Nadal assegura número 1 até 2011. E veja quem ganhou Desafios.
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15h55 - por
José Nilton Dalcim
Infelizmente, devido à constante mudança no sistema de pontuação da ATP, não é possível se falar em recorde. Mas a vantagem espetacular de quase 5 mil pontos sobre o vice-líder do ranking é tão contundente que pode se medir com tranquilidade: 2 Grand Slam e 1 Masters de distância. Não por acaso, justamente os dois campos em que Rafael Nadal foi soberano nos últimos cinco meses.
Com 12.025 pontos, Nadal certamente terminará a temporada 2010 como número 1. Mesmo que não defenda os 960 pontos que marcou em Xangai e Paris no ano passado, e nem vá a Londres, ele ainda assim encerraria o ano com 11.035 pontos, uma quantidade que nem Roger Federer, muito menos Novak Djokovic poderão alcançar se mantiverem o calendário tradicional até novembro.
Federer, que precisa de apenas mais uma semana como líder para alcançar a marca de Pete Sampras, está agora com 6.735 pontos. Não tem muito a repetir: 400 em Londres, 300 na Basileia e apenas 10 em Paris. Porém, ainda que vença os três grandes torneios, acrescenterá 3.090 pontos. Se jogar e ganhar dois ATP 500, somará mais 700 e então chegaria ao total de 10.525, ainda atrás do mínimo de Nadal.
Para o sérvio, o sonho acabou e a tarefa maior é manter-se no número 2. Sim, porque ele tem 1.000 de Paris, 400 de Londres, 300 de Xangai, 500 da Basileia e mais 500 de Pequim para defender até o final do ano. Se fizer tudo direitinho, ainda terminará com 8.885 pontos. Não dá para ameaçar o espanhol nem de longe.
Além do duelo pelo número 2, outra briga interessante pode acontecer entre Andy Murray e Robin Soderling pelo quarto posto (a distância é de apenas 125 pontos). Nikolay Davydenko precisará de muito esforço para não ter até mesmo o top 10 ameaçado, já que a distância para Jo-Wilfried Tsonga, o 12º, não é maior do que 1.245 pontos. Vale lembrar o fantástico final de 2009 do russo, em que somou 2.300 pontos em Xangai e Londres.
Por fim, frise-se que Thomaz Bellucci tem agora apenas 250 pontos a defender, o que o deixariam com o mínimo de 1.205 pontos, ou seja no 34º posto do ranking de hoje. Portanto, para se manter no top 30, na teoria, ele precisa de 100 pontos até novembro. Não parece nada difícil.
Desafio Asics - O gaúcho Pedro Tofani, de Porto Alegre, faturou o Desafio Asics US Open. Ele totalizou 325 pontos. acertando três dos quatro semifinalistas e obviamente o resultado da final. Ele vai levar um calçado performance (podendo optar por modelos Resolution ou Challenger para tênis ou Kayano ou Nibus para running), agasalho completo, camisa de jogo e camisa de treino, bermuda, meias, boné e munqueira.
O segundo lugar ficou para o paulista João Francisco Carbonari, com 315 pontos. Ele venceu no desempate Daniel Lancia, de São Paulo, já que acertou o placar da final (3 sets a 1) ,mas com 39 games (foram 40), enquanto daniel optou por 42. Dessa forma, João Francisco receberá calçado, shorts, camiseta, meias, boné e munhequeiras e Daniel, calçado, camisa e boné.
Desafio final - Houve muito equilíbrio entre os participantes do Desafio Nadal x Djokovic, mas sem dúvida os três que se aproximaram mais do resultado foram Pedro Tofani, de Porto Alegre; André Melo, de Curitiba; e Rubem Barros, de São Paulo. Os dois primeiros postaram placares idênticos e erraram apenas um game do set final: 6/4, 5/7, 6/4 e 6/1 (quando o último foi 6/2). Para aumentar o empate, um postou 14 aces e outro, 12, enquanto a final teve na verdade 13. Então, pelo regulamento, Pedro foi o campeão (enviou antes) e André ficou em segundo. Já o terceiro colocado falhou no terceiro set (6/4, 5/7, 6/3 e 6/2) e sugeriu 19 aces. Os três receberão via correio camisetas exclusivas TenisBrasil/Fila.
