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A grama e seus segredos
às 18h48 - por José Nilton Dalcim

Ainda que Wimbledon tenha diminuído a velocidade de seu piso nos últimos anos, o fato é que a grama mantém segredos que não são fáceis de se assimilar. O deslocamento e o quique da bola proporcionam um outro tipo de exigência muscular, em que o tenista que prefere ficar no fundo de quadra é obrigado a jogar mais agachado e com abertura de braço o menos longa possível. De preferência, ir à rede atrás de um bom slice ou um golpe bem chapado, mas isso é para muito poucos no circuito atual.

Então vemos os preparativos para Wimbledon desta semana recheados de resultados surpreendentes. Queen's viu quedas sucessivas de gente experiente no piso, como Murray e Tsonga, e terá semifinais com apenas dois cabeças, ainda que a penúltima rodada tenha Querrey e Nalbandian, dois homens que sabem jogar ali e justamente os mais cotados à final de domingo.

Halle não ficou atrás. Nadal e Berdych, finalistas de Wimbledon em 2010, pararam nas quartas, permitindo que Kohlschreiber e Haas façam uma semi caseira. O único dos grandes que sobreviveu foi Federer e aí o histórico fala por si só. É o homem de melhor aproveitamento sobre a grama da Era Profissional, mas que ainda assim sobreviveu a novo duelo duríssimo contra Raonic e esteve bem perto de engrossar a lista de novidades da semana.

O mais engraçado disso tudo é que os preparatórios servem de pouco parâmetro para Wimbledon, justamente porque suas quadras são bem mais rápidas do que o All England de hoje. Também porque, em melhor de cinco sets, entram componentes diferenciados, como físico, mental e bagagem.

Então, ainda que Nadal tenha encerrado cedo sua estreia em Halle, ou que Murray decepcione em Londres, isso pouco vai alterar o quadro para o Slam da grama. E isso inclui Federer, independente de ele chegar ou não ao hexa no torneio alemão, ou o próprio Djokovic, que repete cruzada do ano passado e, à la Borg, sairá direto do saibro sem qualquer outro preparativo senão treinos exaustivos.

Vale de qualquer forma se deliciar com o que a grama ainda oferece de melhor: ver Dimitrov, Haas e Federer improvisar, com golpes de puro punho ou voleios clássicos. Wimbledon cometeu um sacrilégio ao tirar isso do templo máximo do tênis.


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Os mestres da devolução
às 19h10 - por José Nilton Dalcim

Assim como foi feito no post anterior sobre o serviço, destaco agora os dados liberados pela Associação masculina sobre as devoluções. Lembro novamente que, em seus tradicionais MatchFacts, a entidade fornece agora não apenas o andamento da temporada 2012, mas o total de toda a carreira dos jogadores que estiveram em ação desde 1990.

O nome do talentoso argentino Guillermo Coria é uma constante nas estatísticas desse campo (por isso, o vídeo ao lado, contra Nadal em Roma). Claro que sua carreira, bem mais curta, ajuda a manter um percentual alto, mas eu lembro 'El Mago' teve um péssimo desempenho em suas últimas temporadas e então uma coisa certamente compensa a outra.

Vamos aos dados e à análise deles.

Pontos com segundo saque
Esta é uma estatística que merece reflexão, porque na maioria dos casos significa a capacidade do tenista em trabalhar os pontos, já que está jogando com um serviço que teoricamente não incomoda tanto o adversário. Mas vejam que curioso: a liderança é de Nadal e Federer, ambos com 57%, com vantagem do suíço por ter feito muito mais jogos (1.034 contra 701). Mas a seguir aparecem Roddick (56%) e Isner (55%), que forçam muito o saque.

Devolução de primeiro saque
Exige antecipação e movimento curto do braço. Guillermo Coria tem 36%, à frente de uma longa série de jogadores, como Nadal, Murray, Ferrer e Davydenko, todos com 34%. Olhando sempre pelo critério de partidas disputadas, observem: Coria jogou 332; Nadal, 701, e Ferrer, 689. Dado curioso é ver que o atual top 10 Isner aparece além do 220º posto, com 23%.

Devolução do segundo saque
Bem diferente, o principal atributo para se ter números estatísticos altos é arriscar pouco e assim parece natural ver Berasategui na ponta da lista, mas dividindo os 56% com Agassi, que era muito mais ofensivo e assim justifica plenamente a alcunha de um dos maiores devolvedores da história. Logo atrás, vêm Chang, Nadal, Ferrer, Muster e Nalbandian, todos com 55% mas eu alterei a ordem para essa aí citada, quando consideramos a quantidade de jogos realizados na carreira.

Break-points convertidos
Números bem parecidos. Coria tem 46%, mas as estatísticas de Nadal, Ferrer, Muster e Bruguera me parecem mais legais, porque todos têm 45% com o dobro de partidas que o argentino.

Games de devolução vencidos
Outra estatística liderada por Coria, com 35%, dois pontos percentuais acima de Nadal. O top 10 da lista mostra os grandes devolvedores do circuito: Berasategui, Ferrer, Murray, Arrese, Agassi, Volandri, Muster e Chang.

Pergunte ao Bellucci - O 'Bate Bola' fará uma entrevista exclusiva com Thomaz Bellucci nesta quinta-feira e o internauta pode participar, fazendo a sua pergunta ou dando sua opinião. Você pode ir até a página especial do programa (clique aqui) ou se preferir registre a pergunta aqui no Blog mesmo, mas até o meio-dia de amanhã. O 'Bate Bola' desta semana tem uma análise bem legal do que foi Roland Garros e do que pode acontecer no circuito, com muitas imagens.


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Os donos do saque no tênis moderno
às 19h57 - por José Nilton Dalcim

A Associação masculina fez um bom serviço e acaba de incluir em seus tradicionais MatchFacts não apenas o andamento da temporada 2012, mas o total de toda a carreira dos jogadores que estiveram em ação desde 1990.

Ainda que seja extremamente difícil comparar épocas, ao menos os índices percentuais, aliados à quantidade de partidas disputadas na carreira, permitem uma visão um tanto mais real.

Vamos hoje falar do saque. Afinal, estamos entrando na temporada de grama onde um bom serviço ainda é fundamental. Ao invés de dar a lista nua e crua, achei essencial relativizar com outros dados.

Aces
Goran Ivanisevic é quem mais anotou saques indefensáveis e único a superar a casa dos 10 mil. Foram 10.183 no total, mais de 2 mil acima do que Pete Sampras (8.858) e Andy Roddick (8.837) obtiveram. Roger Federer ocupa o sétimo lugar, com 7.530. No entanto, a média de aces por partida é disparadamente de Ivo Karlovic, com 17,9, diante de 12,9 de Philippoussis e de 12,8 de Ivanisevic.

Primeiro saque
Claro que a estatística é dominada por jogadores que pouco dependiam do primeiro serviço e portanto forçavam muito menos: Gilbert Schaller, com 76% em 245 jogos, seguido por Alberto Berasategui, com 74% em 477 partidas. Mas ali pertinho está Rafael Nadal, com 69% em 701 jogos. Entre os grandes sacadores, menção obrigatória aos 68% de John Isner, em 241 partidas.

