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O Blog de cara nova!
às 12h32 - por José Nilton Dalcim

E o Blog do Tênis mudou de cara e de plataforma, o que nos permitirá implementar melhorias. Acessem pelo endereço http://tenisbrasil.uol.com.br/blog/

Espero que vocês gostem!


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Crise nos challengers
às 10h02 - por José Nilton Dalcim

O circuito masculino está em alerta. Segundo levantamento do site Heavy Top Spin, o primeiro trimestre de 2013 sofrerá uma redução alarmante de torneios de nível challenger, que são o degrau mais importante para os jogadores que estão fora do top 100.

Vejam os números: em 2013, o calendário oficial da ATP divulgou 21 challengers para este primeiro trimestre, que são 30% menores do que 2012, que teve 30 nesse período do ano, e 36% inferiores aos 33 de 2011.

A reportagem não procura explicações, mas certamente a crise econômica é a maior delas. Por outro lado, afirma que houve um 'boom' desses torneios - que atualmente têm premiação entre US$ 35 mil e US$ 150 mil - ao longo dos últimos 20 anos. Em 1992, eram apenas 88 e atingiram o auge em 2008, com nada menos que 175. Desde então, entrou em linha descendente e no ano passado o calendário desabou para 147.

A diminuição de oportunidades no Challenger Tour é duplamente preocupante. Além de dificultar o acesso ao top 100 e aos torneios maiores, significa que os tenistas passarão mais tempo tendo prejuízo em suas carreiras. Porque é mais do que sabido - e interessante tema para outro post - que um profissional abaixo do 150º lugar do ranking não consegue ganhar dinheiro. No máximo, paga as despesas. Isso é ainda mais grave para os jogadores sul-americanos, que estão mais distante dos EUA e da Europa.

Outro dado curioso citado na matéria é que, enquanto os challengers cresciam, as vagas dentro dos ATPs (incluindo aí Masters e Grand Slam) estagnaram. Em 1994, havia 90 eventos de primeira linha, o que corresponderia a 36% mais espaço do que os atuais 65. Desde 2002, o calendário de ATPs ficou limitado a esse número, mas ao mesmo tempo muitos torneios diminuiram de tamanho, passando a chaves com 28 e 48 participantes. Segundo os cálculos do site, são oferecidas hoje 7.432 vagas nesses maiores torneios, apenas 9,5% mais do que uma década atrás.

Derrotas e desistências - Tão perto do Grand Slam australiano, parece claro que os principais tenistas não querem mesmo correr qualquer risco e o resultado é uma chuva de desistências e abandonos nos torneios preparatórios desta semana.

Juan Monaco e Kei Nishikori esvazariam a tradicional exibição de Kooyong, enquanto Gilles Simon e Radek Stepanek não se esforçaram em Sydney. O tcheco jogou apenas quatro pontos e, com 40-15 no primeiro game, sentiu as costas e deu a vitória a Julien Benneteau. Mais sintomática foi a derrota de John Isner, que vem de contusão na Copa Hopman.

Já os brasileiros tiveram um dia nada animador. Thomaz Bellucci pareceu ter tido uma de seus momentos de pouca consistência - não houve imagens da partida contra Lukas Lacko, o que impede maior análise  -, tendo enormes dificuldades para ganhar pontos no saque do adversário, a quem ameaçou três vezes sem sucesso.

Os quatro que foram ao quali do Australian Open não ganharam sets, o que reforça a ideia de que chegar em cima da hora a Melbourne não é definitivamente uma boa ideia. Além de bem custosa.


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E não é que o ano começou muito bem?
às 00h36 - por José Nilton Dalcim

O tênis brasileiro viveu uma temporada de ouro em 2012. Não apenas ergueu troféus de nível importante, com Thomaz Bellucci, Marcelo Melo e principalmente Bruno Soares, como também marcou seu retorno ao Grupo Mundial da Copa Davis e ainda pôde assistir de pertinho megaestrelas do tênis atual, como Roger Federer, Novak Djokovic, Serena Williams, Victoria Azarenka e os irmãos Bryan.

E 2013 começou em ritmo esperançoso, a começar pela histórica vitória de Melo no ATP de Brisbane, a 11ª de sua carreira, que o tornou o duplista nacional mais bem sucedido da Era Profissional. Curiosamente, ele pode ser alcançado já nesta semana por Soares, que joga como amplo favorito em Auckland ao lado do britânico Colin Fleming. Muito boa também a campanha de Rogerinho Silva no challenger paulistano, ainda que tenha ficado sem pernas e sem título.

