Entre em contato
Assine o RSS
Indique o blog
Leia no celular


Buscar no blog


Arquivo



+ veja mais



Adivinhe quem
às 19h34 - por José Nilton Dalcim

Poucas horas atrás, o site da ATP colocou no ar os "10 melhores lances" do Finals de Londres, todos realmente excelentes, ainda que alguns tenham sido exagerados e outros esquecidos. Faz parte.

O curioso é que quatro desses 10 pontos foram anotados por um tenista. Adivinhe quem? Sim, ele, é claro, a quem coube também o lance número 1. O narrador britânico fica estupefato - 'Você está brincando comigo', pergunta -, tanto quanto o próprio adversário, que diz tudo o que é possível com sua careta. Claro, estamos falando de Roger Federer.

Se você ainda não viu, clique aqui. Se quiser mudar a votação ou incluir outros, fique à vontade. Eu particularmente achei falta daquele voleio dropshot do Tomas Berdych na paralela.

Façanhas - O Finals de Londres bateu seu recorde de público pelo quarto ano consecutivo, atingindo desta vez o total de 263.229 espectadores. Com isso, o torneio superou a marca de 1 milhão de ingressos vendidos. Como todos sabem, o Finals permanecerá na arena O2 até 2015.

Importante confirmar que Novak Djokovic, o campeão invicto de Londres, anotou outra marca pessoal, ao fechar a temporada com incríveis 75 vitórias.

Aliás, foi apenas a quarta vez que a decisão reuniu os dois líderes do ranking. Vale lembrar que o Finals, ex-Masters,  começou a ser disputado em 1970, antes mesmo de a ATP e o ranking existirem. 

Já a conquista (inesperada) de Marcel Granollers e Marc Lopez foi a primeira de uma parceria espanhola desde 1975.

Desafio vai para o tiebreak - O equilíbrio da temporada 2012 se registrou também no desafio que o Blog fez aos internautas para a final de ontem. Nada menos que quatro pessoas acertaram não só o placar exato da vitória de Nole sobre Roger, como também o total de 14 aces. Eles foram Alexandre Candido, de Lages/SC; Patricia Garuti dos Santos, de São Paulo/SP; Mauricio Pereira, de Nova York/EUA; e Vinicius Garcia, de Campinas/SP.

Como só existe um prêmio - o lindo óculos esportivo da Oakley, aro Lemon Peel e lente Fire Iridium -, teremos de recorrer a um desempate. Os quatro internautas receberão, nos emails que indicaram ao participar, um voto específico para a final da Copa Davis deste fim de semana para definir o vencedor. Emocionante!

 


    envie por e-mail    
Twitter
O espaço de comentários é moderado. Conheça as regras.



O Mestre
às 21h58 - por José Nilton Dalcim

Se a temporada 2012 acabasse depois do primeiro set desta segunda-feira em Londres, estaríamos todos muito satisfeitos. Nada melhor que um set de 72 minutos intensamente disputado, cheio de alternativas, variações táticas e incrível empenho de ambos os lados para concluir um calendário em que o equilíbrio foi a tônica dos grandes torneios.

Mas tinha de haver um vencedor e ele foi Novak Djokovic. Com sua marca registrada, que aliás também se repetiu ao longo de uma semana que terminou invicta, ele jamais se entregou. Buscou saídas, esperou o vacilo do adversário, correu atrás de todas as bolas e foi muito mais consistente nos pontos decisivos. Um Mestre, como era o antigo nome do ATP Finals. Eliminou todas as perguntas que ainda poderia se fazer sobre quem domina o circuito.

Roger Federer teve aqueles altos e baixos que costumam lhe custar derrotas amargas. Dominou o começo do jogo e, no primeiro espaço que abriu, viu surgir o temido adversário. Nole esteve para fechar o set no 5/4, mas então foi a fez de o suíço brilhar, com uma mudança tática radical. Usou topspin para cortar os erros e surpreender o sérvio. Cometeu no entanto o pecado de não ser agressivo o bastante no tiebreak, ainda que ambos tenham praticado um tênis de alta qualidade, produzindo lances de levantar o público.

