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Amarga derrota
às 22h46 - por José Nilton Dalcim

Não é correto analisar tecnica ou taticamente uma partida que não se viu. Não serei portanto leviano. Mas a derrota de Thomaz Bellucci nesta sexta-feira diante do norte-americano Alex Bogomolov, um adversário cinco anos mais velho e quase o dobro do ranking, é uma ducha de água fria neste início de campanha do brasileiro nas quadras sintéticas norte-americanas.

Bellucci vinha embalado por uma rapidíssima - embora atípica, não escondamos - vitória sobre o colombiano Alejandro Falla. E no primeiro set desta sexta-feira, parecia ter engatado mesmo a quinta marcha e a perfeita adaptação às quadras duras de Los Angeles. Em 15 minutos, tinha 4/1. Em 21, fechou o set. Aí teve duas chances de quebrar e sair também na frente da segunda série. Não fez. Porém, apesar de levar uma quebra e sair de 1/3, virou para 4/3 com saque, mais game-point, minutos depois de o adversário ser atendido pelo médico.

E aí o jogo acabou para Bellucci. Perdeu nove dos últimos 10 games, manteve apenas um serviço nesse período todo. A situação virou a tal ponto de ele ceder a segunda quebra, no sexto game, ao deixar a bola cair do bolso do calção pela segunda vez na partida (na primeira, existe advertência), segundo relata o microblog de um jornalista americano.

Além do efeito que isso pode causar na sua confiança logo na abertura da temporada norte-americana, também coloca uma indisfarçável pressão. Bellucci aparecerá no 35º posto na segunda-feira e terá de ganhar rodadas em Washington, Montréal e Cincinnati para buscar a importante condição de cabeça de chave no US Open. Detalhe: com 45 pontos de 18º melhor resultado, apenas somará pontos com duas vitórias seguidas nesses torneios maiores.

Felizmente, há ainda tempo para a recuperação. Em Washington, pegará na estreia o ainda inseguro Fernando González ou o veterano Tommy Haas, dois tenistas que voltam de contusão, embora sejam muito bons sobre o piso sintético. Se vencer, enfrentará o habilidoso, porém instável Marcos Baghdatis. Dá para vencer? Claro. Mas é preciso apagar Los Angeles rapidamente da memória.


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Sete pontos altos da temporada de quadra dura
às 10h50 - por José Nilton Dalcim

Os melhores do mundo ainda não estão em quadra. Os quatro líderes do ranking só voltam ao circuito em Montréal, daqui há 11 dias, e a briga da próxima semana, em Washington, estará limitada aos norte-americanos. O feminino, ao contrário, anda bem mais quente.

É possível então listar os sete momentos que podem ser considerados como "pontos altos" da temporada de verão norte-americana, alguns com implicâncias históricas. Vamos a eles.

1. Duelo pela liderança
Novak Djokovic e Rafael Nadal travarão mais um duelo intenso pelo número 1, que pode trocar de mãos em Cincinnati ou no US Open. Os dois já fizeram cinco grandes finais em 2011. Não seria exagero imaginar mais três.

2. Contra a decadência
Roger Federer tem uma missão especial no US Open: evitar que, pela primeira vez desde 2002, ele termine uma temporada sem ao menos um troféu de Grand Slam. Para isso, é importante ganhar ritmo, confiança e principalmente respeito nos Masters.

3. Eterno sonhador
Finalista em Nova York há três anos, Andy Murray tem um jogo perfeito para esta fase da temporada. Vale lembrar que todos seus seis grandes títulos foram em Masters sobre piso sintético, quatro deles na América do Norte. Mas tudo indica que terá de ganhar seguidamente de Nadal e Djokovic para alcançar o sonhado Grand Slam. Possível?

4. Tênis americano
Caberá a Mardy Fish e Andy Roddick a difícil tarefa de manter o tênis norte-americano no top 10. Número 9 do ranking, Fish defende o vice em Cincy. Derrubado para o 12º, Roddick tem apenas uma semi a repetir no mesmo Masters. O problema maior dos dois é ver concorrentes em boa fase: Simon, Gasquet, Youzhny, Tsonga e Del Potro podem complicar ainda mais a missão.

5. A volta para casa
O retorno de Juan Martin del Potro ao US Open, após dois anos, será especial. Principalmente se ele mantiver a ascensão, aproveitar bem o piso duro que tanto gosta e entrar em plena condição de brigar pelo bi e pelo top 10.