Pontos com o primeiro saque
Novamente, liderança de Ivanisevic e aqui o número realmente é espantoso: 82% em 796 partidas, quase o dobro de Karlovic, que também tem 82% mas em 393. Excelente marca também possui Sampras, com 81% em 859 jogos. Menção a Guga Kuerten, que está em 22º da lista, com 76% em 553.

Games de saque vencidos
A liderança teórica é de Karlovic, com 91%, mas o mérito maior é mesmo de Roddick que, embora com um ponto percentual a menos, jogou 803 contra 393 e por isso tem uma marca assombrosa, bem perto dos 89% de Sampras. Imprescindível destacar Federer, com 88% em 1.034 partidas.

Break-points evitados
Karlovic de novo lidera, com 70%. Porém, como disputou quase 500 partidas a mais na carreira, justo é dar o primeiro posto a Sampras, com 68%, ou talvez a Federer, que tem 67% com 150 jogos acima do norte-americano. Nadal está bem perto: 66% em suas 701 partidas.

O vídeo, muito legal, mostra em detalhes o movimento do saque de Ivanisevic


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Até onde pode ir Nadal?
às 11h32 - por José Nilton Dalcim

Que Rafael Nadal é o maior tenista sobre o saibro da história, ninguém discute. A pergunta de momento é: até onde pode ir o canhoto de Mallorca, tanto na terra batida como principalmente nos números da carreira, nos Grand Slam?

Aos 26 anos recém-completados, ele teoricamente teria pelo menos mais quatro temporadas para desfrutar um grande período de conquistas. Existe uma limitação com seu problema crônico nos joelhos, mas uma equilíbrio maior no calendário pode minimizar os reflexos da contusão. Sem falar que, sobre o saibro e a grama, o desconforto é muito menor.

Com o sétimo troféu de Roland Garros, um feito tão extraordinário quanto o hepta de Pete Sampras em Wimbledon, Rafa atinge onze troféus de nível Slam, igualando-se a Bjorn Borg e Rod Laver, dois jogadores que obtiveram sucesso em dois pisos distintos, a grama e o saibro. Embora o circuito de hoje venha perdendo as quadras mais velozes, Nadal pode se orgulhar de também ter vencido no sintético do US Open e da Austrália.

Mas de novo, a pergunta: até onde ele pode chegar em grandes conquistas? A resposta pode estar em seus adversários diretos. Novak Djokovic, fica patente, não é mais o tenista de 2011, ainda que seja talvez o único com capacidade de atormentar Rafa no saibro, um piso onde cada vez menos tem concorrentes. Roger Federer, em que pese todo seu talento e versatilidade, se sente cada vez mais presa da lentidão do calendário atual, onde nem mesmo a grama sagrada de Wimbledon lhe confere total favoritismo.

Andy Murray, Jo-Wilfried Tsonga, Tomas Berdych, John Isner podem ser empecilhos para qualquer um dos top 3, porém são jogadores de altos e baixos, dependentes de um dia inspirado e de um piso adequado. Não dá para mencionar a nova geração. Quando pensamos em Grand Slam, a dificuldade cresce, porque a consistência (técnica, tática, física, mental) é fator essencial em jogos de cinco sets.

E vimos isso nestes dois dias de final de Paris com o próprio Djokovic, um tenista infinitamente mais gabaritado que todos esses aí. O sérvio poderia ter perdido o título em três sets, com atuação  abaixo do padrão, mas conseguiu reagir de forma inesperada e talvez tivesse levado a decisão ao quinto set não fosse a chuva que adiou a partida.

Porém, seus altos e baixos dentro da quadra são um contraste cristalino diante da regularidade de Nadal, que sacou muito melhor do que o adversário quando a partida foi retomada em clima úmido e piso lento nesta segunda-feira. Controlando melhor os pontos, especialmente os erros não-forçados, e sabedor da pressão inevitável sobre o adversário, Rafa ratificou a soberania sobre o saibro, selando a temporada europeia com três finais vencidas sobre Nole, com um set perdido em oito disputados. Dá para discutir?

O resumo de Roland Garros para o tênis masculino de hoje é que Nadal continua sem adversários no saibro e ainda pode ganhar o torneio pelo menos mais uma vez. Djokovic é seu mais direto concorrente e talvez esta primeira final lhe dê a cancha necessária. Mas ele precisará retomar a evolução que mostrou no ano passado.

Poucos acreditavam, no entanto Nadal melhora sempre. O espanhol trabalhou claramente seu backhand (em especial o muito angulado, de contraataque, já que o piso lhe dá esse tempo de reação). E afiou mais ainda o forehand na paralela em bolas de ataque e precisão. Aliado a sua espetacular capacidade de chegar em todas as bolas com soluções geralmente perfeitas, é mesmo um Super-Nadal.

Desafios - Com margem apertada, José Orlando Mendonça Azevedo ganhou o desafio que fizemos aqui para as semifinais masculinas. O homem de Cachoeira Paulista praticamente acertou em cheio o placar de Nole x Federer (errou apenas a ordem dos dois sets finais) e cravou Nadal com erro de meros cinco games).

Já no desafio para a final, a paulistana Marta Najm foi tão espetacular quanto Nadal e acertou em cheio o placar da partida! Coisa rara de acontecer. Os dois vencedores receberão a biografia de Roger Federer, um brinde da Editora Évora, que já comemora 11 edições de muito sucesso do livro.

Bate Bola - O programa desta terça-feira será um especial com análises e muitas imagens legais e divertidas de Roland Garros. Quem quiser, pode mandar sua pergunta ou sua opinião para ser lida durante o programa. Basta entrar na página do Bate Bola e mandar mensagem ou usar a página do Twitter.


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Guerra de números
às 19h06 - por José Nilton Dalcim

Agora não é apenas Roger Federer quem entra em quadra para derrubar recordes e façanhas. Rafael Nadal, que já vinha participando do 'clube' há algum tempo, ganhou também a companhia de Novak Djokovic. E assim a história será reescrita mais uma vez neste domingo. Ou segunda. Porque a previsão é de chuva brava em Paris.

Nadal tem uma montanha de feitos a concretizar, mas curiosamente também um a evitar. Se chegar ao hepta, supera Borg e iguala-se a Chris Evert. Chegaria ainda aos 11 troféus de Slam de Borg e Laver, chegando ao quarto lugar de um quadro liderado por Federer (16), Sampras (14) e Emerson (12). Mas não seria o mais jovem, superado tanto por Borg como por Federer. Ou feito assombroso é o fato de chegar à final de Roland Garros pela quarta vez (e um Slam pela quinta) sem perder sets, feito também único.

Ao mesmo tempo, o canhoto espanhol pode entrar para o livro dos recordes como o único profissional a ter perdido quatro finais de Slam consecutivamente, porque era justamente ele o adversário de Nole nas decisões de Wimbledon, US Open e Austrália, que permitem ao sérvio chegar à espetacular condição de completar o Slam, repetindo Don Budge e Rod Laver (ah, de novo, não me venham com essa coisa que não é na mesma temporada!)