Djokovic parecia ter perdido a intensidade no segundo set e ficou à mercê de Federer, muito mais por conta de seus erros na base. O número 2 do ranking teve até break-point para uma segunda quebra, porém ainda assim chegou a 5/4 e 40-15. Ficou apressado, talvez por conhecer o poder de reação de Nole quando está contra as cordas. Ou será possível esquecer aquela semifinal do US Open? E assim foi. De repente, o sérvio se agigantou, tomou conta da partida, colocou bolas milimétricas na linha e ganhou o sexto troféu da temporada, onde se inclui um Grand Slam e três Masters, 15 semifinais em 17 torneios.

Apesar da dor de cabeça que vai ter nesta noite, Federer não precisa se desesperar. A campanha no Finals, se não foi espetacular como nos anos anteriores, mostrou que ele continua com plena capacidade física e técnica de competir entre os melhores, candidatando-se sempre a novos títulos, principalmente nos pisos sintéticos e um pouco mais velozes.

Melhor ainda para o tênis, a disputa pela liderança do ranking está garantida para o Australian Open. Apesar de abrir 2.655 pontos de vantagem, Djokovic perderá o posto se for batido antes da semifinal e Federer ganhar o título, resultados completamente possíveis.

Mas, até lá, o tênis tem um dono. Só um.


    envie por e-mail    
Twitter
O espaço de comentários é moderado. Conheça as regras.



No duelo dos melhores do ano, Djoko tem pequena vantagem
às 21h12 - por José Nilton Dalcim

O Finals de Londres não poderia terminar de forma mais justa para resumir a temporada 2012 e mais perfeita para vislumbrar o que poderá acontecer em 2013.

Novak Djokovic deu um salto de qualidade no piso duro coberto, no qual tinha feito tão pouco ao longo do ano, e mostrou toda sua força física e mental para virar uma partida que parecia complicadíssima contra Juan Martin del Potro. Já Roger Federer ratifica sua excepcional competitividade, aos 31 anos, e dominou o jogo nervoso contra Andy Murray para ir atrás de um incrível sétimo título no Finals.

Se pensarmos apenas no confronto direto, Federer deveria ter leve favoritismo, porque lidera por 16 a 12 no geral e, mais importante ainda, suas duas vitórias sobre Nole na temporada aconteceram sobre quadras mais parecidas com Londres: a grama de quique baixo de Wimbledon e o cimento de Cincinnati. As derrotas vieram sobre o saibro de Roma e Roland Garros.

No entanto, ao compararmos os números gerais dos dois líderes do ranking ao longo do calendário, a vantagem é de Djokovic, ainda que novamente pequena. O ponto em comum a ambos: venceram um Grand Slam e três Masters 1000 cada um. Vamos comparar?

Djokovic em 2012
74 vitórias e 12 derrotas
5 títulos - um Slam e 3 Masters
US$ 8,2 milhões de prêmios oficiais
16-12 em tiebreaks
23-10 em jogos contra top 10
5-5 em finais disputadas no ano (sem o Finals)
16-3 em jogos decididos no 3º ou 5º sets
49-5 sobre a quadra sintética
4-1 em quadras fechadas
62-1 após vencer o primeiro set
12-11 após perder o primeiro set

Federer em 2012
71 vitórias e 11 derrotas
6 títulos - um Slam e 3 masters
US$ 6,6 milhões de prêmios oficiais
20-14 em tiebreaks
16-8 em jogos contra top 10
6-3 em finais disputados no ano (sem o FInals)
14-3 em jogos decididos no 3º ou 5º sets
41-6 sobre a quadra sintética
11-3 em quadras fechadas
59-2 após vencer o primeiro set
12-9 após perder o primeiro set

Ao examinar todas essas realidades, é mais do que redundante dizer que será um jogo sem favorito, com enorme peso para o primeiro saque de Federer e para a capacidade de devolução de Nole, principalmente fazendo o suíço jogar se errar o serviço inicial.

Em quem você aposta?

Bom, neste post coloque apenas seu comentário. No post imediatamente abaixo, coloque seu palpite numérico. Vale um superprêmio: óculos escuro esportivo da Oakley, com aro "Lemon Peel" e lente "Fire Iridium". Não é demais?


    envie por e-mail    
Twitter
O espaço de comentários é moderado. Conheça as regras.



Quem leva o Finals? Vale um óculos esportivo Oakley!
às 21h05 - por José Nilton Dalcim

Novak Djokovic ou Roger Federer? O Finals de Londres, um dos torneios mais difíceis e importantes da temporada, será decidido pelos dois melhores do mundo às 18 horas desta segunda-feira.

