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Atraso e susto marcam exibição de Federer em Tigre
às 11h59 - por José Nilton Dalcim

A falta de estrutura causou susto, tumulto e vaias na primeira partida que Roger Federer realizou na Argentina em sua carreira, conforme conta o jornalista Jeremias Pilatti em noticiário que escreveu para o La Nación. "A pontualidade e precisão suíças de Federer foram trocadas por improviso e descontentamento, mas felizmente o jogo contra Del Potro salvou o dia e apagou da memória a confusão", relatou.

A escolha da pequena cidade de Tigre, de 30 mil habitantes nas cercanias de Buenos Aires, para sediar a passagem histórica de Federer foi motivada por questões políticas, segundo a imprensa local. Obviamente, a cidade não tem estrutura para tanto. Construíram um estádio tubular para 20 mil lugares e a confusão já começava na chegada do público, que se afunilava para passar as poucas e apertadas entradas. Para piorar, o dia era de calor infernal.

O jogo preliminar entre os veteranos e antigo inimigos Guillermo Vilas e José Luis Clerc começou com meia hora de atraso. Mas o pior veio mesmo poucos minutos antes da entrada de Federer e Delpo. Uma seção da arquibancada se moveu 10 centímetros e causou correria. Cerca de 150 pessoas tiveram de ser retiradas. Isso gerou outro atraso. Os organizadores tentavam distrair o público com várias ações, mas o cliima era tenso. A coisa só se acalmou mesmo quando os dois foram à quadra, às 21h29 locais.

Fortuna - Federer recebeu nada menos que US$ 3,5 milhões por seus dois jogos na Argentina, enquanto Delpo teve bolsa de US$ 600 mil, conforme uma fonte da organização. No total, a visita à América do Sul, que incluiu os quatro dias em São Paulo e mais a partida do próximo sábado em Bogotá, irão gerar 7,5 milhões de euros para o número 2 do mundo, mais do que toda a premiação oficial de US$ 8,5 milhões que ele recebeu na temporada 2012 e quatro vezes mais do que ganhou pelo sétimo título em Wimbledon. A venda de 35 mil ingressos cobriu a maior parte dos custos na Argentina.

Mensagens - Um telão exigiu mensagens de vários argentinos importantes sobre a presença inédita de Federer no país, entre eles Gabriela Sabatini, Luciana Aymar e Diego Maradona. O craque da camisa 10 gerou, é claro, o maior número de aplausos. "Roger, você é a máquina mais perfeita que já vi jogando tênis", declarou Don Diego, que está em Dubai.

Fotógrafo - No final da manhã, Roger visitou a presidente Cristina Fernández, num encontro de 35 minutos, dando a ela uma raquete e uma camisa autografados. A parte mais inusitada foi quando o suíço pegou a câmera para registrar o momento (veja foto acima do site canchallena.com). Só ele mesmo!

Futebol - Na coletiva oficial, Federer precisou falar muito de futebol. Messi, Maradona... E nesta tarde ele estará em La Bombonera, para jogar fut-tênis com Del Potro e Gabriel Batistuta. 

Amigos? - Inimigos públicos ao longo de toda a carreira, Vilas e Clerc fizeram uma partida de exibição emocionante. Aos 54 anos, seis a menos que o maior nome do tênis nacional, Clerc venceu por fáceis 6/2 e 6/1. Coube a Vilas realizar um "grand-willie", a incrível jogada entre as pernas que foi batizada com seu nome. Ao final, os dois se abraçaram, um fato digno de registro.

 


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Federer conquista corações. Mas o tênis vai aproveitar?
às 11h21 - por José Nilton Dalcim

O que mais um promotor de evento pode sonhar do que encerrar seu show num absoluto ápice? Tem é claro de agradecer o dono da festa, Roger Federer, que encontrou pernas para brindar dois Ibirapueras completamente lotados, no sábado e domingo, com atuações divertidas e espetaculares, como se quisesse explicar a todo mundo por que é o maior tenista de todos os tempos.

Claro que isso nem seria necessário para a maciça maioria do público, formado por verdadeiros fanáticos por seu tênis tão rico e vistoso. Mas o suíço ainda mostrou-se bem humorado, aceitando todas as brincadeiras. Era fácil ver um sorriso franco a cada boa jogada, sua ou do adversário, a cada reação das arquibancadas. Divertiu-se até mesmo nas entrevistas coletivas, respostas inteligentes e fluentes na ponta na língua. Na última, resolveu 'pegar no pé' do tradutor oficial e arrancou gargalhadas.