Este torneio de Roland Garros, aliás, tem sido uma sucessão de marcas pessoais para Rafa. Ele atingiu 50 vitórias em Paris, 150 em torneios de Slam e 250 no saibro e ainda por cima anotou a 700ª partida da carreira na semifinal de sexta, com o retrospecto notável de 580 vitórias e apenas 120 derrotas. Poucos também dão crédito, mas afinal esta é sua quinta final seguida de Slam, façanha que apenas Federer (com séries de 8 e de 10) foi até agora superior entre os profissionais.

Nem entraram em quadra, e os dois já têm um feito histórico: é a primeira vez que dois tenistas decidem quatro Slam consecutivos na Era Profissional. A rivalidade começou justamente em Roland Garros, nas quartas de final de 2006 (vejam o vídeo para matar saudades), e já se foram 32 partidas, com 18 vitórias de Nadal. Esta será a 15ª final entre eles, quarta mais frequente até agora (Lendl e McEnroe jogaram 20 e mesmo Nadal x Federer teve 19 capítulos).

Djokovic é agora o segundo mais jovem na Era Profissional a decidir todos os Slam e apenas o quinto no geral (Laver, Agassi, Nadal e Federer são os outros). Dos homens que já fizeram isso (Budge, Perry e Emerson na fase amadora), quatro completaram o quadro justamente em Paris. E ainda pode ser o primeiro em 20 exatos anos a ganhar Austrália e Roland Garros seguidamente, repetindo Courier.

Saiba mais
- O domingo encerra a 111ª edição de Roland Garros e a 82ª como torneio internacional.
- Este é o 177º campeonato de nível Grand Slam da Era Aberta e o 45º Roland Garros desde 1968, quando os profissionais foram aceitos pela primeira vez num Slam, justamente em Paris
- O prêmio para o campeão é de 1,250 milhão de euros, recorde na história, e o vice levará 625 mil euros.
- O cabeça 2 tem vantagem de 20 vitórias contra 18 do cabeça 1 em finais de Slam na Era Profissional
- O histórico dos finalistas em partidas decididas no quinto set é de 15-4 para Nadal e de 17-5 para Djokovic
- O espanhol ganhou 49 e perdeu 21 finais na carreira, enquanto o sérvio tem 30 títulos em 46 decisões
- Se perder, Nadal cairá novamente para o terceiro lugar do ranking e Federer terá boa chance de ser cabeça 2 em Wimbledon
- Djokovic chega a 27 vitórias seguidas de Slam, marca igual a de Federer e duas atrás de Laver

Vote no campeão - No post imediatamente abaixo, dê seu palpite para quem leva o título. Leia o texto explicativo e siga as instruções. Não vote neste post, que fica apenas para comentários. O outro fica só com os palpites numéricos.

Maria, Maria - Deu a lógica na final feminina. Minha única e feliz surpresa foi ver que Maria Sharapova não sentiu o peso do momento e fez prevalecer seu amplo favoritismo sobre Sara Errani, que afinal de contas fez um torneio incrível e marcou suas duas primeiras vitórias sobre adversárias top 10. Claro que a russa já defenderá imediatamente o posto de número 1 em Wimbledon, onde foi finalista no ano passado diante de Petra Kvitova, mas me parece que ela entrou na verdade é para a faixa da grande candidata ao bi no All England Club, já que a grama é muito mais adequada a seu estilo ofensivo.

E feliz Dia do Tenista para todos nós!


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Desafio Roland Garros: quem leva o título? Vote agora.
às 18h04 - por José Nilton Dalcim

Para encerrar com chave de ouro Roland Garros, um duelo histórico está marcado para as 10 horas deste domingo, em Paris. Alguém vai reescrever o livro do tênis: Rafael Nadal, com seu sétimo troféu em Paris, ou Novak Djokovic, e a raríssima chance de ganhar quatro Grand Slam consecutivos.

Então o Blog do Tênis lança o desafio final: quem vai levar o título? Vale mais uma biografia de Roger Federer, livro da Editora Évora que vem fazendo tanto sucesso e já está na 11ª edição.

Indiquem o vencedor e o placar, conforme modelo abaixo. Obviamente, leva aquele que chegar mais perto dos dois resultados. Caso queiram (e devam) fazer comentários, escrevam e opinem exclusivamente no post abaixo, deixando aqui só os palpites numéricos. Fica mais organizado.

A votação se encerra quando for dado o primeiro saque da sexta-feira. E, é claro, se ganhar alguém de fora do Brasil, terá de indicar um endereço no país para receber o livro.

Importante: não mandem palpites por email. O divertido aqui é justamente todo mundo poder conferir a aposta dos demais.

Se possível, seguir o modelo abaixo, que facilita muito na hora da apuração:

Nadal vence Djokovic, 3 sets a 2, parciais de 6/4 4/6 6/4 4/6 8/6

P.S.: Sei que estou atrasado na apuração do outro Desafio, mas ainda hoje dou o resultado!


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Sexta frustrante, domingo histórico
às 18h22 - por José Nilton Dalcim

Não sei dizer se foi o vento, a chuva, a tensão, aquele dia ruim que vira e mexe acomete qualquer tenista, de qualquer nível. Mas a sexta-feira das semifinais masculinas, com quatro dos top 6 em quadra, suprassumo do ranking e do saibro nos últimos tempos, foi bem sem graça.

Rafael Nadal, sempre ele, teve a menor das responsabilidades. Afinal, à exceção de um início instável, fez exatamente o que se poderia esperar: empenho máximo para acabar com a partida o mais rápido possível, algumas bolas impossíveis, um incrível ponto sentado. Mas David Ferrer decepcionou.

Claro que não se podia esperar vitória, mas realizou um jogo fraco, de pouca energia, totalmente diferente das partidas anteriores. Cheguei a ter saudades do Nicolás Almagro e seu esforço hercúleo para ganhar um set. E pensei que talvez Nadal pudesse passar sentado alguns outros games ao longo da partida e do campeonato para termos mais equilíbrio.

Mais frustrante ainda foi a semifinal-revanche entre Novak Djokovic e Roger Federer. O sérvio conseguiu ser menos ruim do que o suíço, depois é claro que o adversário desperdiçou todas as chances do planeta. O placar deveria significar um amplo domínio de Nole, mas no fundo foi uma atuação de pouco brilho, forrada de erros e poucos lances admiráveis. Talvez eu esteja até exagerando, mas ainda me vêem à cabeça as semifinais de Paris e US Open do ano passado, quando se jogou algo bem perto da perfeição.

O resumo do dia é que teremos o domingo histórico, esperado desde 15 dias atrás. Nadal buscará o sétimo troféu em Roland Garros, feito único no torneio e extremamente raro em qualquer Slam, enquanto Djokovic tentará algo ainda mais espetacular, que é vencer os quatro grandes torneios consecutivamente. Nem era preciso, mas o ingrediente derradeiro é que todas as três finais anteriores foram em cima do canhoto espanhol.