Então o Blog do Tênis desafia os internautas: quem vai ficar o título?

O prêmio é mais do que tentador: óculos escuro esportivo da Oakley, com aro "Lemon Peel" e lente "Fire Iridium".

Indique o vencedor e o placar, conforme modelo abaixo. Obviamente, leva aquele que chegar mais perto do resultado (o palpite sobre aces é para eventual desempate).

Caso queiram (e devam) fazer comentários, escrevam e opinem exclusivamente no post acima, deixando aqui só os palpites numéricos. Fica mais organizado.

A votação se encerra quando for dado o primeiro saque. E, é claro, se ganhar alguém de fora do Brasil, terá de indicar um endereço no país para receber o prêmio.

Importante: não mandem palpites por email. O divertido aqui é justamente todo mundo poder conferir a aposta dos demais.

Se possível, seguir o modelo abaixo, que facilita muito na hora da apuração:

Tenista A vence Tenista B por 2 sets a 1, parciais de 6/4 4/6 7/6.
O jogo terá no total 30 aces.

Boa sorte!


    envie por e-mail    
Twitter
O espaço de comentários é moderado. Conheça as regras.



Delpo brilha e equilibra ainda mais o Finals
às 23h17 - por José Nilton Dalcim

Juan Martin del Potro, para felicidade do tênis, deu a volta por cima. A má impressão deixada em Paris e na primeira rodada de Londres - a de um jogador esgotado fisica e mentalmente - ficou para trás. Com duas grandes atuações, ele conquistou a vaga nas semifinais deste domingo e, muito mais do que isso, aumentou ainda mais o equilíbrio das rodadas decisivas depois da atuação brilhante diante de Roger Federer.

Agora, Federer terá que enfrentar Andy Murray e caberá a Del Potro a missão de encarar Novak Djokovic. Independente de qualquer retrospecto, são jogos com favoritismo muito pequeno de um lado ou de outro, ainda que o mais sensato seria apostar numa nova decisão entre Nole e Murray.

Djokovic está cheio de confiança com suas três vitórias no Finals, mas encontrará um Delpo muito inspirado por sua reação no torneio e por outra atuação brilhante contra Federer, um adversário que sempre o incomodou. Nas suas próprias palavras, ele perdeu o medo e achou a forma de se defender das bolas baixas. No retrospecto geral, Nole soma seis vitórias em oito partidas contra Del Potro, um tenista que se encaixa no estilo do sérvio, já que ataca sempre do fundo de quadra sem grandes variedades táticas. Em 2012, o argentino foi perfeito no torneio olímpico, mas depois não ganhou set nas quadras duras de CIncinnati e Nova York.

Já Murray reencontra Federer e pode ter alguma vantagem moral, já que o suíço amargou neste sábado sua primeira derrota em três anos na arena O2, numa partida emocionalmente desgastante. Aliás é um verdadeiro tira-teima londrino, já que um venceu Wimbledon e o outro, as Olimpíadas. O escocês ainda lidera no geral, por 10 a 8, e deve contar com a torcida, que efetivamente ama Federer mas que não pode deixar de gritar pelo dono da casa.

Ranking - As seminais são importantes para o duelo entre Djokovic e Federer em relação ao ranking. O sérvio está no momento 2.155 pontos à frente. Se vencer e for à final, dificilmente permitirá que o suíço brigue pela liderança no Australian Open. O título em Londres poderá deixar Nole mais de 3 mil pontos à frente, caso Federer perca na semi.

Del Potro irá recuperar o sexto lugar do ranking se ganhar de Nole, mas mesmo um eventual troféu ainda o deixará mais de mil pontos atrás de David Ferrer. O escocês permanecerá no terceiro posto e o máximo que poderá fazer é terminar a temporada cerca de 900 pontos atrás de Federer.


    envie por e-mail    
Twitter
O espaço de comentários é moderado. Conheça as regras.



Primeira lógica
às 20h11 - por José Nilton Dalcim

Tudo absolutamente dentro do script no grupo A do Finals de Londres. Novak Djokovic sobrou na fase de grupos em cima de Andy Murray, Tomas Berdych e Jo-Wilfried Tsonga, chega invicto e com apenas um set perdido às semifinais de domingo e pinta como favorito certo para a decisão.

