também recebeu advertência do árbitro Cedric Mourier e teve de ouvir insinuações do adversário de que teria simulado as dores no braço e no joelho nos sets finais da partida.

Na questão técnica e tática, não há a menor dúvida de que Nadal passou por dois duros testes. Aliás, eu já havia alertado após a partida contra o holandês Robin Haase que a dificuldade será muito parecida contra o alemão Philipp Petzschner e assim foi. A rigor, Nadal esteve até mais ameaçado no jogo de hoje, porque Petzschner é um jogador experiente. Aliás, foi uma belíssima partida, onde cada um se empenhou o máximo no seu melhor, e nada é mais gostoso de se ver na grama como o duelo ataque-defesa.

O curioso é que, depois de receber a advertência por "instrução" - o que aliás não é a menor novidade para ele -, ali no quinto game do quinto set, Nadal pareceu ficar ainda mais determinado a ganhar. Depois do jogo, Petzschner insinuou que o espanhol não tinha qualquer problema físico e poderia ter usado as quatro chamadas do fisioterapeuta à quadra como uma forma de induzir o adversário a baixar a guarda.

Sem querer aumentar a polêmica, um lance me parece bem sintomático: o espanhol havia acabado de voltar da cadeira, vindo de intervalo em que novamente o médico havia apertado seu joelho, e fez um lance incrível, percorrendo a quadra numa diagonal alucinante para buscar um voleio curto e executar a passada. Um lance genial, mas que me fez soltar a expressão: 'Como ele pode fazer isso com o joelho dolorido?'

Pequenos detalhes deste sábado:
- Nadal tem 14 vitórias e apenas três derrotas no quinto set na carreira. Duas foram para Federer (2005 e 2007) e outra para Hewitt (2005). É mole?
- Gilles Simon pediu "desafio eletrônico" no primeiro ponto da partida contra Murray. Ele deu o primeiro saque e achou que foi ace. Errou.
- "Eu nem conseguia ver a bola, quanto mais tentar devolver", definiu Cibulkova sobre o saque de Serena, que chegou várias vezes perto dos 200 km/h. "Eu sempre consigo sacar bem em Wimbledon, não sei bem o motivo", revela a cabeça 1.
- Quando o duelo entre Querrey e Malisse chegou a 7/7 no quinto set, o locutor americano não se conteve: "Vejam quem está na cadeira", referindo-se a Mohamed Lahany, o árbitro de Isner-Mahut.
- O chamado "mid-Sunday", o domingo que divide as duas semanas de Wimbledon, não tem rodada. É uma tradição religiosa na Inglaterra não se ter competições esportivas aos domingos - os luteranos entendem que o domingo é o dia apropriado para descanso - algo no entanto que vem diminuindo cada vez mais. Em compensação, a segunda-feira verá todas as oitavas-de-final, masculina e feminina, simples e duplas. Muita ação.


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E Wimbledon finalmente vai esquentar. Na segunda-feira.
às 20h30 - por José Nilton Dalcim

Não fossem o incrível susto que Roger Federer levou na estreia e o jogo maluco entre John Isner e Nicolas Mahut e Wimbledon teria vivido uma primeira semana tão pouco agitada que talvez a maior emoção se reservasse à visita da rainha. Alguns jogos foram interessantes, mas ainda é fácil perceber o quanto a grama não se adapta aos estilos de alguns e como outros fazem um esforço tremendo para deixar seu jogo mais agressivo. O piso natural do tênis é um desafio, não resta dúvida.

Mas, ao que tudo indica, podemos esperar bem mais da segunda semana. A definição da primeira parte dos duelos de quarta rodada já fazem antever uma segunda-feira bem agitada. Federer não corre risco contra Jurgen Melzer, ainda mais se eles são parceiros constantes de treino como o suíço contou, mas o estilo versátil e quase descompromissado do canhoto austríaco é garantia de jogadas geniais e games apertados.

