'Worst-sellers': os livros que nunca deveriam ser escritos no tênis
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11h34 - por
José Nilton Dalcim
O internauta que se denomina "Action Jackson" teve uma inspiração no forum MensTennis: sugeriu livros que deveriam ser escritos, mas que jamais seriam bem vendidos, verdadeiros 'worst-sellers'. Uma brincadeira, é claro, que animou os participantes e rendeu centenas de sugestões hilárias.
Separei algumas, que considerei espirituosas e divertidas, mas mantive o texto em inglês para não roubar a força do original, com uma ligeira tradução para quem eventualmente não domina o idioma. Fica aberto aí o espaço para a sua indicação de tema e autor.
"You can't read my mind! - The Art of hiding emotions on the tennis court", por Marat Safin (A arte de esconder emoções)
"The Art of Serve and Volley", por Andre Agassi (A arte do saque-voleio)
"How to Effectively Return Serve", por Ivo Karlovic (Como devolver bem)
"Mental Toughness", por Gaston Gaudio (Força mental)
"Why I Love Tennis Journalists", por Marcelo Rios (Por que amo os jornalistas)
"Predictable Tennis", por Fabrice Santoro (Jogo previsível)
"Claycourt Tennis Made Easy", por Pete Sampras (Como jogar fácil no saibro)
"How to comb your hair", por Gustavo Kuerten (Como arrumar os cabelos)
"My Life as a Champion", por Anna Kournikova (Minha vida de campeã)
"Winning Ugly", por Roger Federer (Vencendo feio)
"Getting Lucky", por Monica Seles (Tendo sorte)
"How to Get Him to Marry You", por Miroslava Vavrinec (Como fazê-lo se casar com você)
"Public Relations Made Easy", por Lleyton Hewitt (Como ser bom relações públicas)
"Tactical Nous", por Andy Roddick (Noções táticas)
"Percentage Tennis", por Fernando Gonzalez (Tênis percentual)
"10 Steps on How To Milk A Cow", por Roger Federer (Como ordenhar vacas em 10 passos)
Que inveja - A USTA criou um concurso nacional para determinar a "Melhor Cidade do Tênis" no país. A votação popular já teve duas etapas: a primeira determinou as 10 finalistas e agora estão na disputa apenas três. A ganhadora será anunciada no US Open.
A excelente ideia ainda por cima dá o considerável prêmio de US$ 100 mil à vencedora para investir em melhorias na estrutura do tênis da cidade. A disputa agora está entre Atlanta (Geórgia), Charleston (Carolina do Sul) e Richmond (Virginia). Se você quiser saber detalhes, ver os vídeos ou até votar, entre no www.besttennistown.com.
E imaginar que aqui no Brasil não dá nem para tentar uma brincadeira dessas.
Trabalho com primeiro saque é prioridade para Bellucci
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18h34 - por
José Nilton Dalcim
Não dá para não ficar frustrado com o resultado de Thomaz Bellucci nesta terça-feira em Gstaad. Claro que o suíço Marco Chiudinelli merece créditos. Vamos lembrar que o torneio é disputado no saibro e na altitude, uma combinação muito boa para quem adota o estilo do tenista local. Mas, da mesma forma, é a que mais agrada Bellucci também.
Como faltaram imagens da partida, fica obviamente difícil - e perigosamente precipitado - se fazer análises mais profundas. No entanto, a mais importante delas me parece evidente, e vale por todo seu primeiro semestre: é preciso melhorar o aproveitamento do primeiro saque para se sonhar com o top 20. E muito mais ainda quando se parte para a temporada de quadras sintéticas.
Os números referentes ao serviço de Bellucci não são empolgantes. Hoje, por exemplo, sua média de acerto do primeiro saque foi de 49%, com apenas 43% no terceiro set. Algo semelhante aconteceu contra Andreas Seppi, em Hamburgo, apenas para citar exemplos bem recentes.