A outra vaga tinha que ser de Murray, e não se trata apenas do que cada um produziu na arena O2, mas de uma justiça por toda a temporada realizada até aqui. O escocês deixou de ser coadjuvante de luxo, ganhou partidas de peso, títulos inimagináveis e já há quem imagine que será possível brigar pela liderança do ranking em 2013.

Em 17 torneios disputados nesta temporada, Djokovic disputará sua 15ª semifinal. É um resultado que explica plenamente seu número 1. As únicas exceções foram Madri (quartas) e Paris (estreia), o que quer dizer que ele foi às rodadas decisivas de todos os Grand Slam (título na Austrália, vice em Paris e US Open, semi em Wimbledon), e faturou Miami, Toronto e Xangai. Está com 73 vitórias em 85 jogos ao longo do ano.

Murray acabou tendo sua melhor temporada, porque conseguiu dar um salto de qualidade no segundo semestre, a partir de Wimbledon. Perdeu seis jogos desde o Slam caseiro, mas ganhou Olimpíadas e US Open, com finais no All England Club e Xangai, um período em que também derrotou duas vezes Djokovic e Federer.

Mas Nole ainda não sabe quem enfrentará agora. Tudo indica que será David Ferrer, franco-favorito diante de Janko Tipsarevic neste sábado. Claro que o espanhol terá de contar com a inestimável ajuda de Roger Federer, que precisa ganhar de Juan Martin del Potro para isso. O suíço já está classificado, mesmo com derrota por 2 a 0, porém se isso acontecer ele cai para o segundo lugar do grupo e vira o adversário de Djokovic. Acho que Roger gostaria de evitar isso.

Murray também fica no aguardo, mas há enorme possibilidade de ele reencontrar Federer, já que basta um set para o suíço ficar como campeão do grupo. O escocês, tal qual Djokovic, guardou energias para este Finals. Está muito rápido em quadra, parece bem determinado e está mesclando defesa e ataque, variação tática que conseguiu lhe dar os grandes troféus em cima exatamente de Federer e Djokovic.

Talvez fosse mesmo o mais interessante e correto termos Federer e Ferrer na semifinal, que ficaria assim com os quatro principais cabeças e, muito mais que isso, os que mais bem jogaram neste segundo semestre que não teve Rafael Nadal.


    envie por e-mail    
Twitter
O espaço de comentários é moderado. Conheça as regras.



E Federer pode até escolher adversário
às 21h18 - por José Nilton Dalcim

Não vai acontecer, tenho certeza, mas o suíço Roger Federer está numa situação tão cômoda no Finals de Londres que pode se dar ao luxo de escolher quem quer enfrentar nas semifinais de domingo. Ele tem uma vantagem interessante: como os dois melhores do Grupo A sairão na sexta-feira, um dia antes de enfrentar Juan Martin del Potro, poderia 'entregar' o jogo para ficar em segundo do grupo.

A matemática diz que, se Delpo ganhar por 2 a 0, fica em primeiro lugar do grupo e enfrentará o vice do outro. Caso Federer ganhe um set, será o melhor da chave. O argentino depende de si mesmo, tendo de repetir a grande exibição da Basileia. Já o espanhol David Ferrer precisa ganhar do frustrado Janko Tipsarevic e torcer por Federer.

Invicto na arena O2 há 12 partidas, Federer não jogou um tênis espetacular contra Ferrer, sofrendo alguns altos e baixos no saque. O backhand também demorou para se calibrar. O espanhol lutou o tempo todo e ganhou elogios daquele que já o derrotou 14 vezes, 10 delas sem ceder sets: "Ele nunca sai mentalmente da partida e está hoje provando a todo mundo o quão firme é. Tenho muito respeito por ele".

Respeito sim, piedade não... Federer tem uma curiosa estatística: ganhou 101 dos últimos 102 jogos contra adversários com 30 anos ou mais. A exceção foi Tommy Haas.

Del Potro, por seu lado, fez uma partida de pouco suor diante de um desconcertado Tipsarevic, que parece um peixe fora d'água neste Finals. O argentino, que bateu seu recorde pessoal de vitórias numa temporada, agora com 63, tem 6 vitórias em 19 jogos diante dos top 10 neste ano (1-6 contra Federer e 5-7 contra os demais).