Também já estou ansioso para ver como Novak Djokovic vai se virar diante da experiência de Lleyton Hewitt, um jogador que sabe todos os segredos da grama. Quem vai ousar mais? Alguém arriscará sair do fundo ou será melhor chamar o adversário para a frente? Dois jogadores de cabeça e físico muito fortes, tem tudo para ser um ótimo espetáculo.

Muito possível também que as oitavas masculinas tenham Andy Murray contra Sam Querrey e Jo-Wilfried Tsonga diante de Julien Benneteau, jogos também pouco previsíveis. Importante notar que sai daí um semifinalista, provável adversário de Rafael Nadal. Não que o espanhol já esteja garantido. Ao contrário, ainda tem muita parada dura pela frente, a começar pelo alemão deste sábado, Philipp Petzchner.

O feminino já marcou para a quarta rodada o duelo belga entre Kim Clijsters e Justine Henin. Muito cedo, infelizmente. Quem sobreviver, provavelmente será a única barreira para as irmãs Williams, primeiro Venus e depois Serena. Sem um saque consistente, muita perna e coração, é quase impossível deter as duas irmãs numa quadra de grama.


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No duelo sem fim, ganhou quem marcou menos pontos
às 17h57 - por José Nilton Dalcim

Entre tantos fatos pitorescos envolvidos na insólida batalha de 11h05 entre John Isner e Nicolas Mahut, mais alguns merecem ser destacados:

- Isner ganhou menor número de pontos -  478 contra 502, uma considerável diferença - do incrível total de 980 rebatidas disputadas. Não é fato raro no tênis, mas certamente não é o mais lógico.

- Mahut executou 489 primeiros saques e outros 161 segundos serviços, enquanto Isner tentou 491 primeiros saques e 130 segundos. Não estão contabilizados os eventuais "let". Observe ainda que eles cometeram poucas duplas faltas: 21 doi francês e apenas 10 do americano.

- Os dois tenistas mantiveram o saque por 168 games consecutivos. A última quebra aconteceu no segundo game do segundo set

- Segundo a arbitragem oficial, o jogo começou às 18h08 locais na terça e foi suspenso às 21h03. Recomeçou às 14h07 de quarta e teve de ser novamente adiado às 21h10; por fim, foi retomado ás 15h42 e completado às 16h48 de quinta.

- O quinto set sozinho durou 8h11, o que já seria suficiente para bater o recorde anterior de 6h33.

- Para se ter uma ideia do que são 183 games disputados, basta ver que o recorde de menor número de games jogados por um tenista para ganhar um Grand Slam foi de 147, por GUillermo Vilas, no US Open de 1977.

- No total, Isner e Mahut dispararam 215 aces. O recorde anterior não chegava nem a 100: 96, entre Ivo Karlovic e Radek Stepanek na Copa Davis do ano passado, quando Karlovic anotou os 78 aces que eram também a marca anterior.

- O jogo obrigou a serem feitas 20 trocas de bolas, o que corresponde a 120 bolas utilizadas

A frase final - John Isner admitiu que, quando a set final chegou a 20/20, pensou consigo mesmo: "Por que eles não adotam o tiebreak no quinto set?". Mas ao final da partida, questionado se ainda acha que isso seria o ideal, brincou: "Em Wimbledon, acho que não".

A rodada - Rafael Nadal escapou do sufoco que foi a atuação ousada do holandês Robin Haase, mas podem apostar que seu pesadelo vai continuar na terceira rodada contra o excelente sacador Philipp Petzschner.

Andy Murray jogou um tênis de boa qualidade e se aproxima do perigoso duelo contra Sam Querrey. Destaque merece ir para o derrotado (mas cada dia mais interessante) Alexandr Dolgopolov.

E Thomaz Bellucci? Assim como em Roland Garros, cumpriu até agora o que tinha de fazer. Daqui para frente, está no lucro. Se Feliciano Lopez e Lleyton Hewitt não chegarem nas quartas, já terá garantido o 22º lugar do ranking. Na partida de hoje, seu melhor foram mesmo o saque e a frieza para recuperar dois sets que pareciam perdidos.


