Tênis continua a ser o esporte mais popular da Austrália
Caso único no planeta, o tênis continua a ser o esporte que desperta o maior interesse entre os australianos, segundo pesquisa da Sweeney, empresa especializada em opinião pública naquele país.
Os números, divulgados ontem no site da ATP, são realmente impressionantes. O tênis é motivo de interesse para 58% da população geral, está em primeiro lugar entre as modalidades vistas pela TV, é a terceira que mais se pratica e a quinta em termos de ingressos vendidos.
A pesquisa é realizada duas vezes ao ano, uma em cada semestre, entre 2 mil pessoas, e tem sido feita seguidamente desde 1986. Dado extremamente curioso está no fato de que as mulheres com mais de 45 anos são as que tem maior interesse pelo tênis (71%), enquanto o maior índice de prática está nas mulheres entre 15 e 29 anos (25%).
Outro dado relevante mostra a difusão do tênis nas maiores cidades do país. Sydney é quem mais curte a bolinha amarela (65%), seguido por Melbourne (60%), Adelaide (56%) e Brisbane (55%).
O diretor da Tennis Australia, a CBT de lá, afirma que tudo é reflexo direto do trabalho desenvolvido há quatro anos quando se iniciou uma remodelação estrutural e a abertura das quadras. "Mas, ao contrário de comemorar isso, nosso objetivo é melhorar ainda mais esses números", afirma. "Vamos incrementar as parcerias com governos regionais, clubes, centros esportivos e treinadores para aumentar ainda mais o acesso ao tênis".
Os números do mercado interno agradecem. Segundo as estimativas oficiais, 170 mil novos tenistas surgiram na Austrália nos dois últimos anos, causando aumento de 15% na venda de bolinhas e de 27% no calendário competitivo amador. "A maciça maioria de nossos tenistas são crianças ou jogadores recreativos. Por isso, temos de tornar o tênis cada vez mais fácil e prazeroso a eles".
Um novo programa nacional, chamado de Hot Shots, será introduzido em 2010 nas escolas de todo o país, com a meta de atingir 168 mil crianças até a metade do ano. Assim é que se trabalha sério.
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José Nilton Dalcim
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11h04
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Amor pela raquete faz Davydenko perder contrato e bônus
O apego ao modelo Ozone Tour, da Prince, fez com que o russo Nikolay Davydenko perdesse neste final de semana um bônus estimado em US$ 500 mil. Ele conquistou o Masters de Londres, torneio da envergadura de um Grand Slam, mas não ostentou na raquete ou na bolsa a marca de seu patrocinador.
Quem conta a história é o empresário e amigo Miguel Catalão. "Davydenko tinha contrato com a Prince até o ano passado, período em que usava o modelo Ozone Tour. Quando a Prince lançou a nova tecnologia EXO, ele se recusou a mudar de raquete".
Como a marca americana considerava Dayvdenko um jogador de idade avançada e pouco carisma em termos comerciais, não achou viável manter o contrato para o modelo antigo e preferiu apostar no francês Gael Monfils. O russo, por seu lado, tentou se valorizar e não aceitou um acordo financeiro menor.
O resultado foi esse que vimos em Londres. Rebelde, ele não pintou o nome da marca nas cordas da raquete e sua bolsa foi pintada totalmente de preto, algo raríssimo de se ver no nível top 10. "Prevaleceu o seu amor pelo modelo Ozone Tour", diz Catalão.
Aliás, caso semelhante aconteceu com o espanhol Juan Carlos Ferrero. Ele também jogava com o modelo Ozone Tour e recebeu proposta da Head. Tentou de tudo para se adaptar à nova raquete, mas não conseguiu. Voltou à velha marca e joga praticamente de graça com ela.
Sugestão à ATP - O técnico Odirlei Ronaldo Vieira, de São Paulo, em escreve para sugerir um sistema de desempate para o ATP Finals que poderia evitar a confusão da rodada final dos grupos deste ano.
Como ele utiliza o msmíssimo formato "round-robin" para seus eventos (2 grupos de quatro, jogando todos contra todos até sair os quatro semifinalistas), a sugestão para um eventual empate após as três rodadas é esta, pela ordem: número de vitórias, saldo de sets, número de sets ganhos, saldo de games, games ganhos e sorteio. E diz ele: "No caso de empate entre apenas dois jogadores em qualquer critério acima, já prevalece o confronto direto. Dessa forma, é muito prático e rápido definir a classificação".
Boa!