Vamos dar uma olhada no 'MatchFacts' da ATP. No quesito "saque", encontramos Bellucci sempre muito atrás no ranking desta temporada. Ele é o 56º em pontos vencidos com o primeiro saque (58%, muito distante de bons sacadores que costumam estar entre 65% e 70%). Está em 57º em pontos vencidos com o segundo saque (49%, enquanto os líderes estão na faixa de 57 ou 58%). Sua classificação também é apenas mediana em games de saque vencidos (45º, com 77%) e em break-points evitados (48º, com 59%). Por fim, em pontos feitos com o primeiro saque, é o 36º (71%, diante de 79% para cima dos líderes).
Então fica evidente que o saque de Bellucci não está condizente com seu ranking de hoje, o excepcional 21º lugar. Ele é canhoto, tem potência e já mostrou capacidade de variação, o que são ingredientes que deverão lhe garantir uma evolução nesse quesito. Existe ainda um componente emocional que precisa ser trabalhado.
Claro que o número 1 brasileiro tem compensado essa deficiência com grande destaque na devolução, um ponto que evoluiu a olhos vistos nesta temporada. Vejam só: 11º em devolução de segundo saque (53% contra 57% de Nadal); 14º em games vencidos como recebedor (27% diante de 34% de Nadal e Djokovic); 15º em devolução de primeiro saque (32%, muito perto dos 35% de Djokovic); e 17º em breaks convertidos (43%, apenas cinco atrás de Nadal).
A soma das duas habilidades permitiram que Bellucci tivesse um primeiro semestre acima das expectativas, ainda que tenha lhe escapado as vitórias de maior peso. Com maior confiança na devolução, bastará a ele contar com um saque mais eficiente, principalmente nos famosos "pontos importantes" que ele tanto fala em suas entrevistas - para brilhar também na longa fase de pisos sintéticos que vem pela frente.
Conclusão: é justo ser otimista. Bellucci concluirá a primeira fase de sua temporada como 27º do mundo (só cairá um posto se Gulbis for à final de Los Angeles). Vale ressaltar que ele tem apenas 320 pontos a defender até o final do ano, sendo que 30 ainda podem ser recuperados. Portanto, dá para jogar solto.
Não apostaria no top 20 ainda em 2010, mas estou convicto que a raiz para isso está plantada.
Tentativa de acerto com Annacone pode colocar ordem no jogo de Federer
às
18h04 - por
José Nilton Dalcim
Muito mais do que uma questão técnica ou tática, a tentativa do suíço Roger Federer em recontratar um treinador fixo, ou ao menos permanente, é certamente a melhor forma para colocar ordem na sua vida dentro das quadras. Ou seja, inserir novamente uma rotina de treinamento, de preparação para o megacampeão, algo que parece estar lhe faltando desde que a família ganhou grande peso em seu dia a dia.
Aos 47 anos, Annacone tem em seu currículo de treinador a companhia de Pete Sampras. Foi com ele que o norte-americano ganhou nada menos que nove de seus 14 títulos de Grand Slam. E foi sob os conselhos e incentivos de Annacone que Sampras superou a derrota para um então jovem suíço na segunda rodada de Wimbledon de 2001. O treinador soube motivá-lo a ponto de obter mais um US Open no ano seguinte.
Esse parece ser exatamente o estágio em que se encontra agora Federer. Ainda aos 28 anos e com pelo menos mais duas temporadas para colecionar novas glórias, não é difícil sentir uma certa acomodação do ex-número 1. Depois de conquistar a Austrália, em janeiro, seus bons momentos ficaram escassos e ele próprio admitiu estar se aplicando pouco aos treinamentos, como saque e devolução.
Nos últimos anos, sempre de forma menos intensiva do que o tradicional, Federer trabalhou com nomes de peso como Darren Cahill, Jose Higueras e Tony Roche. Não se sabe exatamente por que não vingaram. Higueras deveria ter lhe dado mais jogo sobre o saibro, mas demorou bem mais tempo para vermos o suíço melhor adaptado aos segredos do piso lento.