Por fim, o domingo se completou com a estreia vitoriosa de Thomaz Bellucci em Auckland e aqui preciso gastar algumas linhas a mais porque a atuação do brasileiro, ainda que tenha tido altos e baixos, merece elogios por detalhes essenciais. O mais importantes deles foi a forma com que segurou a cabeça, após estar perdendo por 2/5. Com um placar desses e diante das rajadas de vento que assolavam a quadra principal, é muito fácil perder a paciência. Mas ele se segurou, esperou suas chances e, a partir da vitória apertada no tiebreak, se soltou mais em quadra.

Goffin é um top 50 do ranking, garoto de qualidades e bom futuro, mas evidentemente um tenista mais encaixado no saibro. Por isso, era de se esperar que em algum momento o saque e os golpes mais poderosos de Bellucci fizessem a diferença. Também vale destacar os excelentes voleios que o paulista obteve na partida e a variação com slice, ingredientes que aos poucos o técnico Daniel Orsanic conseguiu adicionar e aperfeiçoar no tênis do pupilo.

Resultados - A primeira semana da temporada teve também a esperada vitória de Andy Murray, mas muitos elogios ao búlgaro Grigor Dimitrov, que tirou Milos Raonic e Jurgen Melzer e ainda deu trabalho ao número 4 do mundo. Melhor ainda é ouvir do garoto que "preciso de mais um par de anos para atingir meu potencial". Pés no chão fazem bem à saúde.

Richard Gasquet impediu que a boa semana de Nikolay Davydenko se completasse em Doha e Janko Tipsarevic completou o fim de semana de títulos dos top 10, em Chennai. A se destacar ainda o vice de Novak Djokovic na Copa Hopman, com direito a uma estranha derrota para Bernard Tomic, e a contusão de Jo-Wilfried Tsonga, que o tira também de Sydney.

No feminino, não vimos Serena x Azarenka porque a bielorrussa abandonou a semifinal. Pena, porque era praticamente a única coisa boa de Brisbane. Melhor para a norte-americana, que fica um pouco mais favorita para o Australian Open, enquanto Maria Sharapova se retirou por contusão e Petra Kvitova está abaixo de qualquer crítica.


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Thiago Alves é a opção para a Copa Davis
às 17h42 - por José Nilton Dalcim

Embora o capitão da Copa Davis João Zwetsch prefira esperar até a semana que vem para soltar a lista de convocados, o paulista Thiago Alves é a opção escolhida para completar o time brasileiro que vai ter a duríssima missão de enfrentar os Estados Unidos, em quadra coberta e sintética, no começo de fevereiro.

A eventual aposentadoria de Ricardo Mello - que mostrou pouco ritmo no Aberto de São Paulo e nem deve disputar outros torneios até o Brasil Open - levou à escolha por Alves, que é um tenista que se adapta bem à quadra dura e adora uma pressão. Contra si, tem a falta de experiência em Davis e o peso de disputar a competição numa situação em que os adversários são tão favoritos.

O time obviamente será completado por Thomaz Bellucci, em quem se depositam as pequenas esperanças de vitória, e a dupla mineira formada por Bruno Soares e Marcelo Melo. Mesmo tendo de encarar os magníficos irmãos Bryan, são nossa maior chance de não sairmos de Jacksonville no zero. Bellucci pode surpreender? Claro, até porque John Isner e Sam Querrey dependem muito do saque e Mardy Fish está parado. Isner, por sinal, se contundiu e desistiu da Copa Hopman nesta quinta-feira.

Thiago Alves também deve abandonar a ideia de disputar o qualificatório do Australian Open. Com a vaga assegurada nas quartas do Aberto de São Paulo, teria muito pouco tempo para chegar a Melbourne e se adaptar ao fuso de 14 horas, tendo ainda três jogos sempre duros pela frente. Rogerinho Dutra se aventurou no ano passado e se arrependeu do gasto e do esforço. No caso de Thiago, melhor se preparar para a Copa Davis e, no de Rogerinho, de se adaptar ao saibro para o circuito sul-americano.

Brasil Open - Saiu na quarta-feira a lista para o Brasil Open, que promete ter a edição mais equilibrada de seus 12 anos. Além da presença de Nicolás Almagro, Juan Mónaco e Stanislas Wawrinka - três atuais top 20 e que já figuraram no top 10 ao longo da carreira -, o último dos 19 garantidos na chave principal é o 86º. Muito forte.

Claro que, com isso, só mesmo Thomaz Bellucci entrou direto e precisa torcer para ficar entre os quatro cabeças (está neste momento em quinto), já que a chave é de 28 jogadores e assim os quatro principais inscritos avançam uma rodada.

Os convites são sempre o conhecido drama: um pertence à promotora internacional que é dona da data; o outro certamente ficará guardado para uma eventualidade (diga-se Rafael Nadal); e apenas o terceiro iria para um brasileiro. No momento, está com o gaúcho Guilherme Clezar, apesar da negociação para que o torneio marque o adeus de Ricardo Mello.


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