6. Será que dá?
Elevado à condição de maior revelação da temporada, o canadense Milos Raonic seria candidato certo a novas surpresas tanto nos Masters como no US Open. Mas operou o quadril e talvez perca toda a série que poderia consagrá-lo de vez. A expectativa é que ao menos ele consiga jogar em Flushing Meadows.

7. Definindo o futuro
O tênis feminino poderá responder várias perguntas ao mesmo tempo sobre seu futuro. Wozniacki chega com chance de vencer seu Slam?
Clijsters vai encarar 2012? Sharapova e Kvitova entrarãode vez na briga pela ponta do ranking? E o que pode acontecer às Williams em caso de derrotas prematuras?


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Novas caras em Los Angeles
às 10h28 - por José Nilton Dalcim

Enquanto os tops descansam, o circuito abre portas para novas possibilidades. A semana em Los Angeles parece especialmente interessante para alguns que tentam dar um salto à frente na carreira.

O búlgaro Grigor Dimitrov, por exemplo, tem uma boa chance de mostrar que não é apenas um ótimo tenista de challengers. Ele montou basicamente seu ranking através do calendário de segunda linha do circuito, com quatro títulos e uma final nos últimos 12 meses. Nesta terça-feira, somou sua nona vitória em 24 jogos de nível ATP ou superior.

Aos 20 anos, recém completados, precisa de uma boa campanha em Los Angeles para entrar na faixa dos 50 primeiros. Fato curioso é que Dimitrov talvez seja o primeiro dos novos talentos da geração que cresceu vendo o sucesso de Roger Federer e, assim, admite ser fã incondicional do suíço. Não por acaso, tem no backhand de uma mão na paralela o golpe que considera mais importante.

Outro garoto que chama a atenção, principalmente da mídia norte-americana, é Ryan Harrison. Aos 19 anos, ele fez ótima campanha em Atlanta e quebrou a barreira do top 100, indo ao 94º posto. Já começou com vitória também em Los Angeles, superando outra boa aposta, o lituano Richard Berankis, que voltou há poucas semanas de contusão.

O fato a ser destacado no caso de Harrison é que ele pode ser uma esperança bem mais concreta do tênis norte-americano do que têm sido tantos outros. E o motivo é simples: alto e esguio, ele possui bom saque, porém a base do seu jogo é a consistência no fundo de quadra. Ou seja, está bem mais no padrão exigido pelo circuito atual.

Los Angeles também trouxe um novo nome: Daniel Kosakowski, outro de 19 anos. Ele furou o quali e já avançou uma rodada, na sua primeira vitória em nível ATP. Kosakowski acabou de completar seu primeiro ano pela Universidade de Los Angeles (UCLA) e já anunciou que vai interromper os estudos e se dedicar ao circuito profissional. Aliás, outro universitário local, Steve Johnson, mostrou qualidades na derrota para Gilles Muller. "Posso encarar esse nível", afirmou Johnson. Mas vai continuar os estudos e deixar o tênis para depois.

Por fim, o 'veterano' Ernests Gulbis enfim ganhou uma partida decente. Eliminou o experiente Xavier Malisse, num jogo apertadíssimo, e se diz motivado a retomar a ascensão interrompida. Em fevereiro deste ano, ele era o 21º do mundo e grande aposta para top 10 na temporada. Cheio de problemas motivacionais, despencou para 84º e virou um jogador quase comum. Quem sabe, o clima de Los Angeles mude seu rumo na hora certa.


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O quanto se pode apostar na nova geração
às 12h04 - por José Nilton Dalcim

Muito antes de Guga Kuerten tem explodido no cenário internacional, o tênis brasileiro sempre olhou para a chamada 'nova geração' à procura de um jogador espetacular. A maciça maioria das promessas não vingaram, por fatores múltiplos. Alguns simplesmente se cansaram da rotina, outros não conseguiram encarar a dureza do circuito. Há aqueles que foram atrapalhados pela família ou pelo treinamento mal direcionado. E outros que não repetiram no profissional a qualidade imaginada no juvenil.

Soube-se o tempo todo que a maior dificuldade para o brasileiro é a transição do circuito juvenil para o profissional, algo que tem muito mais a ver com atitude do que com golpes. O caminho ficou menos árduo com a chegada dos futures, os pequenos torneios de US$ 10 ou 15 mil, que permitiram troca de experiência e ritmo de competição sem grandes gastos. O tênis brasileiro então colocou dezenas de nomes no ranking, como nunca se viu antes. A pergunta no entanto continua a mesma: dá para apostar na nova geração?