Talvez sob o comando de Annacone, seja possível ver Federer um pouco mais agressivo, principalmente no piso sintético desta fase norte-americana, em que poderá explorar melhor o saque, subidas e voleios. Aliás, se houve um aspecto em que seu jogo não progrediu - e, arriscaria dizer, até piorou - foi no segundo serviço. Quem assistiu aos jogos contra Gulbis ou Soderling, apenas para dar dois exemplos recentes, deve ter percebido isso.
Qualquer que seja o resultado desta aproximação com Annacone, o saldo positivo para quem torce pelo jogo elegante e vistoso do suíço é que ele nem de longe está cogitando reduzir o ritmo, muito menos se aposentar. Ao procurar uma solução neste segundo semestre, Federer dá o claro recado que enxergou sua fragilidade e está disposto a se recuperar. Vou aguardar Toronto com muita curiosidade.
Sábado de desmentidos. E a boa chave de Bellucci em Gstaad.
às
11h40 - por
José Nilton Dalcim
O sábado foi quente, logo cedo. Recebo ligação da promotora Koch Tavares, que agencia a carreira de Thomaz Bellucci há três temporadas, para explicar que ainda não houve acordo com a marca alemã Adidas, conforme este Blog revelou com exclusividade na sexta-feira.
Segundo a empresa, a atual patrocinadora do número 1 do Brasil, a Topper, tem a preferência na renovação do contrato, que termina no dia 31 de julho, e haverá uma reunião na quarta-feira da próxima semana para uma discussão final do assunto.
O jornalista Fernando Itokazu, na edição da Folha de S.Pàulo deste sábado, curiosamente aborda o assunto e revela que Bellucci tem utilizado calçados de outras marcas (alguns pintados para disfarçar, outros não) por não ter se adaptado ao modelo desenvolvido pela Alpargatas. Na reportagem, a fabricante diz ter ficado "desconfortável" com a atitude, enquanto Roberto Marcher, que gerencia a carreira do tenista, afirma que "está muito difícil a renovação".
Já em Buenos Aires, Diego Rivas, um dos profissionais que cuidam da recuperação do argentino Juan Martin del Potro, deu entrevista à rádio ESPN para deixar claro que Delpo não irá defender seu título no US Open e que a expectativa de retorno, neste momento, é para o ATP 250 de Bangcoc, no final de setembro. O talentoso argentino não joga desde que perdeu nas oitavas do Aberto da Austrália, em janeiro.
Boa chave - Diante da possibilidade de adversários difíceis em Gstaad, Bellucci até que se saiu bem na formação da chave. Ele tem grande chance de vitória na estreia diante do local Marco Chiudinelli e também nas oitavas, principalmente se Igor Andreev ganhar de Florent Serra.
Depois, precisa tomar cuidado caso Victor Hanescu alcance as quartas, mas terá novamente o favoritismo e poderá então encarar Nicolas Almagro numa eventual semifinal. Isso, ao menos, já que lhe daria 90 dos 262 pontos que tem a defender na semana, o que geraria uma pequena queda de quatro ou cinco posições.
Youhzny, Montañes, Robredo e Gasquet ficaram na parte de cima da chave. Como se vê, um torneio de nível 250 bem forte e equilibrado.
Bellucci perde chance, vai para maior desafio e assina contrato com Adidas
às
18h29 - por
José Nilton Dalcim
Andreas Seppi está em 70 do ranking, mas não é qualquer adversário. Já foi top 30 e, mais do que isso, tem no currículo vitória sobre Rafael Nadal em plena temporada (mágica) de 2008. Há duas semanas, perdeu por meros dois pontos para Robin Soderling no saibro de Bastad; em janeiro, levou John Isner a um duro quinto set no piso sintético da Austrália.
Feitas essas importantes observações, ainda foi dolorosa a derrota de Thomaz Bellucci nesta sexta-feira em Hamburgo. Sobretudo para ele. Perder após 3h16 de batalha, num apertado 7/5, com saque na mão, é terrível. Se você já jogou tênis, em qualquer nível, e vivenciou isso, deve entender a frustração do brasileiro ao final da partida.