A rodada desta quinta, como dito antes, vai definir os dois semifinalistas e quem vence o grupo. Ninguém ainda está garantido, nem descartado. Veja as principais alternativas:

- Djokovic se qualifica se vencer Berdych ou se ganhar ao menos um set.

- Murray avança para a semi se derrotar Tsonga em dois sets.

- Berdych precisa ganhar de Djokovic por 2 a 0. Esse placar (pouco provável) ainda pode classificar o sérvio, desde que Tsonga tire um set de Murray.

- As chances de Tsonga são pequenas. Se Berdych ganhar um set de Djokovic no jogo das 12 horas, o francês já arruma as malas.

- Podem ocorrer dois tríplices empates, com decisão no set average. Isso acontece se Djokovic e Tsonga ganharem (Murray, Berdych e Tsonga ficam com uma vitória cada um para decidir o segundo lugar) ou se Berdych e Murray vencerem (eles e Djokovic somariam duas vitórias e dois saem para a semi).


    envie por e-mail    
Twitter
O espaço de comentários é moderado. Conheça as regras.



Djokovic convence e deve decidir grupo
às 20h41 - por José Nilton Dalcim

Foi uma bela apresentação do sérvio Novak Djokovic contra aquele que tem sido o seu mais duro adversário da temporada. Ele não se preocupou com a perda do primeiro set, o tênis mais agressivo de Andy Murray, muito menos deu bola para a torcida, evidentemente ao lado do escocês. E obteve uma bela virada. Sua maior arma? O mental.

Certamente muito confiante nesta altura do Finals, Djokovic deve manter sua hegemonia sobre Tomas Berdych - que vem de duas duríssimas partidas e se valeu da consistência e do físico para derrotar Jo-Wilfried Tsonga -, manter a invencibilidade e principalmente classificar Murray como segundo do grupo, supondo-se que o britânico é favorito contra Tsonga na sexta-feira.

O francês tem uma chance remota de classificação, mas volta a parecer lento demais para aguentar o ritmo dos que estão a sua frente do ranking. Olhem que dado significativo: perdeu neste ano todos os 11 duelos que fez diante de adversários classificados no top 8.

Outro fato curioso é que esta foi a primeira vitória de Berdych em Londres em 2012, já que ele havia perdido nas estreias de Wimbledon, do torneio olímpico e do próprio Finals. No geral, ele chega ao 60º triunfo da temporada, um recorde pessoal.

A rodada desta quinta-feira, a segunda do grupo B, começa com o duelo de estilos entre Roger Federer e David Ferrer. Será ótimo teste para o suíço, que adora a quadra da O2 e terá diante de si um tenista que raramente achou um jeito de enfrentá-lo, em qualquer piso. Mas Ferrer está embaladíssimo e esta parece ser a maior chance que tem de enfim encerrar a série de 13 derrotas seguidas. À noite, Juan Martin del Potro e Janko Tipsarevic jogam a chance derradeira. Um duelo entre dois tenistas que estão saturados fisica e mentalmente.

Sonho adiado - O Rio de Janeiro - e todos nós - sonhou em trazer o Finals para cá a partir de 2014, o que seria certamente o maior evento jamais realizado no país. Mas não deu, como eu já suspeitava. Não apenas pela força do dinheiro do grande patrocinador inglês do torneio atual, mas principalmente pela inexplicável e inaceitável falta de estrutura esportiva que o Brasil tem.

Afinal, qual ginásio moderno e confortável, com capacidade para pelo menos 15 mil pagantes, teríamos a oferecer? Não existe. E como imaginar que conseguiríamos lotar duas sessões diárias, como acontece em Londres, um evento que chega a vender 250 mil ingressos numa única semana, a preços minimos de R$ 80 por sessão? Atualmente, nem o futebol em pleno Brasileirão consegue juntar com frequência 34 mil torcedores. Vejam os números dos dois primeiras dias deste Finals, me enviados por Sheila Vieira: 16.524 à tarde de segunda-feira e 17.487 à noite; 17.086 na tarde de terça e 17.800 à noite.

Então, o sonho fica adiado para 2016. Quem sabe, nesse período, surgirá a grande arena multiuso que seria tão adequada ao tamanho da nossa economia e ao fanatismo do brasileiro pelo esporte. Porque não adianta trazermos um evento dessa magnitude sem dar o básico a quem custeia a festa: estacionamento, segurança, alimentação decente, fácil deslocamento, assentos confortáveis, ar condicionado. Já basta o que sofremos num Ibirapuera.


    envie por e-mail    
Twitter
O espaço de comentários é moderado. Conheça as regras.