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José Nilton Dalcim
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19h01
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Londres faz justiça ao tênis batalhador de Davydenko
Como eu já havia comentado algumas semanas atrás, quando ele ganhou Pequim em cima de Rafael Nadal, o russo Nikolay Davydenko é por vezes subjulgado no circuito. Não deixa de ser normal. O tênis de hoje se divide em ícones de técnica e elegência, como Roger Federer, ou de raça e forma física, como Rafael Nadal, e então não sobra mesmo muito espaço para o jeitão um tanto sem graça do russo.
Davydenko também não tem algo realmente espetacular em seu estilo. É um tenista de jogo consistente de fundo de quadra, como manda o esporte de hoje, com alguns repentes junto à rede, um saque eficiente sem ser essencial. Talvez o que mais o empurre seja a incrível força das pernas, assim como a habilidade tática e a força mental. Está geralmente sempre em cima da linha, pegando a bola na subida, na busca de sempre acelerar a partida com golpes mais retos e angulados. Davydenko é um tenista de todos os pisos, ainda que não seja o melhor em nenhum deles.
Londres provou neste domingo que ainda há espaço para esse tipo de tenista no circuito. Davydenko teve uma campanha quase perfeita, vencendo três dos cinco melhores do mundo e tirando um set do número 3. Não atrai a torcida, não comemora pontos, raramente reclama, não dá declarações bombásticas, quase nem sorri. Chega perto de um anti-herói, talvez o sinônimo mais perfeito da atualidade do que se pode chamar de um atleta profissional.
Ainda é difícil esquecer que o russo se envolveu num episódio muito mal explicado de resultado acertado. Mas se eventualmente teve alguma culpa - a ATP afirma que não comprovou sua intenção de manipular a partida contra Martin Vassallo Arguello -, ele conseguiu dar a volta por cima. Vai começar 2010 no ápice de sua carreira e como um dos sérios candidatos ao título do Aberto da Austrália, o Grand Slam que parece aliás o mais adequado para erguer o troféu. Algo que, aos 28 anos e num circuito cheio de estrelas, é um considerável feito.
Os vencedores do Desafio - Com 95 pontos, Sérgio Paiva Sampaio, de Brasília, faturou o Desafio do Masters. Ele acertou o campeão, o vice e um dos outros dois semifinalistas, só errando mesmo ao apontar Fernando Verdasco. O segundo lugar ficou com Sergio Maida, que somou 80 pontos ao apontar o título de Davydenko e só errar um semi (Novak Djokovic). Por fim, o terceiro posto é de André Grzybowski, de São Carlos, com 65 pontos (votos em Davydenko e Federer) e superando os demais pelo critério de desempate (55 games perdidos pelo campeão e horário de envio do palpite). Os três receberão camisas Topper autografadas por Thomaz Bellucci.
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José Nilton Dalcim
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15h15
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Davydenko busca seu mini-Slam, Delpo tentar coroar temporada
Certamente, não era a final mais esperada. Mas, pelo que mostraram na semana, o título do Masters de Londres estará em ótimas e merecidas mãos, seja o troféu erguido pelo argentino Juan Martin del Potro, seja com a conquista do russo Nikolay Davydenko.
Delpo tenta coroar sua notável temporada e a conquista deste domingo vale nada menos que o quarto lugar do ranking, o que desbancaria o escocês Andy Murray. Embora não tenha sido espetacular na semana, o argentino teve grandes momentos, como não se via desde a histórica final do US Open. Ele jogou diversos ótimos games contra Roger Federer e Murray, deu algumas escorregadas diante de Fernando Verdasco e foi superior a Robin Soderling na semifinal deste sábado por meros detalhes.
A partida, que eu imaginava poderia ser a melhor do torneio, acabou sendo um duelo de saques devastadores e poucas devoluções. A vitória tendeu para os dois lados, o tempo todo, mas me parece que a frieza do garoto Del Potro diante do mais temperamental Soderling fez a diferença no tiebreak final. De qualquer forma, note-se: 67 winners na partida, ou seja, dois tenistas que jogam para decidir o ponto.
Do outro lado, Davydenko vai em busca do maior troféu da carreira. Já aos 28 anos e nenhuma presença sequer em finais de nível Grand Slam, ele pode faturar o que Murray e Federer chamaram no início da semana de "mini-Slam". Se vencer, não será mais do que justo. Afinal, ele terá então derrubado três dos cinco melhores do ranking (incluindo os dois líderes), o que não é para qualquer um.