Embora não tenha jogado de todo mal, a grande falha de Bellucci foi não ter resolvido rapidamente o primeiro set. O italiano estava frio, não achava ritmo e, quebrado logo de início, certamente uma vitória por um lógico 6/3 teria outra influência nos sets seguintes. No entanto, não se deve menosprezar o italiano, que foi ousado, atacou qualquer bola mais curta, chegou a dar duas deixadinhas seguidas. E ainda por cima teve sorte, com dois golpes na fita em momentos cruciais: o 40-iguais no 4/4 do terceiro set, saque a seu favor, e no 30-iguais do game final, que gerou o match-point.
A queda de Juan Carlos Ferrero, logo a seguir, servirá para colocar Bellucci em novo ranking histórico na segunda-feira, com o 21º posto, mas ao mesmo tempo dá aquele amargo gosto de saber a enorme chance perdida. Tudo bem, ainda haveria Jurgen Melzer na semifinal, porém...
Como não adianta mais lamentar, o negócio é se concentrar na primeira grande tarefa do segundo semestre, que são os 262 pontos em Gstaad, a partir de segunda-feira, um torneio em que ele entra como cabeça 3 e assim poderá ter Tommy Robredo, Victor Hanescu, Richard Gasquet ou Jeremy Chardy nas quartas-de-final. O mais importante, no entanto, é ver que uma eventual queda prematura, na estreia ou na segunda rodada, ainda deverá manter Bellucci no top 30, provavelmente no 28º lugar. Ou seja, sequer interferirá na possibilidade de ele entrar como cabeça-de-chave no US Open.
Mas antes de sair de Hamburgo, Bellucci pode comemorar outra boa notícia: procurado pela marca alemã Adidas, a mesma que patrocina gente grande como Andy Murray e Fernando Verdasco, ele acertou novo contrato para roupa e calçado, que passa a vigorar no próximo mês. O acordo é de padrão internacional – incluindo os valores -, o que cabe realmente bem em sua atual fase. Aliás, ele também já renovou com o Banco Votorantim, que até agora tem sido seu melhor patrocinador individual.
Bellucci mostra que precisa ser muito respeitado no saibro
às
18h27 - por
José Nilton Dalcim
Uma vitória é sempre importante, qualquer que seja o jeito que ela aconteça. Mas uma vitória com qualidade é algo bem mais significativo e foi exatamente isso o que Thomaz Bellucci obteve nesta quinta-feira, ao superar o alemão Philipp Kohlschreiber no saibro coberto de Hamburgo em dois sets muito bem jogados.
Sem falar na questão de jogar em casa – na Alemanha, de torcida educada, isso não conta muito -, Kohlschreiber é um jogador muito forte em qualquer piso, incluindo o saibro. Tem saque consistente, jogo de fundo agressivo, é leve e varia como quer o ritmo da partida. Então é preciso ser regular e ao mesmo tempo ousado contra ele, uma combinação nada fácil de se alcançar. Bellucci foi tudo isso e mais um pouco.
O pesadíssimo forehand, as devoluções cada vez mais profundas, o saque que aparece em momentos importantes, pernas rápidas para cobrir todos os cantos da quadra e uma mão cada vez mais afiada para surpreender o adversário com deixadas, slice ou um voleio trazem enorme respeitabilidade ao repertório de Bellucci.
Não é difícil listar o número 1 do Brasil entre os 12 ou 13 melhores jogadores sobre o saibro em atividade. Com algum atrevimento, dá para colocá-lo entre os 10, mas para isso ainda lhe falta um resultado de peso no circuito. Não que as conquistas em Gstaad ou Santiago não sejam valiosas, mas é preciso beliscar o primeiro escalão, estar numa semifinal de Grand Slam ou Masters, vencer um ATP 500.
A chance de ele se dar bem em Hamburgo é enorme. Com seu inegável volume de jogo, é favorito absoluto para ganhar do italiano Andreas Seppi – jogador de 26 anos com bom currículo – e vê neste momento apenas dois nomes com melhores condições de levar o título: o austríaco Jurgen Melzer, possível adversário de uma semifinal, e o espanhol Juan Carlos Ferrero, que está na parte de cima e deve ter comemorado a queda de Nikolay Davydenko. Não está nada impossível.