Federer arrasa, Ferrer continua uma máquina
às 21h14 - por José Nilton Dalcim

Assim como aconteceu na segunda-feira, as primeiras partidas do grupo B do Finals de Londres deram vitória aos favoritos. As ótimas participações de Roger Federer e David Ferrer deixam poucas dúvidas de que eles serão os semifinalistas, devendo decidir o primeiro lugar da chave no duelo direto que acontecerá na quinta-feira.

Federer, como se esperava, sobrou em quadra contra o sérvio Janko Tipsarevic. O tênis versátil e vistoso do suíço se encaixa como uma luva no pragmatismo de Tipsarevic, que nunca parece ter soluções para o saque afiado, os slices desconcertantes, as subidas à rede, os contrapés constantes. Melhor ainda, Federer poupou energia.

A tarefa de Ferrer foi bem mais difícil, mas certamente a confiança que adquiriu com os recentes títulos em Valência e Paris foi importante diante do poder de fogo de Juan Martin del Potro. O argentino oscilou demais na partida, ainda que conseguisse recuperar uma quebra no final do terceiro set que quase complica o espanhol. Ferrer conseguiu mais winners - 34 a 31 -, o que não é comum, e encerrou a discussão com a quarta vitória seguida e a terceira na temporada sobre Delpo.

A rodada desta quarta-feira pelo grupo A é bem interessante. De novo, Novak Djokovic contra Andy Murray, o que tem sido sinônimo de emoção e equilíbrio ao longo do ano. Depois, vida ou morte para Tomas Berdych e Jo-Wilfried Tsonga. Não dá para dizer que exista algo definido nesta chave, embora, para os jogos finais de sexta-feira, é importante lembrar que Berdych tem sido freguês de carteirinha do sérvio e Tsonga não ganhe do escocês há quase cinco anos.

Top 30 - Thomaz Bellucci terá de fazer uma ótima campanha no Challenger Finals do Ibirapuera, a partir do dia 26, para terminar uma temporada pela primeira vez entre os top 30. Sua melhor marca até agora foi o 31º, em 2010. Ele ocupa neste momento o 32º posto, apenas 19 pontos atrás do francês Jeremy Chardy e a 65 do eslovaco Martin Klizan. O título em São Paulo vale 120 pontos. Por ser agenciado pela mesma promotora que faz o evento, ele já tem o convite garantido entre os oito participantes do Finals paulistano.

Top 100 -   E Bellucci será mesmo o único top 100 do tênis brasileiro ao final desta temporada, já que nenhum dos outros, que disputam challengers, têm condições de chegar lá nestas últimas semanas. João Souza, o Feijão, já encerrou o calendário e deve ficar em 136º. Rogerinho está nas oitavas em São Leopoldo e um eventual título em seu evento derradeiro de 2012 poderá colocá-lo entre os 110. Thiago Alves decidiu ir para a Europa e disputa nesta semana o challenger da Brstislava, podendo também entrar na faixa dos 110 se vencer o torneio.


    envie por e-mail    
Twitter
O espaço de comentários é moderado. Conheça as regras.



Ótimo começo
às 21h19 - por José Nilton Dalcim

E o Finals de Londres começou a todo vapor. Duas boas partidas abriram o complicadíssimo grupo A do torneio e tiveram a vitória dos favoritos. Não sem trabalho e empenho. Dessa forma, Novak Djokovic e Andy Murray deram o passo decisivo para tentar vaga na semifinal. Nesta terça-feira, acontecem as partidas iniciais do grupo B, com Roger Federer como favorito e segunda vaga bem aberta.

Murray e Tomas Berdych fizeram uma partida intensa, cheia de alternativas e ótimos lances. Foi um confronto basicamente de fundo de quadra, com muita pancadaria, mas com espaço para jogadas habilidosas e ousadas. O escocês conseguiu reagir, virou o placar e se recuperou da imagem ruim deixada no ano passado, quando chegou tão mal ao Finals que abandonou a competição pela metade. Mostrou que está muito disposto a fazer sua terceira final em Londres da temporada.