Então, hora perfeita para uma "vingança" de Rafa, que de quebra recuperaria não o número 1 do ranking, que está longe, mas as manchetes e uma certa hegemonia. E um feito que ficaria duplamente na história para Djokovic, porque ele não apenas igualaria o pequeno gigante Rod Laver, como também venceria Paris em cima do maior nome do saibro de todos os tempos. Não dá para ser mais feliz.

A façanha de Bia - Desde Maria Esther Bueno, o Brasil nunca mais ergueu um título de Grand Slam entre as mulheres. Na realidade, em cinco décadas, apenas Cláudia Monteiro foi a uma final (lá em Paris, com Cássio Motta). E mesmo entre os homens, não preenchem os dedos de uma mão: Guga Kuerten, Thomaz Koch e Thiago Fernandes. Veja a lista completa.
 
Então, ainda que esteja disputando duplas juvenis e haja uma distância abismal para Estherzinha, vale a façanha de Bia Haddad Maia que, em seus tenros 16 anos, pode erguer um troféu nada usual entre nós na manhã deste sábado, ao lado da paraguaia Montserrat Gonzalez. O Paraguai, lembremos, teve um finalista em 1979, Victor Pecci, batido por Bjorn Borg.

Final feminina - Maria Sharapova tenta coroar seu retorno à liderança do ranking às 10 horas deste sábado com o último grande troféu que lhe falta. É favorita absoluta contra a novatíssima Sara Errani, que confessou não entender direito como chegou tão longe em Paris. Será um duelo de estilos, entre o ataque da russa, de 1,88m, e a defesa da italiana, apenas 1,65m. Adoro duelos assim e tomara que a frustração de sexta-feira tenha sido apenas um mau dia.

Saiba mais
Roland Garros foi o Slam em que Maria Esther Bueno menos brilhou, certamente por conta do piso lento que dificultava seu saque-voleio. Ainda assim, foi à final de 1964 e ganhou duplas e mistas em 1960. Estherzinha, jamais esqueçamos, jogou todas as decisões de Slam em simples: além do tri em Wimbledon e do tetra nos EUA, foi vice na Austrália (em 1965). Em duplas, levou pelo menos um troféu em cada Slam. Na falta de imagens da 'bailarina' em Paris, fica o registro de sua primeira conquista em Wimbledon, em 1959, no vídeo acima. Observem seu choro após a partida, consolado por Darlene Hard.


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Tudo o que você ainda precisa saber sobre as semifinais
às 21h18 - por José Nilton Dalcim

Como quase tudo já foi dito, vale um grande "saiba mais" com curiosidades, façanhas e objetivos dos quatro semifinalistas masculinos de Roland Garros.

- O duelo entre Djokovic e Federer se repete pelo 10º Slam, o que o torna o mais frequente da Era Profissional, empatados com Federer x Nadal e Lendl x McEnroe. Também é agora a semifinal mais repetida, com oito, superando Connors x McEnroe.

- Esta é a 11ª vez que Djokovic, Federer e Nadal estão juntos na semifinal de um mesmo Grand Slam.

- Nadal é o único dos quatro que possui retrospecto posivito contra todos os possíveis adversários: 18-14 contra Djokovic e 18-10 diante de Federer. Djokovic tem 8-5 e Federer 13-0 diante do outro espanhol.

- A presença de dois homens com mais de 30 anos na semifinal é a primeira desde a edição de 1969 de Roland Garros, que tinha Laver e Rosewall. Nos outros Slam, isso aconteceu pela última vez em 2003, na Austrália, com Agassi e Ferreira.

- Nadal e Federer são os que menos perderam partidas nesta temporada: apenas quatro. Nole foi batido em cinco e Ferrer, em sete.

- Apenas nove homens disputaram todas as quatro finais de Slam na Era Profissional: Courier, Nadal, Agassi, Federer, Edberg, Lendl, Laver e Rosewall. O mais jovem foi Courier, que tinha 22 anos e 321 dias.

- Chegar a quatro finais seguidas de Slam é ainda mais raro, feito reservado apenas para Federer (com duas séries, de 10 e de 8); Agassi e Nadal (ambos com 4). Nadal, aliás, tenta agora a quinta seguida.

- Esta é a 31ª semifinal de Grand Slam para Federer, que iguala assim a marca de Connors, porém quase nove anos mais jovem que o norte-americano.

- Semifinal toda espanhola em Grand Slam já aconteceu cinco vezes, quatro delas em Roland Garros. A mais recente havia sido no Australian Open de 2009.

- Ferrer é o único tenista que tem recorde positivo em Slam diante de Nadal (entre os que fizeram mais de uma partida): 2 a 1. Mas ganhou apenas 4 sets em 13 jogos sobre o saibro.

- Nadal tenta ser o primeiro homem a disputar sete finais em Roland Garros. O recorde profissional é de Pete Sampras (8 no US Open) e no geral pertence a Bill Tilden (10 nos EUA).

- Se derrotar Nadal, Ferrer será o tenista que mais disputou Slam antes de atingir sua primeira decisão: 37. A atual marca é de Kim Warwick, com 32.

Desafio - Aproveite o embalo e dê seus palpites para os dois jogos desta sexta-feira. Indique no post abaixo, conforme as instruções. O prazo se encerra às 8 horas, quando começa a primeira semi.

E deu Maria - Quatro anos depois, Maria Sharapova está de volta ao topo do ranking. Melhor ainda, agora fazendo sucesso sobre o saibro, que era sua última barreira. A musa já completou pelo menos finais em todos os Slam e superfícies, mas certamente gostaria também de ter todos os troféus. O mais espetacular foi sua batalha pela recuperação do melhor tênis, após a cirurgia que a tirou tanto tempo das quadras. Linda, bem sucedida e multimilionária, ela podia ter virado modelo, casado ou ir vender perfumes, mas preferiu continuar a dura luta no circuito profissional. Magnífico exemplo de amor ao tênis.

A final contra a italiana Sara Errani pode ser interessante, porque mostra o tão gostoso antogonismo de estilos. Enquanto Sharapova aposta no saque, nos ataques e pontos curtos, a italiana gosta de trabalhar os pontos e aposta na regularidade, ainda que tenha bons golpes para os winners. Tem tudo para ser um final digna.

O vídeo que escolhi é um tributo bem legal à nova número 1, com cenas diferentes e raras.


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Desafio Roland Garros: vote aqui para as semifinais
às 22h56 - por José Nilton Dalcim

O momento merece e assim o Blog do Tênis lança o primeiro Desafio Roland Garros, para os dois jogos das semifinais masculinas, valendo a biografia de Roger Federer, livro da Editora Évora que vem fazendo tanto sucesso e já está na 11ª edição.

Indiquem o vencedor e o placar, conforme modelo abaixo. Obviamente, leva aquele que chegar mais perto dos dois resultados. Caso queiram (e devam) fazer comentários, escrevam e opinem exclusivamente no post abaixo, deixando aqui só os palpites numéricos. Fica mais organizado.

A votação se encerra quando for dado o primeiro saque da sexta-feira.