A consciência de Federer sobre a paixão de seus seguidores e seu papel como megaestrela do esporte é assustadora. Ao sair do treino de sábado, numa quadra externa do Ibirapuera, viu que centenas de pessoas o esperavam para fotos e autógrafos e foi lá, atendendo o máximo de pedidos que pôde. Repetiu o gesto ao final da coletiva do sábado, mais de 1 hora da manhã, e espantou os próprios jornalistas ao pegar a câmera de um fã, fazer a foto e depois ainda conferir se havia ficado boa antes de devolver. Tudo sem a menor pressa. Não foi à toa que perdeu outros pacientes minutos no domingo dando autógrafos... aos jornalistas!

Esse conjunto de habilidades fazem de Federer algo único na história do tênis, talvez do esporte profissional moderno. Não é apenas um tenista de extraordinária qualidade, insuperáveis recordes e de excepcional carisma, mas também sabe lidar com o público e com a imprensa. Conquista todos os corações e a sensação que fica é que dobra o número de admiradores por onde passa. Um amigo internauta me contou que conseguiu foto e autógrafo do suíço na porta do hotel, fila de umas 100 pessoas, atendidas uma a uma.

A postura de Federer fora das quadras é mais notável do que dentro dela, como se isso fosse possível.

Saudosismo - Além de todo o espetáculo de lances geniais e situações inusitadas, Federer e Tommy Haas podem ter proporcionado também uma das últimas chances de o público apreciar um duelo autêntico do tênis mais clássico, ou seja backhands de uma mão, voleios e slices bem utilizados no repertório. Parece algo fadado à extinção no circuito atual, em que os golpes estão ficando bem mais robotizados e o domínio do backhand de duas mãos se tornou um caminho sem volta.

Legado - Como nem tudo é bom nesta vida, me entristece o fato de termos tido repercussão tão gigantesca a favor do tênis - transmissão ao vivo pela TV aberta, cobertura maciça dos grandes veículos - e a perspectiva de que haverá apenas uma pequena capitalização fora do universo do próprio tênis. Porque continuamos sem a estrutura necessária e recomendada de quadras públicas, ensino gratuito e facilitação do acesso ao esporte.

Imagino o garoto ou a menina que ficaram encantados com essa superexposição dada a Federer... Onde irão praticar se não puderem pagar clubes e academias? Existe pouca oportunidade, principalmente fora das grandes cidades. Uma pena desperdiçarmos mais uma chance como esta de colocar o tênis nas escolas, nos centros esportivos municipais.

Até quando vamos esperar 2016 chegar?


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Everybody loves Roger
às 13h57 - por José Nilton Dalcim

Mesmo sem ter jogado um tênis de alto padrão na partida de quinta-feira, o suíço Roger Federer não diminuiu em um centímetro a empolgação dos fãs e o assédio da imprensa a cada passo que já deu pela cidade de São Paulo. E não para de receber elogios e declarações de amor. Ao contrário de Chris Rock, a sensação é que todo mundo ama Federer.

Conversei com caçadores-autógrafos, pessoal da organização, cinegrafistas e ninguém consegue dar um único depoimento negativo sobre o suíço. "Ele tirou a raqueteira das costas para a foto ficar melhor", derrete-se uma fã. "Sua educação e simplifidade são incríveis", me segreda um membro do staff. "Ele atende a todos os pedidos e responde todas as perguntas", surpreende-se um profissional de imprensa acostumado aos bastidores do futebol. Após o jogo contra Bellucci, ele se atrasou muito para a coletiva e chegou dando "bom dia" e pedindo desculpas. Atrasou porque não queria deixar de atender os fãs na saída do ginásio.

Lance curioso aconteceu na sexta-feira. Enquanto Roger ia ao camorote para assistir ao jogo de Sharapova e Wozniacki ao lado do namorado da dinamarquesa, o supergolfista Rory McIlroy, o pai Robert sentou-se anonimamente no meio do público, completamente sozinho, deliciando-se com sorvetes. Ninguém o perturbou. No sábado, Robert foi dar um passeio pela cidade num Fusca conversível.

Quem tem acompanhado o TenisBrasil, já viu que a agenda de Federer é agitadíssima e o tênis tem sido sua menor atividade. Quando pôde, conseguiu bater bola com Rodrigo Grilli, o profissional contratado para isso. Os outros tenistas têm tido atividade bem menor, limitada a clínicas com convidados. Serena acompanhou Federer neste sábado numa rápida aparição no Masp para jogar uma miniquadra. Algumas crianças do projeto de Patrícia Medrado vieram de Cidade Tiradentes, verdadeira viagem, para ver o ídolo por pouco minutos, sem direito a foto nem autógrafo. Pena.

Os jogos tiveram altos e baixos, mas no geral devem ter agradado. A dupla de quinta foi o melhor até agora, seguido pela ótima (e séria) exibição de Jo-Wilfried Tsonga. Visivelmente cansado - abusou da subida à rede, sinal evidente da falta de pernas -, Federer teve poucos momentos de brilhantismo. Brindou a torcida com algumas ótimas jogadas, mas também cometeu erros grotescos. Bellucci se aproveitou disso e foi bem. No dia seguinte, contra Tsonga, o saque caiu e seu nível de jogo piorou muito.