Nole também encontrou um adversário duro e precisou de grande empenho para superar Jo-Wilfried Tsonga. O sérvio, que havia ganhado todos os quatro duelos da temporada contra o francês, em todo tipo de piso, surpreendeu com algumas subidas à rede, uma variação tática que certamente balançou Tsonga. Ele teve grande chance no 3/3, break-point e passada fácil nas mãos. Depois, sucumbiu à frieza e precisão do sérvio no tiebreak. A partir daí, Nole tomou conta e jogou bem mais solto.

Tomara que esse bom início influencie a rodada desta terça. Federer tem amplo favoritismo contra Janko Tipsarevic. Já o duelo entre David Ferrer e Juan Martin del Potro traz incógnitas, inclusive sobre a forma física de ambos. É praticamente uma decisão sobre quem pode ir às semifinais, supondo que o suíço é candidato certo a uma das vagas. 

A sorte está lançada - Wimbledon abriu dia 1º de agosto a distribuição de formulários para quem quiser concorrer a ingressos para o torneio de 2013. Mas concorrer não quer dizer ganhar, mas sim ter a chance de comprar! Como a maioria de vocês sabe, as entradas para o mais antigo e importante torneio do tênis mundial são oferecidas por sorteio desde 1924.

Fato bem curioso é que todo o processo é feito pelo velho e bom (e seguríssimo) correio britânico. O interessado envia um envelope ao Club, dentro do qual deve ir outro envelope com seu endereço e com selos já pagos, solicitando o formulário. Ao receber, preenche e devolve até o dia 31 de dezembro de 2012. Apenas um formulário por endereço, é a regra.

O sorteio é feito por computador e ninguém pode escolher previamente data ou quadra que quer assistir. É também o computador quem decide isso. Os felizardos recebem confirmação a partir de fevereiro e então têm de pagar a conta. As desistências vão permitindo novos sorteios, que acontecem, se for preciso, até junho.

Para saber mais ou fazer seu pedido, vá ao site de Wimbledon. Boa sorte.


    envie por e-mail    
Twitter
O espaço de comentários é moderado. Conheça as regras.



Forma física em jogo
às 20h06 - por José Nilton Dalcim

O Finals de Londres é um show. Em quase todos os sentidos. A arena O2 é espetacular, as ações promocionais esgotam o fôlego do público, que superlota as 14 mil cadeiras em duas sessões diárias, o que é um fenômeno certamente reservado para locais que respiram tênis.

O maior problema tem sido os protagonistas. Vira e mexe, chegam completamente exaustos para uma série de jogos dos mais difíceis. A grosso modo, o Finals é mais duro do que ganhar um Masters 1000 e talvez que um Slam. Porque todos os cinco adversários estão no top 10 e isso não acontece em qualquer outro torneio do circuito. Joga-se dia sim, dia não, até as semifinais. E aí alguns irão jogar três rodadas seguidas.

Então, o físico e o mental são extremamente exigidos numa quadra que é um pouquinho mais rápida que em quase todo o calendário. Não é à toa que Roger Federer é um deus na O2, porque ganhar um torneio tão especial por duas edições consecutivas, e invicto, é coisa de gênio. O público e a imprensa se curvam ao suíço, que consegue ser mais popular do que Andy Murray. Bom, quem sabe agora o campeão do US Open iguale melhor as coisas.

O sorteio dos grupos, feito no sábado, teoricamente ajudou Federer, embora a tarefa nunca seja fácil. Mas ter pela frente David Ferrer e Janko Tipsarevic pode ser considerada uma boa ajuda. O quarto homem é Juan Martin del Potro, que tanta dificuldade tem dado ao suíço, mas pareceu já em Paris muito cansado. A organização deu uma mãozinha e ainda colocou o bicampeão da O2 para pegar o 9 do mundo na terça-feira, deixando um duelo já praticamente decisivo para Ferrer, grande campeão em Paris, contra o argentino.

Claro que, num evento com os oito (ou nove) melhores da temporada, tudo é sempre difícil e imprevisível. Porém, inegável que Novak Djokovic, Andy Murray, Tomas Berdych e Jo-Wilfried Tsonga deram azar. Nole já chegou falando em desgaste, sem falar na saúde debilitada do pai. Tsonga não foi bem na semana passada, mas é o atual vice. Então me parece que o duelo entre Murray e Berdych desta segunda-feira pode indicar, logo de cara, um favorito para a semifinal. Em 2011, o escocês foi uma decepção total no torneio, a ponto de abandonar o barco, e talvez o desejo de uma grande campanha explique a derrota precoce do campeão do US Open em Paris.