Se possível, seguir o modelo abaixo, que facilita muito na hora da apuração:

Djokovic vence Federer, 3 sets a 2, parciais de 6/4 4/6 6/4 4/6 8/6
Nadal vence Ferrer, 3 sets a 1,  parciais 7/6 5/7 6/3 6/3


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Cinquenta vezes Rafa, o maior de todos
às 17h29 - por José Nilton Dalcim

Já não há motivo para alguém titubear em reconhecer claramente que Rafael Nadal é o maior tenista que já pisou no saibro em todos os tempos. 

Alguém quer números? Pois então, são seis títulos como Bjorn Borg em Roland Garros, mas agora ele tem uma semifinal a mais. Vitórias? São 50 em 51 jogos, o que deixa para trás as 49 em 51 do lendário sueco. Se pensar em quantidade de troféus em outros importantes torneios, série invicta... Qualquer coisa. Vale lembrar que Nadal acabou de completar 26 anos, a exata idade com que IceBorg encerrou a carreira. Então a comparação tem um parâmetro inquestionável.

O que faz de Rafa tão soberano? Eu costumo dizer que a diferença básica entre eles e os outros tops do ranking é que Djokovic, Federer, Murray e Tsonga são tenistas que moldaram seu jogo para o piso sintético e se ajustam para atuar no saibro. Nadal, ao contrário, é um autêntico jogador de saibro e isso significa ter grande capacidade física, paciência, muito spin, disciplina tática e poder de contraataque. Ah, e antes que se diga que isso é uma limitação, vem o outro ingrediente que o faz tão especial: ele fez o caminho inverso de seus concorrentes e adaptou seu jogo de saibro para outras superfícies. As conquistas de Grand Slam no sintético e na grama falam por si só.

Claro que o estilo de Nadal pode não agradar a todos. Mas Borg também não. Se hoje há um consenso sobre a importâcia do sueco para o esporte - entre elas, o reconhecimento do backhand de duas mãos e o fato de ter sido o primeiro 'pop star' das quadras -, durante anos se debateu o quanto seu estilo defensivo, de bolas altas e muita correria, estaria atrasando o desenvolvimento do tênis, porque ele era a antítese do saque-voleio e dos pontos rápidos. E exatamente por isso Borg virou Deus, porque provou para todo mundo que era possível ganhar na veloz grama de Wimbledon como um tenista de fundo de quadra. E fez isso por cinco vezes seguidas.

Rafa fez seu melhor jogo deste ano em Paris contra um entusiasmado Nicolás Almagro, que saiu de quadra com a certeza de ter tentado seu melhor. Claro que falhou em momentos delicados e desperdiçou break-points que poderiam lhe dar o terceiro set. Mas jogou tudo que podia, gritou, comemorou. Fez sua parte no espetáculo que era do adversário. Rafa cometu meros 16 erros na partida, apenas cinco num primeiro set tão apertado que foi decidido no tiebreak. Ganhou 84% dos pontos em que acertou o primeiro saque e ainda fez 36 winners, apenas três a menos que Almagro. E na rede? Claro, poucas subidas, mas 10 pontos marcados em 11 tentativas.

Esse é o volume de jogo que David Ferrer irá enfrentar na sexta-feira. O guerreiro de 30 anos estará fazendo sua primeira semi de Roland Garros e a terceira de toda a carreira, um desempenho até surpreendente para quem ocupa o top 10 desde outubro de 2010. Com quatro vitórias em 19 jogos diante de Nadal, ele sabe como é difícil sua tarefa, mas ao mesmo tempo pode ser um dos raríssimos no circuito com capacidade física, experiência e espírito de luta suficientes para encarar o hexacampeão. Ganhar? Bom, aí depende mais de Rafa do que dele próprio.

E o torneio feminino vai pegar fogo nesta quinta-feira! Apesar de alguns tropeços, Petra Kvitova se safou da 'zebra' e vai reencontrar Maria Sharapova. A russa tem de ser considerada favorita, porque está jogando muito mais solta e acabou de vencer a canhota no saibro. Mas são duas tenistas que adoram meter a mão na bola e isso aumenta muito a margem de risco, além de colocar os nervos como fator fundamental. Nenhuma delas jamais decidiu Paris e Maria ainda joga pelo número 1. Na outra semi, batallha entre Sam Stosur e Sara Errani, que aliás também está na final de duplas. A experiência pode ajudar a australiana, vice em 2010.

Dureza - Vejam que dado incrível: o último tenista britânico a ganhar um torneio sobre o saibro foi Buster Mottram, em 1976, no pequeno ATP de Palma. Andy Murray tem 22 títulos de simples e outras 11 finais, mas o máximo que conseguiu até hoje foram semis.

Já Almagro disputou seu nono Roland Garros sem conseguir passar das quartas (nas três vezes que tentou a semi, perdeu para Nadal). Mas ele não deve desistir. Andrés Gomez demorou 11 edições para chegar enfim na penúltima rodada, um recorde, mas acabou levantando o troféu, em 1990. 

Revisão - A Federação Internacional e a ATP revisaram o recorde de titulos de dupla em Grand Slam na Era Aberta. Com isso, Bob e Mike Bryan e os australianos Todd Woodbridge e Mark Woodforde, com 11, não lideram mais o quadro, mas sim os australianos John Newcombe e Tony Roche, com 12. Os gêmeos norte-americanos estão na semi de Paris e continuam então atrás da marca que lhes falta.

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Kvitova pode se tornar a primeira canhota a ganhar Roland Garros em 20 anos. A última a obter o troféu foi Monica Seles, tricampeã consecutiva em 1992. Nascida em Novi Sad, hoje Sérvia, a menina que batia os dois golpes de fundo com duas mãos surpreendeu Paris ao levantar o troféu com apenas 16 anos e seis meses. Depois de faturar oito Slam, teve a carreira interrompida por um fanático torcedor de Steffi Graf, que a apunhalou pelas costas na virada de lado em Hamburgo. Voltou ao circuito dois anos depois e ainda ganhou Austrália pela quarta vez e fez final no US Open, já como cidadã norte-americana. Parou de jogar em 2003, mas só anunciou a aposentadoria em 2008. No vídeo, a decisão de 1990 contra Graf. 


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Tênis espetacular
às 19h57 - por José Nilton Dalcim

Ufa! Que terça-feira! Que jogos!

Os protagonistas não decepcionaram. Emoção, empenho e uma incrível qualidade técnica. Saibro pesado, garoa? Nada impediu que a bola voasse pelos ares de Paris a velocidades e ângulos incríveis, ora ou outra trocados por toques sutis e golpes bem colocados.

Break-point? Ponto para o set? Match-point? Pouco importou. Os quatro não tiveram medo de ousar nos momentos mais delicados, ainda que a tensão fosse óbvia em muitas horas.

Foi um show. Mais incrível ainda, a virada que Juan Martin del Potro levou de Roger Federer pareceu menos dolorosa do que a derrota de Jo-Wilfried Tsonga para Novak Djokovic. Porque, a rigor, o argentino perdeu as pernas bem mais cedo, ainda que tenha sido muito decente (como sempre) e negado que o desgaste físico tivesse influencido no placar final.