O russo aliás foi brilhante na partida contra Federer. O suíço errou muito no primeiro set, mas a maior parte dos méritos cabe ao adversário, que soube trabalhar os ângulos da quadra e enxergou a dificuldade de timing do forehand suíço. Duelo de grandes lances dos dois lados, ele parecia mesmo determinado a acabar com o angustiante tabu de 12 derrotas. Aquele break-point que salvou, no finalzinho do terceiro set, com uma direita incrível, valeu todo seu esforço.
Difícil apontar um favorito para este domingo. O retrospecto não ajuda. Afinal, as duas vitórias que Davydenko conseguiu sobre Delpo no piso sintético foram em 2007 e há exato um ano, no Masters de Xangai. Desde então, o argentino é outro, completamente outro. Talvez haja um pouco mais de pressão sobre o russo, pelo fato de ele correr atrás de uma chance que talvez não se repita mais.
Como estamos diante de dois jogadores de muita capacidade técnica e poder mental, eu não perderia esta final se fosse você.
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José Nilton Dalcim
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21h31
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Vitória na semi garantirá Federer na ponta até março. Rumo ao recorde.
A semifinal deste sábado em Londres tem uma importância muito grande para o suíço Roger Federer, embora ele certamente não vá parar para fazer tantas contas assim. Grande ao favorito ao título do Masters com a queda dos números 2, 3 e 4 na fase classificatória, o suíço poderá colecionar os pontos necessários para permanecer na ponta do ranking até março, o que fatalmente lhe dará a segunda maior marca de todos os tempos.
A decepcionante campanha em Londres deixou Rafael Nadal sem lucros neste Masters. Assim, a diferença atual para Roger Federer subiu para 1.345 pontos. Isso já é o bastante para que o suíço defenda todos os 1.290 pontos de janeiro, entre o vice da Austrália e as quartas de Doha. E ainda sobram 55 pontos.
O espanhol, ao contrário, não pode somar nada na Austrália, mas teria chance de ganhar mais 200 pontos se ganhar Dubai e outros 105 se conquistar Roterdão, ou seja, um aumento máximo de 305 pontos. Então a conta passa a ser simples: Federer precisa apenas de mais 250 pontos para não sofrer qualquer ameaça à liderança até os Masters 1000 de Indian Wells e Miami. Se vencer o freguesíssimo Nikolay Davydenko neste sábado, fará 400 pontos.
E por que tanto cálculo é importante? Porque faltam apenas 13 semanas para ele superar as marcas de Ivan Lendl (270) e Jimmy Connors (268) como número 1 do mundo. Ou seja, 1 de novembro, 4 de dezembro, 4 de janeiro e 4 de fevereiro. Então, no dia 1º de março, o norte-americano Pete Sampras estará "apenas" 15 semanas à frente de Federer. Acredito que seria a última grande marca que o suíço deseja alcançar.
Será que Davydenko pode impedir isso? Competência ele tem, mas seu estilo é um daqueles que se encaixam com perfeição ao de Federer e isso explica facilmente os 12 a 0 de vantagem. Se Novak Djokovic tivesse passado, não sei se conseguiria manter o nível contra o suíço, já que o cansaço falou mais alto para ele em Londres. Uma pena.
O argentino Juan Martin del Potro leva o meu favoritismo contra o sueco Robin Soderling. Além de ser um jogador de maiores recursos, parece ter recuperado a confiança depois da nova vitória sobre Federer. Mas são dois jogadores que pegam pesado e talvez façam a melhor partida do torneio.
Para os 628 internautas que disputam o Desafio do Masters, 317 ainda estão com chance de ver seu indicado como campeão. É um belo percentual.
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José Nilton Dalcim
às
22h42
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Emoção de sobra em Londres. E alguém acredita em armação?
Quando todo mundo achou que o "grupo da morte" era o outro, eis que a decisão das duas vagas da chave A do Masters de Londres foi incrivelmente emocionante, disputada game a game entre Roger Federer e Juan Martin del Potro, que conseguiram eliminar Andy Murray - que também fez um jogo equilibradíssimo contra Fernando Verdasco - por uma questão de um game.
Se alguém aí ficou com a impressão de uma armação, não posso condenar. Eu também, mas só mesmo ali no finalzinho do terceiro set. Afinal, o tiebreak me pareceu bastante "normal", com os dois fazendo grandes bolas e cometendo erros. Federer jogou na rede aquele fácil voleio para dar o 5 a 4 e saque para Delpo no tiebreak, que poderia ser decisivo e mandá-lo para casa.