De qualquer forma, não dá para perder o Finals, ainda que a ATP mexa e revire o calendário sem conseguir resolver o problema do desgaste de fim de temporada. Houve um tempo em que o então Masters acontecia no Madison Square Garden no mês de janeiro. Maluco? Sem dúvida. Mas o bom tênis estava garantido e permitia até uma decisão em melhor de cinco sets, algumas delas verdadeiramente históricas.

Destaques - O título inédito de David Ferrer foi, de longe, o grande momento do fim de semana. O espanhol mostrou a vitalidade que tem faltado aos outros tops e não apenas ganhou seu primeiro Masters 1000, como ainda o fez numa quadra sintética coberta. Incrível. E isso incluiu vitórias sobre os locais Tsonga e Michael Llodra, que ainda nos brinda com o esquecido 'big game', tempos em que habilidade valia mais que força e físico.

Ao mesmo tempo, o garotão Jerzy Janowicz mostrou o que há de melhor no tênis moderno, ou seja, misto de brutalidade e delicadeza, ataque e defesa. Difícil dizer se ele terá futuro ou se o salto ao top 30 será em vão. Já vimos esse filme algumas vezes.


    envie por e-mail    
Twitter
O espaço de comentários é moderado. Conheça as regras.



As zebras de Paris, a lógica de Londres e a foto da Basileia
às 21h15 - por José Nilton Dalcim

Não é à toa que Paris pleiteia com veemência, junto à ATP, a mudança radical de data, que o tiraria do incômodo final de temporada para um confortável mês de fevereiro, a partir de 2014. Desgastados ou desinteressados, os principais nomes ficam novamente pelo caminho e, para sorte dos promotores, ao menos três homens da casa, comandados pelo campeão de 2008 Jo-Wilfried Tsonga, estão ao menos nas quartas de final.

Cansado, Roger Federer nem foi. Contundido, Rafael Nadal novamente se ausentou. Novak Djokovic e Andy Murray mostraram irregularidade e até certa desmotivação, talvez pensando mais em se poupar para o Finals. Claro que, apesar dos pesares, o torneio ainda tem os competentes David Ferrer e Tomas Berdych, mas isso está incrivelmente longe do que poderia acontecer num fevereiro, em todos os tops estariam na ponta dos cascos.

Dos males, o menor. E Londres verá o que realmente tivemos de melhor na temporada, ou seja, os campeões de Grand Slam (exceção a Nadal); Ferrer, em sua melhor temporada; Berdych e Tsonga, sempre muito competitivos e em um piso que os agrada muito; Del Potro, que voltou a jogar bem perto de seu melhor tênis; e Tipsarevic, que está um degrau abaixo dos demais, porém é inegavelmente um jogador aplicado e determinado.

Ainda não dá para cravar como ficarão os grupos de Londres, até porque Berdych ainda tem remota chance de tirar Ferrer da condição de cabeça 4. Mas o sorteio, marcado para sábado, é realizado dois a dois e então a única certeza mesmo é que Federer e Djokovic não se cruzarão na fase de grupos e torcerão para ficar longe de Murray. Eu particularmente também adoraria não ficar com Berdych e Tsonga, mas a rigor, numa competição exclusiva entre os melhores do ano, não dá mesmo para escolher adversários.

Vale ainda um elogio a esse novato polonês Jerzy Janowicz, que tem feito boas partidas na quadra dura e parece um tenista de bons recursos, e registrar o retorno cada vez mais consistente de Sam Querrey. Ele já marcou duas grandes vitórias em Paris e precisa só de mais um resultado positivo, diante de Michael Llodra, para fechar 2012 entre os top 20. Importante lembrar que ele terminou 2011 como 116º e em abril ainda estava fora dos 100 primeiros.

A foto! - E eis que, sensível com os apelos e comentários emocionados do pessoal aqui no Blog, a dona Arlete me autorizou a publicar a tão sonhada foto ao lado do 'filho' Roger. É de causar inveja, não?


    envie por e-mail    
Twitter
O espaço de comentários é moderado. Conheça as regras.