Ranking – Ao contrário do que escrevi minutos atrás, esta é a conta correta: com a vitória de hoje, Bellucci começa a somar importantes pontos no ranking. Ele descarta os 20 de Auckland e acrescenta 90, avançando assim 70 pontos. Por enquanto, supera Ferrero e sobe para 21º, porque o espanhol também marca 90, mas terá de retirar os 150 do vice de Umag (o ranking só permite dois ATP 250 e ele tem três). Para se garantir esse posto a mais, portanto, o brasileiro tem de fazer campanha igual ou superior à de Ferrero. O top 20 ainda é alcançável, mas vamos deixar essa conta para amanhã.
Não há nada de errado com Feijão, garante o otimista Pardal
às
20h48 - por
José Nilton Dalcim
Depois de começar tão bem a temporada, com uma inédita semifinal em Santiago, João Souza, o Feijão, não deslanchou como tanto se desejava. O paulista, que está radicado (e muito feliz) no Rio de Janeiro desde que começou a trabalhar com o técnico Ricardo Acioly, tem sofrido alguns altos e baixos, a ponto de perder dois jogos de forma inesperada nas últimas semanas.
Mas não há motivo algum para se preocupar com Feijão, muito menos para diminuir o otimismo de que ele entrará no top 100. E logo. Quem garante isso é o treinador, conhecido como Pardal no circuito, que considera seu pupilo no caminho certo.
“Não aconteceu nada demais em Bogotá e Lexington”, conta ele, em papo via fone. “Em Bogotá, ele viveu um daqueles dias ruins da temporada, nunca havia perdido set para o Alejandro González, e em Lexington ele chegou em cima da hora (não havia vôos para sair da Colômbia) e se sentiu mal na quadra, devido ao forte calor”.
Pardal revela que nunca viu Feijão em forma tão boa como agora. “Fizemos três semanas incríveis de treinamento depois de Wimbledon. Ele tem uma cabeça ótima e vai encarar com naturalidade essas duas derrotas. Na verdade, uma de suas grandes qualidades é nunca se desmotivar nos treinos”.
A evolução técnica e o amadurecimento continuam, na opinião do treinador, que está convicto que Feijão entrará no top 100 em breve. “No giro que fez pela Europa, ele pegou uns sete ou oito adversários mais velhos e mais experientes. Ainda está faltando um ou outro detalhe para ele dar outro salto, mas eu sempre disse que Feijão tem uma grande capacidade de saltar rapidamente da classe econômica para a primeira classe”, brinca Pardal. “Ele tem jogo, é apenas uma questão de tempo”.
Feijão desistiu de tentar o quali para o ATP de Los Angeles neste fim de semana e volta para o Brasil, decidido a disputar os challengers de Campos do Jordão, Brasília e Salvador antes de tentar uma vaga no US Open. “Ele tem tudo para jogar bem em Campos e Brasília, são locais onde seu tênis se adapta muito bem”. Quem sabe, seja exatamente esse o caminho mais curto para o top 100.
Bellucci – Momento importante para Thomaz Bellucci nesta quinta-feira em Hamburgo: vai pegar pela terceira vez no ano o experiente e versátil Philipp Kohlschreiber, um resultado que lhe abriria as portas para uma semifinal no ATP 500. Não houve imagens da vitória sobre Simone Bolelli, mas o placar mostra alguns altos e baixos naturais para quem jogou tão pouco nas últimas semanas. O SporTV promete transmitir ao vivo.
Desinteresse do governo praticamente enterra sonho do CT em Sâo Paulo
às
20h16 - por
José Nilton Dalcim
O sonho de a Confederação Brasileira erguer um complexo de tênis em São Paulo, onde também funcionaria sua sede e o primeiro dos Centros de Treinamento nacionais, está quase indo por água abaixo.