O terceiro set também foi disputado ponto a ponto. O argentino evoluiu consideravelmente desde a primeira partida em Londres e lembrou muito aquele jogador que surpreendeu Federer na virada do US Open. Mas então o suíço foi para a cadeira, 3/4 no placar, e eu aqui já tinha as contas feitas (tenho certeza de que não só eu, e muito mais gente... em Londres) mostrando que Delpo tinha de ganhar os dois games seguintes para fazer a contagem perfeita. E não é que Federer jogou um game horrível com seu saque?
Bom, pelo sim, pelo não, está mais do que justa a classificação dos dois para a semifinal, ainda que Murray não tenha sido uma decepção. Ao contrário, ficou perto de ganhar de Federer naquela que seria a campanha perfeita. No entanto, aqui entre nós, é bem mais gostoso assistir ao argentino bater na bola do que ver Murray se defendendo e uivando.
Federer ficou em primeiro do grupo e agora aguarda o adversário, que é outra incógnita. Pode acontecer qualquer coisa nesta sexta-feira, embora eu ainda aposte na vitória de Novak Djokovic sobre Rafael Nadal, o que deixaria o sérvio com grande chance de ficar com a segunda vaga e pegar o suíço no sábado.
O problema é o russo Nikolay Davydenko, osso duro de roer. Por uma mera questão de gosto, me deixaria mais feliz ver Robin Soderling contra Del Potro na outra semifinal, já que eles foram para mim os dois 'novatos' de maior sucesso na temporada.
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José Nilton Dalcim
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21h38
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Nadal é a primeira decepção de Londres. No resto, tudo aberto.
O final de temporada não poderia ser pior para o espanhol Rafael Nadal. E nem estou falando das derrotas, que deveriam ser encaradas normais num torneio em que estão presentes só os melhores do mundo. Perder faz parte do jogo, mas esse Rafa que vimos nas duas rodadas de Londres é outro. Sem confiança, cabeça baixa, pouca alternativa tática, golpes curtos e erros no fundo de quadra. Tudo o que não habituamos a ver no jogador que foi a grande sensação do circuito por praticamente um ano a fio.
A menos que consiga uma grande vitória sobre o cansado Novak Djokovic na sexta-feira, ficará uma grande interrogação sobre o importante início de 2010 do espanhol, que defende muitos pontos e o título da Austrália. O que vimos desde Pequim é um Rafa muito abaixo do seu nível normal e isso, é claro, afetará diretamente no lado mental. Sem falar que o saibro, o melhor lugar para recuperar a autoestima, estará meses adiante.
Tudo o mais em Londres ainda está aberto. Vejam que incrível: se Andy Murray ganhar de Fernando Verdasco por 2 sets a 0 (muito provável, eu diria) e Juan Martin del Potro bater Roger Federer, o suíço - depois dos dois sets magníficos disputados na terça-feira - estará fora da semifinal. O próprio Verdasco tem sua oportunidade: bater o escocês por 2 a 0 e torcer para que Federer faça o mesmo na partida da noite. Mas se o espanhol ganhar por 2 sets a 1, Federer pode até perder (e Delpo entra como primeiro do grupo). Quantas alternativas, não?
No outro grupo, o curioso é que Nikolay Davydenko eliminou Nadal, mas tem boa possibilidade de ficar de fora da semifinal. Ele precisa ganhar de Soderling, caso contrário terá de torcer pelo espanhol contra Djokovic. O sérvio, que pintou como um dos dois grandes favoritos ao título, teve uma queda vertiginosa no segundo set diante de Soderling e agora está sob pressão. Nunca é fácil jogar tênis assim. Outra má notícia: do jeito que a coisa anda, pinta uma semifinal contra Federer.
Vale lembrar aqui os palpites dos 628 internautas que estão participando do nosso 'Desafio do Masters'. Federer recebeu 293 indicações de campeão (46,7% do total) e Djokovic, 187 (29,7%). Murray aparece com 10%, à frente de Nadal (9,7%, derrubando 61 votantes). Del Potro aparece com 13 palpites, Davydenko meros 7 e Soderling, só 4. Ninguém colocou fichas em Verdasco.
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José Nilton Dalcim
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22h25
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Nadal sob risco, Djokovic inicia escalada ao número 2
A primeira rodada do Masters de Londres teria terminado completamente dentro do esperado não fosse a nova má atuação do espanhol Rafael Nadal. Ainda que não tenham brilhado, Roger Federer, Novak Djokovic e Andy Murray fizeram a lição de casa.