Se Roland Garros fosse em melhor-de-3, a primeira semi de sexta-feira seria completamente inesperada. Del Potro jogou um tênis primoroso nos dois primeiros sets, utilizando os golpes de base para encurralar Federer no fundo de quadra, algo que é para pouquíssimos. Merecia plenamente ter saído com a vaga. Mas nunca será tão fácil assim diante de Federer. De repente, o backhand parou de falhar e a fluência dos golpes voltou a ser aquela que faz qualquer torcida se curvar diante de seu esplendor.

Ali ao lado, Tsonga também operava um feito. Depois de um desastroso primeiro set, em que se deixou levar pelos nervos, entendeu que o único caminho era ser agressivo. E, mesmo sob chuva fina, buscou a rede. Lá, é um gênio. E olha que do outro lado da quadra estavam a precisão das passadas e a força do contraataque de Nole. Virou um duelo de gigantes.

Mesmo arrastando seus 91 quilos, Tsonga mostrou destreza para chegar em bolas difíceis. Mas faltou uma última barreira: a cabeça fria do número 1 do mundo, que soube jogar cada match-point e fez um final de tiebreak memorável. Parecia não ouvir as 14 mil vozes a chamar pelo adversário, a comemorar pontos como gol.

O resumo desse dia tão especial para o tênis é que Djokovic e Federer estarão novamente frente a frente, revivendo a semifinal do ano passado. Parecem estar no mesmíssimo nível de cansaço, desgaste emocional e confiança. Sabem de cor qual será a tática do adversário e talvez um torça por uma sexta-feira úmida e o outro queira a volta do sol. Nesse duelo sem favoritos, o clima pode ser um ingrediente importante.

Feminino - De novo, a heroína da véspera durou pouco em Paris. E assim a primeira semifinal feminina está marcada entre a experiente Samantha Stosur e a aspirante Sara Errani. Impossível não ficar surpreso com a baixa produção de Dominika Cibulkova, que vinha da vitória sobre Victoria Azarenka.

A campeã do US Open e finalista de Roland Garros leva evidente vantagem, mas Errani tem feito uma belíssima temporada sobre o saibro e vive o melhor momento da carreira. É jogo para três sets.

A quarta-feira - Quem disser que Nicolás Almagro não tem qualidade para dificultar o jogo para Rafael Nadal, está enganado. O que lhe falta é cabeça, o que lhe sobra é respeito excessivo pelo adversário. Não se pode imaginá-lo vencendo o hexacampeão no saibro parisiense, mas sim que faça um duelo bem disputado, correndo atrás de cada bola como se fosse match-point.

É o que David Ferrer certamente fará na sexta-feira, caso passe por Andy Murray. Ele me parece o favorito, ainda que o escocês tenha mais recursos técnicos e táticos, que lhe permitiriam entrar com uma postura inesperada. Será que acontece? Nem Ivan Lendl sabe a resposta.

Entre as meninas, dois jogos que parecem favas contadas: Maria Sharapova contra Kaia Kanepi e Petra Kvitova diante de Yaroslava Shvedova. Sem desmerecer o tênis certinho e regular das outras duas, tomara que nenhuma delas impeça o duelo superinteressante entre as campeãs de Wimbledon no saibro de Paris.

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Ao vencer Delpo, Federer se tornou o primeiro tenista de 30 anos ou mais a chegar nas semifinais desde 1990, quando o herói foi o equatoriano Andrés Gomez, nome que pouca gente se lembra quando se fala em Roland Garros. Curiosamente, ele começou a carreira como grande duplista, mas logo ganhou Roma duas vezes e passou a ser respeitado como saibrista, ainda que tenha chegado às quartas de Wimbledon e do US Open, já que era um espetacular voleador. Em 1986, chegou à liderança do ranking de duplas, mas o canhoto de Guayaquil entrou para a história ao faturar Paris contra todos os prognósticos. Na final, ganhou de um garoto 11 anos mais jovem, Andre Agassi. Confira um pouco do jogo de rede e os golpes de Gomez no vídeo acima.


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Terça-feira gorda
às 17h24 - por José Nilton Dalcim

São dois jogos espetaculares, com estilos e motivações diferentes. Talvez haja muito mais pressão sobre Novak Djokovic e Jo-Wilfried Tsonga do que sobre Roger Federer e Juan Martin del Potro. Então é provável que tenhamos uma partida tensa de um lado e bem mais solta do outro.

O pior de tudo foi a organização programar os dois duelos que abrem as quartas de final de Roland Garros para horários tão próximos. Lá vou eu ter que ficar com um olho na ESPN e outro no computador, tentando não perder muita coisa. Aliás, tem sido assim nos últimos oito dias.

Djokovic e Tsonga levam muitas coisas para a quadra. Logo de cara, um empate por cinco nos duelos diretos. Se um tem o peso dos 29 anos de jejum em suas largas costas, o outro sonha com o feito histórico do quarto Grand Slam seguido. Nenhum deles gosta do saibro mais pesado, porém Tsonga depende muito mais do primeiro saque e de fechar os pontos com certa rapidez, principalmente se o jogo for longo. Será um duelo tático acima de tudo.

Federer e Del Potro, ao contrário, têm pouco a perder. O suíço, é claro, joga nesta altura da carreira por conquistas em eventos de Grand Slam, mas tenho certeza de que ele próprio não se considera um favorito em Roland Garros e isso faz diferença. Mais solto ainda pode jogar Delpo, que perdeu todos os quatro duelos da temporada para o suíço, já sabe de cor que terá de ir para a frente atrás dos slices e deixadinhas, que o saque será fundamental para não dar vantagem ao adversário, que atacar o backhand com ângulos e paralelas é o único caminho. Um jogo de pancadaria franca.

O complemento das oitavas de final obedeceu fielmente ao script imaginado na véspera, diante da perspectiva de saibro lento na segunda-feira nublada e fria em Paris. O resultado foi um passeio da armada espanhola e a soberania do jogo mais inteligente e refinado de Andy Murray sobre o instável Richard Gasquet. Ainda que fossem amplos favoritos, impossível não mencionar a atuação sem brechas de David Ferrer e Nicolás Almagro.

Quanto ao favorito máximo, apenas mais uma aula de como se joga sobre o saibro pesado. Sinceramente, se eu fosse o público exigiria pagar meia entrada para ver Rafael Nadal desfilar, porque é rápido demais. Deu pena de Juan Monaco, tamanha a variedade e quantidade de golpes desconcertantes que levou. E olha que Pico, 15º do mundo, estava sobre seu melhor piso.

Com meros 19 games cedidos até aqui, Nadal já ensaia um novo recorde pessoal de eficiência em Paris, ainda mais quando se vê Almagro nas quartas e Ferrer (ou Murray) na semi. O único que pode realmente ser competitivo contra ele parece mesmo Ferrer, que também teve quatro partidas impecáveis até aqui. É a semifinal mais justa, inclusive por toda a temporada europeia que fizeram.