Cada vez mais completo, Nadal mostra por que é o rei do tênis
às
00h15 - por
José Nilton Dalcim
Um dia, Rafael Nadal foi o 'rei do saibro'. Escola tipicamente espanhola, de vigor físico, muito topspin e jogo paciente para derrotar qualquer adversário, o garoto de Mallorca assombrou o circuito cinco anos atrás, quando derrubou Roger Federer na semifinal de Paris e corria mais do que Guillermo Coria. Hoje, Rafa é o 'rei do tênis'. Vencedor de três Grand Slam consecutivos, em três pisos completamente distintos, não há mais qualquer argumento que invalide o seu número 1 do ranking, porque ele não apenas se mostra soberano sobre os mais diversos tipos de quadra mas principalmente encontrou uma forma de vencer em cada uma delas.
O US Open é de Nadal porque ele continua sendo o tenista de ponta que mais progrede no campo técnico. Enquanto Roger Federer diminuiu a motivação e o apuro em golpes essenciais, Novak Djokovic e Andy Murray perderam um tanto o rumo ao longo da temporada. Outros, como Robin Soderling, não conseguiram a variação necessária. E o que vimos em Nadal? Um saque muito mais eficiente, o backhand seguro e variado, subidas à rede mais constantes com raros defeitos no voleio e, principalmente, a capacidade de jogar cada vez mais perto da linha de base e com bolas mais rentes à rede. Pouca gente destacou, mas percebam a qualidade da devolução de saque do espanhol em seus jogos no US Open.
Esses apuros técnicos certamente não foram obra do acaso. Ao entender a limitação do seu corpo perante as seguidas lesões, ficou óbvio para seu time que ele precisaria alterar paulatinamente a forma de jogar. O saque bem feito proporciona muitos pontos de graça ou a possibilidade de liquidar a jogada na segunda bola. Jogar sobre a linha permite acelerar mais o jogo e encurtar as trocas. A ida à rede, que fica cada vez mais frequente, se tornou um ótimo caminho diante dos poderosos golpes de fundo e as pernas muito ágeis para chegar à frente. Nem é preciso ser um magnífico voleador.
Portanto, a conquista do US Open premia o tenista 'top' que mais trabalhou na temporada, em todos os aspectos. Não vamos esquecer que o calendário do espanhol também ficou mais lógico, pulando torneios e com maior intervalo para cuidar dos joelhos, como ele fez entre Wimbledon e a fase nos EUA. Abriu mão da Copa Davis e de desgastes desnecessários. Decisão se provou corretíssima.
É preciso, com certeza, enaltecer a excelente campanha de Djokovic, que fez o 'jogo do ano' na semifinal contra Federer e voltou a mostrar um tênis mais agressivo, ainda que isso tenha falhado muitas vezes na decisão desta segunda-feira, muito por conta de seu saque instável. Ele no entanto se coloca novamente entre os favoritos para qualquer campeonato, contra qualquer adversário.
Desafios - Devido ao imenso atraso na programação, prometo para amanhã cedo o resultados dos vencedores dos Desafios feitos aqui no Blog.
'Dança da chuva' funciona para Djokovic
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21h11 - por
José Nilton Dalcim
Pode não ser a melhor solução para o torneio, muito menos para o público, mas pelo menos o repentino mau tempo neste domingo em Nova York servirá para se criar um clima, digamos, mais justo para a interessantíssima final masculina entre Rafael Nadal e Novak Djokovic.
O sérvio saiu brincando da quadra no sábado, já início de noite, dizendo que gostaria de saber como realizar uma 'dança da chuva' e assim ganhar 24 horas a mais de descanso. E não é que deu certo? Ele agora estará ao menos fisicamente pronto para tentar seu segundo Grand Slam. A parte mental, que com certeza será muito importante, ainda pode sofrer com o desgaste.
Claro que o adiamento reforça a já intensa discussão sobre a necessidade de modernizar o US Open e incluir a quadra coberta, como fez Wimbledon e já acontece há mais de 10 anos na Austrália. Estudos feitos pela USTA mostraram que é tecnicamente impossível se cobrir o 'Arthur Ashe', o maior estádio de tênis do mundo, e é aí que mora a resistência dos organizadores. Cobrir a quadra significará uma perda: arquibancada (e bilheteria é claro) menor.
Vamos então para a terceira decisão seguida na segunda-feira. No ano passado, o estádio ficou cheio e valeu muito a pena: vimos o jogaço entre Juan Martin del Potro e Roger Federer. Aliás, um lembrete histórico. Em 1969, a final também acabou adiada pela chuva e apenas 1.300 pessoas viram Rod Laver fechar o Grand Slam, o que se provaria ser um feito inigualável no tênis profissional.
Rainha Clijsters - E a belga Kim Clijsters justificou todos os prognósticos e levou o tricampeonato no US Open, curiosamente o único Grand Slam que já venceu, embora tenha qualidade para muito mais. Ela agora promete se concentrar em outros e certamente a Austrália é o objetivo mais próximo, porque também é disputado sobre o piso sintético que tão perfeitamente se encaixa no seu estilo.