Em sua entrevista, Nadal diz que não está jogando como número 1. Modéstia. Não está jogando nem como 2, talvez sequer o 3. A partida contra Robin Soderling foi tecnicamente ruim. O sueco cometeu uma sucessão de erros bisonhos no fundo de quadra, raramente se atreveu à rede, não sacou como de hábito e ainda assim precisou de apenas dois sets para derrubar o espanhol.
Rafa, que sonhava matematicamente com o número 1, precisa agora tomar cuidado para não perder o 2. Claro que Nole ainda está distante, já que precisará ganhar o Masters para ter chance e ainda torcer para que Nadal só vença uma partida na fase de grupos. Isso até não parece tão impossível assim, já que o espanhol vem de derrota indiscutível diante de Nikolay Davydenko em Pequim e de duas surras contra o próprio Djokovic.
Federer e Murray fazem o primeiro grande duelo de Londres nesta terça-feira, um jogo recheado de rivalidades, mas qualquer que seja o resultado é muito pouco provável que os dois fiquem de fora das semifinais, já que Juan Martin del Potro e Fernando Verdasco não mostraram regularidade na estreia.
Claro que a situaçáo me parece mais delicada para o suíço: se ele perder de Murray, verá cair sua confiança e terá de decidir a vaga contra o homem que o destronou do US Open e vai estar com muita vontade de repetir a dose. O escocês, por seu lado, continuaria grande favorito diante de Verdasco.
Djokovic me surpreendeu pelo lado negativo. Fez um set e meio bem abaixo do que vinha jogando. Voltou a ficar irritado, cabeça baixa. Do lado positivo, mais uma vez mostrou grande poder de reação, algo que não é fácil diante do paredão Davydenko. Na altura da metade do segundo set, achei que o russo ia mesmo ganhar e virar o maior favorito de Londres. Não vingou.
O Masters é mesmo um campeonato interessante, e imprevisível.
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José Nilton Dalcim
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22h18
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Duas maneiras diferentes de ver o jogo de tênis
Não há necessariamente um certo e um errado. Mas me chama a atenção a forma com que os dois melhores tenistas dos últimos cinco anos se colocam diante de uma competição tão esperada e tão importante como o Masters de Londres, que acaba de começar na magnífica arena O2.
O espanhol Rafael Nadal diz que vai entrar em quadra nesta segunda-feira para jogar o melhor tênis que puder, independente de resultado. Aliás, literalmente afirmou que "se eu perder os três jogos da fase classificatória, que perca jogando um bom tênis".
Mais interessante ainda foi a frase final, diante da pressão exercida pelos terríveis jornalistas ingleses, que nunca desistem até obter uma resposta convincente. "Para mim, tanto faz ser o número 1 ou 2, desde que eu esteja feliz. Eu era feliz no ano em que fui 50".
Aí veio ontem o suíço Roger Federer e não economizou palavras para afirmar taxativamente que não foi a Londres para competir, mas para ganhar o campeonato. E que sua meta é sim terminar o ano no número 1 do ranking, retomando a liderança perdida em 2008, quando Nadal interrompeu sua série de quatro rankings finais seguidos como 1.
Não sei se a ideia é tirar a pressão de si, no caso de Nadal, ou colocar mais pressão no adversário, no lado de Federer. De qualquer forma, o duelo começou antes mesmo de se dar o primeiro saque.
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José Nilton Dalcim
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12h39
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Quem leva o Masters de Londres? Valem três camisas do Bellucci.
Conforme o prometido, está a partir de agora no ar o Desafio para o Masters de Londres. Quem quiser, deixe seu palpite para as semifinais, campeão e vice. Os três que se saírem melhor ganham camisa Topper autografada pelo Thomaz Bellucci.
O regulamento é simples:
- Indique o campeão - quem acertar, faz 50 pontos
- Indique o vice-campeão - quem acertar, faz 30 pontos
- Indique os outros dois semifinalistas - cada acerto, 15 pontos
Quem acertar tudo, pode fazer no máximo 110 pontos. E como vamos desempatar?
- Indique quantos games o campeão vai perder em todo o campeonato
Então, vamos aos palpites. Se possível, sigam esta exata ordem para facilitar a contagem dos palpites: campeão, vice, semifinalistas, games perdidos do campeão.
E não esqueçam de colocar nome, sobrenome, cidade e e-mail (este dado não é publicado).