No feminino, a lógica também imperou. Ou seja, dificuldades para as bolas retas de Maria Sharapova e Na Li. A russa soube controlar o jogo, mas a atual campeã caiu na armadilha. Petra Kvitova surpreendeu por sua ótima adaptação à quadra e deu mostras a Sharapova que o percurso ao número 1 não vai ser tão fácil assim.

A parte superior da chave joga nesta terça-feira e os dois jogos parecem interessantes: Samantha Stosur contra Dominika Cibulkova e Sara Errani diante de Angelique Kerber. Nenhum favoritismo, ainda que a experiência da australiana deve ser considerada na hora de um eventual aperto.

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Kaia Kanepi levou a Estônia para as quartas de final de Roland Garros pela segunda vez em sua carreira. É uma atleta com muitos feitos históricos para seu país: primeira a ir tão longe num Slam, a figurar no top 20, a ganhar um WTA e a derrotar uma número 1. Mas onde fica mesmo a Estônia? Com uma porção continental e um enorme arquipélago, está às margens do mar Báltico, tendo a Rússia a leste. Era independente ser anexada à União Soviética em 1940, da qual se libertou em 1992. Levantamento de peso, luta livre, esqui na neve, ciclismo e judô são os esportes de maior sucesso numa população de apenas 1,3 milhão (30 por km quadrado) e num clima que tem média aual de 5 graus. É o povo menos religioso do mundo: apenas 16% da população acredita em Deus. Indústria de máquinas e o turismo são grandes fontes de renda.


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Um outro Roland Garros
às 20h16 - por José Nilton Dalcim

De repente, choveu a noite toda. De repente, o sol sumiu e a temperatura não passou dos 19 graus. Então Roland Garros mudou, aliás como sempre acontece. Ficou tudo muito mais lento. O saque deixou de fazer tanta diferença, a paciência se tornou ingrediente fundamental. É um outro jogo sobre o saibro parisiense e isso quase pegou desprevenidos nada menos que Novak Djokovic e Roger Federer. Mas Victoria Azarenka não escapou.

Como bem observou um artigo no Yahoo! americano, eram praticamente 16 horas em Paris quando Nole se viu dois sets abaixo contra Andreas Seppi e Federer perdeu para espanto geral o set de abertura para um aguerrido David Goffin. Num dia que pouco antes perdera a número 1 do mundo, a situação parecia tão tenebrosa quanto o céu de Paris.

Nole cometeu 81 erros não-forçados, exatamente o que acumulou em suas três primeiras partidas, mas não há dúvida que Seppi merece elogios por um tênis bem mais competitivo que mostrou, em especial o uso preciso da paralela de backhand para incomodar o cabeça 1. Djokovic ainda andou na corda bamba num duro quarto set e liquidou a partida, sua terceira virada de 0-2 na carreira, ainda sem apresentar um tênis de altíssimo padrão. "Foi um daqueles dias em que nada funcionou, não achava ritmo", explicou o sérvio.

A mesma atuação inesperada que Seppi imprimiu nos dois primeiros set marcou metade da partida em que o todo-poderoso recordista de Slam se viu acuado por um garoto que fazia apenas seu quarto jogo desse nível. Goffin, de 21 anos, jogou com o empenho imaginado e sem qualquer pressão, deixando Federer muitas vezes sem ação. E assim foi até um perigoso final de segundo set. Só então o suíço impôs sua experiência e maior categoria. "Estou impressionado, ele mostrou grande potencial, em termos de toque e na forma com que lê a partida", elogiou o suíço.

Verdade absoluta. Goffin justificou plenamente sua campanha tão incrível, com bom saque, voleios bem feitos, muita perna e golpes de base poderosos, sobretudo o forehand. Mais ainda, mostrou-se completamente à vontade diante do ídolo de infância, a ponto de comemorar um belíssimo ponto com reverência aos quatro cantos da quadra. "Foi uma semana incrível e a cereja do bolo foi enfrentar Roger", resumiu o belga, que arrancou provisoriamente para o 64º posto e com isso está nos Jogos Olímpicos de Londres.

Após tamanhas emoções, Djokovic e Federer dão mais um passo ao reencontro nas semifinais de Roland Garros e, ao menos, ganharam um bônus, já que ambos os adversários terão de lutar por mais um dia, com jogos adiados pela falta de luz. Jo-Wilfried Tsonga está a dois games de sua primeira presença nas quartas de Paris e não se pode descartar uma chance real de atrapalhar o "Novak Slam". Juan Martin del Potro, com um terceiro set espetacular, tem 2 a 1 sobre Tomas Berdych e pode fazer o quinto duelo só nesta temporada contra Federer. Perdeu todos os quatro, mas é visível que Federer está mais falível do que nunca no saibro lento.

No feminino, Azarenka se foi e deixou a porta aberta para Maria Sharapova recuperar o número 1. Agora, ir à final inédita já basta para a russa. Vika saiu furiosa com sua derrota e penso que ela deveria ter feito mais elogios ao jogo consistente e corajoso da baixinha Dominika Cibulkova, para quem já havia ficado perto da derrota outras duas vezes. A parte superior da chave estaria aberta para a experiente Samantha Stosur, mas ela é outra que sofre com o piso mais pesado e pode ser a nova vítima da eslovaca.

A segunda-feira - A previsão do tempo indica tempo nublado e temperatura máxima de 17 graus. Ou seja, a quadra vai continuar lenta como no domingo e então os três grandes especialistas Rafael Nadal, David Ferrer e Nicolas Almagro ficam muito mais favoritos do que já seria normal. O jogo equilibrado promete envolver Andy Murray e Richard Gasquet, com pequena vantagem para a paciência do escocês, desde que ele tenha físico.

Na contramão, essas condições podem dar mais dor de cabeça às grandes favoritas do feminino: Sharapova contra a pouco experiente Zakapalova, Kvitova diante da ousada canhota Lepchenko; e Li frente a Shvedova. Kanepi parece mais tenista que Rus.

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Responda rapidamente: qual o maior tenista nascido na Eslováquia em todos os tempos? Fácil. Martina Hingis. Natural de Kosice, foi onde aprendeu tênis e jogou seu primeiro torneio infantil, influenciada pelos pais, que eram tenistas de prestígio nacional. O casal se divorciou e Martina (nome dado em homenagem a Navratilova) se mudou com a mãe Melanie para a Suíça aos 7 anos. Cinco anos depois, foi a mais jovem tenista a ganhar o título juvenil de Roland Garros, feito que repetiu em 1994, quando também ganhou Wimbledon. Começou a carreira profissional duas semanas depois de fazer 14 anos. Chegou ao número 1 em 1997, mas jamais ganhou Roland Garros, perdendo as finais daquele ano (para Iva Majoli) e a de 1999 (para Graf). No vídeo, a histórica decisão contra Steffi, com direito a briga, vaia, saque por baixo, mais vaia e choro.


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Enfim, vai começar verdadeiro Roland Garros para Nadal
às 19h04 - por José Nilton Dalcim

Até que o argentino Eduardo Schwank deu trabalho, mas o fato é que as três primeiras rodadas de Roland Garros não foram muto mais do que um bom treino para o hexacampeão Rafael Nadal. Ele pôde se confrontar com um pouco de tudo: bom saque, jogo variado, bolas altas, ataque e contraataque. Parece muito bem preparado para o verdadeiro torneio, que começa segunda-feira, com as oitavas de final.