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Wimbledon, quadra 18. A insensatez vira marco histórico.
às 19h11 - por José Nilton Dalcim

O jogo era tão pouco estimulante que os organizadores colocaram lá na quadra 18, com arquibancada para 2.500 pessoas. Afinal, estariam em ação o cabeça 23 John Isner e o francês Nicolas Mahut, no que todo mundo sabia seria um duelo limitado a potentes saques e mínimas trocas de bola. Mas o mundo se virou para lá nesta quarta-feira, quando os dois chegaram a 12/12, depois 14/14 e ainda um 16/16, no que parecia ser um interminável quinto set.

Pois o duelo se arrastou por sete horas, sem que nenhuma quebra de serviço acontecesse, domínio absoluto dos saques, como se viu algum dia em Wimbledon. Já se ia ali pelo 28/28 quando todo mundo se esqueceu que era o dia de Roger Federer e, ao beirarmos o 34/34, o twitter já estava forrado de gente famosa, incrédula com a resistência dos jogadores. "Inacreditável", escreveu Rafael Nadal. "Isto explica por que o tênis é o esporte mais difícil do mundo", opinava Andy Murray.

Havia espaço - e tempo, aliás muito tempo - para brincadeiras. "Será que ninguém tem vontade de ir ao banheiro?", perguntou Roddick. "Coitado do juiz", solidarizou-se um dos Bryan. "Mahut deveria fazer propaganda de gel para cabelos, incrível como eles estão ainda alinhados", observou a sempre espirituosa Svetlana Kuznetsova. "O jogo já durou mais que a trilogia do Senhor dos Anéis", lembrou um anônimo. "O público deve estar cansado de aplaudir", escreveu alguém da ATP.

Para muitos, é difícil dizer o quanto essa maratona se torna um marco histórico ou um completo absurdo para os padrões do esporte profissional atual. Claro que, como bem opinou John McEnroe, o inusitado chamou a atenção para Wimbledon mesmo em meio à Copa do Mundo: "Esta é a melhor publicidade que poderíamos ter para o tênis", afirmou Big Mac, convicto que isso se tornará assunto em todos os cantos do planeta.

Merece todos os elogios a dedicação dos dois gladiadores, que não se renderam e queriam continuar jogando até no escuro. Isner cruzava a quadra atrás de uma rebatida improvável, quase mancando, evidente estafa, enquanto Mahut se atirava numa bola inalcançável. Incrível vitalidade para o tamanho da maratona. Porém, como Kuznetsova escreveu no microblog, também é fato que o jogo se tornou um marasmo de duas ou três bolas trocadas.

O circuito profissional já baniu o quinto set fora dos Grand Slam, colocou o tiebreak nos quatro primeiros sets da Copa Davis, tenta a todo custo reformar o calendário, mas precisa mais do que nunca acabar com os quintos sets longos. Ainda que isso possa causar um instante de curiosidade e assombro como nesta quarta-feira, não combina com a exigência atlética do tênis moderno. Alguém imagina que Isner conseguirá sobreviver a uma segunda rodada? Ou ainda sonhar com a chave de duplas, inexplicavelmente também disputada em melhor de cinco sets?

Como não se pode mudar a regra no meio do caminho, vamos sentar e descobrir nesta quinta-feira quantos games, aces, pontos e minutos a mais esses dois malucos serão capazes de produzir. A história, com certeza, está feita e possivelmente nunca mais mude.


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Coisas que se dizem num dia de pouca emoção em Wimbledon
às 19h57 - por José Nilton Dalcim

O favorito acabou de ganhar uma partida sem graça, em que o adversário não deu trabalho. O torneio acabou de começar, mas o dono da casa tem de ir para a sala de entrevistas e satisfazer os jornalistas. Análise de jogo? Quase não vale nada. O que perguntar para Rafael Nadal sobre Kei Nishikori, ou como argumentar com Sam Querrey se o oponente abandonou no meio da partida?