O Desafio estará aberto a palpites até as 12 horas do domingo.
O meu? Djokovic, campeão. Federer, vice. Semifinalistas: Murray e Nadal. Games perdidos pelo campeão: 44.
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José Nilton Dalcim
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15h52
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Sorteio dos grupos esquenta ainda mais o Masters de Londres
Se você está diante de um torneio em que todos os participantes estão entre os nove melhores do ranking e são grandes destaques de uma longa e desgastante temporada, é quase um risco se falar em favoritismo, jogos fáceis ou difíceis, previsão de resultados. Porque literalmente tudo pode acontecer num nível tão alto, ainda mais se lembrarmos que o piso sintético deste Masters de Londres é a especialidade de praticamente todos eles. E antes que alguém diga o contrário, isso inclui necessariamente Rafael Nadal, o atual campeão do Aberto da Austrália e dono de seis títulos de Masters em quadra semelhante.
Mas o sorteio dos grupos nesta quarta-feira foi especialmente pródigo em colocar diante de Roger Federer e Nadal os seus maiores problemas no circuito atual. Federer terá de reencontrar Andy Murray, de quem não apenas perde por 3 a 6 no confronto direto, mas também sente um particular desconforto, algo tão evidente que gerou até palavras pouco cavalheirescas de ambos os lados. E ficou ainda do lado de Juan Martin del Potro, que conseguiu aquela virada histórica no US Open e mostrou claramente que não tem mais medo do outrora bicho-papão.
Me parece óbvio considerar Federer o favorito em sua chave, ainda que ele venha de duas derrotas seguidas em piso parecido. Em primeiro lugar, é bem provável que Murray sinta a pressão de jogar em casa, sem falar que seu problema físico no punho é ainda uma incógnita. Del Potro está longe de sua melhor forma e provavelmente com confiança em baixa. Verdasco não assusta ninguém, muito menos o suíço. Então meu palpite é simples: Federer em primeiro, Murray em segundo.
A outra chave ficou talvez até mais interessante. Nadal terá de jogar contra três adversários que vêm de vitórias sobre ele, todas aliás categóricas. Acabou de levar duas surras de Novak Djokovic sobre quadra rápida, foi batido por um ótimo Nikolay Davydenko em Xangai e nunca esteve com Robin Soderling tão atravessado na garganta. Desafeto público, o sueco o superou em pleno saibro e tirou-lhe a chance do penta em Paris. Por esse conjunto de coisas, Rafa terá de ter o máximo de equilíbrio emocional, além de reavaliar taticamente a forma de encarar os três.
Djokovic é meu favorito, não apenas à semifinal como ao título. Atual campeão, está em melhor forma física, técnica e por consequência de confiança entre todos os outros nesta reta final de temporada. Deve liderar o grupo e chegar em primeiro lugar à semifinal, acompanhado de Nadal, já que Soderling está mal do físico e com um tênis muito pouco criativo. Davydenko é sempre um perigo, mas acho que, se ficar para decidir a vaga contra o espanhol, prevalecerá o enorme coração do número 2.
Mais um Desafio - E como já sugeriu um internauta, que tal um Desafio para encerrar a temporada? A partir de amanhã, abriremos aqui a oportunidade para os votos (semifinal e final), tentando organizar de uma forma que fique fácil controlar. Preparem seus palpites!
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José Nilton Dalcim
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14h24
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Primeiro balanço do ranking mostra destaques e decepções de 2009
Todos os tenistas top 50 que não estão entre os nove primeiros do ranking já têm uma classificação definitiva para a temporada 2009, com o encerramento do calendário regular no último domingo. Com exceção de Andy Roddick, os que encabeçam o ranking ainda terão chance de mudar seu ranking em Londres, mas essa é conversa para amanhã, depois do sorteio dos grupos.
Então já é possível então fazer uma primeira análise geral da temporada masculina, tentando situar principais vencedores e maiores perdedores desse outro grupo.
Entre o pessoal que teve ascensão destacada está o tcheco Radek Stepanek, que terminou 2008 em 27º e agora aparece em 12º, um resultado e tanto para um tenista que fará 31 anos dentro de 10 dias. Outro veterano que deu um salto espetacular foi o alemão Tommy Haas - veio de 82 para 17 -, embora seja preciso considerar que sua queda foi em função de parada por contusão. O russo Mikhail Youzhny entra na galeria dos que se recuperaram, vindo de 32 para 19 com um bom final de temporada.