É preciso definir antes de tudo o que é 'nova geração' ou ao menos limitar esse conceito. Vamos considerar a idade de 23 anos, o que seria até um exagero em termos internacionais - são cinco temporadas depois da fase juvenil -, mas parece algo bem realista para nossos padrões. O que temos então?

Os mais 'velhos' são João Souza, o Feijão, e Daniel Silva. O primeiro já pode se considerar experiente. Chegou a estar no 101º lugar e nesta semana tenta novamente furar o top 100. É sem dúvida o de maior potencial, em todos os sentidos, mas ainda não conseguiu consistência em nível challenger e tem poucos ATPs disputados. O passo adiante só parece possível se ele se arriscar definitivamente no circuito de primeiro escalão, como acaba de fazer em Gstaad. Danielzinho, com os mesmos 23 anos, é um canhoto raçudo. Perdeu muito tempo com uma grave contusão, tenta reagir (foi 231º, está agora em 317º), porém seu calendário ainda está mais para futures do que challengers.

O outro patamar reúne Rafael Camilo e Fernando Romboli, que estão na faixa dos 21 e 22 anos, respectivamente. O paulista beliscou o 287º posto no começo da temporada e hoje está 20 posições atrás. O carioca, radicado em Santos, marca nesta segunda-feira sua mais alta classificação, com o 236º posto, e parece ser o que mais está disposto a dar uma arrancada significativa, já que vem tentando qualis de todos os tipos e buscando pontos fora do país.

O terceiro grupo é uma mescla interessante, que tem dois garotos de 18 anos já entre os 400 do ranking: Tiago Fernandes e Guilherme Clezar. O juvenil alagoano - que atinge nesta segunda seu recorde pessoal de 373º - já fez um pouco de tudo, em todos os pisos. Busca ganhar experiência, ainda que corra o inevitável risco de perder a confiança por conta de derrotas consecutivas. Talvez esteja dando o famoso 'passo maior que a perna', mas leva uma vantagem considerável: tem ótima cabeça. Clezar está ali pertinho, com o 388º, e quem sabe consiga enfim deixar os futures para trás e embalar na série de challengers prevista para a América do Sul.

Próximos aos dois, aparecem três tenistas de perfis distintos. Zé Pereira, 20 anos, sofreu com problemas físicos e particulares, perdeu tempo. Só agora se reaproxima do 444º posto que já ocupou. Conseguiu lugar no grupo de Larri Passos e o progresso técnico acelerou. Fabiano de Paula e Thales Turini têm 22. O carioca, de origem humilde, cresce na temporada; o catarinense já atingiu o 456º. Difícil no entanto saber se irão conseguir em algum momento saltar ao nível challenger.

Com o habitual amadurecimento tardio dos tenistas brasileiros, não se pode descartar Danilo Ferraz, Tiago Slonik e Fabrício Neis, todos na casa dos 21 anos mas atrás do 500º lugar. Mais jovens, Bruno Semenzato e Eduardo Dischinger (de 19) e Gabriel Dias (20) ainda não furaram o top 700. Nossos três melhores juvenis da atualidade - Thiago Monteiro, João Sorgi e Bruno Sant´Anna - só têm um punhado de pontos como profissional. Para todos estes, o extenso calendário de futures ainda é uma necessidade.

E as meninas? Incógnita. Com 22 anos, a carioca Ana Clara Duarte e a paulista Roxane Vaisemberg, aniversariante do dia, sonham ainda com uma entrada na faixa das 200 primeiras. Curiosamente, parecem se dar melhor no piso sintético do que no saibro. A pernambucana Teliana Pereira, um ano mais velha, tenta recuperar o terreno perdido por conta da longa parada e acaba de fazer uma boa turnê pela Europa. O mais esperançoso é saber que as três são jogadoras talentosas. Aliás, duas juvenis também mostram qualidade: Carla Forte, de 17, e Nathaly Kurata, de 18, beiram o 500º posto graças aos pequenos eventos no Brasil e merecem ser observadas.

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O canhoto Marcelo Saliola (foto acima) entrou para a história do tênis mundial no dia 9 de maio de 1988, quando se tornou o mais jovem tenista a ganhar uma partida profissional, aos 14 anos e quatro meses, superando a marca do sueco Bjorn Borg. Em 1991, aos 17, derrotou nada menos que Emilio Sanchez, então 12º do mundo, em Brasília, e atingiu o 237º posto. Encerrou precocemente a carreira, ainda aos 20, envolto em contusão e desânimo.