Bom, nem sempre isso é tão ruim. Vejam que coisas interessantes podem ser captadas:

Pergunta para Nadal: Qual é o feito de Roger Federer que você mais admira? Resposta: "A série de 23 semifinais consecutivas de Grand Slam. São quase seis anos jogando todos os quatro Slam, sem uma única contusão, sem um dia ruim. Acho que ninguém conseguirá repetir isso".

Pergunta para Murray: Mal acabou a primeira rodada e você já é o único britânico de pé no torneio, homem ou mulher. O que você pensa disso? Resposta: "Não é muito legal, não?"

Pergunta para James Blake: O que aconteceu? Resposta: "Não vou dizer que perdi por causa do joelho, mas ele não está bem e voltou a doer. Se não melhorar logo, não sei se vou querer jogar muito mais tempo com dor".

Pergunta para Sam Querrey: Qual é a pior coisa de Wimbledon para você (não vale falar do tempo)? Resposta: "Ter que disputar as partidas de duplas em melhor de cinco sets".

Pergunta para Maria Sharapova: Seu ombro ainda dói logo que você acorda: Resposta: Não, a menos que esteja nevando (risos). O fato é que antes eu conseguia aquecer rápido e soltar o saque após três ou quatro movimentos. Agora, preciso de 10, às vezes 20".

Explicando Federer - O internauta João Penteado resgatou esta interessante entrevista de Roger Federer sobre a difícil estreia em Wimbledon e destaca um ponto emblemático: o fato de o suíço admitir que não tem se dedicado com afinco ao treinamento.

Vejam dois trechos: "Quando fiquei atrás do placar no terceiro e no quarto sets, me vi sobre extrema pressão e tenho de dizer que, nos treinos, deixei de trabalhar meu serviço". Mais adiante: "Também preciso ser melhor nos break-points e devoluções de saque... Nunca fui a pessoa com o melhor percentual de break-points convertidos, ainda que geralmente seja o líder entre os que mais cria chances de quebra".

Sintomático, não?


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Wimbledon começa com emoção para todos os gostos
às 20h00 - por José Nilton Dalcim

Foram cinco sets para Roger Federer, outros cinco para Novak Djokovic e mais cinco para Nikolay Davydeno. Pior ainda para Marin Cilic e Stanislas Wawrinka, que sequer passaram da estreia. Wimbledon começou a todo vapor, repleto de emoção e jogos equilibrados, algo que não é comum se ver nas rodadas inaugurais do All England Club.

Federer contou com a sorte e o vacilo de Alejandro Falla na hora decisiva. Não me lembro de ter visto o suíço jogar tão mal numa quadra de grama, errando demais no fundo de quadra. Subiu precipitadamente à rede, sacou mal e até mesmo o slice ficou na rede. Há duas semanas, o colombiano não ganhou três games em Halle. Desta vez, merecia ter vencido o jogo.

Não é um bom presságio lutar cinco sets numa primeira rodada de Grand Slam, mas o destino pareceu colaborar com o suíço e colocou a sua frente adversários sem currículo expressivo nas duas próximas rodadas, o que deve ser o suficiente para ele recuperar a confiança. Posso estar enganado, mas boa parte da má atuação de hoje tem como reflexo a derrota de Halle para Lleyton Hewitt.

Nessa profusão de jogos emocionantes mas não necessariamente de grande nível, o norte-americano Andy Roddick pareceu ser o único a utilizar as armas corretas que a grama permite e esbaldou-se de bom saque e winners, oferecendo poucos pontos gratuitos.

É quase uma heresia cometer 60 erros não-forçados, como Nole, ou até mesmo os 39 de Federer numa quadra de grama. Está mais para o saibro. Sinal de que o saque não surtiu tanto efeito e que o jogo se concentrou em trocas de bola. Tem algo aí que não está no devido lugar.


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Bellucci tem a primeira chance de chegar ao top 20
às 09h30 - por José Nilton Dalcim

Claro que, no caminho, está o sueco Robin Soderling. Mas o fato é matemático: o paulista Thomaz Bellucci tem sua primeira real chance matemática de entrar para o top 20 justamente na grama de Wimbledon. Nenhum outro brasileiro figurou nessa faixa desde Gustavo Kuerten, há cinco anos.