O público começou mais tímido na quinta-feira, mas acabou praticamente lotando o Ibirapuera, como se esperava, para o primeiro jogo de Federer. Lá fora, os cambistas estavam decepcionados e chegavam a vender dois ingressos por R$ 500, para minimizar o inevitável prejuízo. Já a sexta-feira foi mais ou menos o que eu esperava, com metade das arquibancadas ocupadas. O calor infernal obrigou o uso de leques e gerou um visual engraçado.

Sábado e domingo reservam mais emoções, já que as partidas de Federer contra Tsonga e Haas e o duelo de Serena com Azarenka têm tudo para fechar o evento com chave de ouro.


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Começou a grande festa
às 15h48 - por José Nilton Dalcim

Você acha que só existe tiete de Roger Federer nas arquibancadas ou em frente à TV? Que nada. Os jornalistas também amam o suíço. Não consigo contar quantos pedidos já recebi para arrumar autógrafo, foto, ingresso, lugarzinho... de jornalistas!

Federer é um fenômeno. Tal qual na maior parte do mundo, onde existem os grandes torneios, todo mundo baba por ele, seja pela postura, pela desenvoltura no inglês e francês, nas respostas inteligentes e bem humoradas. Nunca foge da pergunta, não perde a calma.

Hoje, ao entrar para a coletiva oficial em São Paulo, ele foi aplaudido! Incrível. Eram cerca de 200 profissionais de comunicação, vários estrangeiros. Ele ofuscou completamente a presença da deusa Maria Sharapova, da número 1 Victoria Azarenka, da maior dupla da história. Ninguém fez uma pergunta sequer à ex-líder Caroline Wozniacki.

Só mesmo Serena Williams não apareceu - ela chegará em cima da hora, para uma clínica e a partida de sábado -, o que no final das contas se provou uma decisão correta. A festa é dele, praticamente só dele.

Todos os contratados têm agenda feita pelos patrocinadores. Cada um fará clínica no ginásio do Ibirapuera para convidados especiais - hoje à tarde era a vez de Sharapova -, enquanto Federer foi fazer uma visita ao Mercadão do centro da cidade horas antes da partida contra Thomaz Bellucci.

Coisas curiosas foram ditas na entrevista coletiva. Bellucci, Bruno Soares e Marcelo Melo ressaltaram a importância para o tênis brasileiro de assistir ao notável desfile de estrelas. "Ver Federer é o sonho de qualquer brasileiro", afirmou Marcelo, enaltecendo também a presença das meniinas. "É a nata do tênis", completou Soares.

Sharapova, que visita o Brasil pela segunda vez, disse que gostaria um dia de competir aqui para valer. Tsonga já havia visitado o Brasil quando criança ("mas não lembro de nada") e afirmou curtir a música, a dança e o futebol brasileiros. Os Bryan admitiram estar sem treino: "Acabei de casar, estava na Costa Rica", lembrou Mike. "Não vai ter ninguém torcendo por nós", brincou Bob. Por fim, Tommy Robredo aproveita a vinda para conhecer os pais de sua namorada brasileira.


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Programa promete ensinar adultos em apenas nove horas
às 23h49 - por José Nilton Dalcim

Depois de readaptar os antigos programas de ensinamento para crianças e lançar com grande sucesso o 'Tennis 10s' para jovens tenistas de até 10 anos, a Federação Internacional vai em busca dos adultos. O 'Tennis Xpress' dá largada em 2013 em todos os cantos do planeta.

O 'Play and Stay' (Jogue e Fique) foi criado em 2007 e envolve uma série de ações globais com o objetivo de tornar o esporte algo mais simples e agradável, dessa forma trazendo mais adeptos ao tênis, que vinha sofrendo uma queda acentuada no número de praticantes.

O sucesso da campanha foi o uso de bolas mais lentas, raquetes mais leves e quadras menores para quem começa a jogar, de forma que a primeira experiência se torne algo prazeroso. Desde a primeira aula, o aluno já troca bolas, conta pontos e sua muito. A ITF proibiu competições para menores de 10 anos com a bola amarela e autorizou que campeonatos nacionais de todos os níveis utilizem a bola verde (25% mais lenta do que a tradicional).

O 'Tennis Xpress' seguirá os mesmos princípios, utilizando bolas verdes e laranjas (50% mais lentas), o que facilita o aprendizado da técnica e garante a diversão. A entidade quer que isso se espalhe rapidamente por todos os países filiados.

O curso terá duração de apenas nove horas, ao longo de seis semanas, e a promessa é que o participante seja capaz de disputar um torneio após esse prazo.


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