Com a ascensão de Vera Zvonareva, a briga pela ponta do ranking pode ficar bem mais intensa nesta reta final de temporada, o que será muito bom para o circuito das meninas.
Boa notícia - E por falar em tênis feminino e em Austrália, é preciso dar destaque ao ótimo resultado de Ana Clara Duarte neste domingo. Ganhar um título de US$ 25 mil não é coisa comum para as brasileiras, mas o legal mesmo é ver que ela foi para sua excursão de cinco semanas pela Oceania com a meta de subir no ranking e tentar o quali de Melbourne em janeiro. Isso é animador. Vale lembrar que o Brasil não entra numa chave feminina de Grand Slam desde o US Open de 1993.
Desafio Nadal x Djokovic - Como não tivemos a final, continuam valendo palpites para a final entre os dois. Mas, por favor, façam isso no post abaixo (o de sábado) para facilitar a apuração.
Vai sair um novo campeão. Dê palpite, vale camiseta exclusiva.
às
20h39 - por
José Nilton Dalcim
Se o US Open não foi o torneio empolgante que todos esperavam, pelo menos a segunda semifinal deste sábado valeu por praticamente as duas semanas de torneio. Um jogo de nível técnico excelente, carregado de emoção e com um vencedor justíssimo: Novak Djokovic misturou o espírito guerreiro com um tênis agressivo e corajoso, derrubando o pentacampeão Roger Federer.
Rafael Nadal cumpriu o script e, completamente solto e firme, não deu a menor oportunidade para o russo Mikhail Youzhny entrar em jogo. O russo ficou acuado, foi obrigado a jogar na defensiva o tempo todo e só se soltou no finzinho, quando a coisa parecia literalmente perdida. O espanhol tem tudo agora para faturar o nono Grand Slam e o primeiro no US Open, o que completaria seu quadro absolutamente versátil de grandes conquistas e o tornaria um dos jogadores mais vencedores da história, já que também é o atual campeão olímpico e tem três Copa Davis no currículo.
Djokovic, depois do que mostrou contra Federer, tem tudo para dificultar ao máximo a vida do espanhol. Aliás, ele lidera o confronto em piso rápido (7-3) e ganhou as três últimas. Claro que não será, nem de longe, o favorito. Mas isso serve claramente para mostrar que Nole tem armas, fôlego e coração para impedir a realização do sonho de Nadal.
Por fim, vale citar aqui um comentário no material distribuído à imprensa pelos organizadores, que diz textualmente: "Ao contrário da crença popular, o vencedor da segunda semifinal de sábado não tem desvantagem na decisão do domingo. Desde 1990, quem ganhou o segundo jogo, levou o título em 11 de 20 decisões. E isso aconteceu até mesmo quando a segunda semi masculina acontecia após a final feminina (1990 a 1995 e em 1998)", conclui o comunicado.
Último desafio - Bom, então vamos ao desafio final deste US Open, lembrando que ainda está de pé o Desafio Asics lá no começo das duas semanas. Agora, vale uma camiseta exclusiva TenisBrasil/Fila para os três primeiros colocados: diga quem vai ganhar amanhã e o placar exato (em sets e games). Para eventual desempate, aponte quantos aces serão marcados no total. Se possível siga o exemplo abaixo:
Final - Nadal vence Djokovic, 3 a 2, parciais de 6/3, 5/7, 4/6, 6/3 e 6/3. Total: 20 aces.
Ah, coloque sempre nome e sobrenome, cidade e um email válido (este dado não é publicado).
Boa sorte! E que vejamos uma magnífica final.
O agressivo Nadal e o guerreiro Djokovic lutam contra tabu
às
00h21 - por
José Nilton Dalcim
O 'Super-Saturday' é uma das criações do marketing americano que historicamente tem sido contestada pelos aspirantes ao título do US Open. Depois de um dia de descanso na sexta-feira, os homens fazem a semifinal em melhor de cinco sets e obrigatoriamente têm de estar prontos para decidir o troféu às 17 horas do domingo. É o único Grand Slam que exige que a chave masculina jogue dois dias seguidos, o que soa como aberração se algum deles fizer um jogo duro na semifinal, o que é bem óbvio.
Mas assim tem sido ao longo de toda a Era Profissional e o sábado desta vez será especialmente desafiador para Rafael Nadal e Novak Djokovic, que estarão diante de tabus particulares no piso sintético de Flushing Meadows. O espanhol jamais passou da semi, eliminado por Andy Murray em 2008 e por Juan Martin del Potro no ano passado; o sérvio, pior ainda, perdeu o título de 2007 e a semi das temporadas seguintes justamente para o mesmo adversário, Roger Federer.