Juan Monaco perdeu três de quatro duelos - e a única vitória, em Cincinnati de 2007, foi por abandono no segundo set -, mas é indiscutivelmente um especialista em saibro. Já figurou algumas vezes na mesma faixa do top 20 que ocupa hoje. Seu histórico em Grand Slam tem apenas três oitavas de final e muitas (muitas mesmo) quedas em primeira rodada, quatro deles somente em Paris.

No entanto, já será um adversário de respeito, daqueles que devem exigir mais empenho do 'rei do saibro', que não poderá se dar ao luxo de jogar 75%. Isso não é uma má notícia. Afinal, daqui para a frente, Rafa precisará sempre do seu melhor, seja depois contra Almagro ou Tipsarevic ou na semi, contra Ferrer ou Murray.

Bom, se é que Murray vai passar por Gasquet, para quem perdeu há dias em Roma. O escocês mostrou-se afiado neste sábado contra Giraldo, enquanto Gasquet superou um início nervoso para depois tomar a rédea da partida contra Haas, que morreu em quadra no peso de seus 34 anos. Será certamente o melhor duelo da segunda-feira, já que Ferrer pega Granollers.

Entre as meninas, surgiu claramente a favorita: Maria Sharapova. Está jogando um tênis muito sólido e não tem no caminho qualquer adversária conhecida. Pega Zakapolova e depois, Kanepi ou Rus. Mais dura é a vida de Kvitova, que voltou a jogar de forma instável e ainda terá de superar Na Li se quiser chegar na semi. Muito interessante a vitória da canhota Lepchenko sobre Schiavone, num jogo de ótimos lances e muita vontade dos dois lados.

O domingo - Dois grandes favoritos e dois jogos de poucos prognósticos marcam a abertura das oitavas masculinas. Djokovic e Federer não devem perder sets para Seppi e Goffin, mas Tsonga tem um desafio contra Wawrinka. O jogo imperdível: Del Potro e Berdych. Acredito que Tsonga e Berdych levem a melhor, embora vá torcer pelo argentino.

No feminino, Azarenka-Cibulkova pode ter emoção e Stosur-Stephens é o famoso duelo de gerações. Kuznetsova-Errani também vale atenção. Acho que vai prevalecer a experiência nos três casos. Kerber-Martic é mais aberto.

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Restam dois tenistas da casa na chave principal masculina, com a missão de repetir Yannick Noah, o último campeão nacional, há 29 anos. Poucos se lembram que Noah foi, na verdade, o primeiro negro a ganhar o torneio em toda a história. Nascido em território francês, Yannick foi criado na República dos Camarões e foi descoberto aos 11 anos numa viagem de Arthur Ashe ao país. O mesmo Ashe havia se tornado o primeiro negro a ganhar um Slam, em Wimbledon de 1975. Passagem curiosa (e lamentável) aconteceu quando Noah jogou na África do Sul e viu o público, de maciça maioria branca, deixar as arquibancadas.  Além de Roland Garros, venceu outros 22 torneios e chegou ao número 3 do ranking de simples e ao 1 de duplas. No vídeo, o momento histórico do acrobata Yannick, com invasão de quadra e tudo o mais.


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Realidades diferentes
às 20h09 - por José Nilton Dalcim

O suíço Roger Federer definitivamente vive uma realidade diferente de seus mais diretos adversários em Roland Garros. Se isso não é ainda uma preocupação concreta, ao menos mostra que ele está menos confortável sobre o saibro. E olha que o piso está suficientemente bom até para o saque-voleio de alguns aventureiros.

Rafael Nadal só perdeu nove games em dois jogos, um deles diante do número 43 do mundo, e provavelmente vai manter a média neste sábado contra Eduardo Schwank, que um dia já foi revelação sul-americana. Novak Djokovic nem jogou tudo isso, mas ganhou todos seus nove sets, ritmo que tem tudo para ser mantido diante do freguês Andreas Seppi.

E o suíço? Já permitiu dois sets aos adversários. Na estreia, passou pelo alemão Tobias Kamke, 78º do mundo, e perdeu dois games de serviço. Depois, ficou preguiçoso no terceiro set contra Adrian Unger, 92º colocado. Nesta sexta-feira, voltou a perder set contra um agressivo Nicolas Mahut, 89º, que atacou o tempo todo seu backhand e fez alguns estragos.

Como agora vem um duelo contra o lucky-loser David Goffin, 109º aos 21 anos e só três jogos de Grand Slam no currículo, espera-se que Federer poupe energia para a difícil segunda semana. Logo nas quartas, deverá ter pela frente Berdych ou Del Potro, dois jogadores que já provaram ter capacidade de incomodá-lo. O argentino, aliás, foi muito bem contra Cilic e o tcheco correu sérios riscos de derrota diante de Anderson.

Se derrotar Seppi com a competência que mostrou hoje diante de Devilder, Djokovic terá certamente um duelo contra Tsonga ou Wawrinka nas quartas. Depois de ter superado um desafio físico e psicológico contra Simon, o número 2 suíço pode sim derrubar Tsonga, apesar de o gigante francês ter feito uma belíssima partida diante de Fognini. O italiano, diga-se, mostrou bom humor e esportividade, coisas que nem sempre convivem com seu talento.

No feminino, não dá para falar que a vitória de Kuznetsova sobre Radwanska seja uma zebra, mas o placar de 6/1 e 6/2 era completamente fora de prognóstico. A russa, que não brilha há algum tempo, pode ir agora até a semi. Dolorosa também a virada que levou Ana Ivanovic, mas Sara Errani atravessa um bom momento.  Azarenka foi eficiente e continua favorita à semi.

Precaução - Questionado se pode ganhar de Federer, Goffin se saiu bem: "Se disser que sim, parecerei pretensioso. Se disser não, mostrarei falta de ambição". Ele se confessou fã do futuro adversário, a ponto de ter foto na parede do quarto quando adolescente. Roger foi de uma frieza suíça: "Ele não é o primeiro". Uma ruidosa torcida belga tem acompanhado Goffin

Twitter - Stephen Sloane leva o combalido tênis norte-americano às oitavas e comemorou o feito: "Vou ter agora mais seguidores no Twitter". Na contramão, Maria Sharapova diz que não sente a menor atração pelo microblog. "Gosto é de escrever muito", afirma a atleta mais bem paga do mundo, que prefere o Facebook. "Adoro postar fotos".

Saiba mais
Andreas Seppi vai encarar o número 1 do mundo e quem sabe se inspire nos feitos de Adriano Panatta, seu mais famoso compatriota da Era Profissonal. Ele ganhou Roland Garros de 1976 com um predicado e tanto: foi o único homem a derrotar Bjorn Borg na história do torneio e por duas vezes (a primeira foi em 1973, quando o sueco ainda era juvenil). Panatta chegou a ser quarto do mundo e levou a Itália ao único título que possui na Copa Davis.


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