Descontados todos os pontos a defender do ano passado, Bellucci começa o Grand Slam britânico em 22º lugar, superando o contundido chileno Fernando González e o suíço Stanislas Wawrinka, que chegou às oitavas em 2009.

Para subir os dois postos que faltam, no entanto, o canhoto brasileiro precisa somar os 180 pontos dedicados a quem chegar na quarta rodada, o que elevaria seu total para 1.812 pontos. Mas isso não basta. Tem ainda de torcer para Juan Carlos Ferrero e Sam Querrey não chegarem à terceira rodada, nem para Marcos Baghdatis ou Stanislas Wawrinka irem às quartas.

Portanto, percebe-se que a chance é um tanto remota. Bellucci tem tudo para ganhar duas partidas, mas então irá esbarrar em Soderling. O sueco, convenhamos, não tem resultados espetaculares na grama. Sequer jogou os preparativos deste ano e chegou apenas uma vez na quarta rodada de Wimbledon, em 2009. Mas ainda assim seria um obstáculo do máximo respeito para Bellucci.

A favor do brasileiro, está o fato de Sam Querrey só ter ganhado uma partida no torneio nas três tentativas anteriores e que o cabeça 18 precisa tomar cuidado com a estreia diante do ucraniano Sergiy Stakhovsky. Já Ferrero terá de tirar o belga Xavier Malisse, que parece ter reencontrado seu bom tênis, logo na primeira partida

O negócio é ficar na torcida e fazendo contas. Neste clima de Copa do Mundo, é a situação perfeita.


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Sorte lançada em Wimbledon. E já está valendo o Desafio Head.
às 11h18 - por José Nilton Dalcim

Num torneio sobre a grama, piso que acabou se tornando uma exceção no tênis moderno, é sempre perigoso falar em favoritismo. Porque a adaptação à quadra depende muito da capacidade de se alterar o estilo de jogo, muitas vezes até na questão técnica, como vale muito a experiência de anos anteriores. Em Wimbledon, é preciso antecipar, fazer preparação mais curta dos golpes, usar o bloqueio geralmente com slice e, sempre que possível, evitar trocas e ir para a rede.

Diante desse conjunto de habilidades, é fácil entender por que Roger Federer tem seis títulos e entra novamente como grande candidato. E também por que o feito de Rafael Nadal em 2008 foi tão incrível. Ainda que a grama de hoje seja um pouco mais lenta do que antes, grandes sacadores ainda têm sua chance.

No sorteio para a formação da chave, acho que Federer se deu bem melhor do que Nadal. Ainda que tenha alguns adversários de gabarito pela frente, como os canhotos Jurgen Melzer e Feliciano Lopez ou o eclético Tomas Berdych, só se pode imaginar alguma dificuldade real já lá na semi, contra Andy Roddick. Nadal, ao contrário, terá uma provação e tanto, uma vez que é provável que pegue uma sequência de jogos contra Blake, Gulbis, Isner, Soderling e Murray.

Nada melhor então do que lançarmos imediatamente o Desafio Head para Wimbledon, valendo uma belíssima raqueteira Head Tour Team Combi. Como nas outras vezes, você precisa indicar, pela ordem: os quatro jogos das quartas-de-final, os dois jogos das semifinais, quem vão fazer a decisão e é claro o campeão. Cada nome certo das quartas vale 10 pontos; das semis, 25 pontos; da final, 50 pontos; e o campeão, 100 pontos. O critério de desempate é simples: qual será o placar da final?