Cauteloso, o presidente da CBT não fala abertamente, mas o fato é que a lentidão e pouco interesse do governo paulista paralisou o diálogo para a cessão de um terreno que fica numa das extremidades do Parque Villa-Lobos, onde funcionava uma área agora desativada do metrô.
"Já fizemos algumas reuniões, expusemos todo o projeto, mas a coisa não andou", relata Jorge Lacerda, que ainda tenta manter o otimismo. "O plano é excelente e não precisamos de nada além do terreno. Mas entramos num ano eleitoral e as coisas tendem a ficar mais lentas", admite.
Na proposta feita, a Confederação ergueria não apenas sua sede e quadras, mas também daria a São Paulo o primeiro centro exclusivo de tênis, com um estádio permanente e toda a estrutura para tocar eventos de porte: "Seria um local para possíveis jogos da Copa Davis e quem sabe para o ATP brasileiro".
Mesmo sendo um dos países de calendário mais extenso, o Brasil não tem um único complexo destinado com prioridade ao tênis, que sempre precisa fazer adaptações para realizar torneios e rodadas da Davis, o que gera também custos operacionais.
Pior de tudo é que até mesmo o Centro de Treinamento previsto para o Rio por conta dos Jogos Olímpicos de 2016 sequer saiu do bate-papo até agora. A prometida transferência do local para o comando da CBT após as Olimpíadas já não é mais tão certa assim. Há muita gente de olho. Sugiro ficarmos todos atentos.
Copa Petrobras é confirmada, São Paulo fecha a temporada dos challengers
às
11h50 - por
José Nilton Dalcim
A Koch Tavares deve anunciar nos próximos dias a realização da importante Copa Petrobras pelo sétimo ano consecutivo. Maior série de eventos challengers do mundo disputada em forma de circuito e um único patrocinador, a Copa repetirá o calendário do ano passado, com etapas em seis diferentes países da América do Sul, com premiação total de US$ 475 mil e 490 pontos para os campeões.
Bogotá abre a série no dia 20 de setembro e depois acontecem os torneios de Montevidéu, Buenos Aires, Assunção, Chile (única das etapas com US$ 100 mil de premiação) e São Paulo. É muito provável que o evento paulistano aconteça novamente na tradicional Sociedade Harmonia, que foi um sucesso no ano passado.
Aliás, São Paulo será o último torneio challenger autorizado no calendário da ATP, que assim se encerrará no dia 31 de outubro, sequer entrando em novembro. Dois meses totais de férias. A ATP só permite agora a disputa de futures nos dois últimos meses do ano.
Por ter alterado o piso sintético para o saibro - a sede anterior, a academia Dynamis, foi fechada -, o BH Open mudou de data e agora aparece na semana imediatamente anterior à de Bogotá. O mais antigo challenger em atividade no país terá US$ 35 mil de premiação.
Dessa forma, aquela antiga sequência de torneios de inverno ficou bem alterada. Campos do Jordão foi empurrado cada vez mais para o final de julho e agora tem largada na próxima segunda-feira com o feminino de US$ 25 mil, seguindo-se o masculino de US$ 50 mil. Mas houve a adição de Brasília e Salvador em agosto, dois eventos de US$ 35 mil.
A semana - O ATP 500 de Hamburgo, que tem a presença de Thomaz Bellucci como cabeça 7, fechou uma chave bem forte. O último a conseguir entrada diretamente foi o italiano Fabio Fognini, então 81º do ranking. Cinco cabeças estão no top 20 e todos os 16 pré-classificados integram a faixa dos 45 melhores.
Atlanta, por sua vez, retorna ao calendário masculino após nove anos e substitui Indianápolis como primeira etapa do US Open Series. Muda o piso antigo de har-tru (saibro verde) para o sintético e terá o Hawk-eye na quadra central. Por regulamento, todos os torneios do Series terão o sistema eletrônico em 2010.
O evento, aliás, acontece no Athletic Club e não no magnífico complexo erguido para as Olimpíadas de 1996, que continua no Parque Stone Mountain como propriedade privada.