Curiosos parênteses cabem a Robin Soderling e Fernando Verdasco. Eles não podem ser chamados exatamente de nova geração, porque estão com 25 e 26 anos, mas atingem o auge da maturidade e chegam ao top 10 com vaga em Londres. O sueco era 17º e vira nono, enquanto o canhoto saiu do 16º para o oitavo.
Dentre a nova geração, não há dúvidas que o destaque foi o croata Marin Cilic, vindo de um 23º para o 14º graças a sua regularidade em todos os pisos. Esse garoto é uma das minhas apostas para o top 10 em 2010. Um pouco mais velho, Gael Monfils praticamente se manteve no mesmo lugar, com um importante 13º (era 14º).
A área das decepções é bem mais extensa, mas o título máximo cabe a meu ver a James Blake, que deixou o top 10 para um mediano 44º posto. E sem mostras de reação. Dois espanhóis também parecem ter atingido a curva descendente: David Ferrer foi de 12 para 18 e Nicolas Almagro, de 18 para 26. O russo Igor Andreev despencou de 19 para 35. Menção necessária a David Nalbandian, que por conta da cirurgia é agora 66º, e a Jo-Wilfried Tsonga com seu ano perturbado, caindo quatro postos (6 para 10).
Vale obviamente falar dos brasileiros. Thomaz Bellucci dispensa comentários, com sua evolução de 85 para 36. Marcos Daniel teve pequena queda (79 para 88), mas está no top 90 aos 30 anos, mesma idade com que Julinho Silva consegue um salto incrível de 300 para 144, na condição agora de terceiro melhor do país. A queda mais significativa é de Thiago Alves, que era 113, chegou a entrar novamente no top 100 mas encerra num amargo 151.
por
José Nilton Dalcim
às
20h38
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Aberto de São Paulo faz de tudo para ter Bellucci
Os argumentos são consistentes: jogar em casa, com o apoio da torcida, num piso e em condições climáticas que já dão certa preparação para o Aberto da Austrália, e lutar por 110 pontos no ranking em um torneio em que se é favorito absoluto, montante que deverá garantir a importante condição de cabeça-de-chave no primeiro Grand Slam do ano.
Com esse raciocínio bastante lógico, a Maricic Eventos tenta há duas semanas convencer Thomaz Bellucci a disputar o tradicional Aberto de São Paulo, o maior challenger brasileiro, que subiu premiação para US$ 125 mil e vale pontos como se fosse de US$ 150 mil, justamente quando comemora 10 anos de realização contínua no Parque Villa-Lobos.
"Não é preciso frisar o quão importante é para o tênis brasileiro ter seu maior nome em quadra, motivando a nova geração, podendo ser mostrado ao vivo pela TV e pela internet", diz Juliano Tavares, um dos executivos da empresa. "Como neste evento a entrada do público sempre foi gratuita, geralmente com mais de 4 mil pessoas nas rodadas finais na arquibancada, isso contribuiria muito".
Mas a ênfase dele, em longo e-mail enviado ao jogador, está mesmo na questão técnica. Juliano mostra por A+B que o título em São Paulo vale 110 pontos no ranking, o que levaria Bellucci ao número 32 do ranking com 90% de chance e, ao mesmo tempo, à lista de cabeças da Austrália.
"Se ele for a Brisbane, como está programado, não vai ser cabeça desse forte ATP 250. Terá uma chave duríssima pela frente e ainda precisará ir ao menos à semifinal para fazer 90 pontos. Sem falar no fundamental fator confiança: um título em São Paulo, onde ele seria amplo favorito, significa um grande embalo para começar uma importante temporada. Todos torcemos muito para isso".
Por enquanto, não há sinal de que o discurso da promotora tenha sensibilizado a equipe técnica do número 1. Segundo Roberto Marcher, que representa a Koch Tavares, empresa que gerencia a carreira de Bellucci, não há a menor possibilidade de ele alterar o calendário já estabelecido, que prevê ir a Brisbane, Auckland (ou Sydney, conforme Marcher) e Melbourne. "Ranking é sempre uma meta, mas neste momento não é a prioridade do Thomaz", explica. "Traçamos todo um planejamento para 2010, pensando desde o físico até o técnico, e o objetivo é estar nos grandes eventos, aumentar a experiência, algo que não mudará se ele continuar no nível challenger".