Se possível, sigam esta exata ordem do meu exemplo abaixo para facilitar a extensa apuração dos votos:

Quartas-de-final - Federer x Berdych, Hewitt x Roddick, Verdasco x Murray, Soderling x Nadal
Semifinais - Federer x Roddick, Murray x Nadal
Final - Roddick x Murray
Campeão - Roddick
Placar da final - 7/6 5/7 7/6 6/3

O 'Desafio' estará aberto para palpites até as 9 horas desta segunda-feira. Clique aqui ver para a chave masculina. Como sempre, caso você indique um jogador que acabe desistindo antes de o torneio começar, o seu substituto (lucky-loser) automaticamente toma o lugar do seu palpite. E caso alguém participe duas vezes, valerá apenas o primeiro post, sendo desconsiderados os demais.

Importante: caso participem internautas que não residam no Brasil, eles deverão indicar um endereço no Brasil para receber o eventual prêmio.

Boa sorte!


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Graf e Martina rivalizam na lista das 10 melhores do tênis profissional
às 09h11 - por José Nilton Dalcim

Para completar a lista dos '10 mais', vamos falar agora do tênis feminino. Apesar de muitas vezes relegado a segundo plano, o fato é que o circuito das mulheres gerou também uma série de nomes de grande importância histórica para o esporte, algumas vezes chamando mais atenção do que o próprio calendário masculino.

Foram os casos da soberania da alemã Steffi Graf, com feitos espetaculares no final da década de 90, ou do duelo entre Martina Navratilova e Chris Evert, que até hoje é o mais longo do tênis profissional, atingindo a incrível marca de 80 partidas realizadas ao longo de 15 anos.

Do mesmo modo que fiz com o masculino, decidi considerar apenas a fase profissional, a partir de 1968, lembrando que o ranking feminino surgiu em 1975. E também, além de títulos e façanhas, foi colocado na balança o peso histórico de cada uma. Então vamos ver como fica o ranking das 10 melhores:

1. Steffi Graf - Os 22 troféus de Grand Slam e as 377 semanas como número 1 já seriam o bastante para colocar a alemã no topo da lista, mas ela ainda completou o Slam em 1988 com medalha de ouro olímpica. Importante observar que ganhou pelo menos quatro vezes cada um dos Slam, um feito jamais repetido por homem ou mulher.

2. Martina Navratilova - Dona da maioria dos recordes do tênis, ganhou 19 Slam em simples e 58 no total, totalizando 167 títulos de simples e 177 duplas (sendo que em 84 torneios ganhou as duas modalidades ao mesmo tempo). Maior nome de Wimbledon em todos os tempos, com 9 troféus de simples.
 
3. Chris Evert - Primeira musa do tênis, faturou 18 Slam e liderou o ranking por 260 semanas. Entre seus feitos inigualáveis, permaneceu invicta no saibro por 125 partidas e ganhou Roland Garros por sete vezes.
 
4. Margaret Court - No geral, ganhou 24 Slam (11 em seu país, a Austrália), mas metade deles aconteceu na fase amadora. Dona de grande físico, foi segunda mulher a fechar o Grand Slam, em 1970.
 
5. Billie Jean - Uma das mais longas carreira no tênis, venceu 12 Slam, 67 torneios profissionais e levantou 20 troféus em Wimbledon, o último deles aos 39 anos. Fora das quadras, foi quem colocou o tênis feminino no cenário mundial.
 
6. Serena Williams - Atual líder do ranking, está na 107ª semana como número 1, sendo uma das raras a liderar ao mesmo tempo a lista de duplas. Chegou ao 25º Slam em Paris, sendo 12 de simples.

7. Monica Seles - Prodígio de maior sucesso no tênis profissional, ganhou 9 Slam (mas nunca Wimbledon), 53 títulos no total e liderou o ranking por 178 semanas. Ficou três anos afastada do circuito por um atentado.
 
8. Justine Henin - Belga retorna às quadras com 7 Slam (nunca venceu Wimbledon), 42 títulos e 117 semanas como líder.

9. Martina Hingis - Permaneceu 209 semanas como líder do ranking (também foi 1 de duplas). Venceu 5 Slam, mas Roland Garros escapou.
 
10. Venus Williams - Ganhou 7, porém limitados a Wimbledon e US Open, com 43 títulos no geral e 11 semanas como 1.


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