Com um estilo decidamente agressivo neste Open, o que se prova com a incrível marca de 76 games de serviço executados e apenas um perdido, Nadal é obviamente favorito diante do russo Mikhail Youzhny. Dos 14 break-points que encarou, salvou 13. Aliás, ele concorre seriamente para quebrar um recorde que pertence a Andy Roddick, até hoje o campeão em Nova York que perdeu menor número de games de serviço, com cinco, em 2003.
Djokovic, ao contrário, tem um recorde negativo contra Federer, tendo perdido 10 dos 15 duelos. Mas o sérvio venceu quatro vezes na quadra dura, o que é muito significativo diante do espetacular tênis do suíço. Observe-se que Nole ganhou três dos cinco duelos contra o arqui-rival no ano passado e vendeu caríssimo a semi de Toronto há quatro semanas, numa das melhores partidas da temporada.
Youzhny pode surpreender Nadal? Sim, mas precisará de um excelente aproveitamento de primeiro saque e de um esforço ofensivo constante. Vale lembrar que o russo bate o backhand com uma só mão e que isso certamente será muito explorado pelo jogo taticamente sempre correto do espanhol. Djokovic pode barrar Federer? Claro, no entanto terá de ser muito firme na devolução de saque e procurar se impor desde o primeiro set.
Alguém com pouco dinheiro a apostar arriscaria suas fichas que Nadal e Federer irão decidir o US Open em mais uma final potencialmente histórica. Sou um deles.
Feminino - E qual é a melhor aposta para a final feminina? Serão dois jogos bem opostos. No primeiro, Caroline Wozniacki e Vera Zvonareva, sem a potência para winners, deverão fazer infindáveis trocas de bola num teste de regularidade, físico e de nervos. Justamente por isso, a dinamarquesa leva vantagem, embora não seja tão grande assim.
Kim Clijsters e Venus Williams, ao contrário, tendem a fazer um duelo de força, correndo maiores riscos a partir já do primeiro saque. A belga teve seus altos e baixos no torneio, mas é mentalmente muito forte e deve chegar a sua terceira final seguida, ainda mais se o jogo for para o terceiro set.
Quem poderá deter Nadal e Federer?
às
11h34 - por
José Nilton Dalcim
A menos que o suíço Roger Federer evite, o US Open terá um novo campeão em sua história. Dos oito quadrifinalistas, ele é o único que já venceu em Flushing Meadows. Na lista de candidatos, Novak Djokovic fez uma final e duas semis; Rafael Nadal foi à penúltima rodada nos dois últimos anos e Mikhail Youzhny fez uma semi em 2006.
Claro que não pode se destacar a experiência de Fernando Verdasco, que já esteve na semi na Austrália no ano passado; de Gael Monfils, que ficou entre os quatro de Paris há dois anos; e principalmente de Robin Soderling, o atual vice de Roland Garros. Mas será que algum deles pode impedir que aconteça o duelo Nadal x Federer no domingo?
Isso parece cada vez menos provável. Principalmente porque, na excelente forma que estão, é muito provável que alguém tenha de vencer os dois na sequência. Soderling, por exemplo, teria de repetir a vitória sobre Federer deste ano em Paris (mas foi no saibro), passar por Djokovic no sábado e ainda bater Nadal, de quem levou uma surra na decisão de Roland Garros e desabou em Wimbledon.
Parece então que só cabe mesmo a Djokovic tamanha façanha. Isso não seria inédito para ele, embora tenha acontecido apenas em 2007, no Canadá. Nole superou Federer no ano passado no piso sintético da Basileia e ganhou os três últimos duelos contra o espanhol, todos na quadra dura em 2009. Aliás, as sete vitórias sobre Nadal e quatro das cinco diante do suíço aconteceram no sintético, o que não deixa de ser um bom presságio.
O grande jogo - Sorte de quem assistiu ao duelo entre Fernando Verdasco e David Ferrer. Foi a melhor coisa do US Open até agora: jogo equilibrado, cheio de alternativas táticas, muita correria, emoção até o último ponto. E com direito a terminar com um lance sensacional de Verdasco, que parecia completamente entregue no tiebreak decisivo.
O ranking - Completadas as quartas de final do US Open, vamos dar uma olhada na situação do ranking masculino de momento. Nadal está exatamente 4 mil pontos à frente de Federer, que por sua vez se mantém a 70 pontos de distância de Djokovic. Dessa forma, os dois podem novamente duelar pela vice-liderança se forem à semifinal de sábado.