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Números curiosos. Com destaque para Bellucci.
às 11h02 - por José Nilton Dalcim

Uma valiosa seção no site SteveG contabiliza alguns dados que a ATP não costuma mostrar. A primeira é a quantidade de vitórias-derrotas dos tenistas contra adversários top 10 ao longo desta temporada. A outra mostra a performance dos jogadores em relação a derrotas em estreia nos torneios de nível ATP ou superior. O interessante é que Thomaz Bellucci está bem cotado em ambas.

A lista de vitórias sobre top 10 é bem singular. A liderança pertence, com folga, ao sérvio Novak Djokovic, com 14 em 15 (única derrota para Roger Federer, em Paris). O espanhol Rafael Nadal vem a seguir, com 12 em 18 (cinco diante de Nole e uma para David Ferrer). E observem: entre os tenistas de ponta, apenas mais dois têm saldo positivo até aqui: o sueco Robin Soderling, com cinco triunfos em oito tentativas, e Bellucci, que ganhou três e perdeu duas. O canadense Milos Raonic está equilibrado, com três em seis.

Todos os demais têm saldo negativo e muita gente grande está na lista: Roger Federer (3-7), Andy Murray (1-5), David Ferrer (5-9), Tomas Berdych (1-5), Gael Monfils (1-2), Mardy Fish (2-3), Andy Roddick (0-2), Richard Gasquet (4-8), Stanislas Wawrinka (3-4) e Juan Martin del Potro (2-5).

Não menos interessante é a estatística sobre derrotas em primeira rodada dos torneios de nível ATP e superior. O pior índice, com 100%, é do tcheco Jan Hajek, com oito derrotas. Mas há percentuais incrivelmente ruins, como os de Andrey Golubev, que perdeu na estreia em 13 de 15 torneios até a semana passada, enquanto o espanhol Daniel Gimeno-Traver foi batido em 14 de 18. O nosso canhoto está numa posição confortável, figurando entre os 30 tenistas com mais de 10 ATPs disputados na temporada com melhor desempenho: Bellucci perdeu cinco estreias em 14 campeonatos disputados.

Na outra ponta, o grande destaque é Del Potro, não por acaso já um top 20 depois de começar a temporada abaixo do 400º posto. Ele até aqui não perdeu qualquer primeira rodada em 12. Logo atrás, vem Nadal (0-11), Federer (0-10) e Djokovic (0-9). Outros tenistas muito consistentes têm sido Berdych (1-15), Gasquet (1-13), Soderling (1-13) e Nicolas Almagro (2-15).

Saiba mais
Apesar de afastado desde Wimbledon, Raonic ainda lidera a tabela de aces em 2011, com 509, agora seguido de perto por Feliciano López, com sete a menos. Em termos de games de serviço vencidos, John Isner está com 90% após 28 jogos, igual índice de Ivo Karlov (em 26 partidas). Mas notável mesmo são Djokovic e Federer, com 89% após 49 e 47 partidas, respectivamente. Nole, aliás, lidera em serviços quebrados, com 39%.


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Masters feminino pode vir para o Brasil em 2014
às 09h44 - por José Nilton Dalcim

Desiludidos com o apertadíssimo calendário masculino - nem mesmo Guga Kuerten, com todo seu prestígio, consegue um buraco junto à ATP para promover um sonhado torneio por aqui -, os promotores brasileiros começam a voltar os olhos para o bem mais maleável circuito feminino, já que a WTA tem mostrado muito mais jogo de cintura para ajeitar as coisas de seu interesse.

A primeira e mais ousada tentativa é entrar na concorrência para trazer o Masters de fim de ano para cá, a partir de 2014. Depois de realizar o evento por três anos em Doha, onde acabou encontrando muitas cadeiras vazias, a Associação feminina acertou contrato por novos três anos com Istambul, na Turquia, que será outro mercado a se experimentar. Note-se, aliás, que os turcos passaram a ser grandes promotores e neste ano devem chegar a 25 futures masculinos.

Quem está em contato com a WTA é uma das maiores promotoras de eventos esportivos do país, embora não tenha ainda grande tradição no tênis. E certamente a principal e maior dor de cabeça é a falta de um local decente para o evento, que exige quadras cobertas para os jogos e treinos, além de arquibancada para pelo menos cinco mil pessoas. Mas se o governo banca estádio de futebol, por que não ajudar com uma arena multiuso?