Feliz 36 - Ao ser confirmado como 36º do mundo no ranking final de temporada, Bellucci causou uma gostosa dor de cabeça a seus patrocinadores, já que a escala de bônus prevista em contrato aumentou consideravelmente. Como acontece em todos os acordos desse gênero, além de um fixo mensal, existe uma premiação extra por objetivo alcançado, como títulos nacionais, internacionais e meta de ranking.
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José Nilton Dalcim
às
16h38
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Djokovic encontra o caminho e promete incomodar os líderes em 2010
Quem é o melhor tenista em atividade? Acho que ninguém mais duvida que é o sérvio Novak Djokovic. Enquanto seus adversários tropeçam na irregularidade e nos altos e baixos de seu preparo físico, Nole conseguiu uma façanha ao ganhar dois torneios tão duros nesta reta final de temporada, com resultados que ninguém pode ousar contestar.
Paris deu a Djokovic seu quinto título de Masters, aliás todos diferentes, e isso o iguala agora ao virtualmente aposentado russo Marat Safin, deixando então como terceiro na lista dos jogadores que estarão no circuito em 2010.
Além de tirar o peso dos ombros e conquistar enfim um título de peso em 2009, o mais significativo foi sua incrível regularidade nos Masters: fez pelo menos quartas em todos os nove, semi em sete e decidiu cinco, tanto no saibro como no sintético.
Ao longo de suas 76 vitórias, seu recorde pessoal e melhor marca do ano, estiveram três contundentes vitórias sobre Roger Federer, dois shows contra Rafael Nadal e uma vitória incontestável diante de Juan Martin del Potro em Roma. Só faltou mesmo bater Murray na final de Miami, mas é importante considerar que o sérvio até então estava na fase de baixa.
Importante ainda observar que, nos eventos de Grand Slam, Djokovic só faltou às quartas de Roland Garros. Portanto, ainda que chegue a Londres com chances mínimas de sonhar com o número 2 - estará 1.250 pontos atrás de Nadal e só pode somar 1.500, ou seja, tem de ganhar o troféu invicto e torcer para o espanhol só vencer uma partida na fase preliminar -, Djokovic aproveitou muito bem a reta final para se recolocar na condição de ameaça aos líderes em 2010.
Gael Monfils também merece citação, após a longa final deste domingo, em que se viu mais coração do que técnica no terceiro set, onde os dois literalmente se arrastavam pela quadra. Cuidado ao criticá-los. Só quem esteve numa quadra de tênis, em qualquer nível, sabe o quão difícil é jogar cansado, o quão impossível é jogar exausto.
Para mim, no entanto, Monfils continua sendo a promessa que não consegue vingar, nem tanto pelo ranking (aparecerá afinal como 13º no ranking final da temporada) mas especialmente pelo jogo exageradamente defensivo, às vezes sem coragem, que chega a me irritar.
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José Nilton Dalcim
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15h49
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Federer vacila e Nadal entra de vez na briga pelo número 1
O suíço Roger Federer poderia ter um final de temporada mais tranquilo, mas já deu um passo em falso, na decisão da Basileia, e um considerável tropeção na estreia de Paris. Com isso, a defesa do número 1 e a oportunidade de somar o quinto final de temporada na liderança - das últimas seis - começa a correr risco.
Federer saiu de Paris com 10.150 pontos e, com duas vitórias suadas do espanhol, já vê o canhoto perigosamente mais próximo, ou seja exatos 1.125 pontos. Isso já é suficiente para haver briga das boas em Londres, onde o campeão invicto fatura 1.500. Mas Nadal ainda pode ir mais longe em Paris.
Ainda que não esteja com um tênis convincente, e encare nesta sexta-feira o jogo agressivo e acrobático de Jo-Wilfried Tsonga, ele pode ganhar e somar mais 180 pontos. Na hipótese de uma final, seriam mais 420 sobre o atual montante e um eventual título reduziria drasticamente a distância para a casa dos meros 205 pontos.
Seria, na verdade, um encerramento bem interessante para uma temporada em que os dois efetivamente dividiram as atenções. Os primeiros cinco meses foram todos de Nadal, com a grande conquista na Austrália e a tradicional soberania no saibro europeu, até que Federer virou o jogo na final de Madri e caminhou para dois troféus históricos em Paris e Londres, onde retomou com todo direito a ponta do ranking.
Esse possível duelo ganharia ainda mais molho na formação dos grupos, onde um Djokovic, um Del Potro, um Davydenko ou um Soderling apimentariam a vida de um ou de outro. Torço por isso.
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José Nilton Dalcim
às
23h29
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