Soderling, por sua vez, joga nesta quarta-feira pelo quarto lugar. Verdasco continuará como oitavo, mesmo que vença Nadal. Youzhny já garantiu o 11º posto, a menos que Monfils (agora 15º) chegue à final, e ainda pode atingir o nono em caso de nova vitória. Ferrer tem tudo para voltar ao top 10 e assim a Espanha deve sair do US Open com três nomes no grupo de elite.
Bom salto também dará Wawrinka, que já se garantiu no 20º posto e será o 16º se superar o russo. O argentino Juan Martin del Potro, ao não defender o título, cai para o 34º lugar e com tudo isso Thomaz Bellucci ainda subirá um posto e aparecerá no 27º na próxima segunda-feira. Ricardo Mello está em 74º e tem apenas a ameaça de dois adversários que disputam challengers na semana.
As meninas - Kim Clijsters x Venus Williams. Mesmo sem estarem no melhor de sua qualidade técnica, pode ser o grande momento do torneio feminino, a exemplo da tumultuada semi do ano passado entre belga e Serena. Será que daí sai a campeã? Estou achando que desta vez vai dar Caroline Wozniacki.
Anúncio - A Confederação Brasileira anuncia nesta quinta-feira a volta da promotora Koch Tavares como sua agência oficial para marketing e eventos. A parceria tentou se firmar no início da década, mas não foi longe. Tomara que agora dê certo.
Resultados óbvios, jogos frustrantes
às
00h37 - por
José Nilton Dalcim
A primeira parte das oitavas de final masculinas do US Open foram absolutamente o esperado, com vitória de todos os principais cabeças de chave. Mas, ao contrário do que se imaginava, os duelos foram um tanto decepcionantes.
Aquele que prometia ser o grande jogo do dia praticamente só viu um homem em quadra: o cada vez mais embalado Novak Djokovic, que não deu o menor espaço ao norte-americano Mardy Fish. A tal ponto que a torcida nem conseguiu entrar no clima.
Seu adversário agora será Gael Monfils, que foi muito superior ao compatriota Richard Gasquet. A surpresa foi ver novamente Gasquet perder a condição física muito cedo, ainda no terceiro set, o que o impediu de aproveitar o 5/2 que abriu. Nole e Monfils farão, na teoria, uma partida muito interessante, em que ambos são excelentes no contra-ataque e exímios defensores.
Roger Federer também não fez por menos e repetiu a exibição que fez em Wimbledon sobre Jurgen Melzer, o terceiro canhoto que enfrentou em quatro partidas. Novamente, não houve uma intensa disputa, exceção feita ao bem disputado segundo set, e o suíço continua poupando energia para as rodadas decisivas.
Como parecia lógico, o sueco Robin Soderling será seu adversário. Foi o único dos vencedores a batalhar por quatro sets, já que precisou virar a partida contra o espanhol Albert Montañes. Construiu lentamente sua superioridade no piso sintético e poderá ser um oponente de peso para o cabeça 2 caso consiga aprofundar as devoluções e manter um nível alto de primeiros serviços.
A conclusão das oitavas femininas não foram menos decepcionantes. Carolina Wozniacki engoliu Maria Sharapova, num jogo excessivamente disputado no fundo de quadra e com mínima variação tática, enquanto Vera Zvonareva arrasou. Ao menos, o dia se agitou com duas surpresas, as quedas de Svetlana Kuznetsova e Yanine Wickmayer, o que apenas deixa dinamarquesa e russa ainda mais favoritas para se cruzarem na semifinal.
A terça-feira - E qual os prognósticos da terça? Vamos a eles:
Nadal x López - López deve dificultar por dois sets, mas cai por 3 a 0.
Verdasco x Ferrer - Jogo interessante e sem favoritos. Arriscaria em Ferrer, por 3 a 1.
Wawrinka x Querrey - Outro jogo que promete. Suíço deve levar no quarto set.
Youzhny x Robredo - Piso sintético deverá favorecer russo: 3 a 1.
Venus x Schiavone - A americana depende de si só. Se jogar bem, vence por 2 a 0.
Clijsters x Stosur - Em fase instável, australiana não deve dar trabalho.
Com ajuda de todos, Nadal fica mais perto da decisão
às
21h07 - por
José Nilton Dalcim
Foi um domingo excepcionalmente bom para o espanhol Rafael Nadal. Na quadra, dominou de maneira ampla e absoluta o francês Gilles Simon, como era de se esperar. E ainda foi ajudado pela somatória dos demais resultados na parte superior da chave masculina.