Mais modesto, outro grupo de empresários quer trazer de volta um WTA para o Brasil já em 2012. Seria o torneio mais simples do calendário, de US$ 220 mil de premiação, à semelhança do que Bogotá promove há vários anos. Sempre existe chance de atrair algumas boas tenistas e, acreditam os promotores, até lá o tênis brasileiro já terá pelo menos uma jogadora no top 200. Por enquanto, o calendário nacional tem previstos 18 ITFs de US$ 10 mil e um de US$ 25 mil, porém outros três de US$ 25 mil devem acontecer em dezembro, o que mostra o interesse crescente dos patrocinadores pelas meninas.

A realização desses eventos de maior porte esbarram na arrogância da WTA. A Associação feminina costuma deixar os promotores malucos com suas exigências e exageros e foi o principal motivo para que o Brasil Open desistisse de realizar a chave feminina, como aconteceu em 2001 e 2002.

Saiba mais
Com premiação de US$ 600 mil e sobre piso sintético, Sauípe
promoveu dois WTA. No primeiro, a grande atração foi a
norte-americana Monica Seles, com toda sua simpatia, que
venceu Jelena Dokic na final. No outro, com a desistência de
Venus Williams em cima da hora, o título ficou para a
ascendente russa Anastasia Myskina.


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Temporada de quadras duras começa. Mas sem as estrelas.
às 10h47 - por José Nilton Dalcim

Se pegarmos na ponta do lápis, vamos achar sete dos atuais top 10 como verdadeiros especialistas de piso sintético: Djokovic, Federer, Murray, Soderling, Berdych, Fish e Roddick. E é claro jamais poderá deixar de ser incluído aí Rafael Nadal, nada menos que o atual campeão do US Open. Sem falar que David Ferrer acaba de destruir os americanos numa quadra bem rápida.

Então é justo dizer que a fase de superfícies duras do verão norte-americano tem tudo para ser a mais equilibrada e imprevisível parte do calendário masculino de 2011. Os números e a história falam por si. Sobre o sintético, Djokovic ganhou a Austrália e fez duas finais em Nova York; Nadal ganhou esses dois Slam; Federer é o segundo maior vencedor da Era profissional; Murray colecionou seus seis Masters; e Soderling, oito de seus nove ATPs. Nem é preciso mencionar os norte-americanos.

Infelizmente, no entanto, teremos de esperar até Montréal, dentro de três semanas, para sentir o quão próspera poderá ser essa batalha. Porque nenhum dos top 8 se inscreveu para Atlanta, Los Angeles ou mesmo o ATP 500 de Washington. Nesses três eventos, Fish deverá ser o cabeça 1. Em Atlanta, o segundo pré-classificado não é sequer 30º colocado; em LA, entra Del Potro; em Washington, Roddick e Melzer.

As grandes estrelas guardam energias para a sequência cansativa e importantíssima de Montréal, Cincinnati e US Open, que se realizam no curto espaço de cinco semanas. Federer é quem tem a missão mais difícil de repetir, já que foi vice no Canadá, ganhou Cincy e chegou na semi de Nova York. Os números o deixam fora da briga pela liderança e muito mais na luta pelo número 3.

Nadal e Djokovic tiveram campanhas idênticas nos dois Masters (quartas e semi, respectivamente) e decidiram o US Open, o que então deixa perspectiva de nova batalha pelo número 1 exatamente em Flushing Meadows. Murray, por sua vez, ganhou Toronto, foi quartas em Cincy e decepcionou no US Open. Pode tentar roubar o terceiro lugar de Federer, mas é pouco provável que consiga recuperar 2.400 pontos.

Com exceção a Atlanta, teremos Thomaz Bellucci em todo esse circuito nobre. Não é sua melhor quadra. No ano passado, passou uma rodada no US Open e outra em Cincinnati. A boa notícia é que defende poucos pontos: 190. Então, se der sorte nas primeiras rodadas e conseguir se adaptar adequadamente num piso em que saque e devolução são essenciais, poderá pelo menos voltar ao Brasil de novo no top 30. Mais do que isso, será um bom lucro.

Saiba mais
Atlanta era um dos dois únicos ATPs disputados nos EUA sobre o saibro e deu até um título a Roddick no piso mais lento. Parou de ser disputado em 2001 e retornou no ano passado sobre a quadra dura. Mas não é promovido em Stone Mountain, sede dos Jogos Olímpicos de 1996, mas no Racquet Club da cidade. Nesta edição, um dos pontos altos virá nesta segunda-feira quando Nick Bollettieri e sua equipe promovem o Kids Day, uma para crianças até 10 anos e outra para acima dos 11.


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