Para começar, seus próximos dois jogos serão contra fregueses da casa: primeiro Feliciano López, depois quem passar de Fernando Verdasco e David Ferrer. Embora o habilidoso López tenha derrotado o número 1 do mundo em Queen´s deste ano, é claro que aquele foi um resultado excepcional e nem de longe serve de parâmetro para um Grand Slam.
Mas a melhor notícia do dia veio mesmo mais tarde, quando o escocês Andy Murray desabou diante do tênis variado do suíço Stanislas Wawrinka. Aquele jogador tão audacioso e preciso de Toronto sumiu neste domingo, vitimado por um primeiro saque deficiente e pelo excelente ritmo imposto pelo adversário. Foi o primeiro grande resultado de Wawrinka ao lado do sueco Peter Lundgren, mas é preciso ainda de cautela para saber se o suíço vai mesmo dar um passo adiante.
Um voto de louvor precisa ser dado a Verdasco, que teve uma atuação muito firme diante do argentino David Nalbandian, outro que chegou ao US Open como possível bicho-papão. A armada espanhol se reforçou com Tommy Robredo, favorecido pela falta de pernas de Michael Llodra. Como Albert Montañes já estava lá, então serão seis espnahóis nas oitavas, uma campanha que mais parece coisa de Roland Garros do que de Flushing Meadows.
Já o feminino andou conforme o imaginado, mas foi notável a forma com que Kim Clijsters se impôs diante de Ana Ivanovic. Tudo indica que a semifinal será mesmo contra Venus Williams, que não está empolgante, porém muito concentrada na tarefa.
Aliás, falando do sábado, os treinadores brasileiros bem que poderiam gravar o tiebreak do terceiro set entre Yanine Wickmayer e Patty Schnyder para mostrar a seus pupilos. Foi uma aula perfeita de como jamais se deve jogar um tiebreak.
Palpitando - Com a abertura das oitavas masculinas, é hora de dar palpite nos resultados:
Federer x Melzer - O austríaco pode ganhar no máximo um set, mas arrisco 3 a 0 para o suíço.
Soderling x Montañes - O sueco deverá encontrar resistência nos primeiros sets e leva por 3 a 1.
Djokovic x Fish - Jogo bem interessante, o melhor da rodada. O sérvio se sobressairá no físico: 3 a 2.
Gasquet x Monfils - Difícil prognóstico. Apesar de estar menos cansado, Gasquet perde no quinto set.
Chave masculina começa a empolgar. Meninas têm grandes duelos.
às
11h47 - por
José Nilton Dalcim
O US Open começa a pegar fogo em Flushing Meadows. Pouco a pouco, a chave masculina apresenta duelos mais interessantes - ainda que haja muito estranho no ninho nesta terceira rodada - e o feminino define suas primeiras partidas de oitavas com ótima perspectiva.
A parte superior da chave tem um Rafael Nadal ainda muito tranquilo, embora não tenha feito uma grande exibição na sexta-feira. Depois de um primeiro set de encher os olhos, incluindo um saque devastador, ele foi caindo de produção, salvou-se por milagre de perder o segundo set e não foi brilhante no terceiro.
Ainda assim, não dá para imaginar dificuldades contra Gilles Simon no domingo, muito menos contra quem sair entre Feliciano Lopez e Sergiy Stakhovsky. No seu quarto, estão ainda quem ganhar entre David Ferrer e Daniel Gimeno e especialmente o sobrevivente de Fernando Verdasco e David Nalbandian, o grande jogo da terceira rodada.
Com duas partidas muito fáceis até agora, Andy Murray continua favorito diante de Stanislas Wawrinka, mas pode ter trabalho se Sam Querrey passar por Nicolas Almagro. Mikhail Youzhny x John Isner e Tommy Robredo x Michael Llodra completam esse quarto da chave e eu apostaria aqui em Isner.
O sábado já verá um interessante duelo entre Novak Djokovic e James Blake, onde o sérvio teria tudo para ganhar com certa facilidade não fosse o fato de jogar à noite (bola mais rápida) e contra a torcida. Se passar, pega Mardy Fish, superfavorito diante de Arnaud Clement. Os outros dois jogos são estranhos: Richard Gasquet x Kevin Anderson e Gael Monfils x Janko Tipsarevic. Caso mantenha o nível de tênis que mostrou contra Roddick, não me surpreenderia se Tipsarevic chegasse nas quartas.
Por fim, Roger Federer continua com sorte. Pegará o conhecido Paul-Henri Mathieu neste sábado e aguarda Jurgen Melzer ou Juan Carlos Ferrero. Os outros jogos têm Robin Soderling x Thiemo de Bakker e Albert Montañes x Kei Nishikori, o que só reforça a ideia de que o suíço tem tudo para estar na semifinal.
No feminino, metade das oitavas já estão definidas e prometem jogos imperdíveis: Kim Clijsters x Ana Ivanovic, Elena Dementieva x Samantha Stosur, Venus Williams x Shahar Peer e Francesca Schiavone x Anastasia Pavlyuchenkova. Desse grupo todo, sai uma finalista e, embora a belga continue a maior candidata, tem muita gente boa.
Na luta - Segunda-feira começa o ITF de US$ 10 mil em Buenos Aires sem uma única brasileira inscrita na chave principal. A única que vai tentar a vida por lá é a alagoana Teliana Pereira, que terá de furar o quali neste fim de semana. Aos 22 anos e ex-top 200, ela continua na luta para recuperar o físico e o tênis. Já operou o joelho duas vezes no ano passado. Boa sorte a ela!
O adeus brasileiro no US Open deixa dúvidas para a Índia
às
00h55 - por
José Nilton Dalcim
Todo mundo que acompanha este Blog sabe que eu raramente passo pensamentos pessimistas, mas a forma com que Thomaz Bellucci deixou escapar a vaga na terceira rodada do US Open, somada a seus recentes resultados negativos, me geram dúvidas sobre as chances de o Brasil conseguir arrancar uma vitória sobre a Índia na repescagem da Copa Davis, dentro de duas semanas.
Porque está faltando para Bellucci justamente aquele ingrediente tão importante no tênis: confiança. Ele fez uma partida parelha em todos os sentidos contra o irregular sul-africano Kevin Anderson, cuja maior qualidade é o saque vindo de 2,03m de altura. Tudo bem, isso é uma arma e tanto no piso rápido de Nova York, mas o brasileiro tem claramente mais qualidade técnica que o adversário e a derrota veio justamente no finzinho, quando o que mais pesa é a cabeça.
Competente como é, caberá ao capitão João Zwetsch, também técnico pessoal do paulista, fazer uma lavagem cerebral para os jogos também em cinco sets e clima hostil de Chennai, ainda mais porque todos sabemos que somente duas vitórias de Bellucci em simples poderão nos dar chances reais de vitória. E aí contaremos com Ricardo Mello para o terceiro ponto, quiçá no quinto jogo de domingo. Nada contra os mineiros da dupla, mas eles não estão em boa fase e pegam adversários duríssimos.
Mello, diga-se de passagem, não teve maiores chances diante da experiência de Juan Carlos Ferrero, rei do saibro que foi à final do US Open de 2003. Mesmo voltando de longa parada por contusão, o espanhol foi muito superior e o próprio campineiro reconheceu isso.
No restante da rodada, vimos outro passeio de Roger Federer e mais dois grandes nomes se despedindo. Se a vitória do talentoso Richard Gasquet sobre Nikolay Davydenko só surpreende pela rapidez do placar, a queda de Marin Cilic para o limitado Kei Nishikori foi assombrosa e enterra de vez a temporada em que se esperava tanto do croata. Vai ser duro ver o japonês contra Albert Montañes numa terceira rodada de Grand Slam.
Ótima impressão deixou Novak Djokovic, totalmente recuperado da desgastante estreia e muito firme diante de Philipp Petzschner. Ele agora terá a curiosa e ingrata missão de encarar provavelmente dois homens da casa: primeiro James Blake, depois Mardy Fish (que é obviamente favorito diante do velho Arnaud Clement). O sérvio vai ter realmente uma provação.
Na chave feminina, cabeças também rolam a rodo, mas o torneio ainda não começou para valer. Certamente, as oitavas prometem mais, principalmente se tivermos mesmo o duelo de musas entre Caroline Wozniacki e Maria Sharapova. Existe algo melhor para o horário nobre de segunda-feira?
O que acontece com os favoritos?
às
14h23 - por
José Nilton Dalcim
O festival de resultados surpreendentes não para em Flushing Meadows. Além dos jogos longos e arriscados que viveram gente importante como Novak Djokovic e David Nalbandian, estrelas do porte de Andy Roddick e candidatos como Tomas Berdych também não vingaram. E sequer entramos para valer na segunda rodada.
O que está acontecendo com os favoritos? Em alguns casos, o forte calor da semana está se mostrando um adversário maior do que o tenista do outro lado da quadra. "Não pude me adaptar ao calor, não podia me mexer na quadra", diagnosticou o experiente Ivan Ljubicic, que foi batido com certa facilidade pelo garoto Ray Harrison.
Aliás, Harrison se tornou o primeiro adolescente americano a vencer um top 20 do ranking desde que Roddick superou o espanhol Alex Corretja em 2001. Por ironia do destino, o mesmo Roddick caiu inesperadamente diante de um inspiradíssimo Janko Tipsarevic na rodada noturna.
"Ele optou por um jogo de risco e executou isso com perfeição por quatro sets", foi a simplória porém corretíssima avaliação do cabeça 9, que ficou frustrado com a arbitragem - outra ironia, já que tanto se fala do favorecimento dos juízes de linha para os tenistas da casa -, mas não forjou desculpas: "Não há o que falar sobre a mononucleose, isso ficou para trás. Ele mereceu ganhar".
Não menos incrível foi a queda do tcheco Tomas Berdych, que vinha de dois resultados memoráveis em Grand Slam. "Não tive chance de jogar meu tênis, nem sei dizer se fui bem ou mal na partida, porque simplesmente não entrei em ritmo", explicou ele, desorientado pelo magnífico estilo saque-voleio do francês Michael Llodra.
Por essas e por outras, é que o escocês Andy Murray quase passou despercebido em sua tranquila estreia. Apesar do sol a pino, precisou de apenas 25 games contra o eslovaco Luckas Lacko e, nesse curto espaço, disparou 37 winners. Sem dúvida, animador.
Mais tarde, eu volto com o jogo dos brasileiros desta quinta-feira.
A incrível festa francesa e o bom teste de Nadal
às
11h05 - por
José Nilton Dalcim
O tênis francês continua em jejum de títulos de Grand Slam, jamais teve um número 1 do mundo e atualmente sequer tem representantes no top 10. Mas foi certamente a grande sensação destes dois primeiros dias no US Open.
Nada menos que quatro vitórias expressivas vieram da terra de Napoleão. Certamente, a maior delas coube ao veterano Arnaud Clement, que conseguiu sobreviver a um calor tórrido e tirou Marcos Baghdatis, de quem se esperava uma ótima campanha. Também foi admirável a vitória de Paul-Henri Mathieu, outro que parece estar em fim de carreira, ao destronar Lleyton Hewitt.
Os resultados de Jeremy Chardy e de Julien Benneteau nem podem ser apontados como grande surpresa, embora sejam igualmente relevantes. Sempre bom tenista no piso duro, com ótimas golpes da base, Chardy tirou o instável Ernests Gulbis e se candidata a boa campanha. Benneteau já conhecemos de longa data mas, em que pese o grande tênis, sofre demais com o físico. Passou mal na partida em que tirou Radek Stepanek e isso é péssimo sinal num Grand Slam.
Outros cinco venceram partidas bem mais normais e, dentre eles, existem dois que podem avançar: Gael Monfils e Richard Gasquet. Somam-se ainda Floret Serra, o promissor Guillaume Rufin e os pouco conhecidos Adrian Mannarino e Benoit Paire. E ainda não acabou: Gilles Simon deve estrear nesta quarta com vitória e Michael Llodra terá uma dura missão contra Tomas Berdych.
Com tudo isso, a França por enquanto supera a Espanha em número de vitórias na primeira rodada. O time de Rafael Nadal colocou sete nomes e tem mais para a quarta-feira, com destaque para Nicolas Almagro.
E por falar em Espanha, interessante a estreia de Rafael Nadal. Ele foi exigido o tempo todo pelo jogo incrivelmente pesado de Teymuraz Gabashvili, mas raramente esteve em apuros. Embora encontrasse dificuldades com nos games de serviço do adversário, o número 1 também abriu mínimas brechas com seu saque. Assim, foi um jogo perfeito: vitória, bom ritmo, sem desgaste excessivo e ótimo para ganhar confiança.
Para animar ainda mais Rafa e Federer, pelo menos quatro grandes nomes sofreram demais e foram ao quinto set: Djokovic, Verdasco, Nalbandian e Fish. O sérvio nem reclamou na entrevista oficial, mas parece mesmo perseguição com ele: foi logo para o horário mais quente do dia, aliás bem próximo do que pode sofrer Murray nesta quarta-feira. Com tanta flexibilidade na programação, os organizadores poderiam cuidar um pouco melhor das estrelas do torneio, não?
Doações - Em maio, o projeto Tênis na Lagoa - que ensina tênis a mais de 80 crianças de comunidades carentes da Zona Sul do Rio, como Vidigal, Cruzada São Sebastião e Rocinha - completou seis anos. As aulas acontecem na Avenida Borges de Medeiros, em frente ao Clube Monte Líbano. A Pró-Tênis Barra continua pedindo doações para ajudar os alunos do Tênis na Lagoa: raquetes, bolas, roupas e calçados são bem-vindos. Quem puder ajudar, pode ligar para (21) 2431-4729 ou acessar www.protenisbarra.com.br.